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Tag Archives: desertificação

Desertificação do território, que soluções?

Debate em Mangualde

Cada vez mais o Interior está desertificado, mas o mal é geral, e face a isso, muitas são as preocupações de todos e face a isso, 52% do território nacional está em risco de desertificação, segundo adiantou o Sec. Estado das Florestas, Miguel Freitas há um ano atrás.

Face a isso, o Rotary Club de Mangualde vai levar a efeito, no próximo dia 15 de fevereiro, pelas 21 horas, uma palestra com Prof. Dra. Maria José Roxo, professora catedrática do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Nova FCSH, onde vai abordar o tema “DESERTIFICAÇÃO DO TERRITÓRIO: Causas, Consequências e Soluções”.

Esta sessão vai ocorrer no auditório da Câmara Municipal de Mangualde

Bióloga alerta que eucaliptos agravam despovoamento do interior

ADSI
A bióloga Helena Freitas
critica o crescimento do território ocupado por eucaliptos, porque, na
sua opinião, agravará o despovoamento do interior de Portugal.

“O aumento da área de
eucalipto, em prejuízo do pinheiro, favorecerá a tendência para o
despovoamento do interior”, disse Helena Freitas à agência Lusa.

Com a entrada em vigor, há um ano, do Regime Jurídico de Arborização e
Rearborização, o país, em particular a região Centro, terá “de
preparar-se para a perda de atividades associadas ao território que não
são compatíveis com a presença do eucalipto”, adiantou.

Reconhecendo a importância da espécie para a economia nacional,
ressalvou que “tal não significa que se tenha de aumentar a área útil”
desta árvore exótica oriunda da Austrália.

A área atual de eucaliptos é suficiente para responder às
necessidades, “bastando otimizar a gestão e a produtividade das
plantações”, disse a vice-reitora da Universidade de Coimbra.

“Embora não esconda que preferia ver o território florestado com
espécies nativas (…)”, reconhece “a importância económica da fileira do
eucalipto”.

A sua expansão está a ser feita “necessariamente à custa de áreas de
pinhal e áreas abandonadas com aptidão agrícola”, lamentou Helena
Freitas.

“Numa altura em que a fileira do pinheiro (…) está seriamente
fragilizada pelo impacto da doença do nemátodo, fica o caminho ainda
mais facilitado”, avisou.

Perante a “crescente valorização comercial do pinheiro nos mercados
externos”, a competição entre as duas fileiras “é agora mais evidente”,
realçou Helena Freitas.

No Centro, o pinheiro “é a espécie que as populações acarinham e
reconhecem como símbolo da sua paisagem e da sua região”, referiu.

“O eucalipto é sobretudo uma opção para aqueles que gerem a
propriedade, diretamente ou por interposta entidade, com o propósito de
garantir uma receita legítima”, de acordo com a ambientalista.

A área de eucaliptal tem crescido sem parar, o que é explicado pelo rendimento da espécie a curto prazo.

Com 812 mil hectares plantados, é atualmente a árvore dominante da
floresta portuguesa, tendo ultrapassado o pinheiro-bravo, que ocupa
agora o segundo lugar, seguido do sobreiro, de acordo com dados recentes
do Inventário Florestal Nacional.

O Regime Jurídico de Arborização e Rearborização, ao liberalizar a
plantação de eucaliptos, alegadamente em benefício da indústria do
papel, foi bastante contestado por organizações ambientalistas e
associações da fileira do pinho.

Com três meses de vigência do diploma, o eucalipto liderava com mais
de 90% os pedidos de autorização e comunicações prévias de plantação de
floresta recebidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF).

A agência Lusa efetuou várias diligências junto do ICNF para obter um
balanço atualizado do primeiro ano de aplicação do novo regime, mas não
obteve resposta.
 fonte: SIC Notícias | imagem: ADSI

Fornos de Algodres de luto, encerrou o tribunal hoje

 Tribunal de Fornos de Algodres já encerrou

Um cenário já muito anunciado e que apesar de alguma força que o povo e o autarca atual, Dr Manuel Fonseca, para o evitar, o poder central não acedeu ao pedido quer da autarquia quer do povo da região de Fornos de Algodres.

Agora o cenário atual é super penalizador para todo este povo que vai ter de se deslocar á cidade jardim de Gouveia para tratar de assuntos judiciais, mas o pior da situação acaba por ser que o ministério da Justiça deixa assim devoluto um edificio novo e casas de magistrados na vila de Fornos de algodres, onde outrora despendeu centenas largas de milhares de euros, onde a utilidade a nível futura , ainda é desconhecida.
Mais ainda, a nível de transportes esta gente fica mais uma vez penalizada, dado que para Gouveia, não existe uma rede de transportes diária acessível, face a isso, com o encerramento dos serviços judiciais em Fornos de Algodres, era preferivel, rumar  a Celorico da Beira, dado que a nivel de transporte existe uma rede de transportes mais vasta.
Mas enfim, parece que cada vez o povo do interior é penalizado pelas burrices que os senhores do poder central fazem e como eles andam com altas maquinas diariamente, acham por e simplesmente que no interior é igual, mas aqui apenas existe gente humilde e pobre mas trabalhadora, e também bastante idosa que dispõe de poucos meios para tal.
E pelos vistos, não vai ficar por aqui, mais serviços querem eliminar no interior, será esta a politica mais correta para povoar o interior?

txto–Antonio Pacheco

Manuel Fonseca,Presidente do municipio de Fornos de Algodres promete “todos os esforços” para manter tribunal

 

Manuel
Fonseca Presidente do municipio, prometeu hoje “envidar todos os esforços” para que o
tribunal local continue a funcionar e a servir a população do concelho.
“Vou
envidar todos os esforços para ver o que é possível fazer [para manter o
tribunal aberto]”, disse Manuel Fonseca à agência Lusa. O presidente da
autarquia de Fornos de Algodres reagiu com “repúdio” ao possível fecho
do tribunal, alegando que o concelho ficará “sem um serviço que neste
momento serve as populações”. A confirmar-se o fecho, será “mais um
serviço público que sai” do município localizado no interior do país,
apontou. A última proposta do Ministério da Justiça para a Reforma
Judiciária, a que a Lusa teve acesso na terça-feira, mantém a extinção
de quase meia centena de tribunais com algumas alterações dos concelhos
visados e a substituição por mais secções de proximidade. O documento
aponta para a extinção de 47 tribunais, menos dois do que a proposta
conhecida há um ano, um número que contempla os que encerram
definitivamente e aqueles que serão substituídos por secções de
proximidade. Comparando com a proposta anunciada há um ano, o número de
tribunais a encerrar passa de 26 para 22 e o número de secções de
proximidade aumenta de 23 para 25. No distrito da Guarda, está previsto o
encerramento dos tribunais de Fornos de Algodres e de Mêda. O autarca
de Fornos de Algodres disse hoje à Lusa que não compreende a decisão do
Governo em encerrar o tribunal local, por ocupar um edifício que foi
inaugurado em 1997. “É um edifício novo, tem todas as valências e todas
as condições para continuar a funcionar e isso não foi levado em
consideração pela tutela”, lamentou. Manuel Fonseca vaticina que o
encerramento do tribunal “vai ser mau” para o seu município, “tendo em
conta que a população que existe é idosa”, tem falta de recursos
económicos e a rede de transportes públicos para outros concelhos
“também não é famosa”. “Vamos reagir de imediato, no sentido de ver o
que se passa, porque as populações não podem ser tratadas da forma como,
neste momento, estão a ser tratadas [pelo poder central]”, assegurou.
Manuel Fonseca lembrou ainda que na década de 1930 os habitantes do
concelho opuseram-se à saída da sede da comarca para Celorico da Beira,
admitindo que possam agora voltar a protestar pela manutenção do
tribunal. “Tendo em conta o facto de eu ser presidente da Câmara,
estarei sempre ao lado da população na defesa daquilo que eu entendo que
não deve fechar”, concluiu.