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Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela inicia esta semana

A sessão de apresentação oficial do Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela deste ano, vai acontecer, nesta quinta-feira, dia 9 de setembro, serão reveladas as novidades da 27ª edição do CineEco e conhecidas as personalidades que irão apadrinhar os filmes que fazem parte da Seleção Oficial. Será ainda exibido o filme de Jim Rakete, “Now”, um testemunho vivo da geração de jovens ativistas ambientais liderados por Greta Thunberg, com as participações de Patti Smith, do realizador Wim Wenders e com contributos de 7 ativistas internacionais.

Antes do arranque da 27ª edição do CineEco, que acontece de 9 a 16 de outubro, o Município de Seia, entidade organizadora, dá o mote inicial do certame com a apresentação oficial das novidades deste ano. A partir das 21h30, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia irá decorrer o sorteio das personalidades que vão apadrinhar os documentários deste ano e que terão como missão promover as 10 longas-metragens internacionais que fazem parte da secção competitiva do CineEco.

Cada longa-metragem internacional será “apadrinhada” por 2 personalidades, responsáveis por desenvolver ações de divulgação e marketing, contribuindo assim para a mobilização de público. “Esta iniciativa pretende valorizar o papel destes agentes promotores do Festival como um todo e, em particular, de cada longa-metragem internacional. São preponderantes na ligação do Festival à sua comunidade. Esta é uma forma de, em cada ano que passa, alargamos a família CineEco”, explica a direção do certame. De relevar que, como já é habitual, o Festival conta com um Padrinho e uma Madrinha nacionais oficiais. Este ano a responsabilidade caberá ao radialista e apresentador Júlio Isidro e à atriz Sofia Alves.

 Na apresentação oficial do CineEco será ainda exibido “Now” do realizador e fotógrafo, Jim Rakete, um documentário sobre justiça climática e a geração dos jovens ativistas ambientais liderados por Greta Thunberg. Na senda da transição verde, este documentário é, acima de tudo, um testemunho de esperança para a melhoria do estado de saúde do planeta, pautado por testemunhos vivos de Wim Wenders, Patti Smith, entre outros.

 Portugal, França e Espanha são os países com maior representação cinematográfica na Competição Oficial da 27ª edição do CineEco. Este ano, o mais antigo festival de cinema ambiental do mundo recebe um número recorde de 93 filmes de mais de 20 países que podem ser vistos entre 9 e 16 de outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia.

 

Mangualde recebe a peça “Só Queria Que Me Saísse… Dão”

O espetáculo de teatro musical “Só Queria Que Me Saísse… Dão”, nos dias 9 e 10 de setembro, pelas 21h30, vai ter lugar ,no Largo Dr. Couto, em Mangualde. Uma iniciativa que ocorre no âmbito da Programação Cultural em Rede Viseu Dão Lafões.

A peça de teatro é um projeto da Contracanto Associação Cultural, que irá transportar o espetador para os clássicos do cinema português.

Nos dois dias de espetáculo, a lotação é limitada e os lugares são marcados, de forma a respeitar as normas emanadas pela DGS. A entrada é gratuita, mas com aquisição obrigatória de bilhetes na Biblioteca Municipal e/ou na Papelaria Adrião.

A organização solicita a todos que respeitem sempre as regras da DGS e as indicações/sinalética no local, mantendo sempre o distanciamento social de segurança e as regras de etiqueta respiratória.

SINOPSE DO “SÓ QUERIA QUE ME SAÍSSE… DÃO”

“A história acontece em plena Lisboa, no Pátio do Carrascão e transporta-nos para o imaginário dos clássicos do cinema português.

Barbosa é o único beirão no bairro, condição que ele tenta esconder aos turistas para os atrair para a sua casa de fados “Solar do Vinho” que representa o que de mais pitoresco Lisboa tem para oferecer.

Entre cantigas e muitas histórias, os moradores do pátio não se esquecem de lembrar Barbosa das suas raízes beirãs e Barbosa perde as estribeiras de cada vez que um deles o provoca!

Mas o destino tem hora marcada para fazer das suas e este ano, o arraial vai mudar para sempre o pátio. Tudo por conta do tal vinho do beirão Barbosa que, afinal, não é de Lisboa, nem carrascão, mas sim, vinho do Dão. E quando o vinho é Dão… até um pátio alfacinha quer ser beirão!”

Caravana Literária- Festa da Literatura e do Pensamento começou na Guarda

Decorreu na Guarda, a Primeira Caravana Literária- Festa da Literatura e do Pensamento, uma homenagem a Eduardo Lourenço.

A Caravana Literária – Festa da Literatura e do Pensamento é uma iniciativa internacional que surgiu no âmbito da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027. É um projeto multidisciplinar e itinerante dedicado anualmente a autores consagrados no mundo da cultura e das artes, neste caso a Eduardo Lourenço, filósofo e ensaísta.

O dia iniciou com a cerimónia oficial de abertura pelos Presidentes: Carlos Chaves Monteiro, Presidente da Câmara Municipal da Guarda, António J. Machado, Câmara Municipal de Almeida e João Paulo Sousa, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa.

Carlos Chaves Monteiro por sua vez referiu:” A Caravana Literária é uma festa literária e do pensamento, é uma iniciativa internacional também integrada neste grande projeto que é a nossa candidatura a capital europeia da cultura que envolve 2027, envolve 17 municípios, uma visão de território que nós temos para alicerçar muito do desenvolvimento não só com base na cultura mas também nesta conjugação de esforços dos diferentes municípios que compõem este espaço geográfico e a partir deles não só trazer mais quantidade, é fundamentalmente também qualidade.

Esta é mais uma parceria virtuosa que o Município da Guarda mas também o envolvimento de Almeida e Foz Côa têm estado numa relação muito estreita naquilo que são estas dinâmicas e portanto acreditamos mesmo que este é o caminho para nós trazermos essa qualidade, essa diversificação de pensamento, essa visão crítica a partir da cultura , a cultura  também aqui  como elemento não só propulsor do desenvolvimento mas também tem características muito especificas, dinâmicas muito próprias  do ponto de vista económico e que hoje há que tirar partido delas e portanto a economia é também aqui um elemento essencial e a cultura serve aqui também como um fator locomotiva para o desenvolvimento do turismo, o desenvolvimento dos povos e dos territórios  e é esta visão multidisciplinar que também é pretendido atingir com esta Caravana Literária.”

Seguiu-se António Machado (Câmara Municipal de Almeida) salientou “A Guarda Capital Europeia da Cultura é um projeto integrador, é um projeto que conseguiu mudar em muito também na Comunidade Intermunicipal a maneira de pensar e a maneira de fazer. Sinto que o nosso plano que está proposto já é um plano feito com vários pensamentos, mas pensamentos passar da unidade passar a um conjunto e é esse projeto que eu olho para ele com uma potencialidade enorme.

O Professor ensaísta Eduardo Lourenço de S. Pedro de Rio Seco é sem dúvida, uma personagem que merece toda a nossa admiração, o nosso respeito por todo o trabalho que desenvolveu.”

Para finalizar, João Paulo Sousa- Vice-Presidente da Câmara Municipal de Foz Côa realçou: “Falar sobre o legado de Eduardo Lourenço que deixou à região, ao território do Distrito da Guarda e ao país é falar sobre uma vasta obra contempla uma variedade de temas, literatura portuguesa, arte s, pensamento e lugares de Portugal na história.

Este projeto apresenta corpo, este projeto tem corpo, quando me foi apresentado tem corpo, tem uma força de 30 escritores, 6 concertos, 3 conferências, 50 músicos, autores , 6 comunicações, 5 países envolvidos mas também me parece que o fundamental é que tem alma, tem alma sobre os destinos e sobre as viagens que fazemos e é aqui que me parece que vamos truncar de facto o concelho de Foz Côa, com o concelho da Guarda e o concelho de Almeida.”

Foi apresentada a exposição “Labirinto de um Heterodoxo” por Rui Jacinto membro da Comissão Executiva do CEI. Aconteceu o descerrar da placa na entrada da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, que perpetua esta iniciativa e seguiu-se a  visita ao Espaço de Memorial de Eduardo Lourenço no Centro de Estudos Ibéricos.

No Jardim José de Lemos realizou-se a mesa-redonda:” “Mitos da Europa e Poéticas da Modernidade” com os oradores: Nuno Júdice, António Carlos Cortez, Rosa Oliveira e como moderador João Rasteiro.

De tarde teve lugar no TMG, a Conferência “Pensamento e Poéticas do Ensaio” com Testemunhos de Jorge Augusto Maximino, Guilherme d’Oliveira Martins, António José Dias de Almeida, Fernando Paulouro, Rui Jacinto, Roberto Vecchi e Marco Lucchesi.

João Almino apresentou “A paisagem equatoriana na poesia de João Cabral de Melo Neto”,  depois houve uma Leitura-Homenagem pelos poetas: Maria Teresa Horta, António Carlos Cortez, Nuno Júdice e Manuel Alegre com a apresentação de Victor Afonso.

Durante a tarde ainda decorreram mais algumas atividades.

A Caravana Literária continua amanhã em Almeida e no domingo em Vila Nova de Foz Côa com diversas atividades.

 

Guarda-joias em destaque na Guarda

Tem como ponto de partida a iniciativa Sonhar 27 que ausculta as ideias, a criatividade e o pulsar das associações e grupos culturais dos 17 Municípios da Candidatura Guarda 2027, iniciativa dinamizada pelo músico Tiago Pereira. Guarda-joias é um espetáculo de Dimensão Internacional com base comunitária: cruza, novo-circo, música, teatro e artes visuais com o imaginário de Eduardo Lourenço, de Vergílio Ferreira e dos testemunhos encontrados na coleção ‘O Fio da Memória’, editada pela autarquia da Guarda. Tem a direção de José Rui Martins e acontece a 21 de agosto, ao ar livre, no Parque Urbano do Rio Diz. Uma readaptação do espetáculo do Julgamento do Galo, adiado pela Pandemia, e agora transformado em Guarda-joias para se destacar no calendário do verão guardense. A bilheteira reverterá a favor das corporações dos bombeiros do concelho da Guarda.

«Guarda-joias será no dia 21 de agosto, assim, uma aposta artística onde se cruzam várias expressões artísticas, como teatro, novo circo, artes visuais e, onde a palavra poética narrativa e a música lírica e de musicais são velas de uma embarcação aventureira pelos sinais humanos que embalam um território com um interior apaixonante», refere, a propósito do espetáculo o diretor artístico.

Com a colaboração de criadores nacionais e internacionais, o Guarda-joias conta com as participações das companhias Aerial Strada (Argentina/Espanha) e Des Quidams (França), da ‘Ópera Encantada’, da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa e da Associação de músicos regional ‘Opus Pausa’.

«Este é um projeto que constitui uma das alavancas principais da programação prévia da Capital Europeia da Cultura, antes da entrega do dossiê de candidatura. Assumimos, desde o início, que era importante criar projetos que deixassem marca e que garantissem já uma demonstração do que pode ser feito em termos de programação cultural e artística. Guarda-joias vai ser um trabalho de grande envolvimento tanto local como internacional que resultará num espetáculo de charneira, afirmativo da força, da vontade e do sonho que temos para a Guarda, de uma visão cosmopolita», referiu na apresentação do espetáculo o vice-presidente da Câmara da Guarda e coordenador da Candidatura Guarda 2027, Vítor Amaral.

Guarda-joias é um espetáculo comunitário multidisciplinar que reúne mais de uma centena de artistas, técnicos e produtores. Trata-se de uma co-produção internacional que afirma a paixão de um território que sonha em 2027 vir a ser a região portuguesa escolhida para acolher a Capital Europeia da Cultura.

Sobre a iniciativa ‘Sonhar 27’, o seu dinamizador, Tiago Pereira, explica que «é projeto de dinamização interassociativo que, na sua primeira etapa, singularizará comunitariamente o espetáculo de Artes Performativas Comunitário ‘Guarda-Joias’ . Um processo de diálogo de proximidade com associações e agentes culturais dos 17 concelhos integrados na Candidatura Guarda 2027 que conduzirá a um levantamento de depoimentos coletivos que traduzirão o sentido sonhador das estruturas culturais locais e das ricas vivências que lhe conferem um protagonismo identitário no território».

Seia com diversas atividades neste Verão

Durante o verão são muitos os motivos para visitar o concelho de Seia.

Face a isso, ao longo destes três meses, a cidade oferece uma programação cultural rica e variada, com vários espetáculos de música, teatro, e dança, mas também de atividades ao ar livre.

Nas próximas semanas, o programa contempla:

17 julho
Passeio de
Macrofotografia,
com Pedro Martins
— CISE | PNSE

 

18 julho – 18:00
Música
Voices All Together
Ana Carina Reis, Joana Almeida, Sérgio Sousa Martins, Orquestra EPSE e Collegium Musicum
— Casa Municipal da Cultura

 

21 julho
Percurso Pedestre
Planalto Superior
— CISE, Parque Verde

 

23 julho – 22:00
Novo Circo
Por um Fio
Rede Interior_ASTA
— Largo da Câmara

 

24 julho – 22:00
Teatro
Cântico Negro
Rede Interior_ASTA
— Largo da Câmara

 

28 julho
Percurso Pedestre
Rota dos Meandros
— CISE, PNSE

 

31 julho – 20:00
Musical de Artes Performativas
1001 Tapetes pelo Ar
Vozes em ½ Ponta
— Casa Municipal da Cultura

 

31 julho
Literatura + Ciência
aBEIRAr – O Céu
— Lapa dos Dinheiros

20:30 (ponto de encontro/receção na praia fluvial da Lapa dos Dinheiros)
21:00 (partida para o Sagrado Coração de Jesus – local onde decorrerá a ação)
Nota: O transporte dos inscritos para o Sagrado Coração de Jesus será em carrinha da União das Freguesias)

Conversa com Carlos Fiolhais

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa, fica uma breve entrevista a Carlos Fiolhais.

Carlos Fiolhais é uma figura incontornável da cultura portuguesa contemporânea, detentor de uma inteligente curiosidade insaciável e apaixonada pelo conhecimento. A propósito da sua última lição na Universidade de Coimbra, no dia 12 de julho de 2021, fizemos-lhe uma entrevista que percorre brevemente a sua vida e os seus principais interesses.

António Piedade (AP) – Qual a recordação mais antiga que tem de si mesmo?

Carlos Fiolhais (CF) – É muito difícil responder, pois não me foco muito no passado. Mas lembro-me de morar na Ajuda, em Lisboa, e de andar a brincar nos Jardim da Praça do Império frente aos Jerónimos e a correr na Rosa dos Ventos, junto ao Padrão dos Descobrimentos. Eu era muito novo no Restelo, espero nunca me tornar um “velho do Restelo”. Vim para Coimbra aos 7 anos, onde já me lembro bem da escola dos Olivais e do liceu D. João III, incluindo do exame da quarta classe e da prova de admissão aos liceus.

 

AP – O seu “entrelaçamento” com a ciência e com a Física ocorre quando?

CF – Fui descobrindo a ciência, em particular a Física, nos anos liceais. Não tanto através das aulas e dos professores (a quem, de resto, muito devo e sem os quais não seria quem sou), mas mais através dos livros de divulgação da ciência, na biblioteca da escola e na Biblioteca Municipal de Coimbra. Requisitava três livros de cada vez, que era o máximo permitido, e passados poucos dias ia lá buscar mais três. Entre eles estavam os livrinhos da colecção “Ciência para Gente Nova” de Rómulo de Carvalho, que mais tarde conheci pessoalmente e que é hoje o patrono de um centro Ciência Viva que fundei. Tomei aí consciência que a ciência, isto é, a busca pelos seres humanos de conhecimento sobre o mundo, era uma aventura na qual também eu podia participar. Depois de entrar na Universidade comecei, ainda que de forma modesta, a fazê-lo e tomei-lhe o gosto.

 

AP – Tem um papel incomensurável na promoção da cultura científica em Portugal. É possível haver uma suficiente literacia científica na sociedade sem haver boa educação de ciências nas escolas? Qual o papel dos comunicadores de ciência neste desafio?

CF – Tenho participado na medida em que sei e posso, em larga medida com outros colegas, em processos, bastante variados, de comunicação da ciência para toda a gente, mostrando que ela faz parte da cultura humana. A cultura científica pode começar na escola, mas não acaba aí. O ensino formal é um meio indispensável, mas o ensino informal, que se faz todos os dias através da imprensa, da rádio, da televisão, da Internet, dos museus, dos jardins e parque naturais, dos sítios geológicos, da observação dos céus, etc., é um complemento essencial. Na escola a ciência pode ser mais forte, designadamente começando mais cedo. E, na vida, temos de estar mais atentos à ciência que está por todo o lado. Os comunicadores de ciência, as pessoas que sabem e gostam de transmitir ciência, são mediadores imprescindíveis entre a ciência e os cidadãos. O seu papel entre nós pode e deve ser maior. Oxalá se criem as condições para isso

 

AP – Qual o papel da cultura científica e tecnológica na democracia portuguesa?

CF – A cultura científica é condição de cidadania nas sociedades modernas. Hoje, ninguém pode estar verdadeiramente apto a participar na sociedade, sem ter uma base mínima de conhecimentos da ciência e do método que os proporciona.

Vivemos num tempo da inteligência artificial, da edição genética, da nanotecnologia, etc. em que se abrem novas possibilidades tecnológicas que interferem nas nossas vidas, levantando por isso questões éticas e legais sobre as quais todos somos chamados a participar. Vivemos também num mundo em que há ameaças como as pandemias e as alterações climáticas cuja solução nos desafia a todos.

Além disso, e mais em geral, vivemos num mundo ameaçado por notícias falsas, no qual temos de exercer racionalidade, isto é, temos continuadamente de saber distinguir entre a verdade e a mentira.

Ora a ciência é fonte do exercício de espírito crítico que tão necessário é hoje para a nossa vida.

 

AP – Os órgãos de comunicação social, nomeadamente a imprensa escrita, desempenham um papel fulcral para uma boa saúde democrática da sociedade. Onde “cabe” a ciência nos média?

CF – Os média, incluindo a imprensa escrita, são o “cimento” da sociedade, ao assegurarem a comunicação de notícias e opiniões. Permitem a coesão e também o diálogo democrático. Como boa parte da nossa vida tem hoje a ver com a ciência e a tecnologia que lhe está intimamente associada – bastará referir a saúde, as comunicações, etc. – é natural que a ciência esteja presente nos média. Os jornais de referência, internacionais e nacionais, têm-na desde há muito nas suas páginas e, felizmente, o mesmo tem acontecido mais recentemente com os jornais regionais.

 

AP – Sabemos da sua enorme paixão pela literatura, pelos livros. Se tivesse de levar só cinco livros para uma viagem interplanetária, quais levaria?

CF – É um desafio muito difícil, mas vou tentar, limitando-me apenas a livros de divulgação da colecção “Ciência Aberta” da Gradiva, que dirijo. Poderia dar-se o caso de encontrar extraterrestres, que não soubessem tanta ciência como nós… “Cosmos” de Carl Sagan; “A Nova Aliança” de Ilya Prigogine e Isabelle Stengers; “Os três primeiros minutos” de Steven Weinberg; “O que é uma lei física”, de Richard Feynman; e “Quando as Galinhas Tiverem Dentes”, de Stephen Jay Gould. Foram livros que me marcaram e que poderiam marcar os extraterrestres…

 

AP – Acaba de terminar uma etapa da sua vida enquanto estimado professor universitário de Física. Publicou várias dezenas de livros. Enquanto investigador tem um dos artigos científicos mais citados de cientistas portugueses (mais de 24 mil citações). E agora o futuro? Pode-nos destapar o véu dos seus próximos horizontes?

 

CF – Hoje é apenas o primeiro dia do resto da minha vida. Espero continuar a viver, tendo agora mais tempo para ler, escrever e espalhar a ciência. Só deixei as aulas e alguma investigação, dando o lugar aos mais novos, mas esperando continuar a fazer investigação na área da História da Ciência e a aprofundar a cultura científica. Só deixo de ser funcionário, ao fim de 44 anos de actividade ininterrupta desde os 21 anos, mas espero continuar a funcionar…

Por:António Piedade

 

Nelas recebe “Sentinelas do Mar”

Através uma parceria instituída entre a Câmara Municipal de Nelas e a Autoridade Marítima Nacional, surge o Projeto “Sentinelas do Mar”, com a finalidade de divulgar o património em torno dos faróis nacionais (continentais e insulares).
Neste sentido o objetivo passa por valorizar um património notável e uma história ligada ao mar que tanto honra os portugueses. Os faróis tiveram sempre um papel importante tanto na orientação como também um sinal de regresso a casa durante os séculos. Por isso desempenham um papel importante na cultura, daí serem a grande maioria classificados como Monumentos Nacionais.

O Município de Nelas através do seu Vereador da Cultura Aires dos Santos, também ele pintor, convidou para este projeto 10 conceituados pintores ibéricos neste período pós de confinamento, com o intuito de poderem retomar as suas atividades artísticas.
Etimologia e breve historial da palavra Farol:

“O termo farol deriva da palavra grega Faros, nome da ilha próxima à cidade de Alexandria onde, no ano 280 a.C., foi erigido o farol de Alexandria — uma das sete maravilhas do mundo antigo. Faros deu origem a esta denominação em várias línguas românicas; como em francês (phare), em espanhol e em italiano (faro) e em romeno (far).
Os navegadores da Odisseia guiavam-se por fogos acesos nos promontórios. Um dos fogos mais antigos de cuja existência se sabe, é o que existia na ilha de Faro (Pharos), colocado em cima de uma torre de mármore branco de 135 metros de altura, mandado construir por Ptolomeu Filadelfo. Esta ilha, que pelo seu nome deu origem à palavra farol, foi ligada 285 anos a. C. por um molhe, à cidade de Alexandria. A torre, uma das sete maravilhas do Mundo, devido a vários tremores de terra que sofreu, acabou por se desmoronar em 1302.Em Portugal, o primeiro farol foi mandado acender em 1520, na torre do convento de S. Francisco, no Cabo de S. Vicente”

Cabendo à CMN a coordenação do projeto, gestão técnica das obras e organização evento inaugural  no seu Feriado Municipal! A partir das 15:30h no Balneário dos Ingleses na Urgeiriça a Exposição “Sentinelas do Mar” vai estar patente até domingo passando a itinerante inicialmente na Biblioteca Municipal de Nelas até 11 de julho  e posteriormente em Lisboa na AMN, também nas regiões autónomas e finalizando este ciclo de exposições na Associação das Caldas da Felgueira (parceira da iniciativa).
A exposição é composta por 33 obras dos seguintes 11 artistas:
1. Aires dos Santos
2. Alice Piloto
3. António Dias
4. Graça Freitas
5. José Dell Castillo
6. Lena Jorge
7. Luís Duro
8. Mário Costa
9. Nelson Santos
10. Nuno Angélico
11. Ricardo Rodrigues

Além da componente artística das pinturas, a Autoridade Marítima Nacional vem reforçar essa exposição com documentação e espólio alusivos à temática dos faróis, bem como de garantir o guionamento da exposição com a presença de dois faroleiros para toda a comunidade e publico escolar que queira realizar a visita!

Exposição “O Clima” inaugurada na BMEL

Ao final da tarde, desta terça-feira teve lugar a inauguração da Exposição “O Clima” na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço Uma iniciativa no âmbito do projeto “Desenhar a Moeda”, promovida pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM) em colaboração com a Câmara Municipal da Guarda e a Comunidade escolar do concelho. O desafio foi lançado às escolas, para desenhar uma moeda tendo como tema “O Clima”; participaram sete escolas e foram entregues 582 trabalhos. Nesta exposição está uma seleção dos melhores trabalhos e na sessão foram atribuídos o 1º prémio a Tiago Ferreira, aluno do 6ºC da EB 2/3 Carolina Beatriz Ângelo e as menções honrosas a Pedro Amaral Pereira – 9ºE da Escola Afonso de Albuquerque e a João Pedro Tomé do 9ºD da Escola Carolina Beatriz Ângelo. O desenho vencedor integrará em 2022 a coleção comemorativa do Plano Numismático da INCM. A exposição fica patente na BMEL até 20 de agosto.

Rede Itinerante Cultural do Interior Entra em Cena-Abertas as inscrições

A Companhia de Teatro ASTA coordena a rede itinerante de intervenção cultural para levar dezenas de espetáculos a territórios de baixa densidade

Acaba de ser lançado um desafio a todos os que estejam interessados em explorar a criatividade e a veia artística nos 7 municípios que constituem a nova Rede Itinerante de Cultura do Interior, projeto que irá levar a vários espaços identitários e de forte componente patrimonial cultural e histórica, dezenas de espetáculos de dança, teatro de artes circenses.

 Estão abertas as inscrições para a realização de workshops criativos a todos os que estejam interessados em experimentar novos ‘voos’ na área do teatro e outras artes. Basta enviar um email para o município onde pretende realizar o workshop. Estas ações irão acontecer nos municípios que compõem a Rede Interior – Arte e Cultura em Rede: Belmonte (de 16 a 20 de agosto), Covilhã (28 de junho a 2 de julho), Fornos de Algodres (26 a 30 de julho), Fundão (9 a 13 de agosto), Gouveia (5 a 9 de julho), Manteigas (12 a 17 de julho), Seia (19 a 23 de julho).

Os candidatos poderão descobrir um potencial artístico esquecido ou nunca antes explorado. Nestes workshops, os interessados terão a oportunidade de explorar e experimentar novas técnicas e formas de arte teatral e ainda ajudar na produção dos vários espetáculos da Rede Interior, coordenados pela companhia profissional da Covilhã – ASTA.

Será entre castelos, anfiteatros ao ar livre, jardins, escadarias, teatros, praças e largos em Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Manteigas e Seia que várias estruturas artísticas, coordenadas pela companhia profissional da Covilhã – ASTA, juntamente com estes 7 municípios, levam a cena espetáculos de dança, teatro e artes circenses com entrada gratuita.

O primeiro espetáculo, “Cântico Negro”, acontece já a 1 de julho (quinta-feira) no mercado municipal da Covilhã pelas 21h30. Os restantes espetáculos decorem durante todo o mês de julho e agosto nos sete municípios da rede.

 

Celorico da Beira presente no projeto “Viver ao Vivo, Com Tempo no Centro”

Vai decorrer até dia 30 de junho de 2022, o projeto “Viver ao Vivo, Com Tempo no Centro” que compreende dez etapas, nove roteiros de fim de semana e uma ação de disseminação, com cerca de 70 atividades culturais gratuitas, multidisciplinares, centradas na música clássica e na perceção sensorial do mundo, a promover nos municípios de Sardoal,

Castanheira de Pera e Celorico da Beira, sob a orientação artística da Academia Internacional de Música “Aquiles Delle Vigne”, também parceira do projeto.
Resultante de uma candidatura a fundos comunitários (Centro 2020), esta rede de itinerância e intercâmbio cultural entre os três municípios, tem o intuito de promover o território da região, impulsionar o turismo, valorizar os produtos endógenos, o património e dinamizar e estimular a economia local e a cultura, tão afetadas pela crise sanitária que ainda atravessamos.

A apresentação do projeto “Viver ao Vivo, Com Tempo no Centro” ocorreu no passado dia 7 de junho, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Residências artísticas e o workshop “À volta da terra – Jornadas de Desenho”, com realização prevista entre 16 e 20 de junho, antecedem o arranque do primeiro roteiro sensorial, que terá lugar de 2 a 4 de julho, em Sardoal.

A arte, a cultura e o património arquitetónico militar, religioso e civil, existentes em Linhares da Beira – Aldeia Histórica que integra a Grande Rota das Aldeias Histórica (GR22) e o Geopark Estrela da Unesco-, constituirão o mote para o segundo roteiro sensorial que ocorrerá no município de Celorico da Beira, no período de 10 a 11 de julho. O castelo de Linhares será o palco para o concerto de abertura. Momento musical (piano) dedicado à obra “Quadros de uma Exposição “do compositor russo, Modest Mússorgsky, o qual culminará com o tema “Grande Porta de Kiev”. De seguida, terá lugar uma exposição de artes visuais, que contará com novas versões de quadros originais, inspirados na música de Mússorgsky, com a particularidade das obras estarem espalhadas pela aldeia de Linhares, impelindo o público a visitar outros edificados de interesse da aldeia, numa espécie de caça ao tesouro.

O terceiro roteiro sensorial decorrerá no fim de semana de 30 de julho a 1 de agosto, no município de Castanheira de Pera.
As atividades programadas para os três municípios decorrerão, quase todas ao ar livre e, em conformidade, com as regras impostas pela DGS no quadro da pandemia.
Para consultar a Programação detalhada ou mais informações sobre o Projeto, por favor, aceda aos sites dos três municípios ou aos links:

info@viveraovivo.pt
https://www.facebook.com/ViverAoVivo