Templates by BIGtheme NET
Início » Tag Archives: orçamento

Tag Archives: orçamento

Município de Gouveia com Orçamento de 22,2 Milhões de Euros para 2022

A Câmara Municipal de Gouveia aprovou um orçamento de 22.239.420 euros para o ano de 2022, mais de 1,5 milhões superior face ao ano anterior. Trata-se de um orçamento que prevê o arranque de projetos importantes para o concelho de Gouveia, mas também de preparação do novo quadro comunitário (Portugal 2030) e do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

A proposta de orçamento e grandes opções do plano da Câmara Municipal de Gouveia para o ano de 2022 foi aprovado pela Câmara Municipal, por maioria, com os votos contra dos três vereadores eleitos pelo PS. Na reunião da Assembleia Municipal o orçamento de 2022 foi também aprovado por maioria, com vinte e três (23) votos a favor, por parte da bancada parlamentar do PPD/PSD e doze (12) votos contra, por parte da bancada parlamentar do PS.

Neste ano que se inicia, a autarquia de Gouveia pretende “executar os projetos que já estão em desenvolvimento, bem como preparar outros para concretizar em termos do Quadro Comunitário”.

É também propósito do executivo “continuar a dar prioridade às funções sociais, com a preocupação da valorização salarial dos trabalhadores do município através da opção gestionária”.

Na área da habitação pretende iniciar-se a execução do 1.º Direito, de acordo com o protocolo celebrado com o IHRU (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana).

O apoio ao associativismo manter-se-á prioritário, prevendo-se um investimento direto de 220 mil euros nas atividades promovidas pelas associações e coletividades do concelho.
Os apoios ao nível da manutenção das Equipas de Intervenção Permanente e às Corporações de Bombeiros ao nível da intervenção dos seus edifícios, estão igualmente sinalizados em orçamento.

Destaque ainda para a intervenção e requalificação do Parque Ecológico de Gouveia, bem como da Requalificação da Estrada do Curral do Negro e do Bairro de Santo António, na freguesia de Nespereira.

Na área da cultura o município pretende “dar persecução às diferentes redes em que está inserido”. Ainda na área da cultura, é intenção da autarquia avançar com a intervenção na Villa Josephine, em Melo, bem como lançar o procedimento destinado à elaboração do projeto para a Requalificação do Museu Abel Manta, que contemplará uma ampliação do espaço.

Ainda nesta área, “é propósito avançar também com a “Casa do Território”, que diz respeito a uma intervenção a realizar na antiga Fábrica de Balões e que já está reservada alguma verba em termos de apoio comunitário, querendo avançar para o projeto neste resto de Quadro Comunitário”.
Realce ainda para a requalificação do Teatro Cine de Gouveia através de um plano de intervenção.

No desporto, uma das grandes ações será complementar a intervenção realizada anteriormente nas Piscinas Municipais Descobertas, agora, com a intervenção no exterior destas piscinas. Outro dos principais investimentos do setor do desporto é a requalificação do Estádio Municipal do Farvão e a estruturação da intervenção no Pavilhão Gimnodesportivo.

O apoio aos pastores, aos produtores de queijo e de vinho irão manter-se, continuando o município a apostar na valorização dos produtos endógenos e na promoção turística, através de iniciativas promocionais e de ações transversais de atração em conjugação com as feiras e os eventos.

Município de Trancoso vai ter orçamento de 16,5 milhões de euros

twitter sharing button
Para este ano de 2022, a Câmara Municipal de Trancoso vai ter  um orçamento no valor de 16,5 milhões de euros, que regista uma subida em relação ao de 2021 e é considerado “de rigor” pelo seu presidente e foi aprovado por maioria pelo executivo presidido pelo socialista Amílcar Salvador e pela Assembleia Municipal.

“É, de facto, um orçamento, acima de tudo de rigor e também de cautela, que permite a Trancoso continuar a afirmar-se como um concelho de referência”, disse à agência Lusa o presidente da autarquia.

Segundo Amílcar Salvador , o orçamento camarário para 2022 é também “de esperança e de grandes oportunidades” para o concelho, pelas obras que o município prevê concluir e iniciar.

O documento “foi elaborado com rigor, com cautela, procurando controlar o endividamento” e a consolidação das contas municipais, disse.

O autarca explicou que o aumento no valor do orçamento face ao ano anterior, que foi de 15,2 milhões de euros, prende-se com um esperado incremento do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) e com algumas receitas que o município prevê arrecadar após ter isentado algumas taxas, em 2021, devido à pandemia.

No orçamento para este ano a autarquia de Trancoso continua a ter “uma preocupação social grande”, mantendo as taxas mínimas do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), uma redução na participação variável do IRS de 2,5% e apoio ao arrendamento para famílias mais carenciadas.

A autarquia liderada pelo socialista Amílcar Salvador tenciona concluir arruamentos no Bairro de Santa Luzia, o loteamento da Senhora da Festa, arruamentos em Vila Franca das Naves, a empreitada de requalificação do antigo edifício da GNR para Incubadora de Empresas, o projeto de requalificação do castelo de Trancoso e as obras de requalificação da Igreja de Santa Marinha, largo envolvente, do Centro Interpretativo da Necrópole e de criação do Centro de Interpretação de Moreira de Rei.

Está também contemplada a obra de requalificação do edifício dos Paços do Concelho, a conclusão do projeto que permitirá a requalificação do edifício do Palácio Ducal, destinado a Museu da Cidade, e a execução da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Franca das Naves, entre outros investimentos.

Segundo o autarca, a requalificação do edifício dos Paços do Concelho, que representa um investimento que rondará um milhão de euros, é considerada “uma obra importante para Trancoso”.

A autarquia destina igualmente verbas para intervenções a realizar nas zonas industriais de Vila Franca das Naves e de Reboleiro.

O município irá, ainda, apostar na remodelação do parque escolar (Escola Secundária e escolas EB 2 e 3 de Trancoso e EB 2 e 3 de Vila Franca das Naves).

Fonte:Lusa

Município de Celorico da Beira vai ter orçamento de 12 milhões de euros

Assim o executivo municipal de Celorico da Beira vai ter para este ano um orçamento no valor de 12 milhões de euros, que inclui verbas para novas obras e para a conclusão de investimentos “que estão em andamento”, foi aprovado por maioria pelo executivo municipal de Celorico da Beira presidido por Carlos Ascensão e pela Assembleia Municipal.

Segundo o presidente da autarquia, Carlos Ascensão, referiu , que no orçamento para 2022 “há uma certa continuidade” em relação ao plano de investimentos traçado para o ano anterior, que foi no valor de 13,9 milhões de euros. A redução no valor do orçamento é justificada “com a continuidade de obras que estão em andamento” e que este ano o executivo prevê concluir.

As prioridades [do orçamento para 2022] refletem alguma continuidade daquilo que foram obras iniciadas já no ano anterior e nós tínhamos a expectativa de as concluir até antes das próprias eleições autárquicas, mas também sabemos que tem havido atrasos significativos em termos das obras, pela falta de matérias-primas, pela falta de recursos humanos, e, como tal, temos em andamento obras de algum volume”, referiu Carlos Ascensão à agência Lusa.

Na área da educação, a autarquia tem em curso as obras de requalificação da Escola EB 2/3 Sacadura Cabral, com um investimento global previsto de 1,8 milhões de euros, que devem ficar concluídas a “meio do ano”, e no edifício da creche de Santa Luzia. O município também prevê concluir este ano a recuperação das denominadas Casas do Castelo (para funcionarem como espaço museológico e centro interpretativo), a reabilitação das Piscinas Municipais e a construção do canil municipal (que está a ser edificado numa parceria com o vizinho município de Gouveia).

Segundo o autarca social-democrata, o orçamento municipal de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, também contempla investimentos a candidatar ao quadro comunitário 2030 e ao Plano de Recuperação e Resiliência.

O município adquiriu um terreno com cerca de 10 hectares no centro da vila, situado entre o eixo principal rodoviário e a variante, onde pretende criar um Parque Urbano e uma mini quinta pedagógica (um espaço ligado à tradição agrícola e às principais atividades rurais do concelho).“É um projeto que nos parece bastante interessante e que nós queremos levar a cabo”, assegurou o responsável.

Carlos Ascensão disse à Lusa que o executivo que lidera também tenciona criar uma Praça do Município, junto do edifício dos Paços do Concelho, que incluirá um espaço de lazer e um parque de estacionamento subterrâneo.

A autarquia prevê ainda intervir na área da antiga escola profissional para criar um espaço multifuncional (para formação, educação e cultura), que seja complementar ao Mercado Municipal, e também criar praias fluviais no rio Mondego.

No orçamento, o município de Celorico da Beira destina verbas para apoio ao setor social, ao comércio local e às famílias mais carenciadas, para medidas destinadas a mitigar os efeitos da pandemia, tal como aconteceu nos dois anos anteriores.

CIM Viseu Dão Lafões com orçamento de aproximadamente 20 M€ para o ano de 2022

Foi aprovado o documento estratégico,  por unanimidade em sede de Conselho Intermunicipal, e que será submetido a aprovação da Assembleia Intermunicipal, conta com um orçamento de aproximadamente 20 M€.

A área da Mobilidade e dos Transportes continuará a assumir, em 2022, um grande destaque nas contas desta Entidade Intermunicipal, estando projetado o alargamento projeto piloto de transporte flexível “Ir Vir” a todo o território, assim como o lançamento do concurso publico internacional para a concessão do serviço publico de transporte de passageiros.

O Orçamento para o ano de 2022, prevê, ainda, um investimento superior a 2 M€ para a concretização de Sistema de Informação Cadastral Simplificado em todos os municípios do território, sendo esperada a ativação de 18 balcões de atendimento itinerante, nos 14 municípios que constituem a CIM Viseu Dão Lafões.

No domínio do Turismo e da Cultura, a CIM Viseu Dão Lafões, pretende continuar a desenvolver o plano de ação no âmbito dos produtos turísticos integrados de base intermunicipal, assim como levar a todo o território a programação cultural em rede, um conjunto de espetáculos e criações culturais, que percorrerão os 14 municípios.

A Ecopista do Vouga merece, igualmente, destaque neste orçamento, estando prevista a continuação da intervenção nesta infraestrutura que alavancará o produto compósito de turismo natureza desenvolvido ao longo dos últimos anos no nosso território.

A Proteção Civil Intermunicipal e da Defesa da Floresta, manter-se-á enquanto área estratégica para a CIM, assim, as brigadas de sapadores florestais darão continuidade aos trabalhos de silvicultura preventiva e manutenção da rede primária a que se associa, também, o trabalho de planeamento estratégico do Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal, assim como a conclusão da instalação do sistema de videovigilância florestal.

Segundo o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Fernando Ruas,  “Durante o ano de 2022,  a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões continuará a desenvolver um conjunto de iniciativas e de projetos em vários domínios de intervenção, como é o caso da educação e da qualificação, do turismo e da cultura, da coesão social, do emprego e do empreendedorismo, da proteção civil intermunicipal e da defesa da floresta, da mobilidade e dos transportes, entre outras”.

Referiu, ainda, o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, que “O ano de 2022 ficará também marcado pela negociação do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial, no âmbito do novo quadro financeiro plurianual. Importa, assim, neste novo ciclo de programação comunitária, sermos capazes de em conjunto, com os principais atores da nossa região, promover instrumentos de desenvolvimento e coesão territorial focados na competitividade, na criatividade e na sustentabilidade“.

Como prevenir e reagir ao sobre-endividamento

Se há algo que o ano de 2020 nos ensinou é que devemos estar preparados para todo o tipo de imprevistos. E esta é uma lição especialmente importante no que respeita a questões financeiras, já que uma gestão cuidada do dinheiro disponível não só é responsável, como é também uma forma de conseguir concretizar objetivos, tranquilizar e, sobretudo, evitar sobressaltos.
Esta gestão financeira torna-se ainda mais importante nos dias de hoje, sobretudo com a aproximação do fim das moratórias, que está previsto acontecer, no caso dos créditos pessoais, até 30 de junho deste ano. O retomar das nossas habituais despesas com crédito pode representar um embate significativo no orçamento familiar e, em alguns casos, ao maior risco de endividamento. Nesse sentido, e para o/a ajudar nessa missão, o UNIBANCO apresenta-lhe algumas dicas para gerir o seu orçamento e prevenir uma situação de sobre-endividamento:
1. Comece por “fazer contas à vida”.
Independentemente da situação laboral em que se encontra, o primeiro passo quando o tema são finanças pessoais é fazer contas aos rendimentos, sejam eles: rendimentos do agregado familiar, rendas, subsídios ou prémios, mas também às poupanças, ações e dividendos. Todos estes valores podem ser colocados num documento que seja de fácil acesso e atualizado frequentemente.
2. Faça a gestão das suas despesas com a tática do 10-30.
Depois dos rendimentos, o passo seguinte é identificar as despesas e geri-las de forma responsável (poderá, por exemplo, listar as despesas do seu crédito pessoal através da respetiva app). O principal segredo para este ponto passa por controlar regularmente as dívidas e pagamentos fixos, e para isto há dois valores a ter como referência: por um lado, coloque de parte, no início de cada mês, um mínimo de 10% dos seus rendimentos, de forma a conseguir ter sempre uma margem de poupança; por outro lado, importa controlar também as dívidas, nomeadamente as despesas com cartões de crédito, prestações, entre outras, para garantir que estas não ultrapassem um máximo de 30% do seu rendimento. Para este último ponto, poderá ser oportuno, por exemplo, rever os contratos de serviços que tem subscritos, como eletricidade, televisão, etc., por forma a adaptá-los às suas reais necessidades e reduzir assim as suas despesas fixas.
3. Elabore uma “lista de espera” para outros gastos.
Já todos os compromissos ou desejos que não sejam essenciais (como remodelações na casa, um novo eletrodoméstico, etc.) devem entrar numa “lista de espera”. Essa lista só será satisfeita quando houver margem de manobra suficiente no orçamento, ou seja, após o pagamento das despesas e de colocar de parte o valor atribuído destinado à poupança. Quando isso acontecer, defina, primeiramente, um montante como meta a alcançar, para facilitar o processo de poupança. Depois, basta adotar um conjunto de medidas para conseguir alcançar esse objetivo (como, por exemplo, rentabilizar a comida de sobra para novas refeições, ou fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado).
4. Antecipe-se a situações de maior dificuldade.
Caso as contas comecem a acumular e se tornar difícil controlar o orçamento e pagar as despesas do dia a dia, a melhor estratégia é ter uma atitude preventiva. Por um lado, e se a dificuldade em poupar está no pagamento das prestações de diferentes créditos, considere aderir ao crédito consolidado, que lhe permite juntar todos os outros créditos num só, de forma a ter uma única mensalidade e mais reduzida. Por outro lado, e se lhe for possível antecipar a dificuldade de pagamento dos compromissos financeiros, deve alertar a instituição financeira responsável. Para estas situações existe uma rede de apoio ao cliente, onde é possível obter informação, aconselhamento e acompanhamento para situações relacionadas com o risco de sobre-endividamento.
Seja para o fim das moratórias que se aproxima ou para outro qualquer período do ano, importa manter uma gestão responsável do orçamento familiar e das suas soluções de crédito, quer para prevenir o risco de endividamento, quer para conseguir poupar dinheiro que lhe permita concretizar as suas metas financeiras há muito desejadas da forma mais consciente.

Por:UNIBANCO

foto:DR

PSD de Fornos de Algodres reage em comunicado ao voto contra ao Orçamento Municipal

Após ter sido aprovado o Orçamento Municipal em Fornos de Algodres , o PSD de Fornos de Algodres vem apresentar as razões ,em comunicado pelo qual a vereadora do partido na Câmara, votou contra o respetivo orçamento de 2021.

Assim referem: “Chegámos ao último ano de mandato e quando voltamos a discutir o orçamento, o Partido Socialista continua a cometer erros. Ainda que o ano de 2021, infelizmente, esteja repleto de incógnitas, tendo em conta toda a situação particular que vivemos com esta pandemia da COVID-19, a poupança realizada com a não realização de eventos culturais como: a Feira do Queijo, as Festas da Vila, o Festival Biodiversity ou o TorneioYouthCup, nunca esquecendo também a moratória do empréstimo que foi aprovada, que poupou cerca de 1 Milhão de Euros ao Município, deveria traduzir-se numa oportunidade de alocar essa habitual despesa para outros investimentos!

Como o aumento do apoio às juntas de freguesias e instituições sem fins lucrativos, pois são estas que mais sentem as carências dos seus munícipes, as suas necessidades e angústias, estando preparadas para na hora e momento certo resolver os problemas e para isso, necessitam de uma almofada financeira mais justa.

Por outro lado, não foi atribuído prioridade a dois dos setores onde o investimento é mais sustentável: o turismo e a agricultura. Para o PSD é importante uma aposta nos jovens agricultores, uma aposta na modernização deste se torno nosso concelho.

Aliada a uma aposta no turismo, através do nosso produto, bastante famoso, o Queijo Serra da Estrela. Para além do mais, com uma folga orçamental, abre-se uma oportunidade para ajudar todas as famílias, com uma redução dos impostos municipais ou com um aumento da verba para o programa de ação social. Em suma, mais uma vez não é visível um esforço para o incentivo à economia, ao turismo à indústria ou à fixação de pessoas e famílias. Por todas estas situações, o PSD apresenta-se contra o Orçamento que o Partido Socialista propôs para o ano de 2021. “Fornos merece mais”..”

Município de Fornos de Algodres vai ter orçamento global de 9 milhões de euros

Diminuição do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), para 0,43%

Teve lugar na tarde desta quarta-feira, em regime misto (videoconferência e presencial), a Reunião de Câmara Extraordinário onde foram debatidos e votados os documentos previsionais para 2021 (orçamento e grandes opções do plano). Da votação resultou uma aprovação por maioria, com votos a favor do PS e um voto contra da Senhora Vereadora do PSD. A Senhora Vereadora Rita Silva, devidamente convocada, faltou à reunião com justificação.

A proposta apresentada pelo Senhor Presidente da Câmara é de um orçamento global de 8.796.892€, sendo 1.161.514€ relativo ao pagamento de divida. Foram igualmente apresentados vários investimentos previstos que se concretizem em 2021 no Concelho de Fornos de Algodres, nomeadamente:

  • Requalificação do Mercado Municipal de Fornos de Algodres – 1.089.596 €;
  • Construção da Área de Acolhimento Empresarial de Juncais – 794.998 €;
  • Requalificação da Rua Dr. Fernando Menano com ligação ao Centro Escolar de Fornos de Algodres – 243.304 €;
  • Requalificação da Escola de Figueiró da Granja – 282.770 € (esta empreitada já se encontra em execução, estando previsto o seu término em meados de 2021).

Todos os investimentos citados pelo Presidente da Câmara já se encontram em fase de concurso, pelo que, no primeiro trimestre de 2021 deverão arrancar as obras.

Outro aspeto importante deste orçamento está focado nas famílias, com a diminuição do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), para 0,43%, diminuindo gradualmente nos próximos anos. Após várias tentativas para a diminuição de impostos, só após revisão do PAM, que ocorreu este ano, foi possível obter parecer positivo do Fundo de Apoio Municipal. O Presidente da Autarquia fornense,afirmou que “era nosso objetivo alcançar uma diminuição mais acentuada e em diferentes impostos. No entanto, considerando a pesada divida herdada que condicionou o parecer do Fundo de Apoio Municipal e a atividade diária do Executivo, foi possível alcançar a diminuição no IMI para 0,43%”.

Com a aceitação da descentralização de Educação, outro dos aspetos vertidos no orçamento para 2021 é a ajuda à economia local. A confeção de refeições escolares para todo o Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres passou a ser, em 2020, da responsabilidade da Câmara Municipal, apresentando o orçamento um forte investimento na aquisição de bens aos operadores económicos locais. É objetivo do Executivo Municipal reduzir o número de intermediários na cadeia de distribuição, escoar os produtos locais, bem como garantir uma proximidade geográfica contribuindo para a redução das emissões de CO2.

O orçamento para 2021, à semelhança dos anteriores, está assente em eixos estratégicos de desenvolvimento e contem uma componente extremamente importante para o equilíbrio das diferentes bases: a cooperação institucional. Este orçamento irá permitir, uma vez mais, prosseguir o caminho da cooperação institucional, por exemplo, com as Juntas de Freguesia, as Associações Locais, os Produtores Locais, o Instituto Politécnico da Guarda, o CERVAS, o GEOPARK, a CIMBSE, a AMCB, a ADIRAM, com o Órgão de Gestão do Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres e, essencialmente, com as pessoas do nosso Concelho.

“Este é um orçamento focado nas pessoas, mantendo o rigor e responsabilidade que sempre tivemos.”, sublinha, o Presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Manuel Fonseca

 

.

Orçamento complicado, mas com uma gestão rigorosa

Conversa com Manuel Fonseca

Com a quadra natalícia a chegar e 2020 à porta fomos fazer um balanço da gestão de Manuel Fonseca e sua equipa e fazer uma antevisão do próximo ano, com incidência sobre o novo orçamento de cerca de 7 milhões de euros.

Magazine Serrano- O Orçamento Municipal 2020 está feito , com algumas novidades?

Manuel Fonseca- Aqui em Fornos de Algodres, foi feito um orçamento que requer alguma imaginação, ao olharmos para este orçamento existem dois encargos fixos que pesam muito: um deles é o encargo da dívida , onde num orçamento de 6 milhões e 910 mil euros, esta Câmara vai pagar, 1milhão 143,312 mil euros só da dívida, depois se somarmos os encargos com pessoal que são 2 milhões 189 mil euros, temos aqui um valor que é quase metade do orçamento municipal.

Logo, temos de fazer uma ginástica muito grande no sentido de fazermos coisas em 2020 com o orçamento que dispomos.

Sabemos até onde podemos ir, pretendemos fazer não só a melhoria da qualidade de vida da população, mas também, fazer algumas obras que podiam estar em andamento, não fosse a lentidão deste quadro comunitário de apoio 2020, assim umas serão iniciadas e outras concluídas já no próximo ano.

Caso do Mercado Municipal, uma obra que neste momento foi objeto de candidatura, estamos à espera da decisão da CCDR, é um valor que está identificado através do pacto da CIM, esperamos lançar a obra , depois temos a Escola de Figueiró da Granja, é uma obra aprovada e a nível de concurso público vai ser entregue e em breve possa ter início.

Depois temos uma candidatura para a Zona Industrial de Juncais, a vertente industrial é importante, mas existem vários constrangimentos, é necessário dotar aquela área de infraestruturas, para quem quiser investir aqui, as pessoas vir, investir e criar riqueza.

Prevemos fazer loteamento do lado direito e esquerdo da estrada , uma vez que, não há dinheiro suficiente para lotear tudo, tudo está encaminhado para em 2020 tudo possa avançar.

Como está a obra que existe nessa Zona Industrial?

Creio que houve julgamento, estamos à espera do despacho do juiz, agora prevejo que em 2020 possa ser resolvida, em relação ao lote existente, aquando fizemos o loteamento, aquele mantém-se, agora dependendo da decisão do tribunal este lote pode vir a ser negociado.

Vamos criar ali vários lotes para que os empresários que queiram vir para Fornos, possam aqui investir. Este é o projeto que nós temos, com o apoio da CCDR, dado que a  Câmara sozinha não tinhamos dinheiro para fazer esta obra.

As coisas estão encaminhadas no sentido de se iniciar em 2020, o loteamento.

Depois temos, o Jardim nas Quintas da Vila que será concluído em breve, nas Piscinas Municipais apresentamos uma candidatura na área da insuficiência energética, não são muitos os investimentos, mas quanto a nós , são as mais prioritárias.

Este é um orçamento muito complicado, que inicia logo o ano, com a dívida que em janeiro será de 27 milhões e 36 mil euros, ainda não falamos dos passivos contingentes ,que ainda se encontram em Tribunal, arranca o ano logo com uma situação complicada, mas é isso que pretendemos fazer.

Na área dos esgotos, vamos resolver o problema da Etar do Ramirão, que podia pôr em causa a saúde pública, a situação do canil que está praticamente pronto, outra das situações é a limpeza de todas as fossas do concelho, coisa que nunca tinha sido feita, limpeza de todos reservatórios de água do concelho, relativamente à área ambiental, tem grande relevância no que vamos fazer no próximo ano.

Depois outros trabalhos vão ser feitos, na agricultura, a Feira do Queijo como grande evento deste concelho, extensões de rede para algumas explorações agrícolas.

Vamos continuar a  apoiar as instituições quer no desporto e cultura, assim como as diversas candidaturas que são feitas pelas várias IPSS e associações.

Apostar na venda de produtos através da plataforma que está a correr bem , ainda recentemente um Presidente de Câmara me contactou para saber como poderia fazer para arrancar com algo parecido.

As novas tecnologias são uma boa forma de pessoas em Lisboa, Porto e outros lugares através de um click, podem encomendar estes produtos, é bom para os produtores escoam o produto e angariam valores. Pode ser uma janela de oportunidade para os novos produtores que estão a plantar novas culturas.

 

As taxas vão continuar maximizadas?

Sabemos que aumentar as receitas do Município não é fácil, as taxas continuam maximizadas, agora temos de fazer as coisas mediante o dinheiro que dispomos.

Até aqui fomos obrigados a ter as taxas maximizadas, agora 2020, uma vez que no acordo do FAM, existe agora a possibilidade de reabrirmos este dossier para a exemplo de outros municípios, permitir que, as taxas possam baixar, face à gestão rigorosa que temos feito.

Vamos tentar que a taxa de IMI baixe um pouco para os habitantes de Fornos de Algodres.

                                    Precários integrados no ano de 2020

No novo ano, vão ser integrados 23 precários, nos quadros da Câmara Municipal, neste momento, somos o que tem menor rácio entre funcionários e habitantes, no fim do ano, vão sair e em algumas áreas não temos Técnicos para essa especialidade. Vai ser mais um esforço que vamos fazer , era para ser mais cedo essa integração mas houve algumas contingências, mas já em janeiro tudo possa estar  pronto, e vêm colmatar algumas necessidades que existem, quer na parte externa e interna.

 

Recentemente saiu o Anuário Financeiro, Fornos continua na cauda, mas já pagou muita dívida, mas ao perder gente, o valor per capita aumenta, agora a dívida passou de 32 para 27 milhões nestes anos?

 Uma coisa temos de dizer, desde que viemos para a Câmara não aumentamos mais a dívida, dado que existe a que foi feita anteriormente. Agora além dessa dívida, ainda havia uma série de contenciosos que estamos a resolver, uns através de negociação, outros através dos tribunais que vieram a receber pelos trabalhos executados.

Agora estamos a fazer uma gestão rigorosa, só que a dívida está lá e tem que se pagar, mas não se paga de um dia para o outro.

Em 2016, fizemos a renegociação da dívida com o FAM, permitindo aumentar o prazo dessa dívida, com os encargos mensais serem elevados, agora a dívida está perfeitamente controlada, nesta casa só se faz algo havendo dinheiro, com poucos recursos que temos o objetivo é continuar a  satisfazer as necessidades da população, para a melhoria da qualidade de vida.

Pagamos a fornecedores a curto prazo, quando adquirimos algo, o valor está já no orçamento.

Agora a gestão é rigorosa para que o futuro dos fornenses seja o melhor possível.

 

O que espera do novo Governo e a Secretaria de Estado da Ação Social vem para a Guarda, pode trazer um alento para a região?

Foi importante o sinal do Primeiro- Ministro, a nova Secretária de Estado é conhecida de todos e fez um bom trabalho como autarca, mas também por ser um quadro da Segurança Social importante.

Sei que Rita Mendes tem muita preocupação e interesse por estes territórios do Interior.

Também Ana Abrunhosa que é do distrito , é Ministra, António Costa  vai implementar políticas públicas no sentido de melhorar a vida de quem vive no Interior.

Acredito muito no Governo e sua equipa no que pode fazer pelo Interior.

 

 2020 pode ser uma rampa de lançamento para o Interior?

Sim, relativamente ao Interior, não podemos perder mais tempo, o diagnóstico está feito, agora são precisas medidas concretas e este Primeiro-Ministro já demonstrou a coragem para tomar medidas a beneficiar esta região.

Tenho uma enorme perspetiva de que, este Governo possa ser lembrado por ser o que mais fez pelo Interior do País.

 

Uma mensagem ao fornenses para 2020?

Vai ser mais um ano de trabalho, não nos podemos acomodar, dado que todos os dias surgem situações novas, a mensagem que passo será que haverá dificuldades, mas existem janelas de oportunidades para que as pessoas deste concelho tenham as condições para uma boa qualidade de vida, pode haver opiniões contrárias, mas uma coisa todos queremos, a geração dos nossos filhos e netos possam aqui viver e construir o seu projeto de vida, constituindo riqueza neste concelho.

 

Orçamento Municipal 2019 em Fornos de Algodres realista tendo em vista o futuro

Orçamento realista tendo em vista o futuro

Após a elaboração e aprovação do Orçamento 2019 pelo Executivo Municipal fomos conversar com  o atual executivo, Manuel Fonseca, Presidente da Câmara e seus vereadores Alexandre Lote e Bruno Costa.

Um novo ano está à porta, um novo orçamento para ser posto em prática, que novidades aí vêm?

Este orçamento foi aprovado com três votos a favor, e dois contra, a razão evocada para votarem contra foram aspetos formais e não de conteúdo, agora cada um toma as decisões que tem de tomar e não houve aqui nenhuma divergência de fundo por parte das duas vereadoras, apenas entenderam que as coisas formais deveriam ser conduzidas de outra forma.

Agora em relação a este orçamento em si, é realista, pretendemos chegar ao final de 2019 e chegar com taxas de execução idênticas às que temos apresentado nos últimos anos.

As taxas de execução tanto da despesa como da receita são sempre superiores a 90%, e depois temos outra regra que nos é imposta mas, que tivemos sempre em conta, desde que aqui chegámos, isto é, ter finanças e autarquias limpas, podermos pagar aos fornecedores, pagar os encargos financeiros que daí vêm da dívida e pagar todas as dívidas, embora não tendo sido feitas por este executivo, vão transitando em julgado as diversas demandas e estamos preparados para que no próximo ano, caso seja, vontade dos tribunais possam ser resolvidas.

Um orçamento com dois ou três pilares, 2019 é o arranque de algumas grandes obras, como a requalificação do Mercado Municipal que vai arrancar, também a Zona Industrial de Juncais, que é um projeto adiado há muitos anos desde 1998 e em 2019 terá o seu epílogo.

Agora existem várias obras que estão em cima da mesa, como a Escola de Figueiró da Granja, que vão também avançar as obras, este também um dos anseios das pessoas não só de Figueiró mas também dos alunos das localidades limítrofes.

Esta escola vai ter todas as valências, vai ser renovada e permite não só funcionar como escola, mas também pode ser aberta à comunidade, no sentido de ter outro tipo de valências.

São estes os trabalhos que vamos fazer, agora aposta continua sempre nos mais idosos, nos jovens, tendo em conta este orçamento realista, é isto que em linhas gerais pretendemos fazer.

Este vai ser um orçamento de 6 milhões e 900 mil, muito realista, não queremos fazer como se fazia antigamente, com valores elevados e depois não era executado, assim este é o valor que temos para 2019.

Alexandre Lote, vice- presidente, falou-nos um pouco das áreas a seu cargo e começou por nos dizer que na área da Educação, existe a candidatura de combate ao insucesso escolar, onde estão a introduzir a robótica no 1ºciclo, vai haver programa de acompanhamento e orientação mas que vai duplicar o número de horas de apoio na terapia da fala a todos no 1ºciclo.

Existe também um projeto de empreendedorismo direcionado para os alunos dos cursos profissionais, onde serão introduzidos alguns clubes, como Xadrez, já a funcionar na escola e existe a ambição de introduzir o Clube de proteção civil no próximo ano.

Na área da saúde, vai haver o programa de apoio à natalidade, se for aprovado na AM, vai abranger as crianças que ainda não tenham completado os 36 meses, recebem as crianças que dos 0-36 meses  que não tenham qualquer subsídio durante esse período cerca de 1200 euros.

Temos também o programa de apoio à ovinicultura e bovinicultura, virado para os produtores e reforçar o setor primário, onde os produtores vão ser apoiados na criação de gado.

A ideia aqui é rejuvenescer o setor e apoiar de algum modo uma vez que as receitas têm vindo a decrescer.

Na ação social, temos os projetos que já iniciámos, da Tele Assistência, oficina domiciliária, e no associativismo são mais 15 mil euros para apoiar as Associações Culturais, por fim temos o programa da Cidade Amiga das crianças, que enviaremos em breve à UNICEF, e implica obrigações que honraremos, implica cinema, melhoria das condições de segurança, onde já melhoramos em alguns aspetos, a criação dos clubes referidos atrás e a requalificação dos parques infantis e colocar algo que faça mais falta.

Ainda vai ser requalificado o CIHAFA, com o objetivo de concluir em 2019 e na proteção civil, continuar a apostar na manutenção das faixas de rodagem e gestão de combustível.

Vamos criar mais um ponto de água, a exemplo da de Algodres que foi muito útil.

Bruno Costa, titular da pasta do ambiente, salientou que antes de passar ao tema, devia salientar o facto do executivo ter consultado, as juntas de freguesia, no sentido de todos darem opinião.

Destaco o eixo da educação que se liga na área ambiental, houve um aumento de 18% face às grandes alterações em relação ao ano anterior. Neste caso o programa Eco – Escolas, que é uma grande mais-valia. A ideia é fazer vários programas ao longo do ano, Eco-Escolas, programas da educação ambiental, iniciámos pela água, depois a reciclagem, onde já aumentámos o número de ecopontos. Como exemplo os comerciantes do eixo comercial vão agora dispor de um novo Ecoponto. Depois surge a campanha do Plástico, no sentido de reduzir mais ainda o número de sacos e derivados do plástico.

Vamos começar pelo Município e depois alargado, à comunidade, segue-se um problema que está meio resolvido, uma vez que as fossas sépticas em Vila Ruiva, não são suficientes.

Vamos continuar com o plano de monitorização no que toca água, outras recolhas serão feitas basta seguir as diretrizes. A qualidade da água tem de ser prioridade.

Vamos ter um grande investimento no Rio Mondego, onde será feito o desassoreamento, para aumentar o caudal e qualidade de água.

As políticas municipais então em linha com as políticas governamentais, no que toca ao setor da água.

Outro tema foi a vespa asiática, ao que o Presidente da Câmara, Manuel Fonseca, salientou: tem sido feito um bom trabalho pela equipa liderada pelo engenheiro da área, mas é importante uma parceria do Estado, no caso do mal dos Pinheiros, já fizemos nesse campo o nosso trabalho, o levantamento e abate, agora já alertamos o Ministério da Agricultura, na secretaria das florestas, para que possa dizer algo, uma vez que é um problema grave a nível ambiental e aqui todas as matas têm esse problema, assim esperamos que em 2019, haja uma solução no sentido de dar a volta a isto e se consiga fazer algo. É um problema de vários concelhos.

Fornos de Algodres Natal, um presépio natural

Vai haver diversas atividades, alusivas ao Natal, agora não nos podemos esquecer da situação financeira e não podemos ter iluminação de Natal para toda a vila, vamos fazer coisas pequenas para que todos possam estar connosco no Natal. É uma época que estamos imbuídos no espírito natalício, nos lembrarmos dos que já partiram e independentemente da divergência de opiniões que existe, é importante que haja, porque somos uma sociedade plural, mas que cada um reflita no que pretende para o concelho de Fornos, e na parte que nos toca, Presidente e Vereadores, tudo vamos fazer para melhorar as condições das pessoas que resistem viver aqui no nosso concelho.

Vão contar connosco nos próximos anos para dar o melhor às pessoas.

As atividades vão iniciar a 5 de dezembro e finalizam a 6 de janeiro e assentam em dois focos principais, apoiar o comércio local e fazer uma campanha de sensibilização para comprar no comércio local, para gerar economia.

Todos que comprarem no comércio local ficam habilitados a um sorteio a realizar no dia 6 de janeiro, na Câmara Municipal, é um incentivo. Vai haver o concurso de Montras e algumas atividades para as crianças e associações.

Para as crianças a festa de Natal no Auditório do Centro Cultural Dr. António Menano.

Vamos fazer dois mercadinhos, a 15 e 22 do corrente, onde convidamos as associações, e no dia 16 a festa dos mais velhos e no seguinte a festa dos mais novos.

A iluminação será apenas nas árvores do jardim municipal e 3 árvores em 3 pontos do concelho, uma vez que não podemos fazer de outra forma no aspeto financeiro.

Agora temos de ser realistas para termos muita gente de fora, teríamos de fazer um investimento avultado e não nos é possível, agora quem vier aqui no Natal vai perceber que é um espírito de Natal genuíno e não alavancado por milhares de euros, e que é uma despesa duvidosa em relação ao retorno que pode trazer.

Temos dois projetos, “Compre no Comércio Local” e “Fornos de Algodres um Presépio Natural”.

Para finalizar esta conversa, Manuel Fonseca, Presidente do Município deixou indicadores para 2019,” Estamos quase no final do Quadro comunitário de apoio, o projetos com início em 2019, outros a terminar em 2019, está aí a reprogramação financeira, no sentido das verbas de alguns projetos que se tornaram inviáveis para a região.

Que 2019 seja um ano que se façam diversas coisas neste concelho e se possa diminuir esta tendência de as pessoas saírem e não voltarem.

Este é o nosso espírito para criar condições para que cada vez mais gente se fixe aqui, sei que existem jovens e empresários a candidatarem-se a diversas linhas de apoio para terem o seu negócio e com a área industrial de Juncais vamos criar condições para que, os investidores tenham disponível uma área para se instalarem.

Estamos otimistas em relação a 2019 e penso que, será um ano marcante para o concelho de Fornos de Algodres”.

 

 

 

 

 

 

Orçamento e grandes opções para 2017 aprovados em Nelas

neNa Assembleia Municipal de Nelas realizada no passado dia 28 de Dezembro, foi aprovado por maioria clara o orçamento municipal e as grandes opções do plano para o ano de 2017. Os membros do Partido Socialista unidos e todos os sete Presidentes de Junta de Freguesia votaram a favor do documento, tendo o documento merecido duas abstenções e oito votos contra da bancada do PSD e CDS.

Os documentos haviam já sido aprovados em reunião de câmara realizada anteriormente com três votos a favor (do Presidente, da Vice-Presidente e de outro Vereador do PS), a abstenção dos Vereadores do PSD e CDS, e o voto contra do outro Vereador do PS.

O orçamento para 2017, e porque o Município se encontra em Plano de Ajustamento Financeiro, desde 2013 (PAEL e Reestruturação Financeira) mereceu parecer amplamente favorável da Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL), elogiando a gestão municipal pelo controle e evolução altamente favorável das finanças municipais.

A Câmara Municipal de Nelas prevê uma receita em 2017 de 13.664.021€, receita essa que destina em 52% para despesa corrente no valor de 7.127.367€, e em 48% para investimentos ou despesas de capital no valor de 6.536.654€. Ao nível da receita é de realçar os impostos diretos municipais no montante de 2.802.442€ (IMI, IMT, Derrama e Imposto Circulação), o FEF no montante de 4.576.008€, e a previsão de recebimento de mais de 3.300.000€ de fundos comunitários. Do lado da despesa realce-se a despesa com pessoal de 2.945.901€, a aquisição de bens e serviços de 3.205.612€, e o custo da dívida (amortização e juros) de 1.301.970€. Em despesas de investimento a Câmara pretende gastar mais de 2.600.000€, nas obras das diversas ETARs e em arruamentos e outras obras cerca de 1.000.000€.

De referir especialmente a construção da Loja do Cidadão com 347.500€, a continuação da delegação de competências para as freguesias para limpeza urbana de 60.000€, o apoio às Associações de Bombeiros no valor de 150.000€, a requalificação das escolas primárias de Vilar Seco, Carvalhal Redondo e Santar, no valor de mais de 450.000€, a requalificação urbana em Nelas de 1.500.000€, a construção da CAVE – Museu do Vinho em Santar com 281.800€, a requalificação urbana no concelho em mais de 150.000€, o arranque da construção da ETAR 3 de Nelas e sistema interceptor com uma despesa prevista em 2017 de 2.500.000€, e a construção de seis novas ETARs nas freguesias, sendo: ETAR de Casal Sancho – 194.348€; ETAR da Lapa do Lobo – 324.283€; ETAR de Aguieira/ Carvalhal Redondo – 483.900€; ETAR de Santar – 201.416€; ETAR nova em Moreira – 366.069€; ETAR em Vilar Seco – 359.058€, estando inscrito ainda ao nível do ciclo urbano da água diversos outros investimentos como uma nova ETAR na Zona industrial da ribeirinha de Canas de Senhorim, um novo sistema de abastecimento de água e a reabilitação do sistemas de drenagem, projectos estes num montante superior a 3.500.000€. Prevê-se gastar na ampliação de cemitérios e contentores do lixo enterrados o valor de 219.458€ (especialmente os cemitérios de Vilar Seco, Senhorim, Folhadal e Canas de Senhorim), beneficiar parques infantis e seniores com pelo menos 50.000€, continuar a apoiar a instalação de industrias com pelo menos 100.000€, requalificar a rede viária e caminhos agrícolas e florestais com pelo menos 190.000€, prevendo-se ainda verbas para apoio a obras à habitação de famílias carenciadas e apoio à criação de emprego a pequenas e micro empresas em cerca de 50.000€.

O apoio ao Movimento Associativo continuará à semelhança dos anos anteriores.

Aos investimentos previstos no orçamento e opções do plano para 2017, acrescerão aqueles que já foram aprovados em reunião de câmara e que resultam das compensações pela não construção da barragem de Girabolhos, nomeadamente a requalificação das estradas Vila Ruiva – Caldas da Felgueira, no valor de 435.000€, da Rua do Barreiro em Vila Ruiva – 95.000€, de arruamentos urbanos como a Rua da Soma em Santar em 142.000€, Rua Moreira – Nelas 1ª fase em 190.000€, variante da Aguieira – 227.000€, Rua do Castelão na Lapa do Lobo – 127.000€, recuperação do edifício do Centro de Dia de Vila Ruiva e do Centro Comunitário da Vila, na freguesia de Senhorim no valor de 152.000€, arruamentos industriais no valor de 345.000€ (Faurecia, Qbeiras e Ecocentro), e também a requalificação de trinta e uma fossas existentes no concelho, sendo dezanove na freguesia de Senhorim no valor de 125.000€.

Ao plano de investimentos acima referido poderão acrescer ainda outras verbas, uma vez que a Câmara garantiu já um Aviso POSEUR no montante de 1.700.000€ e aguarda o desfecho da candidatura efectuada no domínio das Área de Acolhimento Empresarial, sendo que neste aspecto haverá em breve notícias pelos contactos já mantidos com a CCDRC.

O Presidente da Câmara que apresentou o orçamento na câmara e na Assembleia Municipal, ouviu todos os partidos ali representados e foi sensível a propostas de alteração apresentadas, considerou um orçamento realista e ambicioso ao nível do investimento, centrando-se nos investimentos prioritários e estruturais, como os do ambiente, empregabilidade e apoio social e associativo, num quadro de rigor financeiro que resulta da redução em 2017, da dívida total do município de mais de 16.000.000€ em final de 2013, para 10.000.000€ no final de 2017, ou seja uma redução de 40%, a tudo isto acrescendo o prazo médio de pagamentos que se vem situando continuamente abaixo dos 35 dias. Deu ainda conta dos dados da execução orçamental do exercício de 2016 que se situam ao nível da execução da receita em mais de 86% (11.650.000€) e da despesa em mais de 85% (11.300.000€), sendo esta a taxa de execução de 91% na despesa corrente e de 68% na despesa de capital.

Por:Mun.Nelas