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Guarda acolhe Festival de Blues

O Festival de Blues está de regresso à Guarda e este ano acontece no coração da cidade mais alta, a Praça Luís de Camões. Entre 11 e 14 de agosto, o centro histórico da cidade vai receber um concerto por noite com uma programação com diferentes estilos de Blues.

A iniciativa arranca já no dia 11 de agosto, quinta-feira, com o espetáculo de Vanessa Collier (US), um dos mais excitantes nomes da nova geração do Blues Norte Americano.  Multipremiada, é dona de uma excelente voz e distingue-se pela utilização de um instrumento muito apreciado, o Saxofone, pela qual tem ganho vários prémios. Acompanhada pela sua banda americana, os seus concertos são cativantes, cheios de energia. A artista faz a sua estreia em Portugal, na Guarda.

Seguem-se na sexta-feira, dia 12 de agosto, Peter Storm & The Blues Society (PT), a banda portuguesa de blues do momento. Representaram Portugal no recente European Blues Challenge em Malmo na Suécia. Com reportório próprio, fruto do seu primeiro álbum de originais e mais alguns temas mais recentes, tudo o que tocam soa muito genuíno.

Para sábado, dia 13 de agosto, o palco da Praça Luís de Camões está reservado para os The Cinnelli Brothers (UK) feat. Danny Del Toro (ESP). Uma das bandas do momento no Reino Unido. Nos últimos três anos têm vindo a ser consistentemente nomeados como “Blues Band Of The Year” nos UK Blues British Awards. A banda vai à raiz do Blues de Chicago dos anos 60 e 70 e dão um toque de modernidade contagiante. Nesta noite fazem-se acompanhar de Danny Del Toro como convidado.

O cartaz do Festival de Blues fecha no domingo, dia 14 de agosto, com o concerto do músico Mingo, Sanpa & The Barez Bros vindos da vizinha Espanha. Recentes terceiros classificados no European Blues Challenge em Malmo, são uma superbanda Espanhola com uma reunião de duas gerações.

Um excelente cartaz, ao nível do que de melhor se faz por toda a Europa. Todos os concertos do festival decorrem na Praça Luís de Camões e têm início marcado para as 21h30 e a entrada é livre.

O evento é realizado em parceria entre o Município da Guarda e a conceituada Associação BB Blues Portugal, a primeira associação de Blues no país, com filiações no Estados Unidos e na União Europeia.

Cine Eco 22- Festival de resistência regressa com cinema de impacto para refletir e (re)agir

São 70 os filmes incluídos na Seleção Oficial da 28ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorre em Seia entre os dias 8 e 15 de outubro. Mais de 25 países estão representados na edição deste ano, sendo Portugal, França, Espanha e Alemanha, os que têm maior número de trabalhos a concurso. Novas ‘pandemias’, doenças emergentes, fraudes alimentares, pecuária sustentável, luta de povos nativos, são algumas das temáticas abordadas.

Após um périplo por Cabo Verde e Portugal (incluindo os Açores) com várias extensões já realizadas este ano em diversas cidades portuguesas, e da participação no Fórum Mundial da Água, no Senegal, no mês de março, avizinha-se uma das mais representativas edições do festival Cine Eco em Seia, após dois anos de Pandemia que, ainda assim, não impediram a realização deste icónico Festival em 2020 e 2021.

Na sua 28ª edição entram em concurso 70 filmes sobre temáticas tão pertinentes como polémicas e que inscrevem o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela “como um evento de charneira para a divulgação das mais recentes produções documentais sobre os mais prementes desafios ambientais e societais, mas também como um importante espaço de debate e contacto com realidades que imaginávamos pertencer apenas à dimensão das distopias”, afirma a Organização do Cine Eco.

Na Competição Internacional de Longas-Metragens figuram 11 documentários. Será possível ver o filme sensação da edição deste ano do Festival de Cannes, a adaptação do clássico de Robert Bresson, “Au Hasard Balthazar”. O mundo é um lugar misterioso quando observado pelos olhos de um burro e, no filmeEO”, do veterano realizador polaco Jerzy Skolimowski, o animal é libertado de um circo por um movimento de defesa dos animais explorados e, ironicamente, vai parar às mãos de um novo dono e alvo de maus tratos. O animal acaba por observar, em silêncio, o sofrimento, a raiva, o desespero e a solidão humana.

Do coração da Papua Nova Guiné chega o filme de Céline Rouzet sobre “tribos locais presas entre rivalidades de clãs, políticos corruptos e multinacionais aparentemente cínicas” em “140 KM À L’OUEST DU PARADIS” (França; Bélgica). No filme “TAMING THE GARDEN” (Suíça; Alemanha; Geórgia), a realizadora Salomé Jashi leva-nos numa viagem ‘delirante’ de uma árvore centenária transplantada, que atravessa o mar Negro para viver o resto dos seus dias no jardim particular do excêntrico milionário e ex-primeiro-ministro da Geórgia. Em “Aya” (Bélgica; França), o realizador Simon Gillard aborda o dilema interno de uma jovem menina confrontada com a inevitabilidade – abandonar a ilha de Lahou, na Costa do Marfim, devido à subida do nível da água do mar. Do Brasil para o Cine Eco chega a luta dos Yanomami em “A Última Floresta” de Luiz Bolognesi e “A Serra do Roncador ao Poente” de Armando Lacerda. Neste último documentário, o realizador conduz-nos pela arte rupestre dos clãs Xavante, os guardiões da Serra, que materializam os espíritos que os defendem quando “a civilização” se rebela contra eles e as suas terras.

Estruturado na narrativa pessoal dos nativos da Virgínia Ocidental, “DEVIL PUT THE COAL IN THE GROUND” (EUA) de Peter Hutchinson e Lucas Sabean retrata o sofrimento e a devastação provocada pela indústria do carvão, a economia em colapso, as feridas provocadas pela epidemia dos opiáceos, a pobreza, a degradação ambiental e o desaparecimento dos Apalaches. Na Competição Internacional de Longas-Metragens concorrem ainda “LA FABRIQUE DES PANDÉMIES” (França) de Marie-Monique Robin, uma viagem por 3 continentes – Ásia, América e África – com a atriz Juliette Binoche. Depois de contactarem com mais de 20 cientistas, as evidências parecem claras: “sem uma rápida resposta, o mundo irá enfrentar uma epidemia de pandemias!”. AMUKA – L’ÉVEIL DES PAYSANS CONGOLAIS (França; Bélgica) de Antonio Spanò enquadra-nos na vida dos “ceifeiros da esperança”, os agricultores da República Democrática do Congo que lutam diariamente contra inimigos invisíveis. Do país vizinho para o Cine Eco chegam ainda dois documentários. PEDRA I OLI (STONE AND OIL) de Àlex Dioscorides, uma imersão documental sobre o desaparecimento do olival de montanha, na Serra de Tramuntana em Maiorca, e o abandono do trabalho do campo. Já “GANADO O DESIERTO (LIVESTOCK OR DESERT)” de Francisco Vaquero Robustillo retrata o papel do gado na regeneração das pastagens, dos solos, das florestas e da água e documenta o papel do maneio e a pecuária sustentável como solução para o restauro dos ecossistemas e economias rurais.

Na Competição Internacional de Curtas Metragens participam 26 documentários e filmes de ficção de vários países como Irão, Senegal, Chile, Rússia, Austrália, Sérvia, Cuba e vários países europeus. A categoria Séries e Reportagens Televisivas integra 11 trabalhos que versam sobre temáticas tão diversas como a agricultura intensiva, fraude alimentar, novas oportunidades da agricultura sustentável, educação ecológica subaquática, o degelo, o papel das abelhas. Na Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa figuram 4 películas de Portugal e Brasil; na Competição de Curtas Metragens concorrem 13 filmes e, já na Competição Panorama Regional, estão a concurso 5 trabalhos.

Os programadores deste ano do Cine Eco’22 são Cláudia Marques Santos, Tiago Fernandes Alves e Daniel Oliveira.

Nelas-Festival Literário Elos “Ao encontro de Saramago” com grande sucesso

Chegou ao final,no passado sábado, dia 30 de abril, o Festival Literário Elos, que apresentou um programa diverso, para todos os gostos e idades, onde marcaram presença autores como Pedro Chagas Freitas, Pedro Seromenho, Lúcia Morgado e Violante Saramago, em ações lúdico-pedagógicas, de escrita criativa, animação, leitura e imaginação, para os alunos das escolas dos Agrupamentos do Concelho, desde o jardim de infância ao secundário, e também para adultos que estiveram presentes nas sessões que decorreram na Biblioteca Municipal e na Fundação Lapa do Lobo, no Encontro de Autores concelhios, com Violante Saramago, numa conversa informal, emotiva, e de homenagem a seu pai com a apresentação do livro “De memórias nos fazemos”.
No ano em que se assinala o Centenário de Saramago, o Trigo Limpo Teatro ACERT protagonizou o espetáculo “A Ilha Desconhecida”, baseado num conto do autor, e o espetáculo Músico Literário “20 Dizer”, que explora a musicalidade das palavras e a simplicidade de dar voz a seduções emotivas, convidando à participação do público, cerca de 215 alunos do secundário dos agrupamentos de escolas do concelho, ao longo do dia, e de todos os presentes na sessão da noite que decorreu na Biblioteca Municipal de Nelas.
As crianças dos Jardins de Infância participaram na Oficina do Óscar “Aqui Vamos Nós” e na apresentação do livro “Beijinhos”, e os alunos do 2º CEB dos Agrupamentos, assistiram à Trupe de Histórias da Companhia Zum Zum.
Ponto alto deste Festival Literário, foi a final do Concurso de Leitura em Voz Alta, no qual participaram os 24 finalistas do 3.º ao 6.º ano, e a entrega de prémios do Leitura a Par: Leitura em Família, a 44 participantes, que ao lerem em família fomentam hábitos de leitura, reforçando laços e incentivando o convívio em torno das histórias, dos livros e autores.
Aos livros foi associada também a caminhada “Nos trilhos da leitura”, num percurso pelas Caldas da Felgueira, que conjugou leitura, património natural e edificado, com paragem em locais que foram fontes de inspiração a autores de referência do século passado, como Carlos Sombrio e Thomaz Ribeiro, que marcam a história da estância termal, no ano em que se comemoram os 140 anos da Companhia das Águas Medicinais.
A 6.º edição do Festival Elos, uma organização da Rede de Bibliotecas de Nelas, representada pelo Município de Nelas, Fundação Lapa do Lobo e Agrupamentos de Escolas de Nelas e de Canas de Senhorim, assumindo-se como uma festa do livro e da leitura, culminou com grande êxito.

“De Corpo e Alma” premiado com Ouro e Prata

Novo filme promocional das Aldeias Históricas de Portugal premiado em dois conceituados festivais de cinema de turismo

“De Corpo e Alma”, o novo filme promocional das Aldeias Históricas de Portugal, produzido pela Lobby Films and Advertising, acaba de receber duas importantes distinções: Ouro no Festival Internacional de Cinema de Turismo de África e Prata no Festival Internacional de Cinema de Turismo, Capadócia, Turquia. Os dois prémios foram conquistados na categoria de Produtos Turísticos.

Apesar da forte concorrência – só no Festival Internacional de Cinema de Turismo de África estiveram a concurso mais de mil filmes, provenientes de 94 países! – a estreia das Aldeias Históricas de Portugal na maior competição de filmes de turismo à escala mundial, os “World’s Best Tourism Film Awards – CIFFT Circuit”, não podia ter começado de forma mais positiva: o filme “De Corpo e Alma” arrebatou o Ouro no Festival Internacional de Cinema de Turismo de África e conquistou Prata no Festival Internacional de Cinema de Turismo, Capadócia, Turquia, ambos na categoria de Produtos Turísticos.

Estes prémios representam o reconhecimento internacional da qualidade técnica e criativa do filme realizado por Telmo Martins, e produzido pela Lobby Films and Advertising, em parceria com a Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico, mas também da estratégia de comunicação delineada para o território e isto de acordo com a exigência de um júri internacional composto por prestigiados profissionais internacionais da área do turismo e promoção/comunicação turística.

Por outro lado, estes prémios demonstram, mais uma vez, a atratividade das 12 Aldeias Históricas de Portugal, não só para o turismo, como também para o universo das indústrias culturais e criativas. Este é, aliás, um eixo estruturante na política de ativação e dinamização da Rede no domínio socioeconómico e que se pretende ver em crescimento na próxima década (Estratégia Aldeias Históricas de Portugal 2030), com vista à diversificação do tecido empresarial do território. Um objetivo que parte das competências já existentes e outras que estão a ser criadas por via do sistema científico instalado na região, com abordagem especializada nesta área.

Com estas distinções, o filme “De Corpo e Alma” entra, assim, com o pé direito na maior competição de filmes de turismo à escala mundial, os “World’s Best Tourism Film Awards – CIFFT Circuit”, composto pelos 14 maiores e mais prestigiados festivais de filmes de turismo. Mais uma importante ferramenta de comunicação das Aldeias Históricas de Portugal, com vista ao reforço da notoriedade internacional do território.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal
Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. Viajar até às Aldeias Históricas de Portugal é, assim, descobrir a História de um país de temerários conquistadores, através das pedras das suas calçadas e das suas frondosas muralhas e castelos, orgulhosa e imponentemente erguidos. É, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km.
As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial –, e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION.
A Grande Rota das Aldeias Históricas de Portugal (GR22) é a maior rota europeia para caminhadas com selo Leading Quality Trails – Best of Europe, entregue pela European Ramblers Association (Associação Europeia de Caminhada).

Gouveia Art Rock adiado para abril de 2022

Face à incerteza que continua no País e nesta região, devido à evolução da pandemia , nomeadamente as incertezas relacionadas com a sua progressão, as condições de reabertura dos espaços culturais, acrescidas de todas as incertezas relativas à mobilidade entre países, bem como a progressão da vacinação versus imunidade e a incapacidade de garantir, neste momento, a segurança de músicos, técnicos, publico e da comunidade local em geral, o Município de Gouveia vem comunicar que o Gouveia Art Rock será adiado para os dias 23, 24 e 25 de abril de 2022.
Esta decisão surge, uma vez mais, na sequência da estratégia do Município de Gouveia em impedir a propagação do contágio e garantir a saúde e a segurança de todos, firmando, no entanto, o compromisso de desenvolver todos os esforços de forma a garantir a presença dos grupos já anunciados e manter a qualidade do Gouveia Art Rock (GAR), considerado pela crítica como um dos melhores Festivais de Música Progressiva da Europa.
Acreditamos que o regresso do GAR em 2022 será uma verdadeira celebração da música e da cultura.

Côa Summer Fest chega à décima edição

O Côa Summer Fest é um festival com grande nomeada e em 2020 vai entrar na 10ªedição, face a isso, fomos conversar com  Rui Pedro Pimenta, organização do Côa Summer Fest.

Que balanço faz destes 10 anos de festival Côa Summer Fest?

De uma forma geral, é um balanço muito positivo. Sabíamos que criar um festival no Interior do país e sem uma grande marca por trás, que o pudesse catapultar só por si, seria um grande desafio, mas quisemos ir em frente, abraçar o projeto e fazê-lo crescer, passo a passo, ano após anos e, sem dúvida, conseguimos. É com grande orgulho que chegamos, no próximo ano, à décima edição. É reflexo da força dos jovens da região, sobretudo os jovens que fazem parte da Associação Juvenil Gustavo Filipe, que organiza o festival. Não desistimos mesmo quando as portas se fechavam, não desistimos quanto tivemos menos adesão do que esperávamos, simplesmente nunca desistimos porque sempre quisemos fazer mais e melhor e será sempre assim.

Todos os anos desdobramo-nos para conseguir conciliar os nossos trabalhos com a organização do Côa Summer Fest e oferecer aos festivaleiros o melhor festival possível. Tem sido assim e o público crescente é prova disso. Todos os anos esperam mais e nós fazemos tudo para que seja mesmo assim, cada edição melhor.

Conseguir mostrar às marcas que apostar no interior e nos pequenos eventos é vantajoso, porque acabam por conseguir um contacto mais próximo com o público do que num qualquer festival de grandes dimensões ou numa metrópole, tem sido o principal desafio, mas, felizmente, temos tido parceiros que entendem esta nossa vontade de promover a região, que entendem que o Côa Summer Fest é muito mais do que um festival de música e que se juntam a nós.

Hoje, felizmente, o nosso festival já é uma referência a nível nacional, já faz parte das listas de eventos anuais, já é reconhecido. E se já sentíamos isso, agora sentimos ainda mais, com o Côa Summer Fest a ser nomeado em quatro categorias nos Iberian Festival Awards, nomeadamente na de melhor foto, com uma imagem da Sara Franco, melhor performance, com o concerto de Murta da última edição, melhor festival de pequena dimensão e melhor programa cultural, já que o festival promove uma série de atividades para envolver a comunidade e dar a conhecer a sua riqueza a quem vem de fora. Estas nomeações, cuja votação está a decorrer online, expressão o valor do nosso trabalho e do festival e são, sem dúvida, um grande presente para os jovens envolvidos, para os nossos parceiros e até mesmo para os nossos festivaleiros.

O público alvo é sempre o mais jovem, mas a participação é de todas as idades?

O Côa Summer Fest nasceu para ser um festival de jovens para jovens, mas, de facto, as faixas etárias têm-se alargado, tanto quanto aos festivaleiros como na organização. A comunidade de Foz Côa envolve-se no festival e quer ajudar. Hoje, embora maioritariamente jovens, a equipa conta com pessoas dos 13 aos 60 anos.

Por outro lado, também os participantes se têm alargado. O festival continua a responder aos gostos musicais dos mais jovens, mas, a par dos concertos, fazemos questão de, no primeiro dia de evento, ter uma atividade – por norma desportiva – para toda a família, envolvendo as mais diversas idades. Na edição anterior, contámos também com uma ação de sensibilização para a poupança de água dirigida a crianças que não são, de todo, o nosso público, mas que serão os jovens do futuro, o nosso público do futuro, um público que nós desejamos cada vez mais educado e responsável para as questões ambientais, que sempre foram um foco do Côa Summer Fest. No fundo, não queremos ser apenas mais um festival de música, queremos deixar uma pegada positiva para todos na região.

 Abrindo um pouco o véu, como será a edição de 2020?

Ainda é cedo para avançar com muitos pormenores, mas já temos muitas coisas pensadas para este ano. Sendo a décima edição, só poderá ser especial. Queremos renovar e modernizar a imagem do festival, mostrando que, aos dez anos, continua vivo, vibrante, fresco e melhor do que nunca.

Em termos musicais, continuaremos a oferecer o que os jovens mais gostam e a apostar nos novos talentos, fazendo brilhar a prata nacional. Este é um papel que nós gostamos de ter e do qual nos orgulhamos, porque se hoje estamos prestes a celebrar uma década de festival também foi porque um dia alguém nos estendeu a mão e deu uma oportunidade. Acreditamos que os festivais também podem – e devem – ter este papel de dar espaço aos novos nomes, dando-lhes oportunidade de crescerem.

A par da música, continuaremos a ter atividades desportivas e culturais e, garantidamente, continuaremos a ser um festival gratuito, para termos a certeza que todos poderão juntar-se a nós. No início de agosto, voltamos a abrir as portas.


Esta é uma região onde o turismo está a crescer aos poucos e tem muito para visitar de futuro prevê se um crescimento de mais visitantes?

Ano após ano, o Côa Summer Fest tem crescido em número de participantes, quer em pessoas no recinto, como no campismo e nas piscinas municipais, que centram também algumas atividades. Temos algumas limitações no recinto, que começa a ser pequeno para tantos festivaleiros, mas temos ainda espaço para crescer no campismo e nas zonas limítrofes ao recinto, com as restantes atividades e acreditamos que os números continuarão a subir.

Que mensagem se pode deixar para 2020 para toda a comunidade em geral?

Antes de mais, gostaria de apelar a todos os que acreditam neste projeto para votarem em nós, online, no site do Talk Fest, que é o promotor dos Iberian Festival Awards. As votações decorrem até dia 7 de janeiro e, sem dúvida, o apoio de todos seria uma grande forma de arrancar o novo ano e acredito que seria também um grande orgulho para toda a região se ficássemos bem posicionados na competição, até porque somos o único festival do distrito a concurso.

Gostaria ainda de agradecer todo o apoio que a comunidade e os nossos parceiros nos têm dados nestes dez anos, pois só com esse apoio foi possível chegar a este patamar. Para 2020, espero que todos continuemos com esperança, com muita garra e que a comunidade seja cada vez mais unida, pela região, pelos seus. Que possa apoiar cada vez mais, que possa deixar os jovens sonharem alto e estar lá para os ver vencer, mas também para os amparar em caso de queda, sem julgar, porque sabemos que nenhum percurso se faz sem alguns percalços. São os jovens que podem levar a nossa região mais longe, mas sempre com o apoio e sabedoria dos mais velhos.

Foz Côa tem ainda muito para crescer, pelos nossos vinhos, pelas nossas paisagens, pela nossa gastronomia, mas cabe a nós, fozcoenses, mostrar ao mundo que somos muito mais do que as gravuras rupestres – que só por si têm já um valor incalculável.

Turismo Centro de Portugal, vencedor do prémio no ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo

O filme “Turismo Centro Portugal – Are You Ready?” (https://bit.ly/2WnVXmi), produzido pela Slideshow para o Turismo Centro de Portugal, foi o grande vencedor do prémio do público no ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo. O festival vai ter lugar em Torres Vedras, de 22 a 25 de outubro.

Pela primeira vez na sua história, o Festival ART&TUR ofereceu este ano ao público a oportunidade de votar nos melhores filmes e documentários de turismo na competição, através dos People’s Choice Awards. A votação, dividida em três categorias, decorreu no website do Festival, entre 9 de setembro e 9 de outubro.

O filme “Are You Ready?” foi o grande vencedor da Competição Internacional, com um total de 1555 votos. É de realçar que outro filme representativo da região ganhou a Competição Nacional, com 1272 votos: trata-se de “A Vida ao Centro” (https://bit.ly/33gYyhM), produzido pela Câmara Municipal da Marinha Grande. O Centro de Portugal está assim duplamente de parabéns.

Na categoria documentários, o vencedor foi “O Mestre da Farinha”, produzido por Fartura – Comidas do Brasil.

Os vencedores serão galardoados com o prémio Escolha do Público / People’s Choice Award na Gala de Prémios do Festival ART&TUR, que terá lugar em Torres Vedras no dia 25 de outubro, pelas 17h30.

“É com grande satisfação que verificamos que o nosso filme promocional continua a somar conquistas em todos os festivais internacionais de filmes de turismo em que participa. Uma satisfação que desta vez é especial, uma vez que foi o público a eleger o filme da região como o melhor da competição, e que se alarga à conquista da categoria nacional para o filme das praias da Marinha Grande”, sublinha Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

“Este filme é um veículo promocional da região ímpar, que divulga o Centro de Portugal em todo o mundo. Agradeço reconhecidamente a todos os que nele votaram, até ao último momento, numa mobilização entusiasmante que atesta o poder agregador da marca Centro de Portugal e do Are You Ready. Este prémio, é, mais do que nunca, de todos os que votaram e é com eles que partilhamos esta distinção”, acrescenta.

                           Filme tem colecionado prémios internacionais
O filme “Turismo Centro de Portugal – Are You Ready?” tem conquistado prémios e distinções em festivais de filmes de turismo em todo o mundo. O mais recente foi em Cannes, mas já recebeu galardões nos Estados Unidos, em Espanha, na Sérvia, na Letónia e na Bulgária.

Produzido pela Slideshow para o TCP, e realizado por Pedro Vieira, “Turismo Centro de Portugal – Are You Ready?” é um filme promocional com um conceito inovador: o visitante transforma-se na personagem de um jogo passado no magnífico território do Centro de Portugal e tem como objetivo chegar à onda gigante da Nazaré, onde é esperado pelo surfista Garrett McNamara. A mensagem é a de que, alterando-se o personagem principal, poderemos sempre criar novos roteiros, novos percursos, e redescobrir, de acordo com motivações próprias, novos Centros de Portugal.

JMV Fornos em segundo no Festival de Música da JMV

Recentemente realizou-se mais uma edição do Festival da Canção JMV. E assim 9 anos depois a JMV de Fornos de Algodres participou e o resultado não poderia ter sido melhor, um mais que merecido 2° lugar.

Desta vez, a Região Centro arrecadou os lugares e prémios de destaque neste evento musical.
No final os jovens fornenses mostravam-se satisfeitos pelo resultado alcançado.

Sopa das Origens – Escola Velha venceu Festival das Sopas em S.Paio

O tempo foi um pouco adverso, mas foi um fim de semana dedicado às sopas e à gastronomia desta região, onde a castanha animou as hostes , sempre com grande animação.

Foram 17 sopas a concurso de diversas instituições que se esmeraram por apresentar um bom produto, para todos saborearem.

Apesar da chuva os visitantes foram bastantes para ver o Festival e além disso, saborear as diversas sopas .

Assim no final, a grande vencedora deste festival foi a  Sopa das Origens – Escola Velha , já no 2º Lugar , ficou a  Sopa Especial de feijoca com pato e aromas de Outono – Grupo Cantares de S.Paio , no derradeiro lugar do pódio ficou a  Sopa da Pedra – Jardim de Infância de Gouveia .

O Prémio da Sopas com mais senhas (Prémio Solidário) foi para a  Sopa de Lavagante Azul – Instituto de Gouveia – Escola Profissional.

As provas de Vinho da Casa Américo também foram um dos tónicos deste festival, assim como outros produtos endógenos.

XI Festival da Castanha, em Prados

Prados, a aldeia mais alta do concelho de Celorico da Beira, vai acolher o XI Festival da Castanha, nos próximos dias 3 e 4 de novembro.  No fim-de-semana a seguir ao feriado do Dia de Todos os Santos, a Junta de Freguesia de Prados, Associação da Rede de Aldeias de Montanha e a Câmara Municipal de Celorico da Beira vão promover a XI Festa da Castanha de Prados, com o intuito de homenagear e valorizar a produção e transformação deste produto endógeno, na variante longal, o qual em associação com os cogumelos constituem uma das maiores iguarias do cabaz de sabores outonais desta região da Serra da Estrela.

A freguesia de Prados, enquanto aldeia de montanha reúne as condições de excelência para ser a maior produtora de castanha do concelho e terreno fértil para a proliferação de cogumelos pelo que, este ano programação deste evento está centrada não só na produção de castanha mas, também, na combinação deste dois produtos na gastronomia.

Da programação do evento destacamos no dia 3 de novembro, sábado, as jornadas técnicas O Castanheiro e os Cogumelos Silvestres”, a Oficina de cozinha – A Castanha e os Cogumelos Silvestres com o Chef Valdimir Lubave e o  um jantar temático  confecionado com a mestria do referido Chef. Por uma questão de logística, a participação nas atividades deste dia carecem de marcação prévia, bem como também, na caminhada “Rota dos Soutos”, no passeio fotográfico e, na oficina de pão tradicional com castanha no forno comunitário, no domingo.

No domingo, 4 de Novembro, Prados vai transformar-se numa autêntica montra de produtos locais e regionais, onde a castanha será a rainha da festa, em ambiente de grande animação, muitos comes e bebes e muita música popular com desgarradas, concertinas, grupos de cantares e ranchos folclóricos. O evento terminará com o tradicional magusto comunitário.