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Confraria da Urtiga vai estar representada em Levet-França

Internacionalizar mais uma vez a Urtiga
  A Confraria da Urtiga vai marcar presença, na iniciativa da
associação ” Echange de plantes, troc et culture à Levet” ,  no próximo dia 31 de maio, em Levet, vila francesa geminada
com Fornos de Algodres.

   Esta participação  surgiu a convite da
presidente desta associação a Sra. Cecile Pauzat, que já presidiu
igualmente ao Comitée de Jumelage Levet-Fornos de Algodres, terá por objetivo divulgar algumas das iniciativas locais ligadas à atividade da
confraria e simultaneamente, manter vivas as relações entre as nossas
duas comunidades.

Por: Confraria da Urtiga

Fornos de Algodres Capital da Urtiga

Nesta terra não se mandam as urtigas para as urtigas

  A regra impera em Fornos de Algodres. Com poucos recursos, o concelho
aposta na utilização da planta como matéria-prima de novos produtos. Por
exemplo, sabonetes e de papel.

  A Câmara de Fornos de Algodres,
distrito da Guarda, aposta numa planta com má fama – a urtiga – para
ajudar a reanimar a economia local.

  Fornos de Algodres é o
município mais endividado do país e é também afetado pelo
despovoamento. Todas as soluções são pensadas na vila que recebeu,
recentemente, o anúncio do encerramento do serviço de Finanças e do
tribunal.

  A utilização das urtigas na alimentação é ancestral e
até já motivou a constituição no concelho, em 2009, a Confraria da
Urtiga, mas as plantas, que nascem livremente nos campos, podem
constituir matéria-prima de vários produtos.

  O presidente da
autarquia, António Fonseca, diz que “o produto está a ser trabalhado em
várias áreas”, servindo já hoje para a feitura de “enchidos e de sopas
tradicionais”. Mas o autarca quer mais: “Falta dar o salto”.

“Estamos
a pensar em criar uma incubadora de empresas, com fundos comunitários,
e, se houver um projeto ligado às urtigas, estaremos cá para o
acarinhar”, revela.

  O “salto” terá de passar por novos produtos
e, assim, no fim-de-semana, decorrem em Fornos de Algodres dois
“workshops”: um sobre produção de sabonetes de urtiga e outro incide na
produção artesanal de papel de urtiga. A iniciativa é da Confraria de
Urtiga e da União de Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do
Chão e, para Maio, anuncia-se a primeira “Rota da Urtiga”.

Uma boa ideia de negócio
 Ana
Martins é uma das promotoras destes “workshops”. Trabalhou quase 20
anos numa fábrica de papel, em Vouzela, e agora, aos 55 anos, está
preparada para ensinar a fazer papel de urtiga. Garante que é uma boa
ideia de negócio porque “a maioria dos papéis feito a partir de plantas
tem uma durabilidade muito longa. Alguns chegam aos mil anos”.

 Ana
conta que, numa experiência de trabalho que viveu em Moçambique, fez
papel dos desperdícios de cana-de-açúcar. “Um papel de muito boa
qualidade, que gerou dinheiro para a população que o produziu”.

  Papel
de urtiga, sabonetes de urtigas, aprender a fazer este fim de semana em
Fornos de Algodres. Se der fome, qualquer restaurante da vila terá um
esparregado ou salada de urtigas. Não tem que causar dor ou ardor na
boca: depois de cozinhada, a urtiga é bastante suave e deliciosa. Queijo
da serra com urtigas é já um ex-libris da vila.

fonte:Liliana Carona/RR