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Idealista – Comprar casa ficou 4,3% mais caro no último ano

Os preços das casas em Portugal subiram 4,3% em janeiro face ao mesmo mês de 2024. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 2.693 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de janeiro, tendo em conta o valor mediano.

Cidades capitais de distrito

Os preços das casas em janeiro subiram em 18 capitais de distrito, com Évora (17,3%), Beja (16,1%) e Vila Real (15,5%) liderarem a lista. Seguem-se Santarém (15,4%), Setúbal (14,5%), Leiria (12,3%), Ponta Delgada (10,6%), Bragança (10,2%), Viseu (8,6%), Funchal (8,6%), Coimbra (8%), Guarda (7,6%), Braga (7%), Faro (4,7%), Porto (3,2%), Castelo Branco (3,1%), Portalegre (3,1%) e Viana do Castelo (1,5%). Já em Aveiro, os preços mantiveram-se estáveis. Por outro lado, os preços desceram 1,1% em Lisboa.

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5.453 euros/m2. Porto (3.605 euros/m2) e Funchal (3.506 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (3.057 euros/m2), Setúbal (2.597 euros/m2), Aveiro (2.499 euros/m2), Évora (2.358 euros/m2), Ponta Delgada (2.081 euros/m2), Coimbra (1.985 euros/m2), Viana do Castelo (1.912 euros/m2), Braga (1.901 euros/m2), Leiria (1.619 euros/m2), Viseu (1.532 euros/m2) e Vila Real (1.435 euros/m2). Já as cidades mais económicas são a Guarda (844 euros/m2), Portalegre (874 euros/m2), Castelo Branco (894 euros/m2), Bragança (1.018 euros/m2), Beja (1.078 euros/m2) e Santarém (1.395 euros/m2).

Distritos/ilhas

Analisando por distritos e ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar na ilha de Porto Santo (19,2%), Évora (16,1%) e Portalegre (14,6%). Seguem-se a ilha Terceira (14,5%), Santarém (14,2%), ilha de São Miguel (13,2%), ilha do Pico (13,1%), Beja (13%), ilha da Madeira (10,4%), Setúbal (9,3%), Leiria (9%), Braga (8,9%), Vila Real (8,7%), ilha do Faial (7,4%), Porto (7,1%), Faro (6,8%), Aveiro (6%), Bragança (4,2%), Lisboa (3,9%), Coimbra (3,9%), Viseu (2,5%), Viana do Castelo (1,1%).

Por outro lado, os preços desceram na Guarda (-2,5%), Castelo Branco (-2,5%) e ilha de Santa Maria (-2,1%).

De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (4.104 euros/m2), seguido por Faro (3.507 euros/m2), ilha da Madeira (3.230 euros/m2), Porto (2.733 euros/m2), ilha de Porto Santo (2.725 euros/m2), Setúbal (2.677 euros/m2), ilha de São Miguel (1.890 euros/m2), Aveiro (1.787 euros/m2), Leiria (1.713 euros/m2), Braga (1.645 euros/m2), ilha do Pico (1.543 euros/m2), Viana do Castelo (1.472 euros/m2), Coimbra (1.458 euros/m2), ilha do Faial (1.440 euros/m2), Évora (1.434 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.416 euros/m2), ilha Terceira (1.354 euros/m2) e Santarém (1.298 euros/m2).

Os preços mais económicos para adquirir habitação encontram-se na Guarda (696 euros/m2), Portalegre (823 euros/m2), Castelo Branco (879 euros/m2), Bragança (907 euros/m2), Vila Real (1.047 euros/m2), Viseu (1.108 euros/m2) e Beja (1.187 euros/m2).

Regiões

Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda aumentaram em todas as regiões do país. A liderar as subidas, encontra-se a Região Autónoma da Madeira (10,5%) seguida pelo Alentejo (10,1%), Região Autónoma dos Açores (10%), Algarve (6,8%), Centro (6,3%), Norte (5,2%) e Área Metropolitana de Lisboa (5%).

A Grande Lisboa, com 3.757 euros/m2, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, seguida pelo Algarve (3.507 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (3.221 euros/m2) e Norte (2.244 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (1.503 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.630 euros/m2) e o Alentejo (1.655 euros/m2) que são as regiões mais baratas para comprar casa.

Índice de preços imobiliários do idealista

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.

Foto:DR

Comprar casa e colocá-la a arrendar rendeu 6,9% no último trimestre de 2024

A rentabilidade bruta da compra de uma casa em Portugal para colocá-la no mercado de arrendamento foi de 6,9% no último trimestre de 2024, uns 0,4 pontos percentuais (p.p) inferior à calculada para o mesmo período de 2023 (7,3%), segundo os dados do idealista. Hoje, a rentabilidade na habitação é superior em 1,4 p.p em relação à observada no quarto trimestre de 2021, de 5,5%.

Analisando por capitais de distrito, é em Castelo Branco onde é mais rentável a compra de uma casa para investimento, sendo o seu retorno na ordem dos 9,4%. Seguem-se as cidades Santarém (7,5%), Coimbra (6,5%), Braga (5,9%), Setúbal (5,9%), Évora (5,9%), Leiria (5,9%), Porto (5,7%), Viseu (5,5%) e Faro (5,4%).

A rentabilidade habitacional mais baixa é obtida pelos proprietários das casas arrendadas em Lisboa (4,6%), Funchal (5,2%) e Viana do Castelo (5,2%)

Rentabilidade de escritórios, lojas e garagens

Este estudo permitiu ainda analisar a rentabilidade de outros produtos imobiliários a nível nacional. Os escritórios permitem uma rentabilidade de 9%, as lojas de 8,4% e as garagens de 5,2%.

Para a realização deste estudo, o idealista dividiu o preço de venda pelo custo de arrendamento solicitado pelos proprietários nos diferentes mercados no quarto trimestre de 2024. O resultado obtido é a percentagem bruta da rentabilidade que proporciona o arrendamento de uma casa ao seu proprietário. Estes dados permitem a análise do estado atual do mercado e são um ponto de partida básico para todos os investidores que pretendam comprar ativos imobiliários para obter rendimento.

Foto:DR