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Operação Floresta Segura- Balanço provisório

A Guarda Nacional Republicana (GNR) iniciou, no dia 1 de fevereiro, a Operação Floresta Segura que decorre, até 30 de novembro, com o objetivo de executar ações de sensibilização, de fiscalização, de vigilância e deteção de incêndios rurais, de investigação de causas dos crimes de incêndio florestal e validação das áreas ardidas, de forma a prevenir, detetar, combater os incêndios rurais e reprimir atividades ilícitas, procurando garantir a segurança das populações e a preservação do património florestal.

No âmbito da sensibilização a Guarda Nacional Republicana, até ao dia 3 de março, realizou 715 ações de sensibilização, tendo alcançado 14 471 pessoas, com o objetivo de evitar comportamentos de risco, a adoção de medidas de autoproteção e uso correto do fogo, por parte das comunidades. Foram efetuadas 2 859 sinalizações nas freguesias prioritárias, sendo aquelas que apresentam potencial risco de incêndio rural, registadas 206 ocorrências de incêndio e 22 contraordenações (14 por queimas e oito por queimadas).

Foram registados até ao momento 93 crimes, tendo sido efetuadas três detenções e identificados 13 suspeitos.

Nesta fase, os militares encontram-se no terreno a percorrer as faixas de gestão de combustível das freguesias prioritárias, com o objetivo de se proceder à sinalização e georreferenciação dos terrenos rurais que pela sua localização apresentem potencial risco de incêndio, promovendo em simultâneo, ações de informação e sensibilização junto dos proprietários, para que realizem voluntariamente a limpeza dos terrenos até 30 de abril de 2024, evitando que, após o dia 1 de maio de 2024, possam encontrar-se em incumprimento.

Esta fase da operação tem como objetivo principal a prevenção com ações de sensibilização dirigidas aos cidadãos e entidades, com vista à alteração de comportamentos e à adoção das melhores práticas de segurança individual e coletiva. O esforço principal está a ser desenvolvido para despertar consciências para a importância da adoção de medidas de autoproteção e para a redução do risco de ocorrência de incêndios.

A Operação Floresta Segura da GNR contribui decisivamente para uma redução significativa do número de ocorrências graves e dos impactos negativos que podem causar na sociedade. A proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades estratégicas para a GNR, sustentada numa atuação preventiva e num reforço de patrulhamento nas áreas florestais.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e a conservação da natureza. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

 

GNR-Balanço Operação Floresta Segura

A GNR desenvolveu a Operação Floresta Segura, através da execução de ações de sensibilização, de fiscalização, de vigilância e deteção de incêndios rurais, de investigação de causas dos crimes de incêndio florestal e validação das áreas ardidas, de forma a prevenir, detetar, combater os incêndios rurais e reprimir atividades ilícitas, procurando garantir a segurança das populações e a preservação do património florestal.

No âmbito da sensibilização a Guarda realizou 7 093 ações de sensibilização, tendo alcançado 116 526 pessoas com o objetivo de evitar comportamentos de risco, a adoção de medidas de autoproteção e uso correto do fogo, por parte das comunidades.

Quanto à fiscalização, foram registadas 3 292 contraordenações, destacando-se 2577 por limpeza de terrenos 475 por queimas e fogueiras, 119 por utilização indevida de maquinaria e equipamento, 83 por queimadas, sendo ainda de realçar a sinalização de 14 319 locais com ausência de gestão de combustível que deram origem a 7 901 cumprimentos voluntários quanto à limpeza de terrenos, que tinham sido previamente sinalizados.

Para a vigilância e deteção, a Guarda dispõe de 158 câmaras que cobrem atualmente uma área estimada de 6.300.000 hectares do território de Portugal Continental, guarneceu 230 Postos de Vigia e realizou 45 782 ações de patrulhamento , coordenados e apoiados por meios aéreos com meios tripulados e não tripulados, que permitiriam a deteção precoce e a identificação precisa das ignições, garantindo um célere despacho de meios de supressão e apoio à investigação. Existe ao dispor, a Plataforma eletrónica “DIVDIR” na qual são monitorizados todos os alertas detetados, sendo de realçar 1616 alertas emanados pela vigilância fixa, 601 por intermédio de vigilância móvel, 40 por via de vigilância aérea e 6174 decorrentes de populares.

No que respeita à investigação, foram registados 4 332 crimes de incêndio florestal, tendo sido efetuadas 63 detenções e identificados 970 suspeitos. Foram investigadas 6908 ocorrências de incêndio, apurando-se quanto aos causas que: 32% das correspondem ao uso do fogo, 21% ao incendiarismo, 10% derivam de causas acidentais, 3% resultam de reacendimentos, 1% de causas estruturais e 1% devem-se a causas naturais.

A Operação Floresta Segura da GNR contribuiu decisivamente para uma redução significativa do número de ocorrências graves e dos impactos negativos que as mesmas podem causar na sociedade, tendo-se registado em 2023 o menor número de ocorrências de incêndio da última década.

A proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades estratégicas para a GNR, sustentada numa atuação preventiva e num reforço de patrulhamento nas áreas florestais.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e a conservação da natureza. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.