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Boa adesão na Caminhada de São Pedro em Infias

Na manhã deste domingo, teve lugar em Infias,  a quarta edição da Caminhada de São Pedro, com oito dezenas de inscritos, de diversas freguesias vizinhas.

Depois o arranque em Infias, passaram pelo Santo António da Ribeira, Ramirão e Casal Vasco, local onde teve lugar o reforço, preparado pela Freguesia de Casal Vasco que recebeu o grupo muito bem e assim foi feita a foto de grupo em forma de agradecimento.

Depois foi hora de regressar a Infias, com o almoço  servido pela Tasca da Serra , e destacar o apoio da Freguesia de Infias e no final a organização deixou um agradecimento a todos quantos participaram e ajudaram e fica o lema “Juntos vamos mais longe” continua bem vivo, e recomenda-se. Em suma, uma manhã de boa disposição com o sol a dar um ar da sua graça.

Foto:APSCRD de São Pedro de Infias

Cristiano Pereira sagrou-se tricampeão do mundo Virtus em Meia Maratona

Assim,  Cristiano Pereira sagrou-se tricampeão do mundo Virtus em Meia Maratona, no âmbito do Desporto Adaptado. O feito foi alcançado no  domingo, dia 21, no Cazaquistão.

Embaixador Coração do Dão, Cristiano Pereira, junta mais um título, uma medalha de ouro mundial, ao seu vasto currículo desportivo.

O Município de Nelas felicita Cristiano, orgulho maior da Lapa do Lobo e do Concelho de Nelas. Felicitação extensiva ao seu treinador, João Amaral, e ao clube que representa, a Casa do Povo de Mangualde.

Crédito fotográfico: Anddi Portugal

Dia Mundial da Atividade Física com atividades em Celorico da Beira

Vai decorrer em Celorico da Beira, no âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, através do Gabinete de Desporto, promove no final da tarde do dia 6 de abril, no Jardim Parque Carlos Amaral, um evento desportivo ao ar livre, composto por duas atividades físicas: Cross Training (17H00) e Stability (18H00). A participação nestas atividades é gratuita mas carece de inscrição prévia nas Piscinas Municipais.
A iniciativa visa assinalar a efeméride e, simultaneamente, constituir uma demonstração das Aulas de Grupo que serão implementadas a partir de 8 de abril.
A celebração do Dia Mundial da Atividade Física, tem o propósito de alertar e sensibilizar a população, sobre os enormes benefícios que advêm da prática regular da atividade física e do desporto para o corpo e a mente, como combater o excesso de peso e a obesidade, melhorar a autoestima e aliviar o stress, entre outros.

SAPO reforça aposta na atualidade desportiva com nova App móvel

O SAPO apresenta uma nova e diferenciadora App para a área de Desporto. Mais intuitiva e abrangente em temas e modalidades, neste ano pautado por eventos desportivos de forte relevância, – como o Campeonato Europeu de Futebol e os Jogos Olímpicos de Verão – esta nova versão da App SAPO Desporto vem conciliar a estratégia de diversificação de conteúdos com uma melhor experiência em mobile.

A nova App distingue-se, desde logo, pelo design renovado, mais sofisticado e elegante, mas também pela navegação melhorada e vocacionada para uma experiência de leitura ainda mais rápida e confortável.

No novo menu de acesso rápido, é agora possível navegar intuitivamente pelas principais áreas da aplicação, encontrar e aceder ao conteúdo desejado, ágil e convenientemente.

AEFA arrecadou prémios nas Finais Distritais de Ténis de Mesa

Decorreu na Escola de Aguiar da Beira, as Finais Distritais de Ténis de Mesa. Em competição estiveram 2 alunas, nomeadamente a Jéssica Carvalho e a Catarina Silva do 9ºA, a participarem em Singulares e em Equipas. O aluno Renato Oliveira, do 9ºA, também acompanhou a comitiva como juiz.
O dia decorreu em ambiente de grande competição, esforço e animação.
No final, a Jéssica conseguiu o 1º lugar na competição Singular, a Catarina conseguiu o 3º lugar na mesma competição e as duas obtiveram o 1º lugar na competição por Equipas. Assim, ambas apuraram-se para as Finais Regionais que irão decorrer nos dias 12 e 13 de Abril, em Mundão – Viseu.

Artigo de Opinião de Vítor Santos—O futuro é novo: Valorizar as competições locais e nacionais

O futebol vive momentos de enorme mudança com a criação de competições e o aumento do número de jogos. A globalização chegou ao futebol e todos os dias temos jogos e mais jogos na televisão.

As Federações nacionais e as Associações regionais têm o desafio enorme pela frente de não permitirem que o futebol, na sua verdadeira essência, acabe. A importância das competições domésticas está a diminuir.

Os clubes vão ter de repensar o seu posicionamento. Terão de optar entre serem “apenas” laboratórios para formar atletas ou então polos dinamizadores de atividade social na sua aldeia, vila ou cidade através do futebol.

Portugal é um país estranho e com uma Liga profissional condicionada por três clubes. Não existe respeito pelo adepto que vai ao estádio com os horários em que se realizam os jogos. Quem gosta de futebol está a abdicar do estádio em detrimento da televisão.

Os estádios têm poucos adeptos porque é impossível a um Farense deslocar-se a Chaves a uma segunda-feira à noite! O próprio flaviense tem de se superar para, com o gelo transmontano, ir a uma noite de semana para o estádio!

A convicção que fica é de que, cada vez mais, estas decisões são tomadas em escritórios e não no país real. Que haja clubes sem dinheiro para pagar ordenados, em ligas profissionais, não parece ser um problema para quem gere a atividade. Já é uma tradição que herdámos do século passado. A verdade desportiva está em causa.

Só a ética no desporto de formação pode resolver estes problemas com uma formação integral dos desportistas. Podem não vir a ser jogadores de futebol, mas serão certamente melhores dirigentes, jornalistas, treinadores e, acima de tudo, serão melhores adeptos.

A ética desportiva diz-nos como se devem comportar todos aqueles que estão envolvidos na prática desportiva. A ética desportiva ajuda a prevenir a violência, a corrupção, a dopagem, o racismo, a discriminação e a xenofobia. Também promove a saúde física, o desenvolvimento das competências pessoais, interpessoais, sociais e cívicas, o respeito pelos outros e nós próprios, o respeito pelas regras e pelo bem coletivo, o respeito pela diversidade e a vontade de sermos bons anfitriões. A tudo isto temos de associar a
modernidade, a economia local e o contacto social.

As confederações americana e africana precisam de palcos mediáticos e os clubes europeus ambicionam dinheiro. O Mundial de clubes serve estas causa em simultâneo. A Superliga serve os magnatas dos clubes. O futuro do futebol está a ser moldado por forças económicas e, à medida que enfrentamos essas mudanças, é crucial equilibrar os interesses comerciais com a preservação da verdadeira essência do desporto, mantendo-o enraizado nas comunidades que o tornam tão especial. Estas duas vertentes são complementares, mas as competições internas estão em desvantagem e os clubes vão ter de se reinventar e unir.

Para a imprensa local, uma parceria com os clubes de futebol dos campeonatos distritais pode ser uma excelente oportunidade para ambas as partes. O jornalismo desportivo nacional já não atrai leitores e os mais jovens nem querem saber.

Se eles e os seus clubes passarem a ser a notícia, o cenário altera-se. Urge valorizar as competições locais.

A refletir.

Vitor Santos (Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto)

Penaverdense lançou projeto Penaverde(dá) Vida

Assim neste ano, o Penaverdense completa 40 anos de existência e lançou o novo projeto Penaverde(dá) VidaCom , com o intuito de promover um crescimento saudável e com o máximo de experiências.

Assim o novo projeto tem como objetivo de proporcionar momentos de alegria entre crianças e idosos institucionalizados.
Desta feita, apresentam um questionário  para preencher e será contactado(a) pela direção do clube que em conjunto irá marcar uma visita à instituição realizada por vários jovens da  formação, prometendo desporto em troca de sorrisos.
Link para inscrição de instituições: https://forms.gle/fck6ZHgjmMF3MPGm8

AF Viseu ultrapassa a barreira das 8000 inscrições e atinge novo recorde

A Associação de Futebol de Viseu conta com 8046 praticantes, o que representa um crescimento de 12,45% em relação ao período homólogo da época 22/23, que registava 7139 atletas.

São mais 397 atletas inscritos do que no final da época 22/23, que registou 7631 praticantes federados, o que reflete um aumento de 5.2% face ao final da época anterior.

No sector feminino o crescimento atingiu os 41 por cento relativamente ao período homólogo da época anterior. Atualmente estão inscritas 639 jogadoras federadas, o que significa mais 20% em relação ao valor total da época 22/23.

Sem o contributo e o esforço constante dos  91 clubes filiados e respetivos municípios, que dinamizam e apoiam diariamente a prática desportiva, não era possível atingir este patamar tão elevado na realidade no futebol, futsal e futebol de praia do distrito de Viseu.

José Carlos Lopes, Presidente da Associação de Futebol de Viseu, enalteceu “o esforço imprescindível dos clubes filiados e a sua presença na comunidade local, que permite dinamizar a prática desportiva e promover as iniciativas criadas pela Associação de Futebol de Viseu, assim como formar futuros atletas, homens e mulheres que representam e vão continuar a representar tão dignamente, o distrito de Viseu em diversas competições nacionais e internacionais.

Estes valores recorde atingidos refletem também o trabalho notável de todos os funcionários e colaboradores da Associação de Futebol de Viseu, que constantemente procuram implementar novas dinâmicas em projetos e medidas que possam potenciar o crescimento dos clubes, criando a sinergia de cooperação e interligação entre todos, o que têm contribuído para que estes números possam orgulhar os diversos intervenientes.

Projetos como “Há Bola na Escola”, o Walking Football, os Encontros de Traquinas e Petizes ou a aposta, cada vez mais forte, no desporto feminino, têm sido também um grande contributo na angariação de novos atletas e no crescimento sustentado do futsal e futebol distrital.

A AF Viseu agradeceu a todos os clubes, respetivos agentes desportivos e atletas, assim como aos municípios e parceiros institucionais dos clubes, pois são eles os grandes impulsionadores deste crescimento.

Artigo de Vítor Santos—Ausência de valores no desporto de formação

Em todo o processo formativo dos jovens jogadores, para além dos conteúdos, conhecimento ou comportamento, é fundamental a relação que se estabelece entre o atleta e o treinador. Na verdade, o treinador necessita de fomentar essa relação e o jovem jogador necessita de acreditar na mensagem do seu treinador.

Todos gostamos de ganhar. Como poderia deixar de ser? Mas as crianças e os jovens gostam de aprender. Aprender a fazer as coisas bem, para serem melhores quando forem grandes. O processo é de complexidade crescente. Não podemos querer que aos 9 anos se proceda como aos 17.

Sabemos que não é fácil dar as mesmas oportunidades a todos. Os dirigentes são exigentes. Esperam vitórias, para ontem, dos treinadores, o que é difícil de conciliar com o desejo de cada um dos atletas, que é entrar e jogar.

É injusto e desigual um desporto que só se afirma na glória de uns (os vencedores) e na desvalorização de outros (os vencidos). Quando os motivos principais que levam os mais jovens a fazerem desporto deveriam ser bem outros: aprender, saber fazer, desenvolver capacidades, saber ser e saber estar. Preparando o amanhã.

Em vez de se encorajar para a vitória, esta é tomada como a condição de tudo o mais. Como o objetivo absoluto. Criam-se as circunstâncias para que seja atingida à custa de outros valores e motivos de participação, que não são estimulados: o esforço, o empenhamento, a alegria e o prazer. Despreza-se a importância de fazer coisas bem feitas, de aprender coisas novas (as habilidades, as técnicas, as formas de entender o jogo e de o jogar), de fazer outros amigos e de ter novos companheiros.

Muitos sentem-se fora deste processo, excluídos. Por uma lógica de desporto que só valoriza a vitória, que faz da competição o centro de tudo, o foco de todo o trabalho, da preparação e que cria conflitos. Gostar de competir, gostar de ganhar tem o seu lugar, mas o desporto não se limita a esta ideia, estes princípios, estes valores. Ou melhor, à ausência deles.

Deixem as crianças e os adolescentes aprenderem a ser adultos, devagar. Deem-lhes espaço, autonomia, tempo e todas as condições que lhes permitam ser, estar, descobrir e experimentar. Jogando. Sem pressas de serem grandes num mundo tornado hostil. Jovens que já não têm tempo. Não repliquem os modelos dos adultos nos treinos e competições de iniciação e formação.

Dizem que os bons treinadores são os que chegam às vitórias. Não aqueles que se empenham em criar uma escola, uma vivência mais humana do desporto, em que os jogadores, mais que o objeto, são o centro da atividade. Esta deve ser a primeira e a última razão de ser do desporto. E por esse facto, os treinadores são os garantes de um desporto novo. Um novo desporto, no futuro, renovado, mais à nossa dimensão, mais humano. Um novo desporto justificado não apenas pela transmissão de uma cultura, o seu desenvolvimento, a busca de resultados e o progresso, mas também, e sobretudo, por valores pedagógicos e morais. Os mesmos valores que estiveram no ato da criação do desporto que temos. Agora menos visíveis, a exigir reflexão…

Porque são os “treinadores do ano” escolhidos entre os mais bem sucedidos, os que obtêm resultados? E não entre aqueles que constituem modelos de referência, de responsabilidade pedagógica e moral?

Porque é que o sucesso como treinador de jovens (os critérios que determinam a avaliação de competência) depende mais dos resultados obtidos no presente e menos do número de desportistas que ajudam a formar e que atingem os estágios mais avançados da preparação desportiva, no desporto de alto nível?

As crianças e os jovens, em vez de serem encorajados a fazerem o seu melhor e serem compensados por o terem feito, são excluídos por não terem capacidades para o imediato. São excluídos de participarem naquilo que mais gostam. E acabam por abdicar do que os faz estar no desporto, numa equipa. Como poder só treinar, sem jogar? Como poder jogar só para o resultado? Qual o interesse, o sentido, de um desporto como este (se é que de desporto se trata)?

A vitória é o importante, e só têm reconhecimento os que dela participam. Está tudo errado quando assim é. Se a isto juntarmos a interferência dos pais durante os treinos e jogos (que é por norma bem mais negativa que produtiva), é assim o tipo de competição que temos nestes escalões e que  está a matá-los.

Não admira que os comportamentos destas crianças e destes jovens sejam desviantes e agressivos.

Não compliquem, deixem as crianças fazer aquilo de que eles gostam. Deixem-nas jogar!

 

Vítor Santos

Embaixador do PNED