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Avisos e Liturgia do Domingo 34º do Tempo Comum – ano B CRISTO – REI

O título de rei é um dos que mais aparece no Antigo Testamento aplicado a Deus. Além de outros livros, no livro dos Salmos encontramos muitos exemplos, como o salmo 92 (93) que cantamos neste domingo: “O Senhor é rei, revestiu-Se de majestade”. A tradição da Igreja leu o Antigo Testamento a partir da experiência de Jesus Cristo ressuscitado. Nos Cânticos do Servo de Javé, em Isaías, os cristãos contemplam Jesus Cristo como “Servo sofredor”. Esta tradição também o viu como rei entrando na sua glória, como diz o salmo 24 (23): “Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai-vos, pórticos eternos, que vai entrar o rei glorioso. Quem é Ele, esse rei glorioso? É o Senhor do universo! É Ele o rei glorioso”. A história de Israel é ambígua sobre a realeza, como se pode comprovar com o profeta Elias que resiste dar ao povo o rei que reclama: “Dá-nos um rei que nos governe, como têm todas as nações” (1Sm 8,5). Porém, Deus avisa Elias que se o povo quer um rei é porque rejeita a sua realeza: “Ouve a voz do povo em tudo o que te disser, pois não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, para que Eu não reine mais sobre eles” (1Sm 8,7). E diz a Elias que lhes conceda o que pedem, mas que lhes explique como irão sofrer com os abusos do rei. Jesus retoma esta ideia quando fala do serviço e do poder: “Os reis das nações imperam sobre elas…Ora, Eu estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,25.27). O texto que colocaram na cruz de Cristo dizia: “Este é Jesus, o rei dos Judeus” (Mt 27,37), e nos diversos relatos da paixão, começando pela entrada solene em Jerusalém, vai-se afirmando frequentemente que Jesus é o rei dos judeus. O texto evangélico deste domingo centra-se no interrogatório de Pilatos sobre que classe de rei é Jesus e qual é a sua realeza: “Tu és o rei dos Judeus?”. Jesus sempre guardou silêncio sobre se Ele era o Messias, com receio que o Messias que Ele é fosse confundido com o Messias que os seus conterrâneos esperavam. Isto também acontece sobre a sua realeza. Recordemos o que aconteceu depois da multiplicação dos pães e dos peixes: “Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte” (Jo 6,15). Não quer ser o rei que eles querem coroar. Jesus é rei, mas entra em Jerusalém humildemente: “Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho de uma jumenta” (Mt 21,5). É um rei que vem em nome de Deus: “E diziam: Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas Alturas” (Lc 19,38). Finalmente, é um rei mestre e Filho de Deus: “Respondeu Natanael: Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel” (Jo 1,49). É Rei dos Judeus, mas não o rei que eles querem que seja, mas o rei que Ele quer ser. Jesus respondeu a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo”. E diz mais: “Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade”, da Verdade, com letra maiúscula, ou seja, de Deus. Nasceu e está no mundo com esta finalidade. O Seu Reino propõe outro mundo, nada sublime, mas concreto, humano, embutido no mundo para o qual foi enviado para o salvar. São Paulo fala deste Reino como do Reino de “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rom 14,17). Não é um Reino de poder excessivo, mas é um Reino de vida plena para todos os que O acolhem de coração: “porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,10). O prefácio da solenidade deste domingo é muito claro: “reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz”. Que este Reino venha até nós, como pedimos na oração do Pai Nosso.

21-11-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Pois, que é isto, Senhor meu?… Que é isto, meu Imperador? Como se pode sofrer isto? Sois Rei, Deus meu, para sempre, e não é emprestado o reino que tendes. Quando se diz no Credo: «Vosso Reino não terá fim», isto dá-me quase sempre particular consolação. Louvo-Vos, Senhor, e bendigo-Vos para sempre; enfim, o Vosso reino durará para sempre. Nunca permitais, Senhor, que se tenha por bom que, quem for a falar convosco, o faça só com a boca. Sim, não nos devemos aproximar para falar a um príncipe com o mesmo descuido que a um lavrador ou como a uma pobre como nós, pois, como quer que seja que nos falem, está bem. E assim, já que por humildade deste Rei, se eu por grosseira não Lhe sei falar, Ele nem por isso deixa de me ouvir, nem de me chegar a Si, nem me lançam fora Seus guardas; porque bem sabem os anjos que ali estão a índole do seu Rei, que gosta mais desta rudeza dum pastorzinho humilde pois vê que, se mais soubera mais diria, que dos mui sábios e letrados por elegantes arrazoados que façam, se não vão acompanhados de humildade, não é razão que, por Ele ser bom, sejamos nós descomedidos. Sequer ao menos para Lhe agradecer o que Ele sofre da vizinhança, consentindo a uma como eu ao pé de Si, é bem que procuremos conhecer a Sua limpeza e quem é. É verdade que, logo em chegando, se conhece, não como a senhores de cá que, em nos dizendo quem foi seu pai e os contos que tem de renda e o título, nada mais há a saber. Aproximai-vos pensando e entendendo, ao chegar, com quem ides falar ou com quem estais falando. Em mil vidas das nossas não acabaremos de entender como merece ser tratado este Senhor, diante de quem tremem os anjos. Em tudo manda, tudo pode; Seu querer é operar. Pois, razão será, filhas, que procuremos deleitar-nos nestas grandezas que tem o nosso Esposo e entendamos com quem estamos casadas e que vida havemos de ter. (Santa Teresa de Jesus, Caminho da Perfeição, cap. 22).

 

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Ano B - Tempo Comum - 34º Domingo - Boletim Dominical II

Apoio financeiro do Municipio de Figueira C.Rodrigo para pagar dívidas da Fundação D. Ana Paula

Aconteceu mais uma reunião de câmara do executivo municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, tendo como assunto principal a atribuição de um apoio extraordinário de 100 mil euros à Fundação D. Ana Paula Águas Vaz de Mascarenhas e Garcia e Dr. Álvaro Augusto Garcia, sendo o mesmo aprovado por unanimidade.

As dívidas acumuladas desta instituição a fornecedores, segurança social, contribuições entre outros ascendem a mais de 100 mil euros, com o executivo a ter de agilizar este processo, evitando pôr em risco a continuidade da prestação dos serviços a mais de 100 crianças, que diariamente estão a cargo deste centro infantil, bem como o apoio social a quase 50 pessoas do concelho.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Condesso, revelou estar “surpreendido com a grave situação financeira em que se encontra a Fundação D. Ana Paula”, que para além das avultadas dívidas tem também “um quadro de pessoal desajustado às necessidades, bem como problemas no edifício que carece de obras de reabilitação”. O edil destaca ainda que este apoio reveste-se de importância extrema, pois consegue “salvar a instituição e honrar o legado e a responsabilidade que os antigos donos deixaram em testamento”.

Assim sendo, e depois do apoio ter sido aprovado por unanimidade, a Fundação D. Ana Paula Águas Vaz de Mascarenhas e Garcia e Dr. Álvaro Augusto Garcia, que funciona em Figueira de Castelo Rodrigo desde 1976, irá ser alvo de uma auditoria, solicitada pelo presidente da Câmara Municipal, tendo ainda que ser feita uma reorganização geral do funcionamento da mesma, por forma a evitar de futuro uma nova rotura desta instituição.

AF Viseu– Resultados do Campeonato da Divisão de Honra – FEIFIL, FEIJÃO E FILHOS, SA

9ªjornada

Grupo Norte

GD Resende – GD Parada- 3-1
Lamelas – Nespereira FC- 2-2
Moimenta da Beira – Paivense- 3-2
CD Cinfães – SC Lamego- 2-0
Classificação:
1º-GD Resende-22
2º-Lamelas-20
3º-Moimenta da Beira-18
4º-CD Cinfães-12
5º-SC Lamego-11
6º-Paivense-8
7º-Nespereira FC-5
8º-GD Parada-4
Grupo Centro
Carvalhais FC – Lusitano FC Vildemoinhos-1-0
Sátão – Sampedrense- 2-3
Roriz – Penalva do Castelo- 0-2
Ol. Frades – Campia- 3-0
Classificação:
1º-Carvalhais-16
2º-Sátão-16
3º-Ol.Frades-15
4º-Lusitano FC-13
5º-Sampedrense-13
6º-Penalva do Castelo-12
7º-Roriz-7
8º-Campia-3
Grupo Sul
Canas Senhorim –  Molelos- 0-4
Moimenta Dão  – GD Mangualde- 2-7
Mortágua FC – SL Nelas- 2-0
Carregal do Sal – Vale de Açores- 0-0
Classificação:
1º-Mortágua FC-27
2º-SL Nelas-17
3º-Vale de Açores-14
4º-Molelos-13
5º-Canas Senhorim-12
6º-GD Mangualde-10
7º-Moimenta Dão-5
8º-Carregal do Sal-3

Exposição “Retratos a Lápis de Cor em Gouveia

A  Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, tem patente a exposição “Retratos a Lápis de Cor”, integra os trabalhos realizados por Joana Pereira ou Jade, pseudónimo com que a autora assina as suas obras, até ao dia 30 de novembro.

Assim, durante este mês poderá conhecer e apreciar o trabalho desta talentosa jovem gouveense, cuja criatividade, sensibilidade e perfecionismo sobressaem das suas criações artísticas.

Mangualde recebeu a visita a Ministra da Agricultura

A convite da COAPE esteve recentemente em visita ao concelho de Mangualde, a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Deste modo, a governante, que esteve sempre acompanhada pelo Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida, visitou várias explorações agrícolas de frutos vermelhos na freguesia de Espinho e aproveitou a ocasião para também visitar uma quinta vinícola na União das Freguesias de Moimenta Maceira Dão e Lobelhe do Mato. Maria de Céu Antunes teve ainda tempo para trocar algumas impressões com empresários do setor primário, bem como tirar algumas dúvidas face aos apoios que o governo e a União Europeia irão disponibilizar ao setor. Na visita estiveram ainda presentes o Presidente da Cooperativa anfitriã (COAPE), Rui Costa, o deputado João Azevedo e o Diretor Regional de Agricultura do Centro, Fernando Martins.

Para Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, esta visita foi muito importante para o concelho de Mangualde: é um setor que terá uma forte aposta por parte do Município nos próximos anos e a vinda da senhora Ministra da Agricultura ao nosso concelho é um sinal claro de que temos bons projetos, bons empresários, um futuro promissor no setor primário.”

Para Maria do Céu Antunes, Ministra da Agricultura, o concelho de Mangualde já é uma referência no setor primário em Portugal: “já visitei várias vezes Mangualde e cada vez que regresso fico mais contente com o que vejo. O setor primário está nas mãos de excelentes empresários, excelentes cooperativas que juntamente com o Município e com o Ministério da Agricultura poderão ainda fazer mais, com o objetivo de tornar o setor mais produtivo, mais competitivo”.

Resultados do Campeonato de Portugal- Série C-6ªronda

Teve lugar mais uma ronda do Campeonato de Portugal Série C , onde os gouveenses não foram felizes diante do União 1919, aos sairem derrotados do Farvão por duas bolas a zero.

Gondomar S.C. – Gd S. Cruz Alvarenga, Sad- 1-2
Cr Ferreira Aves – SC Espinho – 0-0
S.C. Salgueiros – Futebol, Sad- AD Castro Daire- 2-1
Valadares Gaia Fc, Sad – Leça Futebol Clube, Futebol, Sad(1 dez)
CD Gouveia- União 1919-0-2

Guarda-Programação da BMEL para Novembro e Dezembro

Resultados ABC DE NELAS – 30 e 31 de outubro

 

SÁBADO, 30 de outubro

 

ANDEBOL INFANTIS

Campeonato Regional (1ª jornada)

CB Viseu 12 – 25 ABC de Nelas

                               Pavilhão Escola Infante D. Henrique

 

FUTSAL BENJAMINS

Campeonato Distrital (3ª jornada)

Gigantes de Mangualde 02 – 10 ABC de Nelas

Pavilhão Municipal de Mangualde

 

FUTSAL SENIORES

Campeonato Nacional 2ª Divisão (8ª jornada)

ADCR Caxinas Poça Barca 02 – 01 ABC de Nelas

 Pavilhão Desportivo de Vila do Conde

 

DOMINGO, 31 OUTUBRO

 

FUTSAL INFANTIS

Campeonato Distrital (3ª jornada)

ABC de Nelas 15 – 00 FCLMG-FC Lamego

 Pavilhão Municipal de Nelas

 

FUTSAL INICIADOS

Campeonato Nacional (1ª jornada)

ABC de Nelas 04 – 05 ACR Vale Cambra

Pavilhão Municipal de Nelas

Avisos e Liturgia do 31º Domingo do Tempo Comum- Ano B

No Domingo passado, no texto evangélico, vimos como os apóstolos Tiago e João, perante a pergunta “Que quereis que Eu vos faça?”, responderam que queriam poder, sentar-se à direita e à esquerda do Mestre. A pergunta repete-se no evangelho deste Domingo dirigida ao cego Bartimeu, mas também dirigida a cada um de nós. Também o Senhor me pergunta: “Que queres que Eu te faça?”. Cada um responderá partindo das suas necessidades, como o cego, que vive de pedir caridade, que suporta a suspeita sobre os pecados que terá cometido, ele ou os seus pais, e que provocaram a sua cegueira. Recordemos que no mundo judeu a doença era tida como consequência de algum pecado. Este homem tem fé, porque, aos gritos, dirige-se a Jesus dando-lhe o título de Filho de David e faz o seu pedido: “Tem piedade de mim”. Que oração tão simples e tão sincera! Por vezes, as súplicas e as justas reclamações dos pobres são reprimidas. O texto diz que “muitos repreendiam-no para que se calasse”. Não era a preocupação de não aborrecer o Mestre que os fazia ter este comportamento. Os ouvidos de Jesus estavam sempre atentos para escutar e acolher as súplicas e reclamações dos pobres. “Jesus parou e disse: Chamai-o”. Não te esqueças que Jesus também escuta o teu pedido! Este texto evangélico permite-nos apreciar o valor da comunidade que também se sente interpelada, e convertida, pela decisão de Jesus de chamar aquele pobre cego que estava aos gritos. As pessoas rejeitavam o cego, pecador e pobre, porque estava a incomodar, porque não tinha o direito de se manifestar e porque, sendo considerado pecador, não tinha direito a Deus. Contudo, a voz do cego expressa a sua fé enraizada na convicção de que Jesus é o Filho de David, o Messias. É isto que lhe dá força para insistir. O seu pedido é escutado por Jesus, que o manda chamar, dizendo, assim, às pessoas que todos têm o direito a ser escutados e acolhidos por Ele. Com esta acção educa e repreende todos aqueles que queriam excluir aquele pobre. Então, as pessoas dizem ao cego: “Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te”. E qual é o pedido daquele homem a Jesus? “Mestre, que eu veja”. Desejamos sempre que Deus atenda e realize os nossos pedidos pessoais e das pessoas que mais gostamos. Recordemos o argumento dos responsáveis da sinagoga de Cafarnaum para que Jesus curasse o servo do centurião: “Satisfaz o seu pedido, porque ele gosta muito de nós e até nos construiu a sinagoga”. Tantas vezes, usamos o mesmo argumento para sermos escutados com as seguintes palavras: “até é boa pessoa”, “está sozinha, coitada”, “ajuda toda a gente”, “é muito simples”, “tem os filhos no desemprego”, “está doente”, “é um miserável, não tem nada”! “Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho”. Através de uma narração tão simples esconde-se uma breve explicação do caminho a fazer para cada um se encontrar com Jesus Cristo e seguir os seus passos. É cego quem não descobriu Jesus Cristo como Mestre e como Senhor. Em primeiro lugar, o cego Bartimeu só reconhece Jesus como Filho de David, como Messias. Mas Jesus está atento e disponível a deixar-se encontrar pelos que O procuram, como fez com Zaqueu. Depois, chamou o cego que atirou fora a capa, ou seja, desprendeu-se de tudo o que lhe pudesse impedir de ir ao encontro de Jesus. Deu um salto, libertado da miséria e respondeu a Jesus dando-lhe o título de Rabbuni, mestre, senhor, pedindo-lhe a fé: “Que eu veja”, ou que eu tenha fé. De imediato, Jesus percebeu o cego, como também me percebe a mim com prontidão: “Vai: a tua fé te salvou”. Assim, temos um final feliz: o cego recuperou a vista, abriram-se-lhe os olhos da fé, e seguiu Jesus como solução para a sua pobreza. E qual era o caminho que o cego percorria para seguir Jesus? Era o caminho para Jerusalém, para viver com Jesus a sua paixão, morte e ressurreição. No seu texto evangélico, a seguir à cura do cego Bartimeu, S. Marcos narra a entrada de Jesus em Jerusalém, recordada todos os anos no Domingo de Ramos. Também Jesus me chama a segui-Lo por este caminho.

31-10-2021

LEITURA ESPIRITUAL

No Monte Sinai, Moisés disse ao Senhor: «Mostra-me a tua glória». Deus respondeu-lhe: «Farei passar diante de ti toda a minha bondade, mas tu não poderás ver a minha face» (Ex 33,18ss).] Experimentar este desejo parece-me porvir de uma alma animada pelo amor à beleza essencial, uma alma a quem a esperança não para de conduzir da beleza que já viu para aquela que está para além. Este pedido audacioso, que ultrapassa os limites do desejo, almeja pela beleza que está para além do espelho, do reflexo, para a ver face a face. A voz divina satisfaz o pedido, recusando-o simultaneamente: a magnanimidade de Deus concede-lhe a satisfação do desejo mas, ao mesmo tempo, não lhe promete repouso nem saciedade. É nisto que consiste a verdadeira visão de Deus: quem para Ele eleva os olhos nunca mais cessa de O desejar. É por isso que Ele diz: «não poderás ver a minha face». O Senhor que tinha respondido a Moisés exprime-Se da mesma forma aos seus discípulos, clarificando o sentido desta simbologia. Ele diz «Se alguém quiser vir após Mim», (Lc 9,23) e não: «Se alguém quiser ir à minha frente». Ao que Lhe faz um pedido a respeito da vida eterna, propõe o mesmo: «Vem e segue-Me» (Lc 18,22). Ora, aquele que segue caminha virado para as costas daquele que o guia. Portanto, o ensinamento que Moisés recebe sobre a maneira pela qual é possível ver a Deus é este: ver a Deus é segui-Lo para onde Ele conduzir. Com efeito, aquele que não conhece o caminho não pode viajar em segurança se não seguir o guia. Este precede-o, mostrando-lhe o caminho; por isso, quem o segue não se desviará do caminho se se mantiver virado para as costas daquele que o conduz. Com efeito, se se deixar ir ao lado ou de frente para o guia tomará uma via diferente da indicada. Por isso, Deus diz àquele a quem conduz: «Não poderás ver a minha face», o que significa: «Não olhes de frente o teu guia» porque, se assim fizesses, correrias num sentido que Lhe é contrário. Como vês, é importante aprender a seguir a Deus: para aquele que assim O segue nenhuma contradição do mal se poderá opor ao seu caminhar. (São Gregório de Nissa, c. 335-395, monge, bispo, A Vida de Moisés, II, 231-233, 251-253 (a partir da trad. de cf. SC Iter, pp. 265ss.).

 

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Ano B - Tempo Comum - 31º Domingo - Boletim Dominical II

Politécnico da Guarda promove projetos para o envelhecimento ativo na região

O Instituto Politécnico da Guarda – IPG vai desenvolver projetos de investigação e de formação nas áreas do envelhecimento, da educação social e do envelhecimento ativo, no âmbito da parceria estabelecida com o Centro Distrital da Guarda do Instituto da Segurança Social e a União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social da Guarda – UDIPSS.

“Esta parceria é muito importante para o arranque de iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida da população idosa da região. A proximidade e a experiência de trabalho do Centro Distrital da Guarda da Segurança Social e da União Distrital das IPSS da Guarda em lares e IPSS são determinantes para o desenvolvimento de programas eficazes”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. “Iremos colaborar ativamente na formação e na investigação na área da educação social gerontológica”.

O protocolo de cooperação foi assinado na Guarda durante uma reunião entre o diretor do Centro Distrital da Guarda da Segurança Social, António Carlos Martins, o presidente da UDIPSS da Guarda, Rui Reis Pais, e o presidente do IPG, Joaquim Brigas.

“Numa altura em que o setor solidário é um dos setores que mais emprega na nossa região, revela-se absolutamente essencial esta parceria para atualizar os conhecimentos dos recursos humanos que já trabalham na área social e para preparar novos dirigentes capazes de inovar e de ampliar o desempenho das instituições”, afirma Rui Reis Pais, presidente da UDIPSS da Guarda. “A competência dos docentes e dos investigadores do Politécnico da Guarda será determinante nesta especialização”.

Segundo António Carlos Martins, o Centro Distrital da Guarda da Segurança Social está empenhado em colaborar com entidades da região no sentido de promover melhores condições de vida aos idosos para que possam envelhecer de forma saudável e para que continuem a ser úteis na sociedade. “Esta união com o IPG e com UDIPSS da Guarda vai permitir melhorar as condições das estruturas de apoio a idosos no distrito da Guarda, com recursos humanos qualificados”, conclui.

Esta parceria prevê a criação de “programas que permitam intervir junto dos cidadãos seniores e de populações em situação de fragilidade”, com vista à autonomização destes e à sua melhor integração social, e a promoção de abordagens transgeracionais e integradoras que promovam o “bem-estar e a saúde física e mental da população mais idosa”. As três entidades irão também organizar conferências e seminários.

Protocolo de Cooperação:

Protocolo Educação Social Gerontológica