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Moção aprovada em Pinhel sobre o esvaziamento do Centro de Saúde

A Assembleia Municipal de Pinhel mostrou-se“Inconformada com o esvaziamento do Centro de Saúde de Pinhel”, na sua reunião, aprovou por unanimidade uma moção que vai remeter à Unidade Local de Saúde da Guarda, ao Secretário Executivo do Serviço Nacional de Saúde e ao Ministro da Saúde.

Volvidos dois meses sobre a última sessão da Assembleia Municipal de Pinhel, realizada a 28-02-2023 e em que foi aprovada uma moção que pretendia ser “um alerta para o estado da Saúde em Portugal e, em particular, no concelho de Pinhel”, os membros da Assembleia Municipal de Pinhel votaram hoje, e uma vez mais por unanimidade, uma moção apresentada pela Presidente deste órgão autárquico, Ângela Guerra, que descreveu o “esvaziamento a que se assiste no Centro de Saúde de Pinhel, consequência da saída de médicos, enfermeiros e funcionários da área administrativa”.

Quando a Saúde nos falha, falta-nos tudo! E quando a pouca Saúde que ainda tínhamos nos nossos territórios, ao nosso alcance, ao nível dos cuidados de saúde primários, junto do nosso Centro de Saúde, se começa a diluir em conversas e promessas é, acreditamos, chegada a hora de outras formas de luta.

É desta forma que começa a Moção que foi subscrita por todos e que vai ser remetida, ainda hoje, ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda, ao Secretário Executivo do Serviço Nacional de Saúde e ao Ministro da Saúde.

A Assembleia Municipal de Pinhel e os eleitos locais que a integram “não se conformam, nem podem conformar-se”, pode ler-se no documento que pretende “reivindicar saúde de qualidade e de proximidade para a nossa população tão envelhecida e com territórios tão extensos e com tantas dificuldades de mobilidade, onde pura e simplesmente não existem transportes públicos”.

Após uma primeira moção que foi praticamente ignorada (até ao momento nenhuma resposta chegou ao Município de Pinhel por parte da Unidade Local de Saúde da Guarda), esta segunda moção surge ainda com mais força e convicção: “não nos podemos continuar a conformar com meros anúncios da contratação de médicos e demais profissionais de saúde, esta contratação tem de acontecer efetivamente, estes profissionais têm de chegar até aos nossos territórios e às nossas Unidades de Saúde Familiar”, pode ler-se nesta segunda moção.

Ao lado da Assembleia Municipal de Pinhel, que votou por unanimidade e em minuta esta moção, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, garante que também não irá conformar-se: “se não formos recebidos e ouvidos nos próximos dias, não hesitaremos em organizarmos ações de protesto que deem eco e visibilidade a este problema que é muito sério e muito grave”.

Eu estou disposto e acho que todos os pinhelenses estão dispostos a iniciar outras formas de luta se não formos ouvidos, se não formos respeitados e, sobretudo, se nada for feito para travar e inverter esta situação de esvaziamento de recursos e serviços a que estamos a assistir no Centro de Saúde de Pinhel”, concluiu o autarca pinhelense.