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Artigo:A revisão entre pares abordada no filme “Não Olhem para Cima” é um dos pilares da ciência

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Contribuir para o avanço do conhecimento é algo que todos os cientistas ambicionam. Mas para isso, é necessário que as suas descobertas sejam validadas por outros cientistas. Esta validação é feita através do processo de revisão entre pares, um dos pilares do processo científico, mencionado por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrense no filme “Não Olhem Para Cima”.

Se já viu o filme “Não Olhem Para Cima”, de Adam McKay, terá notado que o professor Randall Mindy e a sua doutoranda Kate Dibiasky, interpretados por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrense, questionam o processo científico de revisão entre pares da missão implementada pela BASH, a grande empresa que prometia impedir que o cometa “destruidor de planetas” acabasse com a vida na Terra. Mas afinal o que é que é o processo de revisão entre pares e em que medida é que este seria uma importante ferramenta para escolher a missão mais eficaz para salvar o mundo?

A revisão entre pares é o processo através do qual os cientistas avaliam o trabalho desenvolvido por outros cientistas, sendo um dos principais pilares da ciência. Esta avaliação pode ocorrer em várias etapas do processo científico, mas é mais frequente quando os cientistas que conduziram um determinado estudo submetem o seu trabalho a uma revista científica, com o objetivo de verem as suas descobertas publicadas e disseminadas pela comunidade científica.

Existem pelo menos três fases no processo de revisão entre pares

A primeira fase ocorre no momento em que o artigo é submetido para uma revista científica selecionada pelos autores, de acordo com a área de investigação e com as características do estudo. Nesta fase, o trabalho passa por uma primeira avaliação por parte do editor da revista. Quando são identificadas limitações significativas no trabalho desenvolvido, ou quando a investigação não se enquadra nos objetivos da revista, o artigo é imediatamente rejeitado. Segundo o grupo Elseviers (https://www.elsevier.com/connect/authors-update/5-ways-you-can-ensure-your-manuscript-avoids-the-desk-reject-pile) 30 a 50% dos artigos são rejeitados nesta fase.

A segunda fase ocorre quando o artigo passa nesta primeira avaliação e é enviado para revisão entre pares. O editor convida um, dois ou mais cientistas com experiência reconhecida na área de investigação, designados por revisores. O número de revisores depende da área de conhecimento e da revista científica. Por exemplo, na revista multidisciplinar Nature (https://www.nature.com/nature-portfolio/editorial-policies/peer-review) são usualmente convidados dois ou três revisores por artigo. É importante que os revisores não tenham qualquer ligação direta com o estudo, para evitar potenciais enviesamentos na avaliação.

Aos revisores convidados, é solicitado que analisem, de forma independente e criteriosa, se as hipóteses dos autores são suportadas pela evidência científica; se os métodos implementados são adequados para testar as hipóteses; se os dados foram recolhidos e analisados corretamente; se as conclusões dos autores vão de encontro com os dados obtidos; se acrescenta conhecimento ao já existente; entre outros aspetos. Revistas com processos mais rigorosos de revisão entre pares tendem a ser julgadas como mais prestigiadas pela comunidade científica.

É através destas avaliações e da sua própria perspetiva que o editor consegue filtrar os estudos com qualidade, que serão publicados na revista e consequentemente disseminados pela comunidade científica. Assim, podem acontecer três cenários distintos:

No primeiro cenário, o estudo é avaliado com elevada qualidade e é aceite para publicação, sem qualquer revisão. Este cenário é pouco frequente, já que a maioria dos estudos tem alguns aspetos que podem beneficiar de uma revisão, ainda que mínima.

No segundo cenário, os revisores encontram problemas incorrigíveis que diminuem a qualidade do estudo e, consequentemente, a validade das suas descobertas. Perante uma avaliação negativa deste tipo, o editor geralmente opta pela rejeição do artigo, o que faz com que o mesmo não seja publicado na revista.

Por fim, no terceiro cenário, apesar de considerarem que o estudo tem vários pontos positivos, os revisores apontam aspetos que devem ser melhorados ou esclarecidos.

Aqui, inicia-se a terceira fase do processo de revisão entre pares: os autores são convidados pelo editor a submeter uma versão revista do artigo, de forma a responder às dúvidas e solicitações dos revisores e do próprio editor. Esta versão é avaliada novamente pelos revisores e o processo repete-se até que o editor decida aceitar (caso todas as questões dos revisores tenham sido devidamente respondidas) ou rejeitar o artigo (caso as revisões feitas ao artigo não tenham acrescentado qualidade ao mesmo, existindo problemas que limitam muito a validade das conclusões). No caso da revista The Lancet (https://www.thelancet.com/), uma das mais prestigiadas na área da medicina, apenas 5% dos artigos submetidos são aceites para publicação.

O processo de revisão pode demorar vários meses ou até vários anos, exigindo esforço e dedicação de todos os intervenientes. Porém, estas revisões permitem aumentar a confiança nas descobertas do estudo, ao agregar não só os conhecimentos dos autores, mas também os conhecimentos e críticas dos revisores e do editor.

Existem diferentes tipos de revisões. As mais comuns são as revisões cegas simples, revisões cegas duplas e revisões abertas. Nas revisões cegas simples, os autores não sabem a identificação dos revisores. Nas revisões cegas duplas, os autores não sabem a identificação dos revisores e os revisores também não sabem a identificação dos autores. Por outro lado, nas revisões abertas, a identidade dos autores e dos revisores é conhecida por todos os envolvidos no processo de revisão. Apesar de terem vantagens e desvantagens distintas, todos os tipos de revisões partilham o mesmo propósito: garantir que o conhecimento científico provém de estudos de qualidade, seguindo metodologias rigorosas, baseadas na evidencia científica e não enviesadas por interesses políticos, económicos ou pessoais.

Voltando ao filme, a recusa do CEO da BASH em responder a questões relacionadas com o processo científico da missão, sugere que o mesmo não foi validado por revisão entre pares. Consequentemente, não só não foi possível averiguar a (evidente falta de) qualidade do projeto, a sua base teórica e a adequabilidade da metodologia, como também não foi possível lutar contra um claro enviesamento político e económico na seleção da missão a ser implementada.

É sabido que o processo de revisão entre pares não está isento de limitações, conforme descrito neste artigo publicado na revista Frontiers in Neuroscience (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4444765/). Por exemplo, a revisão entre pares, sendo um processo praticado por humanos, está sujeita a erro ou falhas de comunicação entre os autores e os revisores, e nem sempre é eficaz na identificação de possíveis erros. É também um processo demorado, que pode limitar o acesso atempado a conhecimento científico em momentos mais urgentes, como no contexto pandémico.

No entanto, apesar das limitações, a revisão entre pares no filme “Não Olhem Para Cima” teria ajudado a evitar uma catástrofe global bem ao estilo de Hollywood, mas facilmente transferível para a vida real.

Joana Grave

Licenciada em Psicologia (2012) e Mestre em Psicologia Forense (2014) pela Universidade de Aveiro. Colaborou enquanto investigadora (2016-2018) no Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, e como assistente convidada (2017-2018) na mesma instituição. É atualmente bolseira de doutoramento em Psicologia no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro, em colaboração com o Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia da Universidade de Tübingen, Alemanha. O objetivo geral da sua investigação passa por compreender a forma como determinadas pistas sociais (em particular, expressões faciais e odores corporais) são percecionadas e modelam processos cognitivos, comportamentais e fisiológicos, tanto na população geral como em certas perturbações mentais. Para além do percurso académico, é membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses desde 2016. Já desempenhou funções de psicologia clínica, psicogerontologia e psicologia da justiça.

Município de Pinhel fez oferta de um livro aos alunos do Pré-Escolar e do 1ºCiclo do concelho de Pinhel

A semana começou com a oferta de um livro aos alunos do Pré-Escolar e do 1ºCiclo do concelho de Pinhel.
Durante a tarde de segunda-feira, 17 de janeiro, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, esteve nos vários estabelecimentos de ensino a entregar, pessoalmente, um exemplar do livro “A Raposa Fabulosa”, da autoria de Pedro Seromenho e Sebastião Peixoto, que tem a Serra da Estrela como cenário.
A oferta de um livro por ocasião do Natal é um hábito que tem vindo a consolidar-se, no âmbito das iniciativas de promoção da leitura levadas a efeito pelo Município de Pinhel junto dos mais novos. Porque ler mais é saber mais…

Estudo pretende verificar se é viável utilizar CO2 na produção de energia geotérmica

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa

Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu um equipamento que, pela primeira vez, permite testar a viabilidade de utilizar dióxido de carbono (CO₂), um dos principais gases do efeito estufa, na extração de energia geotérmica, uma energia limpa gerada através do calor da terra.

Em teoria é possível utilizar dióxido de carbono em estado supercrítico para extrair energia geotérmica, mas até agora esta possibilidade nunca foi testada, ou seja, não existe informação experimental que explique o que é que acontece ao CO₂ a partir do momento em que entra nas rochas. O estado supercrítico caracteriza-se pela capacidade de alguns fluidos, como é o caso do CO₂, apresentarem simultaneamente propriedades líquidas e gasosas quando expostos a pressão e temperatura superiores às do seu estado crítico.

O grande objetivo do projeto “KIDIMIX – Difusão Molecular e Difusão Térmica de CO₂ em misturas modelo próximo do ponto crítico”, que tem a colaboração da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, «é estudar a viabilidade de usar CO₂ capturado da atmosfera para produzir energia geotérmica. A injeção de dióxido de carbono em formações rochosas subterrâneas, para armazenamento geológico, pode proporcionar benefícios que vão além da redução da sua concentração na atmosfera. A temperatura e pressão existentes à profundidade a que o armazenamento geológico ocorre colocam o dióxido de carbono num estado supercrítico, o que faz dele um ótimo candidato para a extração de energia geotérmica», explica Cecília Santos, que coordena o estudo juntamente com Ana Ribeiro. Ambas são investigadoras do Centro de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

No entanto, esclarece, do ponto de vista experimental, desconhece-se «o comportamento do CO₂ a partir do momento em que é armazenado nas formações geológicas, sendo este previsto com base em modelos teóricos. Conhecê-lo é particularmente importante para tirar partido das propriedades termofísicas deste gás relativamente às da água, o fluido atualmente usado para a extração de energia geotérmica. Por exemplo, a menor viscosidade e maior coeficiente de expansão térmica do CO₂ permitem uma troca de calor mais eficiente, o que é muito importante para extrair energia da terra».

Considerando que já existem tecnologias estabelecidas para sequestrar CO₂ da atmosfera, «se demonstramos que extrair energia geotérmica com este gás é seguro e financeiramente viável, uma vez que as tecnologias de armazenamento de carbono são muito dispendiosas quando utilizadas isoladamente, seria uma excelente notícia para ajudar no combate às alterações climáticas e contribuir para a descarbonização», frisa Cecília Santos.

O equipamento experimental desenvolvido no âmbito do projeto permite efetuar vários tipos de medições, incluindo a difusão do dióxido de carbono com componentes que estariam naturalmente no interior das formações geológicas, como hidrocarbonetos. Estas medições, indica a investigadora da FCTUC, são essenciais para «caracterizar misturas supercríticas e obter dados precisos sobre as propriedades de transporte destas misturas. Estamos a estudar a difusão molecular e difusão térmica de misturas de vários componentes, conjuntamente com a sua modelação teórica, de forma a aprofundar a compreensão do estado e das propriedades do dióxido de carbono em condições supercríticas».

Se as experiências em laboratório confirmarem que o CO₂ pode efetivamente ser usado na extração de energia geotérmica, além de representarem um grande passo em direção às metas de descarbonização preconizadas pela União Europeia (UE) e uma ajuda preciosa no combate às alterações climáticas, os resultados também poderão ser úteis para aplicação «em outros tipos de indústria. Este estudo pode contribuir para o desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de dióxido de carbono mais seguras, permitindo uma melhor avaliação de risco e de eficácia. O desenvolvimento destas tecnologias aliadas à geração de gás ou energia renovável pode aumentar a competitividade do país (e da UE) e estimular o crescimento económico», acrescenta.

Nesta fase do estudo, a equipa está centrada em compreender o comportamento do CO₂ no interior do reservatório geológico. Numa segunda fase, depois de entender toda a mecânica envolvida no processo, será possível desenvolver um modelo que torne o processo viável, sobretudo do ponto de vista económico. «A ideia é, no futuro, dar uso a toda esta informação numa planta industrial em ambiente real», remata Cecília Santos.

 

O projeto KIDIMIX teve início em 2018 e é financiado, em 200 mil euros, por fundos comunitários, através do programa COMPETE 2020, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

 

Cristina Pinto

Assessoria de Imprensa – Universidade de Coimbra – Comunicação de Ciência

Teatro Municipal da Guarda recebe Rodrigo Leão, Matt Elliott, Márcia e Chrystabell até abril

A aposta numa programação eclética e diversificada, nestes quatro primeiros meses do ano, no Teatro Municipal da Guarda (TMG) , para diferentes públicos, gostos e apetências culturais. Do bailado clássico “Quebra Nozes” à dança contemporânea de Vitor Hugo Pontes. Do teatro cómico “Os ´Monólogos do pénis” à estreia do novo espetáculo do Teatro do CalaFrio, passando pelo teatro infantil “O capuchinho”. Do novo circo do Chapitô, à música alternativa do inglês Matt Elliot, passando pelo Fado de Jonas. São perto de 80 as sessões marcadas entre janeiro e abril no TMG. Aqui deixamos os destaques.

A programação do mês de janeiro tem início com a nova produção do Teatro do CalaFrio, “Emma”, a partir do texto “O Teatro” da autora Emma Santos já nos dias 14 e 15 de janeiro. Segue-se o espetáculo “Conchichina”, com base num texto do escritor Afonso Cruz, com encenação da conhecida atriz Sandra Barata Belo e música original de Samuel Úria, numa coprodução com o TMG, para ver no Grande Auditório no dia 22 de janeiro. Ainda no capítulo do Teatro, a Estação Teatral apresenta a peça “A Avenida: Liberdade!”, dia 27 de janeiro sobre o impacto da Revolução de abril a partir de artigos de época do Jornal do Fundão. E já no final do mês é reposto (após adiamento devido à pandemia) o bailado clássico “Quebra Nozes” de Tchaikovsky, nos dias 28 e 29 com duas apresentações no Grande Auditório.

Fevereiro arranca com um espetáculo em coprodução com o TMG no âmbito da Rede 5 Sentidos, “Cabraqimera” da bailarina e coreógrafa Catarina Miranda, no dia 4. Um espetáculo de dança sobre patins, com muita cor e luz. Segue-se Piazzolla 100, um concerto que celebra o centenário do músico argentino Astor Piazzolla, no dia 5. Logo depois: dois concertos com artistas internacionais: Matt Elliott (Inglaterra) no dia 10 e Chrystabell (EUA), cantora e atriz colaboradora do realizador David Lynch que apresenta o seu mais recente disco, “Midnight Star”, no dia 12. Ainda em coprodução, dia 18 terá estreia nacional a nova criação de uma associação cultural Coruja do Mato, com um espetáculo que cruza teatro e multimédia, intitulado “Obscuridade Sublime”. E no dia seguinte, 13, sobe ao palco do Pequeno Auditório, o concerto dos 5ª Punkada, grupo constituído por músicos com paralisia cerebral. O fadista e bailarino Jonas apresenta no Café Concerto o disco de estreia, “São Jorge” no dia 24. O mês de fevereiro termina, já perto do Carnaval e com a comédia teatral “Monólogos do Pénis”, com os atores Ricardo Carriço e Ricardo Castro.

Em março há dois espetáculos de circo contemporâneo para toda a família, “Cir-K” da companhia Oliveira & Bachtler no dia 3, e “Kdeiraz” da Companhia Chapitô no dia 12. E ainda um espetáculo de música e teatro infantil, “Mininu” de Fernando Mota em reposição, com duas apresentações para o público das escolas. No dia 5 é a vez da cantora rock independente Joan As Police Woman atuar no Pequeno Auditório seguida no dia 11 pela portuguesa Márcia no Grande Auditório. A 17 de março regressa a Dança Contemporânea ao TMG com um dos maiores e mais prestigiados coreógrafos portugueses da nova geração: Victor Hugo Pontes e o espetáculo “Os Três Irmãos”. A fechar o mês, no dia 25 vai estar a peça de teatro “Perfeitos Desconhecidos”, um espetáculo sobre a influência dos telemóveis nas nossas vidas; uma comédia dramática com um elenco de atores conhecido do grande público.

Já em abril, no dia 7 a cantora americana Emily Jane White estreia-se no TMG e no dia 9 é a vez do espetáculo luso-espanhol, “Quem se Chama José Saramago”, do Teatro das Beiras e do Karlik Danza Teatro que assinala o centenário do escritor português. Em regime de coprodução, outro destaque da temporada é a ópera “O Homem dos Sonhos” do compositor António Chagas Rosa e da cantora lírica Catarina Molder, com base numa história do escritor Mário de Sá-Carneiro, que se apresenta no dia 21. Ainda em abril, destaque para o espetáculo no âmbito das Famílias ao Teatro, no dia 23, com peça de teatro “Capuchinho” do Teatro Plage, numa nova versão do conto tradicional.
No âmbito das Comemorações do 25 de Abril e do Aniversário do TMG, Rodrigo Leão atua no Grande Auditório acompanhado de um ensemble e duas cantoras, revisitando o seu reportório de uma já longa e prestigiada carreira musical. E no dia seguinte, 26, outra reposição, o realizador guardense António Lopes estreia o documentário “Cinema em Movimento”.

Realce ainda para atividades do Serviço educativo de onde se destacam o Teatro Actus com duas peças de teatro para escolas com base no Plano Nacional de Leitura, em fevereiro e a “Caixa Para Guardar o Vazio”, uma instalação escultórica e performativa de Fernanda Fragateiro e Aldara Bizarro que estará patente na Galeria de Arte do TMG entre 10 e 26 de março para escolas, famílias e grupos organizados.
No mesmo espaço: a Exposição de Fotografia “Transversalidades” do Centro de Estudos Ibéricos, de 23 de abril a 30 de maio.

Muitos e bons motivos para uma visita ao Teatro Municipal da Guarda. Neste link deixamos a Agenda com toda a programação:
https://www.mun-guarda.pt/conteudos/PublishingImages/outros/Agenda_TMG_JAN_ABR_2022_site.pdf

FEVIP e APEC criticam falta de solidariedade com a cultura

Assim em comunicado FEVIP e a APEC referem que até 9 de janeiro, à entrada das salas de cinema, vai ser obrigatório apresentar certificado de recuperação ou comprovativo laboratorial de teste negativo à covid-19, excluindo a possibilidade de autoteste. Última orientação da Direção-Geral da Saúde não esclarece sobre o tema.

Previsões atualizadas esta semana apontam para perda de 700 mil espetadores, contrariando a expectativa inicial de 600 mil, o que representa um prejuízo de 4,1 milhões de euros.

A FEVIP – Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais e a APEC – Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas não compreendem a falta de comunicação e coordenação com o setor, que já de si se encontra fragilizado, fruto do impacto da pandemia covid-19 em geral e, em particular, das restrições aplicadas entre 26 de dezembro e 2 de janeiro.

António Paulo Santos, diretor-geral da FEVIP considera que “para além do desajuste das medidas, é incompreensível a falta de solidariedade das entidades oficiais para com o setor da cultura, uma vez que não auscultam, previamente, quem todos os dias trabalha nesta área”, acrescentando ainda que “muitas vezes estas medidas são dadas em cima da hora, atualizadas durante a noite ou até aplicáveis a datas que já passaram, lançando uma confusão tremenda a todos os níveis.” 

Já a Direção da APEC refere que“nunca houve uma comunicação oficial atempada, por parte do Governo ou Direção-Geral da Saúde, sobre o tipo de regras a aplicar, impossibilitando a preparação eficaz das equipas, que comportam milhares de trabalhadores. Para mais torna-se impossível informar claramente o público, daquele que é um dos setores mais rentáveis da cultura portuguesa. Só em 2019, os cinemas receberam 15 milhões de espetadores.”

Recorde-se que na passada semana a DGS atualizou (na mesma noite) as orientações relativas aos cinemas que, numa primeira instância, não obrigava à apresentação de teste, apenas prova de certificado digital. Num segundo momento, quando muitos cinemas já tinham tornado público junto dos clientes as novas medidas, surge novo documento a tornar obrigatória a apresentação de teste negativo à covid-19.

Uma outra reivindicação tem sido a assimetria na aplicação de medidas de saúde pública, no comparativo com outros setores, como os casinos, os bingos e a restauração. Ora isto traz má imagem para os cinemas, onde não há um único relato de transmissão da doença, segundo António Paulo Santos.

Isto porque o agravamento de medidas na restauração e estabelecimentos de jogos de sorte ou azar foram aplicadas apenas dias 24, 25, 30, 31 de dezembro e 1 de janeiro, enquanto para os cinemas se estendem até 9 de janeiro, passando por diferentes regimes de exceção. O primeiro vigorou entre 25 de dezembro e 2 de janeiro, onde foi obrigatória a apresentação de certificado de recuperação ou teste negativo, nas modalidades antigénio, PCR ou autoteste. O segundo começou dia 3 e é expetável que vá até dia 9, período em que fica excluída a possibilidade de apresentação de autoteste.

Escola de Engenharia da Universidade do Minho com vinte prémios num trimestre

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa

Os investigadores e estudantes da Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) receberam desde setembro duas dezenas de prémios e louvores nacionais e internacionais. As distinções afirmam a qualidade, a inovação e a dinâmica desta academia.

Estela Bicho Erlhagen está na lista mundial “50 Mulheres em Robótica que Precisa de Conhecer”, da Robohub, André M. Carvalho nos “40 Rising Star”, da Sociedade Americana para a Qualidade, José Teixeira e António Vicente nos “Highly Cited Researchers”, da consultora Clarivate, e há ainda 30 nomes desta Escola no top 2% dos cientistas mais influentes do mundo, para a editora Elsevier.

O prémio de melhor artigo em conferências internacionais veio várias vezes para a EEUM. Foi assim com Paulo Novais na 19ª PAAMS (Espanha), por um sistema de negociação homem-robô de venda de artigos; com Diogo Ribeiro, Luís Miguel Matos e Paulo Cortez na 21ª ICCSA (Itália), pela deteção de anomalias no aperto de parafusos industriais; com Luís Ferreira, Filipe Romano e Paulo Cortez na 22ª IDEAL (Inglaterra), ao preverem falhas em equipamentos de manutenção; e com Henrique Faria na 2ª INNCYBER (Lisboa), pela sua tese sobre criptografia.

Por seu turno, Manuel Mota foi o primeiro a receber o Prémio Carreira Júlio Maggiolly Novais, da Sociedade Portuguesa de Biotecnologia, pelo seu papel pioneiro na área. Já Raul Fangueiro foi laureado na rubrica Pessoas nos dez anos da rede internacional Fibrenamics. José Meireles, Hugo Puga e Vítor Carneiro ganharam o Prémio Cruz Azevedo, da Associação Portuguesa de Análise Experimental de Tensões, ao terem o artigo do ano da revista “Mecânica Experimental”, por avanços no fabrico de painéis em ligas de alumínio para ferrovia, aeronáutica e maquinaria.

Os alunos também somam elogios. Helena Felgueiras obteve o Prémio Elsa Piana (Itália), da Associação Tessile e Salute, por criar fibras com óleos essenciais para máscaras antivirais. Ana Ramos recebeu o Prémio José Folque, da Sociedade Portuguesa de Geotecnia, ao prever o comportamento dinâmico a prazo nos sistemas ferroviários. Jorge Fernandes levou o Prémio Arquitetura, Sustentabilidade e Inovação – Dissertação, do Fundo Ambiental e da Ordem dos Arquitectos, por avaliar sistemas da arquitetura regional portuguesa e a ecologia da construção.

Já Catarina Cubo fez a Melhor Apresentação Doutoral no 45º Colóquio da Associação Portuguesa da Qualidade, ao medir a qualidade nos diversos níveis da organização, e Manuel Silva teve o Melhor Estágio Norte da Ordem dos Engenheiros e um diploma do Colégio de Electrotécnica. As bolsas anuais Novos Talentos da Gulbenkian voltaram a laurear a EEUM, no caso Gilberto Cunha (tecnologias quânticas) e Mariana Carvalho (inteligência artificial médica). Magda Duarte, Miguel Peixoto e Gabriela Oliveira alcançaram o Prémio UMinho de Iniciação na Investigação Científica com teses sobre muografia de edifícios, nova física e propagação de fogos florestais.

Anabela Alves, Paulo Lourenço e Helena Dias foram também distinguidos pelo seu percurso nos 46 anos da EEUM. Além disso, 28 alunos-atletas foram galardoados com o Prémio de Mérito Desportivo da UMinho, juntando a excelência académica e desportiva, sendo as campeãs Joana Cunha e Patrícia Silva igualmente reconhecidas na XX Gala do Desporto da UMinho.

Por:Universidade do Minho

Teatro Cine de Gouveia comemorou 79 anos

O   Teatro Cine de Gouveia recentemente 79 anos, assinalando esta data com dois espetáculos gratuitos de elevada qualidade.

O primeiro, Noiserv, o multi-instrumentista que já foi apelidado de “o homem-orquestra”, subiu ao palco e proporcionou ao público um espetáculo intimista, com uma sonoridade muito própria, tendo encantado os fãs com a sua música que tem tanto de original como emotiva.

Os espetadores tiveram ainda a oportunidade de assistir à peça de teatro “Cárcere”, de Vinicius Piedade, uma experiência intensa e arrebatadora sobre a privação de liberdade e os conflitos internos que isso acarreta.

fotos:MG

Guarda-Programação da BMEL para Novembro e Dezembro

Exposição Itinerante no âmbito do Pacto Ecológico no EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões

O EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões abriu as suas portas à Exposição Itinerante “O Futuro é Amanhã!”.

Esta iniciativa que decorre  no centro EUROPE DIRECT, em Viseu, irá dinamizar diversas atividades junto dos mais novos, no âmbito do Pacto Ecológico, conta com as visitas do Jardim Escola João de Deus, do Colégio da Imaculada Conceição e do Colégio da Via Sacra.

Procurando tirar partido do sucesso do projeto “O Futuro é Amanhã!” e tendo como foco as prioridades estratégicas contidas nas Prioridades da União Europeia para 2019-2024, o EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões, através desta exposição, visa sensibilizar a população mais jovem, nomeadamente a população estudantil, para as problemáticas das alterações climáticas.

Segundo o Presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas, “As alterações climáticas, para além de uma questão muito premente no nosso território, encontram-se entre as principais preocupações dos mais novos. Esta atividade inserida nos objetivos dos EUROPE DIRECT, calha numa altura em que se realiza a mais importante Cimeira do Clima desde o Acordo de Paris, deste modo, estamos a contribuir ativamente para que as gerações futuras tenham uma maior informação, logo uma maior capacidade de intervenção e decisão, relativamente aos desafios presentes e futuros da União Europeia”.

Livro “Mangualde, o Nosso Património” já foi lançado

Foi lançado nesta sexta-feira o livro “Mangualde, o Nosso Património”, uma cerimónia que aconteceu no Salão Nobre da autarquia mangualdense, contou com a presença e intervenções do autor, António Tavares, do Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elísio Oliveira, do Vereador da Cultura, João Lopes, de Gertrudes Branco, prefacista do livro, e António Amaral, representante da Alcatuna. A edição da obra é da responsabilidade da Câmara Municipal de Mangualde.
Trata-se de uma obra que compila todos os bens patrimoniais do concelho de Mangualde trabalhados na campanha de promoção “Mangualde, O Nosso Património”. O livro visa, assim, dar a conhecer o património herdado e as criações contemporâneas, mas também promover a sua preservação.
A campanha de promoção “Mangualde, O Nosso Património” nasceu em 2011 e teve como objetivo catalogar o património mangualdense e dá-lo a conhecer, aproximando os mangualdenses do seu património. Quinzenalmente e, posteriormente, mensalmente era publicada uma imagem do património e uma nota explicativa do mesmo em formato de cartazes, colocados nas montras de comércio e serviços. Eram ainda produzidos postais, colocados no posto de turismo, bem como adaptada a imagem para as redes sociais e site do Município.
Os interessados em adquirir o livro “Mangualde O Nosso Património” poderão fazê-lo na Papelaria Adrião ou no Posto de Turismo de Mangualde.
O autor, António Tavares, com formação superior em História e Arqueologia, mestre em Gestão e Programação do Património Cultural pela Universidade de Coimbra, é arqueólogo e gestor do património cultural na Câmara Municipal de Mangualde. Acrescenta ainda ao seu currículo: Investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra; tem realizado e coordenado trabalhos de arqueologia de salvaguarda e prevenção em obras públicas; responsável por projetos de valorização de sítios e monumentos arqueológicos; tem investigação e publicação de artigos de Arqueologia, História e Património Cultural, em revistas da especialidade e é autor e coordenador de livros, com destaque para “Património Cultural: Gestão e Programação à escala municipal” e “Mangualde desde o Pós-Segunda Guerra Mundial (1953-2015); desenvolveu intensa atividade artístico-cultural, tudo no âmbito das políticas culturais da Câmara Municipal de Mangualde.