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Tag Archives: Encontro de Palavras

“ATRÁS DOS TEMPOS VÊM OS TEMPOS” na Biblioteca Municipal de Mangualde

Em mais uma noite dedicada à cultura, a Câmara
Municipal de Mangualde convida a assistir ao espetáculo “Atrás dos tempos vêm
os tempos: No tempo da frol”. A iniciativa acontece no próximo dia 25 de
setembro, pelas 21h00, e integra a edição de setembro do projeto: ‘SEXTAS DA
LUA’. A entrada é livre e tem lugar na Biblioteca Municipal de Mangualde Dr.
Alexandre Alves.

 “Atrás dos tempos vêm os tempos” é a designação genérica de um projeto que
o grupo Musicando – Associação Recreativa, Cultural e Desportiva pretende
dinamizar anualmente, privilegiando, em cada ano, uma temática específica. “No
tempo da frol” leva o espectador a um percurso pela poesia de temática amorosa
medieval e renascentista, bem como ao escárnio tão característico das ‘nossas
gentes’. Conduzidos por um bobo irreverente e por um conjunto de personagens
que com ele interagem, o telespectador é convidado a relembrar ‘tempos’ que
ajudaram à construção do ‘nosso tempo’, herança que se evidencia através da
inserção de canções da nossa música popular, no final de cada uma das três
partes do espetáculo: Tempo de trovadores, Tempo de “cousas de folgar e
gentilezas” e Tempo de crítica mordaz.

 O Grupo nasceu em 1997 e, desde então, tem-se dedicado à recolha e
interpretação de temas da música tradicional portuguesa, vestindo-os com novos
arranjos e outras sonoridades. Este projeto musical abrangente visa a partilha
das raízes e, paralelamente, está aberto a temas de autor que, de alguma forma,
se entrecruzam com a tradição.

      ‘SEXTAS DA LUA’ ENVOLVE A PALAVRA E A
MÚSICA

O projeto ‘SEXTAS DA LUA’ tem permitido que, na última
sexta- feira de cada mês, a comunidade participe num café concerto, em que, num
ambiente acolhedor e intimista vivencie momentos culturais que envolvem a
palavra e a música. Cada noite tem um tema que serve de mote para diversas
performances: conversas com escritores, dramatizações teatrais, performances de
dança, leitura de textos em prosa ou poesia, entre outras formas de expressão,
sempre com a música presente. 
Por: Mun.Mangualde

“Encontro de Palavras” em Celorico da Beira

     Vai ter lugar no próximo
sábado, 1 de agosto, a partir das 21h30 um encontro de palavras, que não é mais do que um encontro
literário e informal, promovido pela editora Ler Sentidos, e pelo Município de
Celorico da Beira.
Este evento vai
realizar-se no bar do Centro Cultural da vila de Celorico da Beira.
   
A conversa terá como mote  Viver no interior não é para todos, e
contará com  a presença de alguns dos autores premiados no concurso de
contos que a Editora Ler Sentidos  promoveu e que constam da coletânea
editada com o mesmo nome.
Seis contos que decerto marcarão cada leitor.
   
Em O Nevoeiro, de Sérgio Rato Cordeiro, duas personagens; um encontro
inusitado entre um pastor português e um soldado francês, em plena época das
Invasões Francesas, na zona raiana do distrito da Guarda. Um encontro
dilacerante. “Conheço-te, não te conheço? […] Deves ter coisas cá por
dentro, soldado. Não queres contar?”
Em Uma Prova de Amor, de António Maduro
Guerreiro, somos transportados para o interior de uma intensa relação umbilical
entre mãe e filho. “Quão bizarro o corpo e perversa a vida: como era possível,
perguntei-me insistentemente, estar o meu corpo a gerar um ser vivo quando a
minha cabeça se encontrava no lado oposto ao da vida?”
   
Em António João, de Fátima Baptista, regressamos a um cada vez mais
distante mundo rural, que não é mais do que a génese do que somos como povo.
“Durante toda a missa não desviava o olhar do lugar em que ela estava. Só
se sobressaltava quando o padre elevava mais a voz, estremecendo, pois pensava
ser Deus a chamá-lo de volta  às suas palavras, recriminando-o, a desviar-lhe
a tentação do olhar.”
Em Gaivota, de Filipe Santos, uma cidade
decadente;  singulares personagens, triviais e excêntricas; um crime cru.
“Luís Rufino era um puto loiro, de olhinho azul […] fora gerado durante
a tarde ou já na noite de um dia qualquer, sem nunca se ter dado conta das
pernas da mãe se terem visto fechadas às solicitações  dos transeuntes da
baixa da cidade…”
     
Viver no Interior não é para Todos, de Joana Moisão Lopes, é o conto
homónimo do Concurso onde a libertação interior se sobrepõe à hierarquia
imposta por uma sociedade regrada. “Formicidae fitou a sua mãe definhando
no chão da caverna. Já não devia faltar muito. A filha aproximou-se da Rainha,
as outras formigas cedendo passagem […] Muito pouco tempo depois, teve um
espasmo e depois quedou-se num silêncio mortal…”.
   
O último conto da coletânea, A Probabilidade do Improvável, de Elisabete
Fernandes Moura, é uma singela história imbuída de fraternidade, sentimento
cada vez mais urgente numa sociedade alienada dos outros “Enquanto lia o
belo poema de Ricardo Reis, Maria não conseguiu conter as lágrimas emocionada,
pois começou a perceber a dimensão da amizade daquela gentil senhora”.
Por:Mun.Celorico da Beira