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José dos Santos Pinto foi homenageado em Mangualde

O músico José dos Santos Pinto foi homenageado durante a tertúlia-concerto comentado que teve lugar na Igreja Matriz de Lobelhe do Mato, pelo Município de Mangualde, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Elísio Oliveira, e do Vereador da Cultura, João Lopes.

Cumprindo todas as regras de segurança emanadas pela Direção Geral da Saúde – DGS, cerca de 25 pessoas marcaram presença na iniciativa e assistiram à tertúlia–concerto moderada por Ana Margarida Cardoso.O momento cultural contou ainda com a presença do oboísta Luís Francisco Vieira, antigo aluno de Santos Pinto, que partilhou com o público algumas das memórias com o músico.

Tiago Coimbra no oboé e Joana Moreira no piano, protagonizaram o momento musical composto pelo seguinte repertório: José S. Pinto – Sonate dans l’Spirit Classique, para oboé e piano; Tomás Borba – Rosas Bravas: Melodia do Pastor (para oboé); Marcello/Bach – Adagio em Ré menor; José S. Pinto – Segunda Sonata, para oboé e piano.

A ação aconteceu no âmbito do projeto Reviver José Santos Pinto, cujo intuito é recordar o trabalho do músico e homenageá-lo. Constava ainda na programação deste projeto um Concerto Sinfónico com a Orquestra Poema, mas que acabou por ser cancelado.

PROJETO REVIVER SANTOS PINTO

O projeto Reviver Santos Pinto é da autoria de Ana Margarida Cardoso, que escreveu o livro “José dos Santos Pinto: retrato de um músico profissional durante o Estado Novo”, e do oboísta Tiago Coimbra. Através desta parceria pretendem recuperar duas sonatas para oboé compostas pelo próprio José dos Santos Pinto, apresentando-as ao público com o oboé que o músico utilizou durante toda a sua carreira. Este instrumento faz parte do espólio constante na Sociedade Filarmónica Lobelhense, foi restaurado e é único no mundo, uma vez que a sua dedilhação foi patenteada pelo músico.

Celorico da Beira viveu o II Roteiro Sensorial

Linhares da Beira em destaque
No âmbito do projeto Viver ao Vivo, com Tempo no Centro que agrega numa rede de itinerância cultural os municípios de Sardoal, Castanheira de Pera e Celorico da Beira, sob orientação artística da também parceira, Academia Internacional de Música “Aquiles Delle Vigne”, em Linhares da Beira, aconteceu o II Roteiro Sensorial.
Desta forma na  tarde de sábado, os participantes  viajaram pelo mundo da história da aldeia, ficando a conhecer o património e os acontecimentos que marcaram a história de Linhares da Beira ao longo do tempo.
Numa autêntica noite de verão, no imponente Castelo de Linhares da Beira foi entoado pelo som do piano e pelas mãos da pianista Tracy Tang, que criou um grande momento musical dedicado à obra “Quadros de uma Exposição “do compositor russo, Modest Mússorgsky, e que culminou com o tema “Grande Porta de Kiev”.
Já no domingo de manhã, inserida no programa do II Roteiro Sensorial, aconteceu uma caminhada dedicada ao património cultural, com arranque junto ao Solar do Queijo da Serra da Estrela, levou os participantes a uma parte do troço dos “Caminhos de Santiago” que passa por Celorico da Beira e uma visita à Estação Arqueológica e Necrópole de S. Gens, ao Penedo do Sino, à Calçada Romana e Ponte da Lavandeira.
No final realizou-se um workshop gastronómico onde foi dado a conhecer e a provar a todos os participantes o Bolo Sacadura Cabral.
O II Roteiro Sensorial que se realizou em Linhares e Celorico da Beira terminou com um Workshop de Desenho, com a organização de Philip Cabau e Paulo Bernardino Bastos e um concerto no Castelo de Linhares da Beira com Manuel Araújo (piano) e com os artistas convidados Eliseu Silva e Matilde Bezerra Bastos (piano).
Fotos: Mun. Celorico

Pinhel vai ter em julho “Noites Vivas”

As “Noites Vivas” são a novidade deste verão em que o Município de Pinhel aposta nas atividades de ar livre.
Tem como objetivo  levar os pinhelenses, e aqueles que  os visitam, a usufruir do espaço público e, em particular, dos espaços públicos que têm vindo a ser recuperados e valorizados.
Uma aposta para animar o Verão dos turistas e dos pinhelenses.
7 julho | 𝗧𝗲𝗮𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗕𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 – peça “𝗡𝗼𝘀𝗼𝗰ó𝗺𝗶𝗰𝗼”
Jardim 5 de Outubro
14 julho | 𝗔𝗹𝗳𝗿𝗲𝗱𝗼 𝗟𝗮𝗿𝗮𝗻𝗷𝗶𝗻𝗵𝗮 | música dos anos 60, 70 e 80
Praça Sacadura Cabral
21 julho | 𝗧𝗵𝗲 𝗨𝗻𝗱𝗲𝗿𝗰𝗼𝘃𝗲𝗿𝘀
Parque Urbano
28 julho | 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼𝘀𝘀𝗮𝘅 | clown e saxofone
Jardim 5 de Outubro
(𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 à𝘀 𝟮𝟭.𝟯𝟬𝗵)

Gouveia-“Anfiteatro da Cerca” voltou a ter música

O concerto “Expressões de uma Polifonia Popular Beirã – O instrumento e a partitura, com João Barradas & Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfónica de Gouveia” deu vida ao “Anfiteatro da Cerca”, em Gouveia.
Na primeira parte, foram interpretados os temas “Hymn of Remembrance”, de Keith Jarrett (1945), “EN[I]GMA”, de Yann Robin (1974) – uma composição dedicada a João Barradas e encomendada pela Fundação Calouste Gulbenkian Lisboa, Philharmonie Luxembourg e Casa da Música Porto -, “Las Quatro Estaciones Porteñas”, de Astor Piazzolla (1921-1992) e ainda Otoño Porteño, Invierno Porteño, Verano Porteño, Primavera Porteña, pelo músico João Barradas (acordeão).
Já a segunda parte do concerto contou com “Expressões de uma Polifonia Popular Beirã, de Hélder Abreu e Túlio Augusto, também com João Barradas no acordeão, o Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfónica de Gouveia, os violinos de Cláudio Gama, Alexandra Silva, Inês Nunes; Sónia Torres no violoncelo e Dércio Fernandes no contrabaixo.

Concerto dedicado às Mães em Mangualde

Teve lugar em Mangualde na Igreja do Complexo Paroquial de Mangualde ,um concerto dedicado a todas as mães. Foi uma iniciativa que assinalou o primeiro concerto presencial promovido pelo Município de Mangualde, no ano de 2021. O evento cumpriu com todas as normas de segurança impostas pela DGS.

Este concerto, protagonizado pela Orquestra POEMa e pelo Coro do Conservatório de Música de Viseu, contou com a presença de 150 pessoas na plateia. Estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elísio Oliveira e o Vereador da Cultura, João Lopes.

Foto:MM

 

Orquestra Sem Fronteiras animou Pinhel

O Concelho de Pinhel teve o privilégio da atuação da Orquestra Sem Fronteiras , no sábado, atuou nas igrejas paroquiais de Freixedas e Lameiras e também no Cineteatro São Luís (num concerto que integrou o programa da 18ª Feira do Livro).
Por sua vez no domingo, as atuações prosseguiram nas igrejas paroquiais de Azêvo e Pínzio.
Ao todo, foram cinco concertos que cumpriram o objetivo da descentralização tendo em vista o acesso à cultura em locais onde isso acontece com menor frequência.
O Município de Pinhel regista assim com satisfação a presença de público nas várias atuações que decorreram em Freixedas, Lameiras, Pinhel, Azêvo e Pínzio.

18ª Feira do Livro de Pinhel de 18 a 23 de maio

A 18ª edição da Feira do Livro, a realizar de 18 a 23 de maio, vai ter lugar no Parque Municipal da Trincheira, incluindo um diversificado programa de atividades paralelas que incluem momentos de magia (para público escolar e público em geral), música de diversos géneros, encontros com autores e apresentações de livros.A realização da 18ª Feira do Livro de Pinhel marca o regresso dos eventos à Cidade Falcão e assinala também a “maioridade” desta iniciativa que pretende incentivar o gosto pela leitura e proporcionar o acesso a uma maior oferta de publicações.

A inauguração, a 18 de maio (terça-feira), pelas 21.30h, será acompanhada do saxofonista João Roxo, presença habitual em vários eventos promovidos pela autarquia pinhelense.

No dia seguinte, 19 de maio, às 21.30h, as honras da casa vão ficar a cargo do mágico Marcelo Beutrin, semi-finalista do programa Got Talent Portugal 2020, que será também o anfitrião de várias sessões destinadas ao público escolar que irá visitar a Feira do Livro (dias 19 e 20).

Dia 20 de maio, quinta-feira, às 21.30h, pausa na animação para dar lugar à apresentação da loja de venda on-line de produtos com “Sabor a Pinhel”.
Já na sexta-feira, dia 21 de maio, a Feira do Livro recebe o autor Pedro Seromenho que vai dinamizar um Workshop sobre “O Livro Infantil. Da Ideia à Estante”. Com início às 10.00h esta atividade tem como público-alvo Bibliotecários e Técnicos de Dinamização da Leitura (participação sujeita a inscrição). Neste mesmo dia, às 15.00h, será feita a apresentação do Mapa Digital – Percurso Ilustrado das Ações de Dinamização da Leitura pelas 15 Bibliotecas Municipais da CIM-BSE – Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. À noite, a música regressa ao espaço da Feira com um concerto da banda The Undercovers.

Dia 22 de maio, sábado, às 17.00h, destaque para a apresentação do livro “Da Raia Seca ao Pinhal”, da autoria do médico Álvaro Carvalho, natural de Mata de Lobos, Figueira de Castelo Rodrigo. À noite, o palco é da “Orquestra Sem Fronteiras”, num concerto que integra a iniciativa Maratonas com Orquestra de Bolso.

No domingo, dia 23 de maio, a Feira do Livro vai estar de portas abertas até às 19.00h, com atividades de promoção da Leitura.

Programa:
TERÇA-FEIRA 18
21.30h | Inauguração da 18ª Feira do Livro de Pinhel
João Roxo Sax live act

QUARTA-FEIRA 19
10.30h / 11.30h / 15.00h / 16.00h | Espetáculo de magia para crianças com Marcelo Beutrin
21.30h | Espetáculo de magia com Marcelo Beutrin
(semi-finalista do Got Talent Portugal 2020)

QUINTA-FEIRA 20
10.30h / 11.30h / 15.00h / 16.00h | Espetáculo de magia para crianças com Marcelo Beutrin
21.30h | Apresentação da loja de venda on-line “Sabor a Pinhel”

SEXTA-FEIRA 21
10.00h | Workshop “O Livro Infantil. Da Ideia à Estante” com o autor Pedro Seromenho
Público-alvo: Bibliotecários e Técnicos de dinamização da leitura (inscrição obrigatória)
15.00h | Apresentação do Mapa Digital – Percurso Ilustrado das ações de dinamização da Leitura pelas 15 Bibliotecas Municipais da CIMBSE
21.30h | Concerto com a banda The Undercovers

SÁBADO 22
17.00h | Apresentação do Livro “Da Raia Seca ao Pinhal”, de
Álvaro Carvalho
21.30h | Concerto “Orquestra Sem Fronteiras” –
Maratonas com Orquestra de Bolso

DOMINGO 23
Atividades de promoção da Leitura
19.00h | Encerramento da Feira

Orquesta POEMa com projeto renovado

Recentemente , foi renovado o protocolo do projeto musical Orquestra Estúdio de Mangualde (POEMa), entre a Câmara Municipal de Mangualde, o Conservatório Regional de Música de Viseu “Dr. José de Azeredo Perdigão” (Proviseu) e o Agrupamento de Escolas de Mangualde .

O sucesso deste projeto alavancou a renovação do protocolo, que tem como objetivo a dinamização de um projeto musical, a Orquesta POEMa, que integra os músicos do Conservatório de Música de Viseu, das Bandas Filarmónicas e outras instituições que se dediquem à música no concelho de Mangualde. É composta por duas formações: Orquestra de Câmara (Cordas, Sopros e Percussão) e Orquestra de Sopros (Sopros e Percussão).

O Município de Mangualde fomenta, uma vez mais, a implementação de iniciativas para dinamizar a atividade cultural da região.

A representação e a música em destaque

Um tempo de música e representação

Numa das suas obras publicadas, o compositor e maestro Manuel Ivo Cruz (filho) afirma que a ópera surgiu em Florença no Carnaval de 1598, considerando-se que a primeira obra (no moderno conceito do termo) é “La Dafné”, com texto poético de Ottavio Rinuccini e música de Jacopo Peri. Contudo, este género de misturar a música cantada e a representação, apenas chega a Portugal na primeira metade do século XVIII.

  1. João V iniciou um processo deliberadamente orientado para a renovação da vida musical portuguesa. Em 1717 criou a Escola de Música do Seminário Patriarcal, que seria o mais importante estabelecimento de ensino musical, até ao liberalismo.

António Teixeira (1707-1774) que foi bolseiro em Roma, com fundos da Patriarcal, regressa a Lisboa e inova a linha do teatro cantado, escrevendo óperas populares em língua portuguesa, então levadas à cena no Teatro do Bairro Alto (também apelidado de Casa dos Bonecos). Com a dramaturgia de António José da Silva (o Judeu), juntos escrevem a ‘ópera-joco-séria’ Guerras de Alecrim e Manjerona, em 1737. Por outro lado, Francisco António de Almeida, outro bolseiro, opta pela ópera menos popular, palaciana, com libreto italiano, e escreve La Spinalba, que estreia dois anos mais tarde no Paço da Ribeira.

João de Freitas Branco cataloga a primeira (e outras que se seguiram) na linha das peças com música; e a obra de Francisco António de Almeida como ópera pura, onde tudo acontecia com música: os recitativos e as árias.

No reinado de D. José, a ópera teve igualmente um grande destaque, o mesmo acontece no reinado seguinte, o de sua filha, D. Maria, inaugurando-se o Teatro do Salitre, em Lisboa, corria o ano de 1782. Em 30 de Junho de 1793, inaugura-se o Teatro de São Carlos. Cinco anos mais tarde, abre ao público o Teatro de São João, no Porto, no dia de aniversário do príncipe regente, 13 de Maio.

O principal movimento lírico português oitocentista estava assegurado nestes dois teatros reais. Em 1867 é inaugurado o Teatro da Trindade e por ele passam óperas, operetas, bailado, música concertante e teatro declamado. Estreavam-se várias composições e assim cresce o gosto cultural.

Durante a primeira metade do século XX, “o banhista de bom-tom” apoderava-se das salas e salões e é neles que se reúne, conversa, ouve música, assiste a sessões de cinema mudo, uma vez que o sonoro apenas surge em 1927.

O empresário, dramaturgo e jornalista António de Sousa Bastos (1844-1911) foi “um importante reformador da revista à portuguesa” e “antecipou-se aos grandes produtores nacionais e internacionais” do espectáculo, afirma a autora da sua biografia, Paula Gomes Magalhães. A investigadora, na nota de abertura do livro, sublinha que o biografado é “um dos nomes que maior participação e influência tiveram na dinâmica teatral”, especialmente nos últimos 25 anos do século XIX, realçando o seu contributo como autor do “Dicionário do Teatro Português”, “Carteira do Artista” e “Recordações do Teatro”, que são hoje obras essenciais para o conhecimento do território teatral nacional.

Na opinião da investigadora, Sousa Bastos “foi inigualável no seu tempo, consolidando a revista como género de eleição e tornando apetecíveis operetas, ‘vaudevilles’ e peças fantásticas”. Foi “precursor das bem oleadas máquinas teatrais que dominariam os palcos lisboetas” e “antecipou-se aos grandes produtores nacionais e estrangeiros, que deixariam marcas como Luís Galhardo, Lino Ferreira, Paul Derval, Jacques Charles, Charles Cochran e Florenz Ziegfeld”.

Sousa Bastos era “avesso à contratação de estrelas”, sendo antes ele que “elevava os seus artistas à mais alta condição dos palcos nacionais”, casos da espanhola Pepa Ruiz ou Palmira Bastos, com quem se casou. Referindo-se à mesma biografia, Paula Gomes Magalhães afirma que a investigação se centrou nos periódicos da época, nos quais é possível identificar e quase experienciar a ambiência de tempos passados.

Em meados do século XIX, Paris faz surgir um novo tipo de estabelecimento de diversão nocturno: o cabaret. Elegante, urbano e propício à sociabilidade artística, onde a boémia (estilo muito próprio de vida, claramente não convencional para a época, mas alegre e despreocupado), marcava lugar de destaque. O “Chat Noir” – uma desses retiros, reconhecido como o primeiro cabaret moderno e que se situava em Boulevard Rochechouart, n.º 84 em Montmartre, bairro da cidade de Paris. Este espaço era da propriedade do empresário Rodolphe Salis e foi inaugurado em 18 de Novembro de 1881.

Segundo a historiadora Cecília Vaz, Montmartre vai ampliando o raio de actuação de Hydropathes, clube literário parisiense, fundado pelo jornalista e poeta Émile Goudeau (1849-1906), e que existiu com maior protagonismo entre os anos de 1878 e 1880. Poder-se-á afirmar como um espaço fértil para as correntes artísticas modernistas e de vanguarda.

Para Concetta Condemi, o café-concerto depende quer da regulamentação do preço das bebidas, quer da censura (as canções são submetidas a aprovação), quer ainda da regulamentação dos teatros (trata-se de um espectáculo). O álcool e a possível  bebedeira, a canção e a eventual contestação, a presença de mulheres atraentes nos limites da prostituição só podiam atrair os olhares dos polícias.

 

António Jorge Lé

Jornalista e historiador

 

RecilARTE é o novo projeto da ASTA

O novo projeto da ASTA dá pelo nome de recilARTE e vai juntar o Teatro, a Música, as Artes Plásticas e Lixo para criar arte, combater o insucesso escolar e educar para a reciclagem, reutilização e reaproveitamento de resíduos.

 O recilARTE é um projeto no âmbito do Programa Parcerias Para o Impacto desenvolvido pela Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, é uma iniciativa de inovação e empreendedorismo social direcionada para a resolução de dois problemas sociais, a ausência de motivação e valorização da escola por parte dos adolescentes e a falta de uma cidadania ativa para a consciência social, em particular nas questões ligadas ao meio ambiente. O reciclARTE será desenvolvido alunos das escolas dos municípios da Covilhã (Agrupamento de Escolas do Teixoso), Fornos de Algodres (Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres) e Gouveia (Instituto de Gouveia).

Como forma de encontrar soluções para estes problemas sociais, o projeto reciclARTE prevê o desenvolvimento de um espaço dedicado à criação artística e ao desenvolvimento do potencial criativo, onde os jovens são convidados a usar as artes (o teatro, a música e as artes plásticas) como meio para desenvolver o seu interesse pela escola e uma maior consciência social sobre os problemas que os rodeiam, nomeadamente o problema da degradação do meio ambiente.  As ações previstas no projeto estimulam os jovens adolescentes que mais sofrem as consequências destes problemas sociais, para serem os principais agentes de mudança, tornando-os elementos ativos num processo de alteração de atitudes e de consciência social.

A equipa artística afeta ao projeto trabalhará diretamente com os na dinamização de um programa de fruição cultural e expressão artística. Começando com a realização de pequenas experiências de iniciação às artes, representando um complemento à oferta curricular das escolas.

O reciclARTE concretiza-se na conceção e desenvolvimento de vários resultados artísticos no âmbito das Artes Plásticas, Teatro e Música ao longo de dois anos. Com a temática do projeto sempre presente, são criados três espetáculos de teatro, três grupos de música que utilizam o lixo como instrumentos, 15 quadros, de grandes dimensões, utilizando resíduos e três vídeos documentais, um por área artística.

Promovido pela ASTA, o projeto tem como investidores sociais os municípios da Covilhã, Fornos de Algodres e Gouveia e a empresa INCIPIT – produção de conteúdos, lda como investidor privado. São ainda parceiros do projeto a Resiestrela – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., o Cine Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, a Câmara Municipal de Seia, o Agrupamento de Escolas do Teixoso, o Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres, o Instituto de Gouveia – Escola Profissional, projeto EcoCidadania do Grupo Aprender em Festa, e a Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Foto:DR