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Cine Eco 22- Festival de resistência regressa com cinema de impacto para refletir e (re)agir

São 70 os filmes incluídos na Seleção Oficial da 28ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorre em Seia entre os dias 8 e 15 de outubro. Mais de 25 países estão representados na edição deste ano, sendo Portugal, França, Espanha e Alemanha, os que têm maior número de trabalhos a concurso. Novas ‘pandemias’, doenças emergentes, fraudes alimentares, pecuária sustentável, luta de povos nativos, são algumas das temáticas abordadas.

Após um périplo por Cabo Verde e Portugal (incluindo os Açores) com várias extensões já realizadas este ano em diversas cidades portuguesas, e da participação no Fórum Mundial da Água, no Senegal, no mês de março, avizinha-se uma das mais representativas edições do festival Cine Eco em Seia, após dois anos de Pandemia que, ainda assim, não impediram a realização deste icónico Festival em 2020 e 2021.

Na sua 28ª edição entram em concurso 70 filmes sobre temáticas tão pertinentes como polémicas e que inscrevem o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela “como um evento de charneira para a divulgação das mais recentes produções documentais sobre os mais prementes desafios ambientais e societais, mas também como um importante espaço de debate e contacto com realidades que imaginávamos pertencer apenas à dimensão das distopias”, afirma a Organização do Cine Eco.

Na Competição Internacional de Longas-Metragens figuram 11 documentários. Será possível ver o filme sensação da edição deste ano do Festival de Cannes, a adaptação do clássico de Robert Bresson, “Au Hasard Balthazar”. O mundo é um lugar misterioso quando observado pelos olhos de um burro e, no filmeEO”, do veterano realizador polaco Jerzy Skolimowski, o animal é libertado de um circo por um movimento de defesa dos animais explorados e, ironicamente, vai parar às mãos de um novo dono e alvo de maus tratos. O animal acaba por observar, em silêncio, o sofrimento, a raiva, o desespero e a solidão humana.

Do coração da Papua Nova Guiné chega o filme de Céline Rouzet sobre “tribos locais presas entre rivalidades de clãs, políticos corruptos e multinacionais aparentemente cínicas” em “140 KM À L’OUEST DU PARADIS” (França; Bélgica). No filme “TAMING THE GARDEN” (Suíça; Alemanha; Geórgia), a realizadora Salomé Jashi leva-nos numa viagem ‘delirante’ de uma árvore centenária transplantada, que atravessa o mar Negro para viver o resto dos seus dias no jardim particular do excêntrico milionário e ex-primeiro-ministro da Geórgia. Em “Aya” (Bélgica; França), o realizador Simon Gillard aborda o dilema interno de uma jovem menina confrontada com a inevitabilidade – abandonar a ilha de Lahou, na Costa do Marfim, devido à subida do nível da água do mar. Do Brasil para o Cine Eco chega a luta dos Yanomami em “A Última Floresta” de Luiz Bolognesi e “A Serra do Roncador ao Poente” de Armando Lacerda. Neste último documentário, o realizador conduz-nos pela arte rupestre dos clãs Xavante, os guardiões da Serra, que materializam os espíritos que os defendem quando “a civilização” se rebela contra eles e as suas terras.

Estruturado na narrativa pessoal dos nativos da Virgínia Ocidental, “DEVIL PUT THE COAL IN THE GROUND” (EUA) de Peter Hutchinson e Lucas Sabean retrata o sofrimento e a devastação provocada pela indústria do carvão, a economia em colapso, as feridas provocadas pela epidemia dos opiáceos, a pobreza, a degradação ambiental e o desaparecimento dos Apalaches. Na Competição Internacional de Longas-Metragens concorrem ainda “LA FABRIQUE DES PANDÉMIES” (França) de Marie-Monique Robin, uma viagem por 3 continentes – Ásia, América e África – com a atriz Juliette Binoche. Depois de contactarem com mais de 20 cientistas, as evidências parecem claras: “sem uma rápida resposta, o mundo irá enfrentar uma epidemia de pandemias!”. AMUKA – L’ÉVEIL DES PAYSANS CONGOLAIS (França; Bélgica) de Antonio Spanò enquadra-nos na vida dos “ceifeiros da esperança”, os agricultores da República Democrática do Congo que lutam diariamente contra inimigos invisíveis. Do país vizinho para o Cine Eco chegam ainda dois documentários. PEDRA I OLI (STONE AND OIL) de Àlex Dioscorides, uma imersão documental sobre o desaparecimento do olival de montanha, na Serra de Tramuntana em Maiorca, e o abandono do trabalho do campo. Já “GANADO O DESIERTO (LIVESTOCK OR DESERT)” de Francisco Vaquero Robustillo retrata o papel do gado na regeneração das pastagens, dos solos, das florestas e da água e documenta o papel do maneio e a pecuária sustentável como solução para o restauro dos ecossistemas e economias rurais.

Na Competição Internacional de Curtas Metragens participam 26 documentários e filmes de ficção de vários países como Irão, Senegal, Chile, Rússia, Austrália, Sérvia, Cuba e vários países europeus. A categoria Séries e Reportagens Televisivas integra 11 trabalhos que versam sobre temáticas tão diversas como a agricultura intensiva, fraude alimentar, novas oportunidades da agricultura sustentável, educação ecológica subaquática, o degelo, o papel das abelhas. Na Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa figuram 4 películas de Portugal e Brasil; na Competição de Curtas Metragens concorrem 13 filmes e, já na Competição Panorama Regional, estão a concurso 5 trabalhos.

Os programadores deste ano do Cine Eco’22 são Cláudia Marques Santos, Tiago Fernandes Alves e Daniel Oliveira.

Cine Eco (Seia) presente no Fórum Mundial da Água

O Fórum Mundial da Água, em Dakar (Senegal), conta com a presença do CineEco , que no primeiro dia contou com uma apresentação dos já 27 anos do festival dedicado ao cinema ambiental.
A participação do CineEco também integra a exibição de várias curtas-metragens sobre a temática da água, das últimas 4 edições do festival organizado pelo Município de Seia. Mário Branquinho vai fazendo a honras senenses.
Fonte:CMS

Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela inicia esta semana

A sessão de apresentação oficial do Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela deste ano, vai acontecer, nesta quinta-feira, dia 9 de setembro, serão reveladas as novidades da 27ª edição do CineEco e conhecidas as personalidades que irão apadrinhar os filmes que fazem parte da Seleção Oficial. Será ainda exibido o filme de Jim Rakete, “Now”, um testemunho vivo da geração de jovens ativistas ambientais liderados por Greta Thunberg, com as participações de Patti Smith, do realizador Wim Wenders e com contributos de 7 ativistas internacionais.

Antes do arranque da 27ª edição do CineEco, que acontece de 9 a 16 de outubro, o Município de Seia, entidade organizadora, dá o mote inicial do certame com a apresentação oficial das novidades deste ano. A partir das 21h30, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia irá decorrer o sorteio das personalidades que vão apadrinhar os documentários deste ano e que terão como missão promover as 10 longas-metragens internacionais que fazem parte da secção competitiva do CineEco.

Cada longa-metragem internacional será “apadrinhada” por 2 personalidades, responsáveis por desenvolver ações de divulgação e marketing, contribuindo assim para a mobilização de público. “Esta iniciativa pretende valorizar o papel destes agentes promotores do Festival como um todo e, em particular, de cada longa-metragem internacional. São preponderantes na ligação do Festival à sua comunidade. Esta é uma forma de, em cada ano que passa, alargamos a família CineEco”, explica a direção do certame. De relevar que, como já é habitual, o Festival conta com um Padrinho e uma Madrinha nacionais oficiais. Este ano a responsabilidade caberá ao radialista e apresentador Júlio Isidro e à atriz Sofia Alves.

 Na apresentação oficial do CineEco será ainda exibido “Now” do realizador e fotógrafo, Jim Rakete, um documentário sobre justiça climática e a geração dos jovens ativistas ambientais liderados por Greta Thunberg. Na senda da transição verde, este documentário é, acima de tudo, um testemunho de esperança para a melhoria do estado de saúde do planeta, pautado por testemunhos vivos de Wim Wenders, Patti Smith, entre outros.

 Portugal, França e Espanha são os países com maior representação cinematográfica na Competição Oficial da 27ª edição do CineEco. Este ano, o mais antigo festival de cinema ambiental do mundo recebe um número recorde de 93 filmes de mais de 20 países que podem ser vistos entre 9 e 16 de outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia.

 

27ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela – CineEco

Portugal, França e Espanha são os países com maior representação cinematográfica na Competição Oficial da 27ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela – CineEco. Este ano, o mais antigo festival de cinema ambiental do mundo recebe um número recorde de 93 filmes de mais de 20 países que podem ser vistos entre 9 e 16 de outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia.

Os documentários em competição versam sobre temáticas multidisciplinares como a atual situação climática, colonialismo tóxico, pandemia e outras doenças, a luta de comunidades pela defesa dos ecossistemas regionais, futuro sustentável, poluição marítima, justiça ambiental, entre outras abordagens. “O CineEco regressa este ano com uma Seleção Oficial pautada pela crescente qualidade dos filmes a concurso, alguns dos quais verdadeiras odes poéticas e visões dramáticas e cortantes da realidade, sempre com uma forte componente de consciencialização e de necessidade da busca por novas soluções e ativismos, que possam garantir a perpetuação da nossa própria existência no futuro próximo”, enfatiza a direção do CineEco Seia.

Na Competição Internacional de Longas-Metragens, uma das mais relevantes do CineEco, entram a concurso 11 documentários. Em “Une fois que tu sais” de Emmanuel Cappellin, o realizador francês lança-nos uma pergunta inquietante: Como podemos seguir a nossa vida sabendo o que nos espera? Este documentário leva-nos a ‘bordo’ de uma odisseia transformadora que toca no mais íntimo do nosso ser face à “inevitabilidade do nosso próprio declínio”. Da Suíça chega “Ostrov – Lost Island” de Svetlana Rodina, uma visão empática e comovente de uma família da ilha de Ostrov, no mar Cáspio, conhecido como o maior lago de água salgada do mundo, que sobrevive da caça ilegal. Com expectativa é também aguardada a exibição do mais recente documentário do reconhecido fotógrafo, realizador e ativista ambiental, Yann Arthus-Bertrand. Depois do aclamado “Home” e do ensaio fotográfico, “Earth From Above”, o realizador francês mostra no CineEco o seu filme mais pessoal em “Legacy, notre héritage”, um retrato vívido sobre as mudanças climáticas, o desenvolvimento sustentável e a preservação da biodiversidade. “Living Water” do realizador e antropólogo Pavel Borecký, fala-nos de uma bomba-relógio ambiental e da história de luta entre beduínos, engenheiros e agricultores pelo “ouro azul”, num dos países mais pobres em termos de recursos de água, a Jordânia. “Douce France” de Geoffrey Couanon, acompanha-nos na investigação inesperada de um grupo de jovens estudantes sobre um polémico parque de lazer que ameaça as quintas perto das suas casas. Um relato apaixonado e vivo de jovens que ousam questionar. A realizadora Venice de Castro Atienza traz ao CineEco “Last Days at SeaReyboy, um menino de 12 anos que mora numa pequena vila isolada de pescadores nas Filipinas. Um documentário sobre o tempo suspenso, no mar, aos olhos de uma criança que tem de ir viver para a cidade. “The Last Hillbilly”, dos realizadores Diane Sara Bouzgarrou e Thomas Jenkoe, transporta-nos pelas vivências de uma família que vive no coração dos montes Apalaches. Com o encerramento das minas de carvão ficam presos ao passado mítico de um mundo que desapareceu. “Ophir”, de Alexandre Berman e Olivier Pollet, conta a história da revolução indígena em Bougainville pela defesa da sua cultura, vida e terra numa das nações mais jovens do mundo, na Papua Nova Guiné. Da realizadora russa Shasha Voronov chega “Mom, I Befriended Ghosts”, documentário sobre uma pequena cidade na Sibéria presa há meses numa quarentena, fruto de uma doença misteriosa provocada pela água que os habitantes bebem. Neste filme, a realizadora imagina a mudança das relações entre as pessoas e a natureza; algum paralelismo com o que temos vivenciado no último ano e meio de pandemia poderá ser, ou não, pura coincidência. Do Canadá chega “Hell or Clean Water” de Cody Westman, um filme sobre um ‘fazedor de mudança’, sobre a poluição marítima e uma luta desigual de um herói-mergulhador pouco provável de Newfoundland e Labrador. “Arica” de Lars Edman e William Johansson Kalén aborda um escândalo em grande escala sobre o ‘colonialismo tóxico’ de um gigante mineiro sueco que chegou a despejar 20 mil toneladas de resíduos perigosos na cidade de Arica, no Norte do Chile, prejudicando a saúde dos seus habitantes. Este documentário relata a história dos sobreviventes que procuraram justiça ao longo de mais de 15 anos.

Na Competição Internacional Curtas-Metragens do CineEco concorrem 45 documentários de vários países, sendo 7 destes filmes produções nacionais, a saber: “Hope”, de Paulo Ferreira; “Mulher como árvore” (coprodução com Galiza, Espanha) de Alejandro Vázquez San Miguel, Carmen Tortosa, Daniela Cajías, Flávio Ferreira e Helder Faria; “#fishingtheplastic” de Marina Lobo; “Estrelinha do Geopark”, de Luís Augusto Fonseca de Araújo; “A última gota – Algarve”, da Almargem – Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural do Algarve; “Entre as abelhas e o pregado”, de Ana Linnea Lidegran Correia; e “Vale do Aurotni”, de Graça Gomes.

Este ano, o cinema ambiental em língua portuguesa volta também a estar em grande destaque na Competição Séries e Reportagens Televisivas que, à semelhança da edição passada, representa mais de metade das obras em competição nesta categoria específica.  No total dos filmes em Competição na 27ª edição do CineEco, 39 são documentários portugueses produzidos em 2020 e 2021.

Os programadores deste ano voltam a ser Bruno Manique, ex-Presidente do Centro Portugal Film Commission, Rúben Sevivas, realizador, produtor, formador, ator e programador cultural, e Tiago Alves, jornalista, realizador e locutor de rádio e programador de cinema, apresentador do programa Cinemax na Antena 1 e RTP2. De ressalvar que o CineEco 2021 tem como padrinho oficial o apresentador Júlio Isidro e, como madrinha, a atriz Sofia Alves.

26ª CINEECO 2020, de 10 a 17 de outubro em Seia

O Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela abre portas no dia 10 de outubro, para mais uma edição, a 26ª. A Casa Municipal da Cultura de Seia volta a receber dezenas de documentários e filmes dedicados à temática ambiental, numa altura particularmente desafiante para todos.

O CineEco, como em toda a sua já longa história de edições, ininterruptas, vai mesmo realizar-se. ”Este ano tentamos transformar as adversidades em desafios e soluções para o futuro, isto para que a nossa mensagem continue a ser transmitida com clareza, atualidade e profundidade – hoje é cada vez mais urgente abordar e sensibilizar para as temáticas ambientais. Na verdade, há cada vez mais evidências na relação entre a destruição do meio-ambiente, as alterações climáticas e o surgimento de epidemias. Tudo está interligado, o CineEco resiste para testemunhá-lo”, admite a direção deste Festival.

O CineEco 2020 acontece em duplo formato – físico e digital – dadas as contingências inerentes ao atual cenário de crise pandémica. Os 77 filmes e documentários oriundos de 25 países serão exibidos em sala, mas com evidentes restrições na admissão de público e respeitando todas as recomendações da Direção-Geral de Saúde.

Já as Ecotalks serão transmitidas, via streaming live no Facebook do CineEco. Ao todo vão ser 5 debates online, com duração de uma hora, sobre as temáticas atuais associadas ao cinema e ambiente. No dia 11 de outubro, Mário Branquinho modera o debate “Festivais de Cinema! E agora?” com Ilda Santiago, diretora de Cinema do Rio (Brasil) e Fernando Vasquez, do Fest – Festival Novos Realizadores Novo Cinema, sobre o futuro da Sétima Arte face à crise pandémica e ao recrudescimento das transmissões streaming. Será que as plataformas streaming estão mesmo a retirar essência aos eventos?

No dia 12, “Film Comissions – Cinema e Territórios” é o mote para a segunda Ecotalk que contará com a participação de João Paulo Macedo, Bando à Parte e Minho Film Comission, e Manuel Claro da Portugal Film Comission. A moderação é de Bruno Manique da Film Comission do Centro e programador do CineEco 2020.

Já a 13 de outubro, Nuno Barros da Lipor, modera a Ecotalk sobre “As novas tecnologias e a educação ambiental”, com Emanuel Monteiro, do serviço educativo da LIPOR e Filipa Fernandes, do Pavilhão da Água (Aquaporto). “O Cinema com escolas e novos públicos” é o tema central em discussão no dia 15 de outubro, uma temática que é bem próxima do CineEco que, desde sempre, e à exceção deste ano, dadas as atuais contingências, tem levado a públicos do pré-escolar ao ensino universitário o debate sobre Ambiente com realizadores internacionais e nacionais em contexto escolar. Rúben Sevivas (UBI), realizador, produtor e programador CineEco2020 modera o debate com Paulo Cunha (UBI; Curtas de Vila do Conde) e Camilo Cavalcante, realizador brasileiro. A última Ecotalk acontece a 16 de outubro com uma abordagem sobre televisão e cinema e o que importa falar sobre as interligações e diferenças nestas duas áreas de entretenimento. Tiago Alves, jornalista da RTP e programador do CineEco 2020 modera o painel constituído por Suzanna Lira, cineasta brasileira, e Pandora da Cunha Telles, produtora Ukbar Filmes.

Todas as Ecotalks têm transmissão live, às 17 horas, no Facebook do CineEco, sem necessidade de pré-registo ou inscrição obrigatória.

As atividades paralelas estão igualmente contempladas na 26ª edição do CineEco, mas também vão ser alvo de restrições no acesso ao público e respeito pelas normas de segurança, higiene e distanciamento.

No primeiro dia do Festival, 10 de outubro, às 17 horas, é inaugurada “Rumores do Mundo: Pessoas, Lugares, Outros Olhares”. Nas galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia, a mostra fotográfica propõem-nos uma viagem sobre recônditos territórios e paisagens naturais e humanas dispersas pelos diferentes continentes. Esta exposição estará patente até 30 de novembro. No mesmo local, estará igualmente exposto o trabalho ancorado na atividade de Elsa Cerqueira e que resultou no desafio lançado a 44 artistas, denominado “De Tela a Tela, Cineviagens”, mostra sobre a diversidade de técnicas do cinema de animação nacional e estrangeiro.

Numa parceria conjunta entre o Município de Seia e o Festival DME, Hugo Simões apresenta, na Casa Municipal da Cultura de Seia, às 18 horas, a performance Finding a Place to Land, uma interpretação de obras de música contemporânea projetadas com imagens e vídeos. Pelas 21h30, o concerto de abertura do CineEco ficará a cargo de Pedro e os Lobos, com a apresentação do álbum “Depois da Tempestade”. A entrada é gratuita, mas é necessário reservar entradas previamente.

A 14 de outubro, será apresentado o livro “Plasticus Maritimus” da autoria de Ana Pêgo e Isabel Minhós Martins. Trata-se de uma obra que retrata o flagelo do plástico nos oceanos e pretende motivar os leitores para a mudança.

CineEco 2020 com cinema português em alta

Em tempo de pandemia, a 26ªedição do CineEco traz um novo olhar sobre a premente consciencialização e urgência no debate sobre os temas ambientais.

Este ano, o cinema ambiental em língua portuguesa está em grande destaque, entre longas e curtas-metragens, representando cerca de metade de todas as obras em competição.

competição Internacional de Curtas-Metragens conta com 34 filmes, destacando-se o aumento do número de obras portuguesas, em relação às edições anteriores.

Na competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa destacam-se três documentários portugueses: Silêncio – Vozes de Lisboa de Judit Kalmár e Céline Coste Carlisle; Cerro dos Pios de Miguel de Jesus e A Alma de Um Ciclista de Nuno Tavares. O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível, do brasileiro Tiago Carvalho, fecha o quadro desta competição.

Por seu lado,  na competição de Curtas-Metragens em Língua Portuguesa concorrem 12 obras e na competição de Séries e Reportagens televisivassete dos nove trabalhos apresentados têm assinatura portuguesa. O CineEco tem ainda oito curtas na competição Panorama Regional, de realizadores locais e/ou de temáticas ligadas à região.

A 26ª edição do Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela será realizada ao abrigo de todas orientações e recomendações previstas pela Direção-Geral de Saúde. A Casa Municipal da Cultura de Seia, que detém o selo Clean & Safe, estará preparada para acolher o público, seguindo todas as regras de segurança que estão estabelecidas. A lotação das salas ficará reduzida a metade da sua capacidade total. O Cineteatro poderá receber até 170 pessoas e o Auditório até 70.

Não está prevista a presença de alunos do 1º ciclo e jardim-de-infância, que habitualmente se deslocavam ao CineEco, e haverá também uma diminuição do número de convidados, como realizadores, elementos do júri da juventude, padrinhos, entre outros.

Todas as sessões e atividades paralelas irão decorrer em sala e estão sujeitas a marcação prévia, não estando previstas sessões online.

Um dos mais antigos festivais de Cinema Ambiental do mundo, o único do género em Portugal, conta com uma Seleção Oficial de 77 filmes, de mais de 25 países, com abordagens diversas sobre temáticas ambientais e de sustentabilidade.

O CineEco 2020 é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda como patrocinador principal a Lipor e com o patrocínio das Águas do Vale do Tejo.

 

 

 

26ª edição do CineEco – Seia em outubro

Vai ter lugar de 10 a 17 de outubro, a 26ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia. Em competição estão 78 filmes e documentários, de mais de 25 países. Ainda assim, este ano, o cinema ambiental português está em grande destaque.

Em tempo de pandemia, a 26ªedição do CineEco traz um novo olhar sobre a premente consciencialização e urgência no debate sobre os temas ambientais.

A Casa Municipal da Cultura de Seia, que detém o selo Clean & Safe, estará preparada para acolher o público, segundo todas as regras de segurança estabelecidas, nomeadamente, pela diminuição da lotação das salas para metade da sua capacidade total. Assim, o Cineteatro poderá acolher até 170 pessoas e o Auditório até 70.

Este ano, o cinema ambiental em língua portuguesa está em grande destaque, entre longas, médias e curtas-metragens, representando cerca de metade de todas as obras em competição.

A competição Internacional de Longas-Metragens conta com O Que Arde, do espanhol Oliver Laxe que trará ao CineEco a temática dos fogos florestais na Galiza. Já a alemã Kathrin Reichwald, em The Village and the Wildfire, faz uma abordagem sobre o grande incêndio de 2017 em Portugal e os projetos inovadores de reconstrução.

The Great Green Wall, do inglês Jared P. Scott, com produção-executiva de Fernando Meireles, dará a conhecer uma jornada épica pela Grande Muralha Verde de África. Uma iniciativa ambiciosa para fazer crescer um “muro” de oito mil quilómetros de árvores que se estende por toda a largura do continente para restaurar a terra e fornecer um futuro para milhões de pessoas.

Sockeye Salmon Red Fish, do russo Dmitriy Shpilenok, traz ao grande ecrã do CineEco o salmão selvagem, espécie ameaçada.

Santuário, do realizador espanhol Alvaro Longoria, conta-nos a história de uma campanha científica, política e mediática dos irmãos Javier e Carlos Bardem dedicada a preservar a última extensão virgem do planeta – a Antártida.

O Vegetariano, documentário do Italiano Roberto San Pietro, desafia-nos a refletir sobre uma cultura dominante ou uma consciência emergente. O francês Guillaume Mazeline, em Joel et Krystel Our Life to Live chega à 26ª edição do CineEco com a história de um casal que muda completamente de vida, para se dedicar aos vinhos e à busca da ‘liberdade’.

As comunidades indígenas estão espelhadas no documentário de Miguel Coelho, em El Tren de los Pies Ligeros, enquanto que o documentário do espanhol Jaime Murciego Tarrago, Cholitas, nos leva na aventura de uma forma inspiradora de ser mulher, de viver a tradição e de relacionamento com a Mãe Natureza.

A New Era, do realizador chinês Boris Svartzman, retrata o desalojamento de dois mil moradores de uma ilha devido ao desenvolvimento de projetos urbanísticos modernos.

Por último, a competição Internacional Longas-Metragens contempla Castelo de Terra, de Oriane Descou, que nos leva pela vivência pessoal da realizadora francesa quando esta decide abandonar a sua vida na Europa e ‘reencontrar-se’ no outro lado do Atlântico, em Minas Gerais.

A competição Internacional de Curtas-Metragens conta com 34 filmes, destacando-se o aumento do número de obras portuguesas, em relação às edições anteriores.

Na competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa destacam-se três documentários portugueses: Silêncio – Vozes de Lisboa de Judit Kalmár e Céline Coste Carlisle; Cerro dos Pios de Miguel de Jesus e A Alma de Um Ciclista de Nuno Tavares. O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível, do brasileiro Tiago Carvalho, fecha o quadro desta competição.

Na 25ª edição do CineEco , “Injustiça” é o grande vencedor

O documentário americano de Cynthia Wade e Sasha Friedlander, Injustiça (Grit), da competição Internacional Longas, é o vencedor do “Grande Prémio Ambiente” do CineEco 2019, que decorreu em Seia de 12 a 19 de Outubro. O storytelling emotivo do filme sobre o ativismo de uma jovem contra uma multinacional indonésia, sobrevivente de um tsunami de lama tóxica que enterrou 16 aldeias em Java Oriental, conquistou o júri do Festival que, este ano, destacou a Emergência Climática como um dos seus temas centrais. Ainda no panorama internacional de longas-metragens mereceram destaque documentários sobre temáticas transversais e atuais sobre a ação do Homem no meio-ambiente. O “Grande Prémio Antropologia Ambiental – Liberty Seguros foi conquistado por Reator Perdido (Lost Reator), documentário alemão sobre um grupo de pessoas que vivem numa dimensão de tempo pós-Chernobyl paredes-meias com uma Central de Energia Nuclear que nunca chegou a funcionar.

Já o Prémio Educação Ambiental – Associação Mares Navegados foi atribuído a Genesis 2.0, um filme-documentário sobre manipulação genética, tecnologia e criação na busca do “ouro branco” nos limites mais remotos da Sibéria.

O júri do CineEco atribui ainda três Menções Honrosas, aos filmes “O Herói das Ovelhas” (Sheep Hero) de Ton van Zantvoort, documentário que acompanha Stijn, um pastor tradicional forçado a inovar num mundo neoliberal, facto que entra em conflito com a sua visão idealista da vida; “Sonhando um Lugar” o primeiro filme de longa duração de Alfonso Kint, um relato sobre uma família que se reinventou num lugar, numa aldeia sonhada; e ainda a “Walden” de Daniel Zimmermann, documentário no qual o realizador suíço constata o absurdo de um dos princípios económicos que definem o mundo globalizado.

De entre os 80 filmes de mais de 20 países a Concurso na 25ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela destacaram-se ainda no Prémio Internacional Curtas Metragens – Turistrela, o filme de animação em stop montion feito com argila intitulado “Pacha Lama Somos Nós: A Cerimónia para Pachamama”. “O Senhor Kubota” e a sua busca pela imortalidade conquistou o “Prémio Televisão”.

“Hálito Azul” de Rodrigo Areias conseguiu arrecadar o “Prémio Camacho Costa Lusofonia” e, no Panorama Regional, o documentário “Pagar a Promessa” de Tiago Cerveira levou o “Prémio Panorama Regional Lusofonia”.

Em ano de Bodas de Prata, entre os dias 12 e 19 de outubro passaram pelas salas do Festival mais de 6.000 espetadores, para além de diretores de festivais de cinema ambiente, realizadores e profissionais de várias áreas.

Foi uma semana dedicada ao melhor do que se faz ao nível da cinematografia de temática ambiental nacional e internacional que contou com a presença, em Seia, de cerca de 40 realizadores de vários países. A edição comemorativa do Festival de Seia conseguiu agregar, uma vez mais, uma vasta oferta de atividades paralelas como as eco-talks, as oficinas de educação ambiental, uma residência artística audiovisual e chamou até si a centralidade do debate internacional sobre as questões ligadas à Emergência Climática e Educação Ambiental, no II Fórum Internacional de Festivais de Cinema Ambiente.

O CineEco prova ser um Festival de resistência. Estes 25 anos representam para o Município de Seia uma afirmação do seu papel no âmbito da promoção da Educação para o Ambiente e promoção turística, bem patente no número crescente de público e participantes nacionais e internacionais que todos os anos visitam e por cá ficam durante a semana do Festival”, concretiza Mário Branquinho.

O CineEco fecha as portas no grande ecrã em Seia, mas entra em itinerância ao longo deste ano nas suas extensões por todo o país, incluindo Madeira e Açores, “prova de que este Festival tem conquistado um número crescente de públicos de várias idades sendo um polo aglutinador de cinema e educação ambiental no País, tendo no CineEco o seu mediador comum”, ressalva o diretor do Festival.

O Festival Internacional de Cinema Ambiental regressa a Seia, em 2020, entre os dias 10 a 17 outubro

Alunos do 1ºciclo foram ao Cinema em Fornos de Algodres

O Centro Cultural Dr. António Menano recebeu na passada sexta-feira, durante a tardem uma extensão do CINE ECO | SEIA, FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL DA SERRA DA ESTRELA, através do visionamento das Curtinhas Infantis CINE ECO, para os alunos do 1° ciclo do Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres.
Esta uma iniciativa do Município de Fornos de Algodres que teve como objetivo sensibilizar a comunidade estudantil para os atuais problemas da falta de água, projetando curtas-metragens com diferentes abordagens sobre o tema.

Por:Mun.FA

XXII Cine Eco apresentada em Seia

14409912_10205463147216989_8194812787328391973_oA Câmara Municipal de Seia deu a conhecer, esta noite, a vigésima segunda edição do Cine Eco. O festival, que decorre de 8 a 15 de Outubro, organizado pelo município, vai decorrer este ano sob o signo “Nuclear Não Obrigado!”, com cerca de 100 filmes, de mais de 20 países, que integram o melhor da produção mundial.
Uma vasta seleção oficial de filmes repartidos por várias secções competitivas como longas, médias e curtas-metragens internacionais, séries, documentários e reportagens de televisão, longas e curtas-metragens da lusofonia, panorama regional e sessões especiais.
Na competição internacional de longas-metragens estão filmes que refletem “as várias preocupações da crise ambiental no mundo, nos dias de hoje”, como “A Morte Diária”, de Daniel Lentini (Brasil), “Rio Corgo”, de Maya Kosa & Sérgio da Costa (Suíça/Portugal), “A Vida Em Chamas”, de Manuel H. Martín (Espanha), “Flores do Futuro: Dobra Voda”, de Valérie Valette (França), “O Normal É Mais Que Um Filme”, de Renee Scheltema (África do Sul), e “Sempre a Terra”, de Sarah Grohnert (Nova Zelândia).
Nas atividades paralelas destaca-se um concerto para olhos vendados, de Luís Antero, worshops de cinema e ambiente nas escolas, uma oficina sobre os 40 anos do Parque Natural da Serra da Estrela e uma conferência sobre “Conservação e Desenvolvimento Local no Século XXI: os desafios no Parque Natural da Serra da Estrela”, segundo a organização.
A presente edição tem como convidado o FINCA – Festival Internacional de Cinema de Buenos Aires, Argentina.

Por:R.A

CinEco decorre em Seia de 10 a 17 de outubro

Vai ter início este sábado mais uma edição da Cineco em Seia, deixamos o programa do 1ºdia:

Dia 10 | Sábado

                                                                     17H00 _Abertura da Exposição de fotografia – Na Serra, de Hugo Figueiredo
Local: Casa Municipal da Cultura | Galerias
Uma
selecção de imagens capturadas ao longo de 10 anos que permitem mostrar
uma perspectiva diferente da serra da Estrela. O intuito é dar
a conhecer
a serra em diferentes estações do ano, assim como a sua beleza, que não
se fica só pelas paisagens, mas também pela biodiversidade
que nela ocorre.

18H00 _A Mulher e a Água (La mujer y el agua), de Nocem Collado, doc. Espanha 2013, 65’
Filme vencedor do Festival dos festivais GFN. Realizadora presente para falar do filme
                Local: Casa Municipal da Cultura | Cineteatro
Este
documentário conta quatro histórias traçando um paralelo entre os
ciclos de água e os ciclos da vida. As suas protagonistas pertencem a
mais
representativa parte da sociedade indiana rural e urbana. A mulher é o
principal coletor de água em muitas partes do mundo. Assim, a
mulher
torna-se responsável pela saúde da família, vai à escola numa idade
mais avançada e é uma das principais vítimas da falta deste
recurso
natural. Traçando um paralelo entre os ciclos de ciclos de vida e de
água, o documentário examina não só o binómio água-mulher mas
levanta uma das questões mais colocadas  quanto ao futuro: na ausência de água que tem direito a ela?
21H30 _A Hora do Lobo (Le Dernier Loup), de Jean-Jacques Annaud, ficção, França, 2014, 121’
Filme de abertura oficial, com a presença de Ricardo Rodrigues (Jornalista e autor do livro “Malditos, Histórias de Homens e de Lobos”
Local: Casa Municipal da Cultura | Cineteatro
1969.
Chen Zhen, um jovem estudante de Pequim, foi enviado para a Mongólia
Interior para educar uma tribo de pastores nómadas. Mas Chen tem
muito
que aprender: sobre a vida neste país infinito, hostil e louco; sobre a
noção de comunidade, liberdade e responsabilidade;  e sobre a criatura
mais
temida e reverenciada das estepes: o lobo. Seduzido pela ligação
complexa e quase mística entre essas criaturas sagradas e os pastores,
apanha
um
Cub para começar a domá-lo.  A relação de amizade entre o homem e os
animais, o estilo de vida tradicional da tribo, e o futuro da própria
terra
começa
a ser ameaçada quando um representante regional da autoridade central
decide eliminar os lobos da região. Adaptado do romance do ‘Totem do
Lobo’, de Jiang Rong.

Trailer: www.youtube.com/watch?v=SsesriIz69k
fonte:Cineco seia