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Liturgia e avisos do XIX Domingo do Tempo Comum – ano B

 A PRESENÇA SOB AS “ESPÉCIES” DE POBRE, DE PÃO E DE VINHO

Avisos:11-08-2024

Vivemos rodeados de coisas boas, apesar de, muitas vezes, darmos importância somente aos momentos complicados. Vivemos rodeados de pessoas; cada uma com a sua história de vida, com as suas alegrias e capacidades, com as suas fraquezas e dificuldades. Porém, toda esta realidade, por vezes, passa despercebida aos nossos olhos, porque não os colocamos nas capacidades, alegrias e preocupações daqueles que nos rodeiam.

Assim acontecia com os judeus, em relação a Jesus. Murmuravam entre eles, porque Jesus tinha afirmado que era o pão descido do céu. Olhavam para Ele com desconfiança, porque consideravam-no um homem normal, filho de uma pobre e humilde família de Nazaré. Até O podiam aceitar como profeta escolhido por Deus com o poder de fazer milagres! Mas ter descido do céu, isso é que não! Era difícil, para os judeus, aceitar que um homem como eles, que nem sequer tinha sido reconhecido pelas autoridades, viesse de Deus; assim como é, para nós, aceitar que um bocado de pão, tão minúsculo, seja o Corpo de Cristo.

“Quem comer deste pão viverá eternamente”. Não há nenhum alimento neste mundo que tenha este efeito permanente. Todas as vezes que tomamos uma refeição, sabemos que, depois de algumas horas, temos de voltar a comer. Isto é uma necessidade para suster as forças e a vida. Consumimos alimentos, mas também consumimos relações, experiências, alegrias…, mas nada nos satisfaz para sempre. O sistema económico actual descobriu que a nossa necessidade de consumir é uma mina de ouro e, por isso, procura excitar a nossa vontade de satisfazer os nossos apetites e vícios. Por isso, já há muitos anos, se utiliza o termo “sociedade de consumo”. Infelizmente, continua actual.

Quando falamos de fé cristã, não estamos a falar de um simples consentimento intelectual a uma doutrina, mas de um olhar novo que nos permite perceber a presença de Deus, tão perto de nós. Uma presença palpável em todo o ser humano, que sempre guarda a marca original de Deus, por muito que tenha sido manchada e obscurecida pelo pecado. Uma presença que se manifesta, especialmente, nos pobres, com quem Jesus se identifica: o indigente, o sem-abrigo, o estrangeiro, o doente, o preso, o explorado, o descartado. No Evangelho, Jesus torna-se presente sob as “espécies” de pobre e sobre as espécies do pão e do vinho. Saber descobrir Jesus nestes dois lugares é um critério de autenticidade da fé cristã. Adorar a Eucaristia e permanecer indiferente aos pobres e famintos revela que não adoramos Jesus, mas uma fantasia piedosa.

Vemos Jesus, sentimos Jesus nos olhos de uma criança, de um doente, de um necessitado, de um idoso abandonado pela família e esquecido pela sociedade. Mas também vemos e sentimos Jesus na Eucaristia, quando, olhos nos olhos, escutamos a sua palavra e deixamos que ela nos transforme. Só assim entenderemos o que significa comungar. “A Eucaristia, presença salvífica de Jesus na comunidade dos fiéis e seu alimento espiritual, é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história” (João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, 9). Comer o pão da vida, a sua carne, é permitir que Jesus viva em nós, para que continue a sua missão de que nos fala o texto do Evangelho deste Domingo: dar a vida ao mundo, para que o Reino de Deus esteja cada vez mais próximo de todos.

 

 

Leitura Espiritual

«O pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo»

 

«O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue» (1Cor 11,23), instituiu o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue. A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom dele mesmo, da sua Pessoa na sua humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois «tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente» (CIC, 1085).

Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e «realiza-se também a obra da nossa redenção» (Vaticano II, «Lumen Gentium», 3) Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do género humano que Jesus Cristo o realizou e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes.

Assim, cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável. É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia, Ele demonstra-nos um amor levado até «ao extremo» (Jo 13,1), um amor sem medida. (São João Paulo II, 1920-2005, Encíclica «Ecclesia de Eucharistia», 11).

 

Liturgia do Domingo SAGRADA FAMÍLIA – ano B

Celebração do Domingo SAGRADA FAMÍLIA – ano B

O ritmo de vida actual faz com que seja difícil formar uma família, porque os casais estão privados de oportunidades com futuro, devido aos problemas económicos e de habitação digna; isto origina uma grande variedade de situações familiares e, portanto, há que evitar certos juízos que não têm em conta a complexidade e a dificuldade das diversas circunstâncias. Nestes dias de Natal e de Ano Novo, as famílias, mesmo em reduzido número de pessoas, juntam-se à volta de uma mesa, onde se sentem amados, acolhidos, tranquilos, notando que alguns vão crescendo de ano para ano, outros vão envelhecendo e outros já partiram para o lugar e descanso eternos. Também ao redor da mesa da comunhão, pedimos à Sagrada Família que as famílias – Igrejas domésticas – imitem a suas virtudes. Todos formamos a grande família dos filhos de Deus, que é a Igreja, formada de Igrejas domésticas que são as famílias cristãs, onde cada um dos seus membros tem a missão de seguir o exemplo da Família de Nazaré. A comunhão familiar não é fácil. Cada membro da família tem a sua responsabilidade, a sua liberdade, a sua maneira de entender e de se situar na vida e no mundo. São, pois, diversos e diferentes os membros de uma família. A comunhão, que deve existir entre eles, não anula estas diferenças; por isso, a família não pode ser uma ditadura, nem uma democracia, nem uma anarquia. Não é o mais forte quem manda, nem é a maioria quem impõe. Temos de entender que a família é, por sua natureza, uma comunhão em que todos e cada um se respeitem, se ajudem, se falem e se escutem com atenção. Ou seja, que se amem de verdade, porque o amor autêntico é primordial na família. A família é o lugar, por excelência, onde vivemos juntos todos os dias, experimentando os limites próprios e dos outros, os nossos defeitos, erros, os pequenos e grandes problemas que se geram com o convívio e para haver acordo entre todos. Não existe a família perfeita, mas não há que ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem dos conflitos, mas temos de aprender a enfrentá-los de uma forma construtiva. Por isso, a família, onde todos se amam, apesar dos defeitos e pecados de cada um, converte-se numa escola privilegiada do perdão. A mesa mais familiar e mais natalícia que podemos ter é a mesa da Eucaristia. É nesta mesa que recordamos a aliança de Deus com Abraão, o juramento feito a Isaac, que culmina no nascimento do Filho de Deus. Peçamos a Deus que, por intercessão da Santa Maria, a Mãe de Deus, e de São José, seu esposo, mantenha as nossas famílias na sua paz e na sua graça.

 LEITURA ESPIRITUAL

«Voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré»

Podeis rezar à Sagrada Família pela vossa família: Pai Nosso, que estás nos Céus e que nos deste um modelo de vida na Sagrada Família de Nazaré, ajuda-nos, Pai Santíssimo, a fazer da nossa família uma nova Nazaré, onde reinem a alegria e a paz. Que ela seja profundamente contemplativa, intensamente eucarística e vibrante de alegria. Ajuda-nos a permanecer unidos na felicidade e nas dores, graças à oração em família. Ensina-nos a reconhecer Jesus em cada membro da nossa família, em particular nos que sofrem. Que o coração eucarístico de Jesus torne o nosso coração manso e humilde como o dele (Mt 11,29). Ajuda-nos a corresponder santamente à nossa vocação familiar. Que sejamos capazes de nos amar uns aos outros como Deus ama cada um de nós, cada dia mais, e de perdoar os pecados uns aos outros como tu nos perdoas os nossos pecados. Ajuda-nos, Pai amantíssimo, a tomar o que nos dás e a dar o que nos tomas com um grande sorriso. Coração Imaculado de Maria, causa da nossa alegria, roga por nós. Santos anjos da guarda, sede sempre a nossa companhia, guiando-nos e protegendo-nos. Amém! (Santa Teresa de Calcutá,1910-1997, fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade, Um Caminho Simples).

 Paroquiagb

Programação de Missas e Celebrações do dia 01 de Janeiro de 2024 (Segunda), Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.

Unidade Pastoral P. Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã, Algodres e Freixiosa

Avisos e Liturgia do Domingo XVI do TEMPO COMUM – ano C

As leituras deste Domingo convidam-nos a reflectir o tema da
hospitalidade e do acolhimento. Sugerem, sobretudo, que a existência cristã é o acolhimento de Deus e das suas propostas; e que a ação (ainda que em
favor dos irmãos) tem de partir de um verdadeiro encontro com Jesus e da escuta da Palavra de Jesus. É isso que permite encontrar o sentido da nossa ação e da nossa missão. A primeira leitura propõe-nos a figura patriarcal de Abraão. Nessa figura
apresenta-se o modelo do homem que está atento a quem passa, que partilha tudo o que tem com o irmão que se atravessa no seu caminho e que encontra no hóspede que entra na sua tenda a figura do próprio Deus. Sugere-se, em consequência, que Deus não pode deixar de recompensar quem assim procede. A segunda leitura
apresenta-nos a figura de um apóstolo, para quem Cristo, as suas palavras e as suas propostas são a referência fundamental, o universo à volta do qual se constrói toda a
vida. Para Paulo, o que é necessário é “acolher Cristo” e construir toda a vida à
volta dos seus valores. É isso que é preponderante na experiência cristã.
O nosso tempo vive-se a uma velocidade estonteante… Para ganhar uns
minutos, arriscamos a vida porque “tempo é dinheiro” e perder um segundo é ficar
para trás ou deixar acumular trabalho que depois não conseguimos “digerir”.
Mudamos de fila no trânsito da manhã vezes incontáveis para ganhar uns metros,
passamos semáforos vermelhos, comemos de pé ao lado de pessoas para quem nem
olhamos, chegamos a casa derreados, enervados, vencidos pelo cansaço e pelo
stress, sem tempo e sem vontade de brincar com os filhos ou de lhes ler uma
história e dormimos algumas horas com a consciência de que amanhã tudo vai ser
igual… Claro que estas são as exigências da vida moderna; mas, como é possível,
neste ritmo, guardar tempo para as coisas essenciais? Como é possível encontrar
espaço para nos sentarmos aos pés de Jesus e escutarmos o que Ele tem para nos
propor?https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&ik=08d5f436b4&attid=0.2&permmsgid=msg-f:1738452097749395711&th=182038f8e162a8ff&view=att&disp=safe
Nas nossas comunidades cristãs e religiosas, encontramos pessoas que
fazem muitas coisas, que se dão completamente à missão e ao serviço dos irmãos,
que não param um instante… É óptimo que exista esta capacidade de doação, de
entrega, de serviço; mas não nos podemos esquecer que o activismo desenfreado
nos aliena, nos massacra e asfixia. É preciso encontrar tempo para escutar Jesus,
para acolher e “ruminar” a Palavra, para nos encontrarmos com Deus e connosco
próprios, para perceber os desafios que Deus nos lança. Sem isso, facilmente
perdemos o sentido das coisas e o sentido da missão que nos é proposta; sem isso,
facilmente passamos a agir por nossa conta, passando ao lado do que Deus quer de
nós. Esta época do ano – tempo de férias, de descanso – é um tempo privilegiado
para invertermos a marcha alienante que nos massacra. Que este tempo não seja
mais uma corrida desenfreada para lugar nenhum, mas um tempo de reencontro
connosco, com a nossa família, com os nossos amigos, com Deus e com as nossas
prioridades. A oração e a escuta da Palavra podem ajudar-nos a recentrar a nossa
vida e a redescobrir o sentido da nossa existência. Qual é a nossa perspectiva da
hospitalidade e do acolhimento? Esta leitura sugere que o verdadeiro acolhimento
não se limita a abrir a porta, a sentar a pessoa no sofá, a ligar a televisão para que
ela se entretenha sozinha, e a correr para a cozinha para lhe preparar um grande
banquete; mas o verdadeiro acolhimento passa por dar atenção àquele que veio ao
nosso encontro, escutá-lo, partilhar com ele, a fazê-lo sentir o quanto nos
preocupamos com aquilo que ele sente…

Eucaristia nas Fuinhas em direto na TVI-19 de agosto

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Depois de muito tempo depois, uma benesse para esta região, sobretudo o concelho de Fornos de Algodres, mais concretamente a localidade de Fuinhas, foi contemplada pela TVI, com a transmissão da Eucaristia Dominical.

Assim , neste domingo, 19 de agosto, pelas 11 horas, a Igreja das Fuinhas vai ser pequena demais para acolher tantos fiéis que chegam de toda a parte, para assistir à Santa Missa.

Uma manhã em cheio para  a localidade e para todas as pessoas.

Por:AP foto:DR

Nova viatura para Liga dos Amigos de Figueiró da Granja

15400905_1205919012821956_6235452672073414074_n  Esta quinta -feira, feriado em que se celebra a Imaculada Conceição, em Figueiró da Granja, houve um momento festivo, dado que , a Liga dos Amigos desta localidade, passou a ter uma nova viatura para o transporte dos seus clientes, ficando agora com melhores condições de conforto para este serviço tão necessário.

Face a isso, no final da Eucaristia, a mesma viatura foi assim benzida pelo Padre Marco , no adro da Igreja, onde marcaram presença, Álvaro Santos, Presidente da Junta de Freguesia e a Drª Rita Silva, vice-presidente do Município de Fornos de Algodres, e restante população.

Seguiu-se u15337405_917735405027896_8112433997737513048_nm momento musical com as concertinas de Figueiró da Granja e um lanche no centro de dia local.

Por:AP

Fotos:VFG/JP

Admissão de novos membros na JMV Fornos de Algodres

IMG_3699 Decorreu este domingo, na Igreja Matriz de Fornos de Algodres, durante a Eucaristia dominical, a admissão de novos membros na Juventude Mariana Vicentina do centro local de Fornos de Algodres.

Neste 1ºdomingo do Advento, foram admitidos na presença do Padre Jorge Luís e do Presidente do CeIMG_3701ntro local, Jerôme, os membros Henrique, Filipa e Catarina.

Por:Sofia Pacheco

Padre Carlos celebrou Missa Nova na Cortiçada

IMG_1352 Em ambiente festivo

Perante um cenário de intenso calor a Igreja da Cortiçada foi mais uma vez pequena para acolher tanta gente para assistir à Missa Nova celebrada pelo Padre Carlos que foi à sua terra iniciar este novo ciclo.

Pode- se dizer que estas gentes mais uma vez souberam acolher mais um sacerdote , é já o quarto a ser ordenado desta localidade.IMG_1340

Com muitos colegas padres a apadrinhar esta celebração, assim como pessoas ilustres do concelho de Aguiar da Beira, como o Presidente do Município, Prof. Joaquim Bonifácio entre outros autarcas da diversas freguesias.

Foi um passo importante na vida deste sacerdote que para já vai estando na Unidade Pastoral de Fornos de Algodres com o Padre Jorge Luís.

A festa IMG_1382terminou com um lanche convívio no salão multiusos da localidade.

Por:António Pacheco

Festa dos Idosos em Fornos de Algodres

   A tarde deste domingo, foi de grande alegria para diversas pessoas de idade avançada, na vila de Fornos de Algodres, mais concretamente no  antigo Seminário de S.José, que esta tarde ganhou novamente muita vida.

  Os mais idosos vieram de todas as paróquias da Unidade Pastoral, a ideia era proporcionar um momento de grande alegria e sobretudo muito convívio entre todos, o que veio a ser uma aposta ganha.
  Uma cerimónia com grande emotividade, pois a Eucaristia , o momento alto, seguiu-se depois o convívio, com a animação do Rancho e o lanche para todos, que foram muitos, dado que na Eucaristia encheram por completo a antiga capela do seminário.
  No fim era notória a felicidade destes jovens de idade avançada, por estarem todos reunidos num dia muito especial para todos e num espaço tão familiar, uma casa com grande história.

Por: António Pacheco
Fotos de Padre Nuno Almeida

II Feira de Março em Chãs de Tavares

  Vai ter lugar na localidade de Chãs de Tavares, a segunda edição da  Feira de Março, no domingo, 22 de março, onde a organização vai estar a cargo da União de Freguesias de Tavares.

foto:UF Tavares

  Este evento vai contar com uma caminhada matinal desde Vila Cova de Tavares ao monte da Nossa Senhora do Bom Sucesso, onde se realizará um concurso de ovinos e do vinho do produtor e também a celebração da Eucaristia na Capela.

  Durante a tarde, a animação vai ser grande com grupos culturais de musica e por fim uma pista de  Trial para os mais destemidos.
  Um dia diferente para as gentes das terras de Tavares.

Por:António Pacheco

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