Início » Tag Archives: CIM’s Viseu Dão Lafões

Tag Archives: CIM’s Viseu Dão Lafões

CIM Viseu Dão Lafões organiza iniciativa de três dias no âmbito do projeto Life Landscape Fire em Espanha

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões está envolvida, até ao próximo dia 12, numa visita de campo integrada no projeto europeu Life Landscape Fire, que decorre na Região da Extremadura, mais propriamente na zona de Valência de Alcântara e na Serra de Hurdes.

Durante este evento de três dias, desde dia 10, os participantes têm a oportunidade de conhecer locais intervencionados pelo projeto, situados nesta Região fronteiriça. A delegação inclui o Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal da CIM e técnicos dos municípios da região Viseu Dão Lafões, assim como representantes de outros parceiros do programa, nomeadamente a Mancomunidad Sierra de San Pedro, a Junta da Extremadura e a Universidade da Extremadura.

O primeiro dia, em Valencia de Alcântara, começou com uma reunião estratégica, na qual os parceiros apresentaram o panorama das atividades em curso e das atividades já realizadas, seguindo-se uma visita a locais intervencionados. O segundo dia terá como destaque uma ação de fogo controlado, efetuada em conjunto com os parceiros da Junta da Extremadura, também em Valencia de Alcântara, terminando o evento no dia 12, na Serra de Hurdes, com visitas a locais alvo de gestão de combustíveis através de pastoreio extensivo / preventivo.

Life Landscape Fire – um projeto liderado pela CIM Viseu Dão Lafões

Lançado em 2019, o LIFE Landscape Fire visa a preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, através da implementação de medidas de gestão de fogo eficazes na paisagem rural. Liderado pela CIM Viseu Dão Lafões desde o seu início, foi o único projeto português a ser aprovado pelo Programa Europeu “LIFE”, no aviso de 2018 na Área do Ambiente. É desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico de Viseu, a Junta da Extremadura, a Mancomunidad Integral Sierra de San Pedro e a Universidade da Extremadura.

Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, sublinha a importância desta iniciativa: “O programa LIFE Landscape Fire é de vital importância para a nossa região. Não é de mais recordar que grande parte do nosso território é constituído por vastas manchas florestais que, com as alterações climáticas, estão sob ameaça crescente dos fogos florestais. Por isso, assumem grande importância todas as iniciativas que tenham como objetivo uma melhor prevenção e gestão dos incêndios, como é o caso do LIFE Landscape Fire. Esta iniciativa de três dias, em Espanha, segue-se a outras já realizadas no nosso território e é uma oportunidade valiosa para a troca de experiências e aprendizagens sobre esta realidade”.

Recorde-se que, no âmbito do projeto, o Comissário Europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginius Sinkevičius, visitou Viseu Dão Lafões em fevereiro de 2023, para testemunhar, in loco, uma ação de fogo controlado em São Pedro do Sul. Um mês depois, a CIM Viseu Dão Lafões organizou o 3.º Seminário Internacional LIFE Landscape Fire, que recebeu especialistas de vários países em Viseu.

Iniciativas itinerantes de Ciências vão percorrer todas as escolas de Viseu Dão Lafões

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões vai voltar a levar às escolas da região duas iniciativas itinerantes que alcançaram resultados muito positivos em anos letivos anteriores. A partir de 21 de novembro, o autocarro “Laboratório Móvel das Ciências” e o Breakout Educativo “Apanhados pelo Clima” irão percorrer todo o território e proporcionar novas experiências e desafios aos alunos.

Refira-se que o início das duas iniciativas coincide com a Semana da Ciência e da Tecnologia (20 a 26 de novembro) e a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos (18 e 26 de novembro).

O autocarro “Laboratório Móvel das Ciências: Viseu Dão Lafões” é destinado aos alunos mais novos, dos 2.º e 3.º anos de escolaridade. As crianças terão ao dispor um ambiente pedagógico inovador, com materiais e conteúdos diversificados, que estimulam o conhecimento em áreas como a robótica, a sustentabilidade e o mundo digital.

Este Laboratório irá visitar todos os agrupamentos de escolas dos 14 municípios da CIM Viseu Dão Lafões. Está prevista uma ação para cada grupo de crianças, de forma que todos os alunos possam participar. Nessa ação, com a duração de 90 minutos, serão desenvolvidas duas atividades temáticas, entre oito temas à escolha: Biodiversidade, Geologia, Economia Circular, Fábrica de Robôs, Corpo Humano, Fenómenos Atmosféricos e Alterações Climáticas, A Nossa Escola no Cosmos e Tu e os Outros.

A outra iniciativa é o Breakout Educativo “Apanhados pelo Clima”, que funciona em conjunto com a “Bancada Móvel das Ciências”. Este bloco integra o projeto “O Futuro é Amanhã”, o qual pretende motivar a reflexão, o debate e a divulgação da problemática das alterações climáticas. O público-alvo são todos os alunos dos 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade dos 14 agrupamentos de escolas.

O Breakout Educativo “Apanhados pelo Clima” consiste num jogo educativo, que desmistifica e clarifica conceitos relativamente à forma como as alterações climáticas afetam a vida dos territórios e comunidades. De uma forma dinâmica, promove a ideia de ação perante o atual cenário climático, nomeadamente as ações estratégicas que estão a ser adotadas no âmbito do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do território de Viseu Dão Lafões.

A metodologia, baseada na ideia de jogos de fuga, oferece uma experiência imersiva a partir de um cenário inicial de urgência climática. A colaboração, o pensamento crítico e a mobilização de conhecimento dos alunos são a base para a resolução dos desafios propostos. Durante o jogo, que dura 90 minutos, os alunos conquistam pistas/códigos que permitem ir progredindo na missão, até atingir o objetivo final: a implementação do PIAAC, que permitirá à região mitigar e adaptar-se aos impactos das alterações climáticas.

A funcionar em paralelo com o “Apanhados pelo Clima”, as atividades práticas “Bancada de Ciências” apresentam cinco possibilidades diferentes: Pegada de Carbono do Pequeno-Almoço; Economia Circular: “Foco na Embalagem”; Economia Circular: “Escolhas Energéticas”; Movidos a Sol; e Jenga da Biodiversidade.

Durante a interrupção letiva de fim de ano escolar, ao longo de todo o mês de julho, o autocarro permanecerá em cada um dos municípios, permitindo que as crianças possam também usufruir desta experiência enriquecedora durante as suas férias de Verão.

“A CIM Viseu Dão Lafões tem como um dos seus grandes desígnios contribuir para a melhoria do sucesso educativo na região. A criação de ambientes pedagogicamente inovadores é, comprovadamente, um método eficaz de motivação dos alunos de todas as idades. Iniciativas como estas, que vão percorrer todos os agrupamentos de escolas do território, criam valor acrescentado e aumentam as condições para o sucesso dos nossos alunos”, sublinha Fernando Ruas, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, destaca a colaboração com os municípios nesta área: “Estes projetos na área da educação são desenvolvidos em articulação com os municípios e agrupamentos de escolas, envolvendo toda a comunidade educativa de Viseu Dão Lafões. O contacto dos alunos, de todas as idades, com áreas tão atuais como a robótica, as ciências experimentais, as alterações climáticas ou a economia circular potencia o gosto pelo conhecimento e pela descoberta, o que, por sua vez, estimula um maior envolvimento na aprendizagem. E, pois, uma aposta ganha à partida e com impacto positivo no percurso escolar dos nossos jovens”.

Ecopista do Vouga é uma realidade em Viseu

A Ecopista do Vouga foi  inaugurada na sexta-feira , em Viseu, numa cerimónia presidida pela Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. Com uma extensão total de 65 quilómetros, a Ecopista do Vouga interliga-se com a Ecopista do Dão, já existente, o que significa que é possível percorrer, a pé ou de bicicleta, e de forma ininterrupta, 114 quilómetros nos cenários magníficos da região Viseu Dão Lafões. Esta passa a ser, assim, a maior ecopista contínua do país.
.
A cerimónia de inauguração contou também com a presença de Fernando Ruas, Presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, Raul Almeida, Presidente da Turismo Centro de Portugal, Luís Filipe, em representação da CCDR-Centro, e dos autarcas dos restantes municípios por onde passa a Ecopista do Vouga: Rui Ladeira (Vouzela), Vítor Figueiredo (São Pedro do Sul) e João Valério (Oliveira de Frades).

O projeto resultou de uma parceria entre a CIM Viseu Dão Lafões e os municípios de Viseu, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades. O investimento total ascende a 4,1 milhões de euros, dos quais 2 milhões resultam de um apoio do Turismo de Portugal e o restante é investimento dos municípios.

O percurso atravessa paisagens de grande beleza arquitetónica e paisagística e inclui várias pontes e túneis ferroviários. A infraestrutura foi construída sobre o antigo ramal ferroviário da Linha do Vouga, desativado em 1980, que fazia a ligação entre o litoral e a cidade de Viseu, acompanhando o vale do Rio Vouga. O troço agora intervencionado requalificou o piso da plataforma da antiga linha de caminho de ferro e dotou-a de equipamentos e infraestruturas que permitem à população local e aos visitantes apreciar esta paisagem com todo o conforto e segurança.

A ligação à Ecopista do Dão – que percorre os municípios de Tondela e Santa Comba Dão – acontece em Viseu. Juntas, a Ecopista do Vouga e a Ecopista do Dão percorrem seis municípios da CIM Viseu Dão Lafões: Oliveira de Frades, Vouzela, São Pedro do Sul, Viseu, Tondela e Santa Comba Dão.

Numa das suas extremidades, em Santa Comba Dão, esta rede de Ecopistas da CIM Viseu Dão Lafões terá ligação com a futura Ecovia do Mondego, que irá até aos limites do concelho de Penacova, na CIM Região de Coimbra; na outra extremidade, continuará por Águeda, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, municípios da CIM Região de Aveiro, ligando-se ao corredor ciclável EuroVelo 1 – Rota da Costa Atlântica, em Aveiro. Assim, aumentam ainda mais as possibilidades de deslocação por bicicleta na região.

As Ecopistas do Vouga e do Dão são vias principais, que atravessam todo o território e que têm a capacidade de agregar ou distribuir turistas ou visitantes pela região. Desta forma, constituem eixos fundamentais na estratégia alargada de desenvolvimento do Turismo de Natureza por parte da CIM Viseu Dão Lafões, nomeadamente do produto turístico Walking & Cycling, através das ecopistas, de percursos pedestres, de circuitos de trail e de circuitos de BTT. Na atualidade, a CIM dispõe de uma rede de percursos pedestres e cicláveis, que conta com mais de 1700 quilómetros sinalizados e homologados nas respetivas federações.

Declarações

Na cerimónia de inauguração, Fernando Ruas, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, elogiou o facto de a Ecopista do Vouga resultar da conjugação de vários esforços. “Foram quatro concelhos que, através da CIM, se reuniram para criar esta infraestrutura. É um bom exemplo, a que damos muito valor, de desenvolvimento do território de uma forma integrada”, sublinhou. “É simbólico que estejamos reunidos no final da Ecopista do Dão, o ‘monumento’ mais visitado de Viseu. Talvez o SNS possa fazer contas connosco… não sei quanto poupamos em medicamentos e consultas com esta Ecopista. Acima de tudo, é um equipamento que traz felicidade aos cidadãos”, acrescentou Fernando Ruas.

“Com esta ligação entre as duas, vamos ficar com uma das ecopistas mais desenvolvidas e compridas da Europa. É uma infraestrutura que reúne uma serie de produtos, que liga o BTT, os percursos pedestres, mas também alavanca os vinhos, o enoturismo o termalismo ou o património. É mais um elemento que nos ajuda ao desenvolvimento. É com realizações como esta que o interior vai fixando pessoas”, concluiu o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

Raul Almeida, Presidente da Turismo Centro de Portugal, destacou o facto de a Ecopista do Vouga se enquadrar na estratégia regional e nacional de promoção turística. “Quero dar os parabéns aos autarcas e à CIM Viseu Dão Lafões por este projeto. Este está alinhado com a estratégia do Turismo Centro de Portugal e do Turismo de Portugal, que coloca o Turismo de Natureza como um dos maiores ativos estratégicos da região e do país. A Ecopista do Vouga cumpre também outros objetivos, como a possibilidade de desenvolvermos outros produtos relacionados, casos da gastronomia e do termalismo, e atenua os efeitos da interioridade, ao trazer mais os turistas para territórios de baixa densidade”, frisou Raul Almeida.

“Deixo o desafio de criarmos um grande anel de Ecopistas, que ligue as Ecopistas do Dão, do Vouga, do Mondego e a EuroVelo. Dessa forma, seria um anel completo, que atrairia ainda mais pessoas aos territórios da região Centro de Portugal. Estamos cá para vos ajudar a estruturar este produto”, adiantou o Presidente da Turismo Centro de Portugal.

A encerrar a sessão, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, recordou que “foi neste mesmo local que inaugurámos a Ecopista do Dão. É muito bom que os territórios tenham estratégias que continuem no tempo e que envolvam todos os atores. É isso que faz a diferença”.

“A Ecopista do Vouga está aqui. Foi feita com o esforço de todos e com a visão e liderança da CIM Viseu Dão Lafões. Elogio a forma como os autarcas têm trabalhado em conjunto em projetos intermunicipais. É um exemplo que deram e estão a dar ao país. Mesmo que no imediato não sejam visíveis, os projetos intermunicipais beneficiam todo o território. O Governo ajuda e cria condições para que as coisas se façam, mas se os autarcas não se unirem, não se faz o caminho”, considerou a governante.

“Graças à CIM, a marca Viseu Dão Lafões é hoje uma marca implantada a nível nacional e internacional, evidência de que quando há uma estratégia, alcançam-se resultados. Também aqui deram um exemplo ao país”, concluiu a ministra.

Viseu Dão Lafões quer ser centro de referência para a testagem de drones de última geração em Portugal

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões vai avançar com um projeto para criar uma Zona Livre Tecnológica (ZLT) na região, que pretende ser um centro de referência nacional para testes de drones de última geração. O objetivo é tornar o território um cluster para o desenvolvimento destes aparelhos, que operam a alta altitude e têm aplicações diversas, desde militares ao combate a incêndios e, simultaneamente, captar conhecimento e investimento para a região.

Como primeiro passo do projeto, a CIM vai apresentar uma Manifestação de Interesse para acreditação de uma ZLT, junto da ANI – Agência Nacional de Inovação. As ZLT estão enquadradas a nível legal desde 2020, quando o Governo estabeleceu os seus princípios gerais, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º29/2020. Esta Resolução visa promover e facilitar a realização de investigação, demonstração e testes a tecnologias, serviços, produtos e processos inovadores. Desta forma, abre caminho à instalação de várias ZLT, cada uma vocacionada para determinadas tecnologias ou setores e que contribuam para a dinamização das várias regiões de Portugal.

É o caso da Zona Livre Tecnológica projetada por Viseu Dão Lafões. O projeto, que se posiciona no setor “Drones e Aviação Civil”, terá com principal infraestrutura de suporte o Aeródromo Gonçalves Lobato em Viseu, sendo o seu território de intervenção uma área a definir, mas que irá incluir zonas Rurais e de Floresta e zonas Urbanas. Assim, está prevista a testagem e aplicação de drones em áreas tão diversas como a Defesa, a Floresta e o Ambiente, a Agricultura, as Cidades Inteligentes (segurança, entregas de encomendas e outros) ou a Aeronáutica e Espaço.

O ritmo acelerado de desenvolvimento tecnológico implica a necessidade de testar e experimentar as novas tecnologias, as suas aplicações e os modelos de negócio que se pretendem adotar. A experimentação — sobretudo em ambiente real — desempenha, por isso, um papel central na investigação, desenvolvimento e implementação de serviços e produtos inovadores. É essa possibilidade que a criação da ZLT confere a Viseu Dão Lafões , de forma privilegiada, ao nível do desenvolvimento de drones.

A título de exemplo, foi noticiado em janeiro deste ano que investigadores portugueses desenvolveram tecnologia que permite a drones localizar um incêndio e antecipar em 20 minutos o processo de deteção e o início do combate. São inovações como esta que poderão beneficiar da existência de uma ZLT exclusiva, com uma área de testes privilegiada.

Nesta fase, a CIM Viseu Dão Lafões já tem como parceiros do projeto a AIRV – Associação Empresarial da Região de Viseu e o Instituto Politécnico de Viseu. Numa segunda fase, ainda em 2023, pretende-se a entrada de várias entidades públicas e privadas.

“A Zona Livre Tecnológica que decidimos criar enquadra-se com outras iniciativas estratégicas da CIM Viseu Dão Lafões. Temos vindo a desenvolver e implementar uma abordagem consistente e estruturada de investimento na inovação e no empreendedorismo no território, tendo em conta o impacto positivo que os serviços e produtos inovadores têm na promoção do progresso social e económico e na transição para uma economia sustentável”, sublinha Fernando Ruas, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

“Esta ZLT, com base na única infraestrutura aeronáutica funcional da região, o aeródromo de Viseu, é mais um passo importante no posicionamento do nosso território na área da Investigação e Desenvolvimento e tem o potencial de promover a participação em cadeias de valor nacionais e internacionais. Estamos certos de que, no futuro, esta iniciativa abrirá as portas a novas oportunidades de investimento associado às novas tecnologias na região e no país”, acrescenta.

“A criação da ZLT é um projeto estruturante para Viseu Dão Lafões, pois permite atrair projetos inovadores e investimento estrangeiro em tecnologias emergentes, além de promover uma cultura de experimentação. Com a dinâmica gerada pela ZLT, serão desenvolvidos novos produtos e novos processos, com potencial de gerar emprego qualificado, não apenas no território de Viseu Dão Lafões, mas no País. Desta forma, promove-se a competitividade e o desenvolvimento económico deste território”, explica Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões.

“Contamos com o envolvimento de todo o ecossistema de inovação regional, em particular o tecido empresarial, de forma a garantir que o projeto será uma referência internacional nesta área. Exemplos anteriores de participação das empresas dão-nos as garantias de que esta ZLT será um marco no desenvolvimento da região”, conclui Nuno Martinho.

Foto:RC

Aeródromo de Viseu será a base da ZLT

A principal infraestrutura de suporte do projeto será o Aeródromo Gonçalves Lobato, em Viseu, sendo o seu território de intervenção uma área que inclui zonas rurais, de floresta e urbanas.

Situado a sete quilómetros do centro da cidade de Viseu, o Aeródromo Gonçalves Lobato apresenta vários argumentos que favorecem a criação da ZLT. Desde logo, uma pista asfaltada com 1200 metros de comprimento e 30 metros de largura, assim como equipamentos tecnológicos de apoio à navegação e à aterragem de aviões. Desde junho de 2014 que detém a certificação do Instituto Nacional de Aviação Civil, que lhe permite receber voos comerciais e operações aeronáuticas, cumprindo todos os protocolos de segurança. E desde dezembro de 2015 que recebe um serviço público regular, com linha aérea regional que liga Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais (Tires) e Portimão.

foto:JG

CIM Região de Coimbra e CIM Viseu Dão Lafões exigem respostas para o IP3

Em reunião estiveram os presidentes das Câmaras Municipais de Coimbra, Mortágua, Penacova, Viseu, Santa Comba Dão e Tondela e das Comunidades Intermunicipais da Região de Coimbra e de Viseu Dão Lafões  em Penacova, com o objetivo de avaliar o projeto de requalificação/duplicação do IP3.

Ao longo da reunião, os autarcas mostraram a sua profunda preocupação pelos atrasos verificados na requalificação/duplicação do IP3 e consequentes impactos deste atraso na economia e na competitividade da Região e do País.

Foi, ainda, reforçada a urgência do início dos trabalhos do lote 1, respeitante ao troço entre o Norte de Santa Comba Dão e Viseu.

Não impactando com os processos em curso, nomeadamente do lote 1, os presidentes exigem que o Governo estude e implemente a solução integrada em perfil 2×2 ao longo de todo o percurso, nomeadamente entre Santa Comba Dão Norte e Coimbra, propondo-se que o Governo recorra à modalidade de conceção/construção que permita acelerar o calendário das obras.

Os autarcas solicitaram, ainda, uma reunião com o Governo, para que seja divulgado o cronograma de execução das obras do IP3.

“Viseu Dão Lafões Pé Ante Pé” inicia em Vouzela

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões vai promover a iniciativa.

Fruto de uma forte aposta no Turismo de Desporto e Natureza, a CIM Viseu Dão Lafões executou intervenções de qualificação e sinalização de um vasto conjunto de percursos pedestres por todo o território, a iniciativa “Viseu Dão Lafões Pé Ante Pé” tem por objetivo dinamizar, promover e comunicar esta rede de forma integrada.

Entre outros participantes, esta iniciativa, aberta ao público, irá contar com a presença dos Autarcas de Viseu Dão Lafões.

O evento terá lugar no próximo domingo, 29 de maio, pelas 10:30, no Percurso Pedestre do Cambarinho, no Município de Vouzela.

 

CIM’s Viseu Dão Lafões e Região de Coimbra avançam com a implementação do Sistema de Videovigilância Florestal

As Comunidade Intermunicipais (CIM) de Viseu Dão Lafões e da Região de Coimbra realizaram, nos dias 8 e dia 11 de janeiro, as reuniões de arranque dos trabalhos para a implementação do Sistema Integrado de Videovigilância para a Prevenção de Incêndios Florestais nestes territórios.

Este sistema, que representa um investimento global de mais de 3,3 milhões de euros, irá contribuir para a deteção precoce de incêndios florestais e, consequentemente, uma mais rápida ativação dos meios de combate, bem como uma melhor definição das estratégias de combate e apoio à decisão.

Este projeto, financiado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Uso dos Recursos (POSEUR), Fundo de Coesão e Portugal 2020, irá permitir a estas duas Comunidades Intermunicipais a instalação de uma rede de 37 torres de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais, abrangendo os 33 municípios do território.

Para o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Rogério Mota Abrantes, “No âmbito da estratégia da CIM Viseu Dão Lafões para a área da proteção civil, este é mais um investimento que conseguimos trazer para a nossa Região, que é sempre tão fustigada pelos incêndios florestais, com o intuito de a tornar mais resiliente. Com este sistema, a CIM pretende dotar as forças de segurança e de combate a incêndios, em como os Serviços Municipais de proteção Civil e a própria CIM de ferramentas que lhes permitam proteger melhor as nossas comunidades e a nossa floresta.”

Para o Presidente da CIM Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino “Este é um projeto que tem a particularidade de ter sido idealizado por duas Comunidades Intermunicipais, de forma a tornar mais eficientes os investimentos que estamos a realizar, e que se enquadra nas politicas que temos vindo a implementar no nosso território nas áreas das florestas e da proteção civil, visando dotar as estruturas operacionais dos meios e recursos necessários e mais adequados para fazer face aos incêndios rurais. O que estamos a fazer é mobilizar recursos financeiros para colocar a melhor tecnologia em prol da defesa da floresta contra incêndios ”.

Além da presença da CIM Viseu Dão Lafões e da CIM Região de Coimbra, na reunião marcaram presença os 33 municípios abrangidos, os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) e os Comandos Territoriais da GNR de Viseu, Coimbra, Aveiro e Guarda, e, ainda, o consórcio vencedor do procedimento, a empresa MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A e a empresa INOV – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Inovação.