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Mês de sensibilização para a fertilidade- Opinião de Vânia Ribeiro

Assim em junho, assinala-se o Mês de sensibilização para a fertilidade, para tal aqui fica a opinião de Vânia Ribeiro, médica ginecologista e especialista em Medicina da Reprodução.
“Se está a tentar engravidar, não acredite em tudo o que lê e ouve. Em vez disso, converse com um médico para acabar com ideias preconcebidas, mitos e falsas convicções que podem prejudicar os seus objetivos de maternidade. Em muitos casos, quando a espera começa a ser longa instalam-se níveis mais elevados de ansiedade e há uma compreensível tendência para acreditar em tudo, mesmo naquilo que não é verdade. “Há muitos mitos e muitas falsas convicções sobre fertilidade que já vêm do tempo das nossas avós e não têm fundamento. O Dr. Google pode não ser bom conselheiro. É junto do médico que a mulher ou o casal deve partilhar dúvidas e angústias”, alerta a Dra. Vânia Ribeiro, médica ginecologista e especialista em Medicina da Reprodução.
Para ajudar a desmistificar questões em torno da fertilidade, a especialista do IVI Lisboa revela alguns mitos e verdades relacionados com a gravidez.
1. Engravidar é fácil. Mito!
Nós humanos, não somos propriamente a espécie mais fértil do planeta. Em cada ciclo menstrual, as mulheres em idade fértil têm apenas 20% de hipóteses de conseguir engravidar. Esta é uma das razões pelas quais se recomenda esperar um ano antes de procurar um especialista em procriação medicamente assistida para avaliar um eventual caso de infertilidade. Se a mulher tiver uma idade igual ou superior a 35 anos, este período é reduzido para seis meses para que se possa despistar eventuais problemas de fertilidade na mulher ou no casal o mais precocemente possível.
2. Ter peso a mais prejudica a fertilidade. Verdade!
O excesso de peso e/ou obesidade podem interferir com o sistema hormonal. Além disso, o risco de complicações obstétricas é três vezes maior em mulheres obesas e aumentam para o dobro a taxa de aborto. Se pretende engravidar recomenda-se estar dentro do peso ideal e ter um estilo de vida saudável.

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Artigo de saúde-A alimentação influencia a saúde reprodutiva em ambos os sexos

Apesar de a fertilidade ser um processo complexo que depende de muitas variáveis, a alimentação é um dos fatores que pode influenciar pela positiva a saúde reprodutiva, a par da adoção de um estilo de vida saudável e da prática regular da atividade física. A Dra. Catarina Godinho, ginecologista e especialista em Medicina da Reprodução, explica quais são os alimentos que apresentam mais benefícios e alerta que o tabaco, o álcool e o stress devem ser “riscados” da lista.

Se está a tentar engravidar, opte por alimentos naturais e faça uma dieta variada. “Seguir os princípios da dieta mediterrânica, que se caracteriza pelo consumo de comida fresca e natural, como frutas, legumes e verduras, cereais, grãos, marisco e gorduras saudáveis, é uma excelente opção para melhorar a saúde reprodutiva e a saúde em geral”, afirma a médica da Clínica IVI Lisboa. E acrescenta que há estudos* que sugerem que a dieta mediterrânica melhora a fertilidade, uma vez que tem impacto nos óvulos e no esperma.

A especialista aconselha a preparação de lanches e refeições ligeiras saudáveis sempre que houver a necessidade de comer fora de casa. “Se estiver bom tempo, as pessoas devem sair para passear, praticar atividades ao ar livre, nem que sejam apenas caminhadas. Em relação à alimentação, devem ser evitados os alimentos processados e os muito calóricos, com muito açúcar, sal e gorduras saturadas (fritos, refrigerantes, salgadinhos ou bolos), porque podem desregular os níveis de insulina e do estrogénio, impactando a ovulação”, explica.

De acordo com a médica, “uma alimentação variada, rica em produtos naturais evitará o excesso de peso corporal, grande inimigo da fertilidade, tanto nas mulheres, como nos homens”. Revela ainda que “a obesidade também leva a um aumento das taxas de aborto e duplica o risco de morbilidade fetal. No caso dos homens, a acumulação de gordura abdominal faz aumentar a temperatura dos testículos, o que prejudica a qualidade do sémen”.

A aposta para uma boa saúde reprodutiva deve estar focada no consumo de peixes gordos (atum, salmão), nozes, frutas, vegetais, marisco, cereais integrais e carnes de aves. A ingestão de carnes vermelhas deve ser moderada.

Em todo o caso, se está a tentar engravidar é sempre recomendável procurar um médico especialista em fertilidade, para que seja avaliada a saúde geral e reprodutiva, assim como para receber orientações específicas que ajudem na conceção. No caso da alimentação, a Dra. Catarina Godinho deixa-lhe algumas pistas de quais as vitaminais, minerais e alimentos a incluir na dieta:

Frutas e vegetais

São excelentes fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes essenciais. Alguns vegetais, como o espinafre, brócolos ou couve têm ácido fólico, que ajudam a prevenir malformações no feto. As Vitaminas B, C, D e E estão relacionadas com o controlo hormonal, proteção do esperma, desenvolvimento ósseo fetal, entre outros.

Grãos e sementes

São ricos em fibras e nutrientes. Ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue e fornecem energia. Inclua alimentos como aveia, arroz integral, quinoa e pão integral na sua dieta. Nozes, amêndoas, castanhas e sementes como as de girassol e linhaça são ricas em ácidos, vitamina E, zinco e selénio.

Proteínas

Desempenham um papel fundamental na saúde reprodutiva. São importantes na produção de espermatozoides saudáveis e na regulação hormonal feminina. As proteínas ajudam ao desenvolvimento adequado dos óvulos e do embrião. Prefira as fontes magras: peixe, frango, peru, ovos, feijões, lentilhas, etc.

Gorduras saudáveis

Peixes gordos como o salmão e a sardinha são ricos em ómega-3, que contribui para a saúde hormonal e para a qualidade dos óvulos e do esperma. O mesmo acontece com as gorduras monoinsaturadas, como as encontradas no azeite.

Laticínios

São fontes importantes de proteína e de cálcio. Pode encontrá-las no leite, iogurtes e nos queijos. O cálcio contribui para a saúde óssea e pode ajudar a regular os ciclos menstruais. O iogurte, por exemplo, além de proteínas e cálcio, contém probióticos, que promovem a saúde intestinal, o que impacta positivamente a fertilidade.

Por:Dra. Catarina Godinho- IVI