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Tag Archives: cultura

Cuidados a ter com as redes sociais na Internet

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

As redes sociais são hoje utilizadas pela esmagadora maioria dos internautas. Existem variados tipos e servem todo o género de propósitos, desde o mero entretenimento, passando pela comunicação, até ao estabelecimento de contactos profissionais. Nomes como Facebook, Twitter e LinkedIn fazem parte do vocabulário quotidiano do cidadão, que chega a passar várias horas por dia ligado a estes serviços da Internet.

O conhecido adágio “informação é poder” nunca foi tão verdadeiro como na Era Digital. O volume de informação de que as redes sociais dispõem sobre os seus utilizadores é gigantesco. Pode assumir a forma de fotografias, vídeos e textos, bem como informação de relacionamentos entre utilizadores e dados que os identificam. Quase sempre, este manancial de informação é fornecido pelos próprios utilizadores, voluntariamente. Aliás, essa “partilha” é encorajada pelas regras das redes sociais e alimentada pelos seus utilizadores, ávidos de mais informação.

Sendo a Internet um meio que nos liga de forma global como nunca antes na História foi possível, os cuidados com a privacidade, direitos de imagem e outras precauções assumem importância crucial. É bom que os utilizadores de redes sociais tenham consciência dos riscos que correm ao divulgarem demasiada informação sobre si próprios. Estes riscos incluem exposição a roubo de identidade, chantagem ou extorsão; perda de direitos sobre os conteúdos partilhados; e, em casos extremos, riscos de perseguição ou agressão física.

A proteção contra estes perigos passa, essencialmente, por ser o mais criterioso possível na divulgação de dados pessoais. Qualquer informação que identifica a pessoa (morada, local de trabalho, escola ou contacto) deve ser restrita ao menor número de utilizadores. É importante lembrar que, na Internet, qualquer informação publicada, provavelmente, ficará para sempre disponível. Isto é tanto mais certo quanto mais “interessante” for o conteúdo. Igualmente importante é conhecer as condições que se aceitam ao entrar numa Rede Social, as quais muitas vezes incluem perda de direitos sobre conteúdos submetidos. Sobretudo, a educação das crianças e jovens para o conhecimento dos perigos e formas de proteção é absolutamente fundamental, quer pela exposição acrescida da sua faixa etária às Redes Sociais, quer pela vulnerabilidade da sua condição.

 

 

CERT.PT – Centro Nacional de Cibersegurança – Portugal

Apresentação do livro INTIMIDADE em Celorico da Beira

Vai ter lugar no Centro Cultural de Celorico da Beira  no próximo dia 18 de novembro, pelas 21H30, a apresentação do livro INTIMIDADE, da autoria de Alexandre Sampaio.

O livro INTIMIDADE nasceu na sequência de performances criadas por Alexandre Sampaio, em espaços museológicos dos municípios de Lamego, Ílhavo, Celorico da Beira e Viseu, com a participação de elementos dos grupos de teatro que orienta.

As narrativas do livro resultam da reação dos atores aos objetos ou imagem que compõe o acervo desses espaços museológicos, criando no espetador/leitor um processo de identificação, de memória coletiva, de pertença a um lugar e a uma sociedade. No caso de Celorico da Beira, um xaile (agasalho e, sobretudo, símbolo do amor maternal e do aconchego) é o mote para transportar a atriz e o espetador/leitor numa viagem, ao passado recente da sociedade portuguesa, à infância, aos afetos, às memórias com a avó.

A cerimónia de lançamento do livro e a conversa que se seguirá, contará com as presenças do Presidente da Câmara, Carlos Ascensão, e do autor, e terá como moderadora Raquel Casaca.

Prémio Nobel da Física 2022 foi atribuído a Allain Aspect

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Prémio Nobel da Física 2022

O prémio Nobel da Física 2022 foi atribuído a Allain Aspect, da Université Paris-Saclay e École Polytechnique(França), John Clauster, da J.F. Clauser & Assoc. (Estados Unidos) e Anton Zeilinger, da Universidade de Viena (Áustria),“pelas experiências com fotões entrelaçados, estabelecendo a violação das desigualdades de Bell e sendo pioneiros na ciência da informação quântica”.

Alain Aspect, John Clauser e Anton Zeilinger realizaram cada um experiências inovadoras utilizando estados quânticos enredados, onde duas partículas se comportam como uma única unidade, mesmo quando estão separadas. Os seus resultados abriram o caminho para novas tecnologias baseadas em informação quântica. Ler Mais »

Mangualde acolheu projeto intermunicipal “AltaMente”

Foi mais uma noite de domingo diferente com o Município de Mangualde a apresentar mais uma criação artística, no âmbito da Rede Cultural do Alto Mondego. O projeto intermunicipal “AltaMente” esteve no palco do Largo Dr. Couto. Depois do primeiro ciclo de espetáculos desenvolvidos em abril, com os participantes de Mangualde e Nelas, o projeto “AltaMente”, coordenado pelos músicos Bitocas e Artur Fernandes, trouxe um novo espetáculo com participantes de associações culturais, desta vez oriundos dos concelhos de Fornos de Algodres e Gouveia. O momento contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida, e da Vereadora Maria José Coelho.

A partir da identidade e tradições dos quatro concelhos da Rede Cultural Alto Mondego, as coletividades foram desafiadas a cooperar, explorando novos caminhos artísticos e criaram uma história contada pelo som.  O resultado surpreendeu, numa criação musical completamente inovadora e com muito humor. Um verdadeiro “espetáculo – jogo” vivo e interativo em que o público foi convidado a emergir e a deixar-se levar pela música e pela história.

Este espetáculo integra o segundo ciclo de apresentações do “AltaMente” e estará em Fornos de Algodres no dia 24 de setembro, terminando em Nelas a 25 de setembro.

O projeto “Alto Mondego Rede Cultural” junta os Municípios de Nelas, Mangualde, Fornos de Algodres e Gouveia e é cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

 

 

Fornos de Algodres -Comédia “E Tudo o Morto Levou” de Marina Mota em palco dia 29 setembro

A digressão da comédia “E Tudo o Morto Levou” de Marina Mota vai terminar em Fornos de Algodres, dia 29 de setembro, isto é vai estar em palco , no Feriado Municipal desta vila serrana.

Deste modo, a atriz e fadista de 59 anos, que recentemente completou 50 anos de carreira tem festejado o sucesso do seu espetáculo, onde recupera algumas das personagens que protagonizou nos seus programas de TV, como a desbocada Matilde ou o irreverente Bisnaga.Esta comédia de Roberto Pereira , vai contracenar em palco com Rui Sá , Marisa Carvalho e Nuno Pires.

Assim Fornos de Algodres vai ter o privilégio de receber este espetáculos que tanto sucesso tem feito por este País fora.

Artigo-O “Power Point” do século XVII

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

 

Quando o leitor visitar o excelente Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, sugiro que esteja atento a um azulejo particularmente enigmático.

Nele verá representada uma figura com um esquema e umas letras como um “X” e um “Z”. Mas afinal o que significam?

Para respondermos a esta pergunta temos de recuar ao século XVII. Essa época ficou marcada na história da ciência pelas observações de Galileu Galilei, as leis de Johannes Kepler e as notáveis publicações do gigante Isaac Newton das quais se destaca a obra “Princípios Matemáticos de Filosofia Natural”. Publicado em 1687 é um livro que marcou a ciência . Nele se explica com linguagem matemática leis universais do cosmos. Em Portugal os jesuítas foram os principais responsáveis pelo ensino e divulgação destes novos conceitos e instrumentos científicos, como o telescópio. Ainda que, reconheçamos, tenham existido algumas forças resistentes à mudança, muitos sacerdotes da Ordem fundada por S. Inácio de Loyola desempenharam um papel central na ciência. E não só em terras lusas mas por todo o globo, incluindo China e Japão.

Voltemos ao nosso azulejo. Um olhar atento interpretará as letras e esquemas representados como sendo a demonstração de um dos teoremas de Euclides. De facto, este e outros azulejos matemáticos estavam numa parede num colégio jesuítico em Coimbra. Como sabemos, a fúria pombalina determinou o encerramento de todos os locais de ensino e expulsão da Ordem. Felizmente chegaram até nós esses exemplares equivalentes a um qualquer diapositivo contemporâneo. Assim podemos observar como a matemática e a razão resistem ao tempo e nos permitem descobrir o funcionamento das leis que regem o universo.

 

Luís Monteiro (Médico)

 

Figueira C.Rodrigo-“À descoberta das estórias que se escondem nas arribas do rio Águeda”

Vai ter lugar dia 20 de agosto, às 7h30, tendo como ponto de encontro o Salão da Junta de Freguesia de Mata de Lobos, a atividade “À descoberta das estórias que se escondem nas arribas do rio Águeda”. Esta mais uma iniciativa da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, através da Plataforma de Ciência Aberta, juntamente com a associação Caminheiros do Águeda.
A iniciativa é gratuita, mas tem inscrição obrigatória.

Cientistas estudam novos planos de emergência para proteção das populações em risco em caso de incêndio

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Em caso de incêndio florestal, é altamente complexa a missão de decidir quando e como retirar as pessoas em risco, pois implica múltiplos fatores. Para ajudar as entidades competentes, uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e o Centro de Inovação e Competências da Floresta (SERQ), está a estudar novos planos de emergência para as comunidades, considerando os mais diversos cenários. Trata-se do projeto “EVACUAR FLORESTA – Decisões e Planos de Evacuação em Cenários de Incêndio Florestal”, que tem como objetivo principal criar um sistema de apoio à tomada de decisão, «para a proteção da comunidade em risco em caso de incêndio rural e ainda mitigar problemas no contexto de uma evacuação. Para os incêndios urbanos já existem planos de evacuação desenvolvidos, mas o mesmo não acontece nos incêndios florestais», diz Aldina Santiago, coordenadora do estudo e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Atualmente, fundamenta, o que existe para o suporte à tomada de decisão «é muito reduzido em termos técnicos e científicos e depende em muito da sensibilidade do comandante no teatro das operações. Muitas das vezes, esta escolha é criticada, ou porque é feita de forma muito antecipada ou porque é feita de forma tardia». Assim, o resultado final do projeto, que conta com 270 mil euros de financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), é apoiar as entidades governamentais e locais «na proteção das pessoas envolvidas, criando indicações específicas sobre a forma e mecanismos a utilizar para proteger e tornar mais resiliente cada uma das comunidades, face às suas particularidades e desenvolvimento do incêndio. A proteção das pessoas de uma determinada comunidade tem de ser pensada e discutida muito antes dos incêndios; as possíveis soluções têm de estar acauteladas através de planos de emergência e evacuação; a evacuação parcial ou, em casos extremos, total é uma dessas soluções, mas não é a única».

Numa primeira fase do projeto, iniciado há um ano e que se estende até 2023, os cientistas focaram-se na caracterização e estudo do que já existe no que respeita a estratégias associadas à proteção das pessoas em cenário de incêndio rural, não só em Portugal, mas também em outros países que são fustigados pelos fogos florestais, como, por exemplo, Espanha, Itália, Grécia, Austrália e EUA (Califórnia).

Nesses estudos, os cientistas observaram que «se antigamente a política era “ficar em casa e esperar”, atualmente começa a optar-se por evacuações preventivas. Portugal começa também a seguir esta estratégia, ou seja, nos últimos anos, a estratégia de proteção tem vindo a alterar, em resultado do paradigma dos incêndios atuais (incêndios de grandes proporções e que facilmente se propagam à interface urbano-floresta)», indica Aldina Santiago.

A equipa tem, também, efetuado trabalho de campo junto das comunidades escolhidas para casos de estudo, nos concelhos da Lousã e Sertã. No caso do município da Lousã, foram escolhidas as localidades de Cerdeira e Cabanões. Segundo a coordenadora do projeto, estas escolhas não foram «aleatórias, foram consideradas as suas especificidades. Cabanões é uma localidade isolada, de difícil acesso, com uma população reduzida (menos de 25 pessoas), envelhecida e com algumas limitações de mobilidade; já a Cerdeira, é uma localidade com componente turística significativa, com uma população muito variável, tanto ao longo da semana, como ao longo do ano. É difícil saber quantas e onde as pessoas estão nesta localidade e na sua envolvente; esta incerteza é sem dúvida um dos fatores que dificulta a proteção destas pessoas em caso de incêndio».

Em paralelo, com recurso a métodos numéricos avançados, a equipa está a trabalhar em modelos que permitem simular a propagação do incêndio e a evacuação das pessoas. «Estas simulações estão a ser calibradas com dados de incêndios reportados na literatura, mas esperamos vir brevemente a simular os incêndios ocorridos nas últimas semanas em Portugal. Cruzando resultados, conseguimos estudar o impacto de possíveis soluções, possíveis alternativas para proteção», esclarece Aldina Santiago.

Os sistemas de modelação e simulação de evacuação «são ferramentas essenciais para planeamento e tomada de decisão. Durante a evacuação e o incêndio, o comportamento das pessoas também é um fator determinante; o que as pessoas

fazem, e quando o fazem, depende muito da distribuição no espácio-temporal dos eventos num cenário de catástrofe, sendo a educação da população para esta temática igualmente determinante para o sucesso deste processo», conclui.

 

 

Cristina Pinto

Assessora de Imprensa – Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia

 

Estudo-Alterações climáticas na reciclagem de detritos vegetais em ribeiros.

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Estudo internacional alerta para o impacto das alterações climáticas na reciclagem de detritos vegetais em ribeiros.

O eventual desaparecimento dos pequenos animais que vivem associados às areias, pedras e plantas aquáticas dos ribeiros, em resultado de alterações ambientais induzidas pelas atividades humanas ou alterações climáticas, terá um grande impacto na decomposição das folhadas, com efeitos nos ciclos dos nutrientes e do carbono.

O alerta é de um estudo internacional, no qual participou Verónica Ferreira, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que avaliou os efeitos dos invertebrados na decomposição de detritos vegetais em ribeiros a nível global.

Neste estudo, publicado na Biological Reviews, uma equipa de 13 investigadores de 7 países, liderada por Kay Yue e Fuzhong Wu (Fujian Normal University, China), efetuou uma meta-análise para avaliar quais os fatores que controlam o papel dos invertebrados no processo de decomposição de detritos vegetais em ribeiros. A técnica utilizada – meta-análise – permite a «integração de evidência científica publicada para abordar questões a larga escala e até mesmo novas questões que ainda não tenham sido abordadas empiricamente», explica Verónica Ferreira. Foram considerados 141 estudos que cumpriam critérios específicos, que contribuíram com 2707 observações em ribeiros não poluídos distribuídos principalmente pela América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia Oriental e Oceânia.

Sobre a importância de estudar estes processos, a investigadora da FCTUC realça que os ribeiros, que constituem a maioria das linhas de água numa bacia hidrográfica, «recebem grande quantidade de detritos vegetais produzidos pela vegetação circundante e são estes detritos que vão sustentar em grande parte as cadeias alimentares nestes ecossistemas e também a jusante, incluindo grandes rios e zonas costeiras».

A decomposição de detritos vegetais, prossegue, é assim um «processo fundamental em ribeiros porque sustenta as cadeias alimentares aquáticas e é parte integrante dos ciclos de nutrientes e de carbono a nível global. É especialmente importante compreender quem são os organismos intervenientes neste processo e como é que estes organismos reagem a alterações ambientais, porque alterações na decomposição de detritos vegetais têm implicações nas cadeias alimentares e nos ciclos de nutrientes e de carbono».

Neste estudo, verificou-se que, a nível global, a presença de invertebrados estimula a decomposição de folhadas em média em 74%, sendo o efeito mais forte quanto maior a densidade, biomassa e diversidade de invertebrados. Este resultado sugere que o eventual desaparecimento dos invertebrados dos ribeiros, em resultado de alterações ambientais induzidas pelas atividades humanas ou alterações climáticas, terá um grande impacto na decomposição das folhadas, com efeitos nos ciclos dos nutrientes e do carbono.

Mas a maior surpresa para os investigadores foi o facto de verificarem que o papel dos invertebrados na decomposição de folhadas é maior na fase inicial do que nas fases intermédias ou avançadas do processo de decomposição, ao contrário do que se pensava até agora. «Isto é surpreendente porque tem sido demonstrado que os invertebrados trituradores preferem consumir folhada que já foi colonizada pelos decompositores microbianos que enriquecem a folhada em nutrientes e a tornam mais palatável. No entanto, o maior papel dos invertebrados durante a fase inicial do processo sugere que os invertebrados podem estar menos dependentes da pré-colonização microbiana da folhada do que se pensava», afirma Verónica Ferreira.

O estudo mostrou ainda que, à escala global, «caraterísticas ambientais, como acidez da água, concentração de oxigénio e temperatura, e caraterísticas da folha são igualmente importantes para regular o papel dos invertebrados na decomposição».

Face aos resultados obtidos, os investigadores destacam a importância de se considerar os invertebrados em modelos globais de decomposição de detritos vegetais em ribeiros, para melhor descrever e antecipar os fluxos de carbono a nível global.

Foto:DR

Cristina Pinto

Assessora de Imprensa – Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia