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Liturgia e avisos 18ºdomingo TC

Depois do milagre da multiplicação dos pães, aquelas pessoas, em vez de regressarem às suas casas, foram à procura de Jesus, porque lhes tinha saciado com pão. Ficaram somente pela alegria de ter comido o pão, ou seja, não perceberam o milagre. Era importante que o olhar da multidão fosse para além do comer o pão, ou seja, procurassem aquele alimento que dá a vida para sempre. Somente Jesus pode dar este alimento e a única maneira de o receber é acreditar Nele.05-08-2018
Quando lhe perguntaram sobre as obras que serão necessárias fazer para ter este alimento, Jesus responde que a única obra necessária é acreditar Nele. Por isso, Jesus apresenta-se assim: “Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede”.
O ser humano não é só corpo. Tem sentimentos e necessita de afectos e carinho. Quem se preocupa somente em saciar o corpo é viver só a nível físico. O pão material é importante, mas também é o pão espiritual.
Na primeira leitura, do Livro do Êxodo, é-nos dito que Israel começou a murmurar contra Moisés e Aarão: “Antes tivéssemos morrido no Egipto, quando estávamos sentado ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão”. Por intercessão de Moisés, Deus enviou o maná, o pão descido do céu. O maná é o anúncio de Jesus Cristo, o pão da Eucaristia. O maná não dava vida; todos os que dele se alimentavam iriam, mais cedo ou mais tarde, voltar a ter fome. Jesus Cristo, o verdadeiro Pão, dá a vida para sempre e mata tantas outras fomes: a fome de amor, de felicidade, de verdade, de segurança, de vida. O pão material só restaura as forças, não evita a morte. Mas o pão espiritual dá vida, porque destrói a morte. Por isso, Jesus Cristo é o pão da vida, do qual o maná era somente a figura. Deus continua a dar o seu pão aos que têm fome. Esse pão é o seu Filho que nos é servido em dois pratos: o pão da Palavra e o pão da Eucaristia. Infelizmente, alguns ficam felizes e saciados somente com a “panela de carne” do Egipto! O que é preocupante é não ter fome das coisas mais importantes, ou seja, é ficar satisfeito com a “panela de carne” que nos oferece o mundo: os vícios, as paixões, o egoísmo, a ganância, a indiferença.
Todos sabemos donde surge e como é feito o pão. A semente é lançada à terra, germina, dá a espiga que é cortada. Depois o grão é triturado no moinho. Assim aconteceu com Cristo, o Pão vivo. Durante 30 anos foi crescendo em Nazaré. Tornou-se espiga na sua vida pública, fazendo o bem, ensinando e curando. Depois, passou pelo “moinho” da sua paixão, onde se deixou triturar pelos golpes, pelas chicotadas, pela lança para se fazer Pão da nossa Eucaristia. É verdade que Cristo já se ofereceu por todos nós na cruz uma vez para sempre naquela primeira sexta-feira santa. Mas a Eucaristia torna presente aquilo que aconteceu uma só vez na história da humanidade: fazemos memória da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A Eucaristia é o sacramento do sacrifício da Cruz, onde comemos o Pão que é a Palavra e o Corpo de Jesus. Por isso Jesus afirma: “Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede”.
Façamos nossa a oração daquela multidão: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Aquelas pessoas procuravam a solução para os seus problemas. Tantas vezes acontece o mesmo connosco, usando o Senhor! O pão material (a saúde, o trabalho, o alimento…) é importante, mas há algo mais importante: “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Procuremos cumprir a vontade de Deus na nossa vida. Não fiquemos satisfeitos somente por “assistir” passivamente à missa. Jesus envia-nos a ser pão fresco e quentinho para os nossos irmãos, ajudando-os, confortando-os e escutando-os. Cumpriremos esta missão divina, quando abandonarmos as “panelas de carne” deste mundo (os vícios, o egoísmo, os nossos interesses) para nos alimentarmos com Jesus Cristo, o Pão da Vida, o verdadeiro Pão descido do Céu.

Avisos e boletim da Unidade Paroquial Aguiar da Beira

z-igreja ABNeste Domingo, no Evangelho, termina a leitura e a reflexão do sermão da missão. A modo de conclusão, o trecho deste domingo distingue dois aspectos da missão do discípulo de Jesus. O primeiro (v. 37-39) é a radicalidade que se pede a quem segue Jesus. 02-07-2017

A linguagem poderá parecer dura e muito exigente. Jesus diz que todo aquele ama o pai, a mãe, o filho ou a filha mais do que Ele, não é digno para O seguir. Evidentemente, não se trata de deixar de amar a família. A fidelidade ao Senhor implica renúncias e dificuldades, como se refletia no domingo passado: o discípulo de Jesus tem de “tomar” a cruz e segui-lo. Assim, a fé cristã é uma opção radical, é exigente.

Hoje mais do que nunca, existe o risco de um Cristianismo “light”, ou seja, tirar da fé só o que convém. Ao quem segue Jesus, é-lhe exigido muito mais. É uma opção pessoal que significa pôr Deus, Jesus, a fé, em primeiro lugar, e tudo o resto em plano secundário. O objetivo principal é o anúncio do Reino de Deus. Sem exageros, nem masoquismos, é importante deixar claro que seguir Jesus Cristo supõe exigência.

Por:UPPAB

Avisos e Boletim Paroquial de Aguiar da Beira

   z-igreja ABDOMINGO DE PÁSCOA

Finalmente chegou o dia tão esperado. É a grande festa, a maior de todo o ano. Depois de uma longa Quaresma, chegámos aos dias santos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

16-04-2017

Na Vigília Pascal, brotou a grande notícia: Jesus ressuscitou, aleluia, aleluia! Nas trevas da noite, a luz do círio pascal iluminou os nossos passos. A partir dele foram surgindo outros pontos de luz, “luzinhas de fé”, que nos abriam à Palavra de Deus. Somos criaturas de Deus (modelados pelo amor de Deus Pai), como nos recordava o livro do Génesis. Deus está sempre presente numa longa história de infidelidades até à Terra prometida, como nos recordava o Êxodo. Perante a dureza do nosso coração, Deus dá-nos um coração novo, como nos recordava o profeta. Mas a grande novidade é-nos dada pelo evangelho. O anjo do Senhor disse às mulheres: “Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui: ressuscitou como tinha dito”.
Jesus ressuscitado passou esta vida a fazer o bem. É o próprio S. Pedro que nos diz: “Jesus de Nazaré…que passou fazendo o bem…mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Mas Deus ressuscitou-O ao terceiro dia”. São Paulo recorda aos Colossenses os efeitos da fé no Ressuscitado: “Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto… afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra”. E o evangelho apresenta-nos o testemunho de Maria Madalena, de Pedro e de João, que correm juntos. João adianta-se, mas é Pedro quem entra, em primeiro lugar, no sepulcro. Finalmente “entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro (João): viu e acreditou”. Hoje e sempre, somos convidados a “ver” e a “acreditar”.
Mas, o que aconteceu no coração dos discípulos que agora estão reunidos confessando que Jesus vive? Onde estavam quando prenderam e mataram Jesus? Onde se esconderam? O evangelho não nos responde a estas perguntas, mas dá-nos pistas: o sepulcro está vazio, Jesus ressuscitado manifesta-se. Os discípulos fizeram um longo caminho de conversão- iluminação que os levou a confessar que Jesus de Nazaré, o Crucificado, vive! Hoje, nós somos convidados a experimentar também este processo interior que nos levará a afirmar, com o coração e a vida, que Jesus está vivo, que Jesus estará sempre vivo na nossa vida.
Uma maneira simples e bela de dizer que Jesus ressuscitou é afirmar que Deus Pai deu razão a Jesus. Jesus tinha razão! Tinha razão ao dizer que Deus é um Pai misericordioso, que nos ama com um amor muito grande e forte, que Ele existe desde sempre, que os poderosos só se preocupam com os seus interesses, que o templo se tinha convertido num mercado e casa de salteadores, que há que defender e lutar pelos mais frágeis, pelos mais pobres. Aquilo que Jesus disse e fez não pode morrer, não se pode esquecer. Jesus e a sua mensagem viverão para sempre. É isto que tem valor e é isto que temos de procurar viver.
A Eucaristia é a Páscoa de Jesus, é o memorial e a presença de Cristo que morreu (pão partido, sangue derramado) e ressuscitou. Por isso nos reunimos neste Domingo de Páscoa e em todos os domingos do ano à volta do altar. Será uma Páscoa Santa e Feliz se nunca nos esquecermos de que Jesus amou-nos e amou-nos até ao fim. Será uma Páscoa Santa e Feliz se, na nossa vida, fizermos o mesmo: aderir a Cristo, descobrir Cristo em cada situação, procurar Cristo em todos os momentos da vida.

Por:Párocos da UPAB

Avisos e reflexão do 5ºdomingo da Quaresma- Aguiar da Beira

z-igreja ABNeste 5º Domingo da Quaresma, a liturgia garante-nos que o
desígnio de Deus é a comunicação de uma vida que ultrapassa
definitivamente a vida biológica: é a vida definitiva que supera a morte. Na primeira leitura, Jahwéh oferece ao seu Povo exilado, desesperado e sem futuro (condenado à morte) uma vida nova. Essa vida vem pelo Espírito, que irá recriar o coração do Povo e inseri-lo numa dinâmica de obediência a Deus e de amor aos irmãos. A segunda leitura lembra aos cristãos que, no dia do seu Batismo, optaram por Cristo e pela vida nova que Ele veio oferecer.    Convida-os, portanto, a ser coerentes com essa escolha, a fazerem as obras de Deus e a viverem “segundo o Espírito”.
O Evangelho garante-nos que Jesus veio realizar o desígnio de Deus e dar aos homens a vida definitiva. Ser “amigo” de Jesus e aderir à sua proposta (fazendo da vida uma entrega obediente ao Pai e um dom aos irmãos) é entrar na vida definitiva. Os crentes que vivem desse jeito experimentam a morte física; mas não estão mortos: vivem para sempre em Deus.
A questão principal do Evangelho deste domingo – e que é uma questão determinante para a nossa existência de crentes – é a afirmação de que não há morte para os “amigos” de Jesus – isto é, para aqueles que acolhem a sua proposta e que aceitam fazer da sua vida uma entrega ao Pai e um dom aos irmãos. Os “amigos” de
Jesus experimentam a morte física; mas essa morte não é destruição e aniquilação: é, apenas, a passagem para a vida definitiva. Mesmo que estejam privados da vida biológica, não estão mortos: encontraram a vida plena, junto de Deus. A história de Lázaro pretende representar essa realidade.
No dia do nosso Baptismo, escolhemos essa vida plena e definitiva que Jesus oferece aos seus e que lhes garante a eternidade. A nossa vida tem sido coerente com essa opção? A nossa existência tem sido uma existência egoísta e fechada, que termina na morte, ou tem sido uma existência de amor, de partilha, de dom da vida, que aponta para a realização plena do homem e para a vida eterna?
Ao longo da nossa existência nesta terra, convivemos com situações em que somos tocados pela morte física daqueles a quem amamos… É natural que fiquemos tristes pela sua partida e por eles deixarem de estar fisicamente presentes a nosso lado. A nossa fé convida-nos, no entanto, a ter a certeza de que os “amigos” não são aniquilados: apenas encontraram essa vida definitiva, longe da debilidade e da finitude humanas.
Diante da certeza que a fé nos dá, somos convidados a viver a vida sem medo. O medo da morte como aniquilamento total torna o homem cauteloso e impotente face à opressão e ao poder dos opressores; mas libertando-nos do medo da morte, Jesus torna-nos livres e capacita-nos para gastar a vida ao serviço dos irmãos, lutando generosamente contra tudo aquilo que oprime e que rouba ao homem a vida plena.

02-04-2017

Por:Párocos das Paróquias de Aguiar da Beira

Avisos e Reflexão das Paróquias de Aguiar da Beira

igreja AB3ºDomingo da Quaresma-Ano A

19-03-2017

A Palavra de Deus que hoje nos é proposta afirma,essencialmente, que o nosso Deus está sempre presente ao longo da nossa caminhada pela história e que só Ele nos oferece um horizonte de vida eterna, de realização plena, de felicidade perfeita. A primeira leitura mostra como Jahwéh acompanhou a caminhada dos hebreus pelo deserto do Sinai e como, nos momentos de crise, respondeu às necessidades do seu Povo. O quadro revela a pedagogia de Deus e dá-nos a chave para entender a lógica de Deus, manifestada em cada passo da história da salvação. A segunda leitura repete, noutros termos, o ensinamento da primeira: Deus acompanha o seu Povo em marcha pela história; e, apesar do pecado e da infidelidade, insiste em oferecer ao seu Povo – de forma gratuita e incondicional – a salvação.
O Evangelho também não se afasta desta temática… Garante-nos que, através de Jesus, Deus oferece ao homem a felicidade (não a felicidade ilusória, parcial e falível, mas a vida eterna). Quem acolhe o dom de Deus e aceita Jesus como “o salvador do mundo” torna-se um Homem Novo, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva.
A modernidade criou-nos grandes expectativas. Disse-nos que tinha a resposta para todas as nossas procuras e que podia responder a todas as nossas necessidades. Garantiu-nos que a vida plena estava na liberdade absoluta, numa vida vivida sem dependência de Deus; disse-nos que a vida plena estava nos avanços tecnológicos, que iriam tornar a nossa existência cómoda, eliminar a doença e protelar a morte; afirmou que a vida plena estava na conta bancária, no
reconhecimento social, no êxito profissional, nos aplausos das multidões, nos “cinco minutos” de fama que a televisão oferece… No entanto, todas as conquistas do nosso tempo não conseguem calar a nossa sede de eternidade, de plenitude, dessa “mais qualquer coisa” que nos falta para sermos, realmente, felizes.

A afirmação essencial que o Evangelho de hoje faz é: só Jesus Cristo oferece a água que mata definitivamente a sede de vida e de felicidade do homem. Essa “água viva” de que Jesus fala faz-nos pensar no batismo. Para cada um de nós, esse foi o começo de uma caminhada com Jesus… Nessa altura acolhemos em nós o Espírito
que transforma, que renova, que faz de nós “filhos de Deus” e que nos leva ao encontro da vida plena e definitiva. Atentemos no pormenor do “cântaro” abandonado pela samaritana, depois de se encontrar com Jesus… O “cântaro”significa e representa tudo aquilo que nos dá acesso a essas propostas limitadas, falíveis, incompletas de felicidade. O abandono do “cântaro” significa o romper
com todos os esquemas de procura de felicidade egoísta, para abraçar a verdadeira e única proposta de vida plena. Eu estou disposto a abandonar o caminho da felicidade egoísta, parcial, incompleta, e a abrir o meu coração ao Espírito que Jesus
me oferece e que me exige uma vida nova? A samaritana, depois de encontrar o “salvador do mundo” que traz a água que mata a sede de felicidade, não se fechou em casa a gozar a sua descoberta; partiu para a cidade, a propor aos seus concidadãos a verdade que tinha encontrado?

Avisos e Boletim dominical das Paróquias de Aguiar da Beira

igreja AB2ºdomingo da Quaresma

A partir de agora também passamos a ter semanalmente os avisos e Boletim dominical das Paróquias de Aguiar da Beira.

Ano A - Tempo da Quaresma - 2º Domingo - Aguiar Beira

Reflexão:

No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, da obediência total e radical aos planos do Pai.

Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive

numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspetiva, ele é o modelo do crente que percebe o projeto de Deus e o segue de todo o coração. Na segunda leitura, há um apelo aos seguidores de Jesus, no sentido de que sejam, de forma verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas do projeto de Deus no mundo. Nada– muito menos o medo, o comodismo e a instalação – pode distrair o discípulo dessa responsabilidade. O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também. Na verdade, os homens do nosso tempo têm alguma dificuldade em perceber esta lógica… Para muitos dos nossos irmãos, a vida plena não está no amor levado até às últimas consequências (até ao dom total da vida), mas sim na preocupação egoísta com os seus interesses pessoais, com o seu orgulho, com o seu pequeno mundo privado; não está no serviço simples e humilde em favor dos irmãos (sobretudo dos mais débeis, dos mais marginalizados e dos mais infelizes), mas no assegurar para si próprio uma dose generosa de poder, de influência, de autoridade e de domínio, que dê a sensação de pertencer à categoria dos vencedores; não está numa vida vivida como dom, com humildade e simplicidade, mas numa vida feita um jogo complicado de conquista de honras, de glórias e de êxitos. Por vezes somos tentados pelo desânimo, porque não percebemos o alcance dos esquemas de Deus; ou então, parece que, seguindo a lógica de Deus, seremos sempre perdedores e fracassados, que nunca integraremos a elite dos senhores do mundo e que nunca chegaremos a conquistar o reconhecimento daqueles que caminham ao nosso lado… A transfiguração de Jesus grita-nos, do alto daquele monte: não desanimeis, pois a lógica de Deus não conduz ao fracasso, mas à ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim. Os três discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, ser seguidor de Jesus obriga a “regressar ao mundo” para testemunhar aos homens – mesmo contra a corrente – que a realização autêntica está no dom da vida; obriga a atolarmo-nos no mundo, nos seus problemas e dramas, a fim de dar o nosso contributo para o aparecimento de um mundo mais justo e mais feliz. A religião não é um ópio que nos adormece, mas um compromisso com Deus, que se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens.

Por:Padres das Paróquias de Aguiar da Beira