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Acordo Internacional de apoio à Candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027

A cerimónia oficial de assinatura do Acordo Internacional de apoio à Candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027, por parte da Comunidade de Castilla y León, o Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo e o Ayuntamiento de Béjar, aconteceu na sede da Delegação Territorial da Junta de Castilla y León – Salamanca.

Um acordo estratégico que contempla a adesão das cidades de Cuidad Rodrigo e Béjar à rede de municípios que já integravam a candidatura da Guarda 2027, que soma, agora, um total de 19 cidades.

Este alcance pioneiro no quadro específico da Candidatura a Capital Europeia da Cultura em Portugal, em 2027, tem como objetivos fortalecer e aprofundar a cooperação entre as entidades signatárias e promover projetos conjuntos nos domínios da produção artística e cultural das regiões abrangidas dos dois lados da fronteira. A Guarda 2027 assume-se, agora com este acordo, como uma candidatura que ambiciona contribuir para o desenvolvimento da região do interior e da raia de Portugal, incluindo as relações transfronteiriças com Municípios, entidades e instituições situadas na região da raia de Espanha.

Apesar de ser uma iniciativa de cariz nacional, a Candidatura a Capital Europeia da Cultura liderada pelo Município da Guarda beneficiará, agora, de uma dimensão transfronteiriça, bem como da extensão da sua lógica de cooperação intermunicipal a cidades situadas no território vizinho em Espanha. Pretende criar condições para o desenvolvimento sustentável das áreas artísticas e culturais, sociais e económicas, pressupondo um “renascimento” cultural e criativo de toda uma região, intimamente associada à Raia Central Ibérica, desenvolvendo atividades culturais em parceria, com o objetivo de promover a divulgação e o acolhimento da Candidatura junto das populações da região.

Este processo contribuirá com projetos culturais inovadores, nomeadamente com parceiros internacionais provenientes da união Europeia, a concretizar até ou durante o ano de 2027, que possam integrar o Dossier de Candidatura a submeter às autoridades europeias até novembro de 2021.

O documento foi assinado pelo Vice-Presidente da Câmara da Guarda, Vítor Amaral, pelo Consejero de Cultura y Turismo da Comunidade de Castilla y Léon, Javier Ortega Álvarez, o Alcalde do Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo e a Alcadesa do Ayuntamiento  de Béjar, María Elena Martín Vázquez.

Para Vitor Amaral, também coordenador geral da candidatura, “este acordo corresponde a uma etapa determinante de um diálogo frutuoso entre a Guarda 2027 e as entidades espanholas, nossas parceiras, que se mostram entusiasmadas com a oportunidade de alargamento cooperativo transfronteiriço focado numa nova agenda que cruza a cultura, e as artes, com áreas de trabalho comum nos domínios do património cultural, turismo, economia, juventude, desporto, entre outras. Ao que sabemos, devemos ser a primeira cidade candidata com esta concretização de cooperação transnacional, que reforça a nossa determinação num processo já vencedor peço alcance de compromisso para com uma visão comum de regeneração cultural dos nossos territórios do interior”.

Pedro Gadanho, Diretor Executivo da Guarda 2027, acrescentou que “este é um elemento extraordinariamente diferenciador na nossa Candidatura, alargando e reforçando a dimensão territorial da Guarda 2027, ao propor a região da raia como uma nova centralidade europeia dentro da Península Ibérica.”

Plano Estratégico Municipal de Cultura preparado na Guarda

De acordo com os pressupostos da Candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027, o Município da Guarda está a trabalhar na elaboração de um Plano Estratégico Municipal de Cultura, no sentido de adequar a estratégia cultural às tendências e aos desafios de um setor em constante mudança, com objetivos e metas concretas de sustentabilidade económica, social e cultural. O município pretende que o Plano seja um documento orientador para a ação transformadora, articulado em coerência com a Estratégia Regional de Cultura do Centro 2030, promovida pela Direção Regional de Cultura do Centro, e com o Plano Nacional das Artes (PNA). De resto, no âmbito do PNA está em curso um compromisso por parte do comissariado nacional para apoio aos Municípios na definição dos seus Planos Estratégicos Municipais de Cultura e Educação.

O estudo e plano prospetivo para atuação cultural estruturada na próxima década, iniciar-se-á em 27 de maio de 2021 e é organizado em torno dos seguintes objetivos específicos: Apresentar o contexto cultural da Guarda; Aferir impactos dos investimentos culturais da Guarda; Analisar as estratégias de espaços e de eventos culturais âncora para o diálogo, o envolvimento, a fidelização, a captação e a formação de públicos; Caracterizar os perfis dos públicos da cultura; Estudar o grau de satisfação sobre as dinâmicas culturais; Recolher contributos para a estratégia cultural municipal até 2030; Apresentar a metodologia de trabalho e desenhar o Plano.

No conjunto das ações de auscultação pública, será usada uma metodologia colaborativa, que visa concorrer para o efetivo e consequente envolvimento e participação de protagonistas do tecido cultural do território em todo o processo. Vão ser aplicadas diversas ferramentas de trabalho, entre elas entrevistas, grupos de discussão, trabalho de campo de observação no terreno e, como primeiro instrumento, a aplicação de um questionário acessível a todos, neste link: http://bit.ly/PublicoGeralGuarda, que decorre entre 27 de maio e 13 de junho, podendo ser prolongado até 20. A resposta a este inquérito possibilitará, por exemplo, a entrada gratuita no Museu da Guarda e descontos de 50 por cento em bilhetes para espetáculos no Teatro Municipal da Guarda, agendados até setembro de 2021.

O contributo de todos é essencial, pelo que o Município da Guarda apela à participação dos munícipes neste estudo, estando prevista a criação de um grupo de trabalho local, com participação de membros representativos da sociedade guardense, destacando-se que o trabalho de acompanhamento científico e técnico do processo de elaboração será efetuado através de reuniões regulares, virtuais e presenciais.

O processo está a ser conduzido técnica e cientificamente pelo Observatório de Políticas de Comunicação e Cultura da Universidade do Minho, o mesmo que desenvolveu a Estratégia Cultura Centro 2030 para a região, esperando-se uma interceção estratégica e operacional do plano de ação conjunto, dentro da lógica de pensar a próxima década, em termos culturais e educativos. A elaboração deste documento, que se pretende pragmático e instrumental sobre as políticas e ações culturais para a cidade, é uma das mais-valias para o Dossiê de Candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Bienal Art(e)facts junta artistas e artesãos em residências nas aldeias do interior

A Bienal Art(e)facts, que integra a área de Arquitetura e Território de Guarda 2027 – Região Candidata Capital Europeia da Cultura, prossegue o programa da sua edição inaugural com seis residências para a criação de projetos artísticos, que juntam artistas e artesãos em Alcongosta, Janeiro de Cima, Telhado, Famalicão da Serra, Fundão e Gonçalo.

A Bienal do Conhecimento pretende motivar colaborações entre artistas e artesãos e constituir um património contemporâneo de obras artísticas que privilegiam a valorização do território e a reinterpretação dos saberes tradicionais de territórios da Beira Interior. “Supernatural Togetherness” é o tema da primeira edição de Art(e)facts e propõe criar alianças entre espécies e gerações para salvar o futuro.

O programa de Art(e)facts está em curso até setembro de 2021 e integra a realização de residências artísticas, uma exposição coletiva alargada a pontos distintos do território e um Fórum de Ideias online. As atividades da Bienal iniciaram-se em fevereiro, com o lançamento de uma Open Call internacional para a apresentação de projetos propostos por artistas, arquitetos e designers, e produzidos em residência, com a colaboração de artesãos locais que trabalham técnicas ancestrais de cestaria, tecelagem e olaria.

Até ao final do mês de maio estão em curso seis residências em seis localidades dos municípios do Fundão e da Guarda, que vão resultar na criação de seis projetos artísticos inéditos. Quatro destes projetos foram vencedores da Open Call e os seus autores juntam-se à artista Fernanda Fragateiro e ao Colectivo Warehouse, convidados para esta edição pela organização, para desenvolver práticas artísticas e estabelecer uma rede entre a arte e o artesanato ligadas aos ecossistemas locais.

Na sequência do elevado número e grau de qualidade das 110 propostas apresentadas a concurso, sendo 69 de candidatos e coletivos estrangeiros e 33 de portugueses, o júri – constituído por Pedro Gadanho, diretor executivo da Candidatura Guarda 2027, Andreia Garcia, programadora da área de Arquitetura e Território da Candidatura Guarda 2027 e curadora da Bienal Art(e)facts 2021, Miguel Rainha da Câmara Municipal do Fundão e diretor de produção da Bienal Art(e)facts 2021, e pelos curadores Miguel von Hafe Pérez e Carlos Fernandes –, decidiu selecionar quatro propostas, ao contrário das duas inicialmente previstas.

As propostas vencedoras “caraterizam-se pelo ecletismo nacional e internacional e destacam-se pela criação de cenários e novas linhas de reflexão, que permitem preservar o legado da região e renovar o seu futuro como património para as novas gerações, de forma colaborativa”, destaca a curadora Andreia Garcia. Desde a Casa das Tecedeiras, na aldeia histórica de Janeiro de Cima, passando por oficinas na Alcongosta, Telhado, Famalicão da Serra e Gonçalo, onde se mantêm vivas artes de trabalhar o barro, o castanho e o vime, até ao FAB LAB Aldeias do Xisto, na cidade do Fundão, as residências Art(e)facts traçam hoje um roteiro entre o passado e o futuro da Beira Interior.

O artista Andrea Canepa e a matemática Vanessa Foster estão em residência na Casa das Tecedeiras, em Janeiro de Cima, e contam com o acompanhamento das mestras de tecelagem Sónia Latado e Rosa Pereira para tecer a partir de algoritmos. Os estudantes de arquitetura Diogo Rodrigues, Fernando Pimenta e João Oliveira estão a “Construir em cesta” nas oficinas de cestaria de castanho dos artesões António Nunes dos Santos e Luís Paulo, na Alcongosta. O artista Nuno Vicente está a moldar “Enxertos Húmidos” com o apoio da técnica Cátia Pires da Casa do Barro, na aldeia do Telhado. A dupla de designers Anja Lapatsch e Annika Unger, investigam a ligação entre a resina e o artesanato em cestaria de castanho na oficina de Joaquim e Irene Venâncio, em Famalicão da Serra.

O Colectivo Warehouse, de arquitetura e arte, está em residência no FAB LAB Aldeias do Xisto, no Fundão, e com o apoio dos técnicos João Milheiro e Nuno Alves explora o potencial da fabricação digital para a criação de sinergias e novas ideias, adaptadas ao território e aos produtos craft. A artista Fernanda Fragateiro decidiu investigar a cestaria em vime, ou “cestaria fina”, e aplicar esta arte à criação de um novo projeto que está a ser produzido em colaboração com o artesão Alberto Carvalhinho, na aldeia de Gonçalo.

As residências culminam no dia 2 de julho com a apresentação dos seis projetos produzidos numa exposição coletiva, que estará patente até setembro e será instalada em várias oficinas de artesanato e noutros equipamentos da região. Nos dias 9 e 10 de julho realiza-se o Fórum de Ideias, uma conferência internacional online, de participação livre e gratuita, que pretende refletir sobre a aprendizagem adquirida durante a Bienal, particularmente nas residências artísticas, bem como abordar conhecimentos e práticas profissionais, partilhadas por um painel de criadores e pensadores portugueses e estrangeiros.

A Bienal Art(e)facts 2021: Supernatural Togetherness é promovida pela Câmara Municipal do Fundão e pela Guarda 2027, é financiada por estas entidades, pela ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto e iNature (Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas), e conta com o apoio das seis Juntas de Freguesia envolvidas no programa de residências.

“Contem comigo” para a Guarda 2027

Recentemente, junto ao semáforo da Avenida Rainha D. Amélia, os automobilistas, que ali passaram, foram convidados a parar para serem abordados pelo Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, pelo coordenador geral da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura, Vítor Amaral, e pelo Presidente do Clube Escape Livre, Luís Celínio.

Objetivo: sensibilizá-los para a importância da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027, para os reflexos que a sua concretização pode ter para a cidade e torná-los parte integrante do projeto, com a oferta de um autocolante, com as palavras “Contem comigo”, para colocar no vidro traseiro da viatura. Na ocasião, também a agenda da candidatura “Guarda a Capital Europeia da Cultura” e a última edição da Revista Escape Livre Magazine foram oferecidas.

Para Carlos Monteiro estamos «perante uma candidatura envolvente, que integra todas as partes desde as associações às pessoas, e agregadora, por envolver 17 municípios, que procura potenciar a cultura do território e torná-la um fator de desenvolvimento. Estamos a distribuir uma Agenda Cultural que reporta aquilo que cada município está a fazer em termos de produção cultural e artística, uma vez que a cultura que existe neste espaço é facto de desenvolvimento do território».

 Vítor Amaral explicou que «todos os anos a Comissão Europeia escolhe dois países, neste caso Portugal e Letónia, para Capitais da Cultura e as respetivas cidades candidatam-se. Neste caso, e para além da Guarda, candidataram-se Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Leiria, Oeiras e Viana do Castelo que têm de, até novembro, apresentar o dossier de candidatura. De seguida, um júri internacional fará a sua escolha com a decisão a ser anunciada no início de 2023».

 Para Luís Celínio a ação de hoje justifica-se porque «no âmbito de uma associação como o Escape Livre, onde o automóvel é utilizado para promover um território, os automobilistas devem ser chamados a dar o seu apoio a uma iniciativa como a da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura».

 Instado pelos jornalistas presentes sobre a atividade do Clube face à pandemia, o presidente do Escape Livre anunciou que «enquanto não podemos voltar às atividades quer de todo terreno, quer desportivas, estamos a preparar novos desafios. E um deles, a apresentar em breve, trata-se das Rotas de Portugal, onde com o Clube Escape Livre, vamos mostrar o menos conhecido e o mais importante de grandes estradas nacionais, marcantes para a Guarda e região, começando pela EN18».

 No decorrer da ação, algumas centenas de condutores receberam a oferta com entusiasmo e o seu veículo automóvel passa agora a mensagem “Contem Comigo!”.

 

Pedro Gadanho lidera equipa do projeto Guarda 2027

A Equipa Executiva da Candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027 foi assim apresentada recentemente no TMG , constituída por Victor Afonso (Área de Música

Contemporânea), Osvaldo Ferreira (Projetos de Música Intercomunitários), Andreia Garcia (Rede de Projetos de Regeneração Urbana), José Rui Martins (Teatro e Artes Performativas), Jorge Maximino (Literatura), João Mendes Rosa (História, Património e Artes plásticas), Carla Morgado (Associativismo), Catarina Raposo (Projetos Culturais e Ecológicos), Tiago Sami Pereira (Inovação Comunitária e Expressões Populares), Thierry Santos (Educação e Juventude), e Lara Seixo Rodrigues (Arte Urbana).

O diretor executivo da Candidatura, o arquiteto Pedro Gadanho, acumula ainda as áreas da Diáspora e das Relações Internacionais, prometeu um «dossiê forte e com uma estratégia diferenciadora». Na sessão, antecedida por uma conversa pública, intervieram ainda o presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, a presidente da Comissão de Honra da Guarda 2027, Teresa Patrício Gouveia e o vereador da cultura da Câmara da Guarda, Vítor Amaral.

Foto:MG