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Artigo de Sara Morais- Depressão, a Fadiga e a Hipnose Clínica

Uma das características, frequentemente, associadas à depressão é a falta de energia e vitalidade tanto a um nível físico como psicológico. Esta fadiga condiciona a capacidade de trabalhar ou, até mesmo, realizar tarefas simples do quotidiano mesmo quando estas na realidade não representam um esforço, propriamente dito, mas são percecionadas pelo sujeito depressivo como depauperantes.

Na verdade, o cérebro humano evoluiu ao longo do tempo para adaptar e proteger a espécie Humana a um mundo cada vez mais exigente. O cérebro tem a capacidade de transformar o mundo real, de injetar a felicidade, de inventar o prazer e de potenciar a sensação de apego e pertença através dos vários neurotransmissores: dopamina, serotonina, endorfinas e adrenalina. Por exemplo, quando o leitor come um determinado alimento calórico, sente prazer ou, simplesmente, quando concretiza algo que sempre desejou sente uma maior sensação de energia e vitalidade.

Contudo, na depressão este sistema de recompensa e de construção do mundo real fica desregulado, o mundo perde a cor, a vida fica empobrecida e tudo o que acontece ao seu redor é percecionado como um chorrilho de eventos sem qualquer razão ou expressão. O leitor experiência, então, o que Augusto Cury advogada como o último estágio da dor Humana – a depressão. A realidade fica cinzenta, as capacidades cognitivas e físicas são lentificadas e instala-se o desinteresse pela procura do prazer e da felicidade.

É neste enquadramento que surge a Hipnose Clínica enquanto ferramenta terapêutica não convencional mas complementar e natural. O estado de Hipnose, por si só, caracteriza-se por um estado neurofisiológico natural que altera a perceção cognitiva, do exterior para o interior, permitindo a libertação natural dos neurotransmissores: dopamina e serotonina e por conseguinte, restabelece um equilíbrio neuro-químico. Neste seguimento, o leitor começa a sentir mais energia e o pensamento fica menos disperso. Numa fase posterior, o leitor vai desenvolver uma maior consciência sobre o seu “eu” interior e sobre as suas emoções, compreendendo um reajuste nos vários comportamentos e hábitos no roleplay do quotidiano, devolvendo assim o bem-estar e a qualidade de vida ao leitor.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

 

Artigo de opinião- Saúde-O privilégio de envelhecer – as dicas de que todos precisamos

Homens e mulheres não lidam de igual forma com os primeiros sinais de envelhecimento, mas são cada vez mais as pessoas que encaram com naturalidade esta nova fase e desfrutam em pleno de tudo aquilo que ainda têm para viver.

Mais do que nunca, o envelhecimento é encarado como um momento cheio de potencial, em que o bem-estar é essencial para que esta fase possa ser vivida em pleno. Homens e mulheres envelhecem de forma distinta e os desafios que enfrentam neste momento da vida são também diferentes, pelo que saber mais sobre esta fase pode ajudar a vivê-la da melhor forma.

Longe de provocar anseios constantes e de significar o fim de uma vida ativa como acontecia no passado, a menopausa é hoje encarada pelas mulheres como uma etapa natural da vida, com a qual se habituaram a conviver sem receios nem pudores. Conscientes de que esta fase pressupõe algumas alterações fisiológicas, as mulheres mantêm-se atentas aos sinais do corpo e munem-se de estratégias para minimizar os impactos da menopausa. No entanto, encarar a menopausa com naturalidade pode constituir a melhor estratégia de sempre.

A menopausa está associada ao fim do período menstrual da mulher e pode ocorrer repentina ou progressivamente. Em algumas mulheres, a menstruação aparece espaçadamente até desaparecer por completo, noutras chega a aparecer 2 vezes no mesmo mês ou simplesmente desaparece de uma só vez para não mais voltar. Com a menopausa, a função ovárica é suprimida e a produção de estrogénios reduzida, subindo a produção de progesterona. Em todos os casos, o procedimento mais adequado pressupõe a consulta do ginecologista, que analisará o historial clínico da mulher e definirá o melhor caminho a seguir tendo em vista a minimização dos sintomas que a mulher poderá sentir na menopausa. Os afrontamentos são o sintoma mais tradicionalmente associado à menopausa e afetam as mulheres sobretudo nos primeiros anos de diminuição do período menstrual. Além dos afrontamentos, muitas mulheres relatam mudanças bruscas de humor, distúrbios do sono e aumento de peso, entre outros sintomas.

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Artigo de Sara Morais– A Felicidade, o prazer e a Hipnose Clínica

A vida é como um bolo, poderá ser deliciosa ou, simplesmente, dura consigo, poderá exibir um aspeto divinal e ser uma verdadeira desilusão, ou poderá aparentar simplicidade, mas ser agradável ao palato. Uma coisa é certa, a felicidade e o prazer são os dois ingredientes fundamentais, diria mesmo, a Cereja no Topo do Bolo.

Mas, atenção! A felicidade e o prazer são ingredientes que não se substituem um ao outro uma vez que apresentam funções neurais distintas, embora algumas vezes o leitor as possa confundir. A felicidade é algo que requer paciência e planeamento, é duradoura, constituída por emoções positivas, sentimentos de alegria e sensações de prazer. Este ingrediente é nutrido pelo neurotransmissor serotonina que se produz quando exerce pensamentos positivos e, substancialmente, quando o seu pensamento é predominantemente mais otimista. O prazer, por outro lado, consiste numa resposta direta aos impulsos físicos e está, naturalmente, ligado ao ato de receber e é alimentado pela dopamina. Contudo, ambos os ingredientes são aditivos, por isso é que a sabedoria popular dita que o que é doce nunca amargou.

Ao saborear uma fatia de bolo o leitor vai, automaticamente, aumentar a produção de dopamina, mas cuidado com os exageros. Saiba, também, que ao fazê-lo poderá desenvolver pensamentos positivos o que vai libertar um aumento da circulação da endorfina que equilibra o sistema nervoso autónomo simpático e parassimpático concedendo-lhe a sensação de felicidade. Contudo, após a ingestão, sentir-se-á com mais vontade de comer para manter aquela sensação de prazer. Certamente, já comeu algo doce quando se sentia sem energia ou, simplesmente, triste com o intuito de sentir, novamente, aquela sensação de prazer e conforto.

Mais do que nunca, é importante desenvolver o conhecimento sobre si mesmo, sobre os seus impulsos e comportamentos que podem ou não gerar desequilíbrios emocionais e psicológicos. É nesta medida que surge a Hipnose Clínica, não só como uma ferramenta terapêutica para intervir nos desequilíbrios emocionais, mas, também, desenvolver o conhecimento e o controlo sobre a sua mente. Numa fase inicial, a Hipnose Clínica visa compreender e trabalhar as emoções negativas mal geridas. É posteriormente, desenvolvido, um novo conceito mais favorável que irá contribuir para desenvolver uma nova reprogramação mental em que o leitor tomará escolhas conscientes saboreando o bolo de forma prazerosa, ao mesmo tempo que desenvolve a sua felicidade em experienciar as pequenas e boas coisas que a vida tem para lhe oferecer. A Hipnose Clínica, permite ao leitor transformar o círculo vicioso a seu favor, num comportamento ajustado para potenciar o equilíbrio da sua saúde.

“Nada é Suficiente para quem julga o suficiente demasiadamente pouco” Epicuro

 No próximo boletim de saúde poderá analisar mais sobre Depressão e sentimento de Fatiga e de que forma a Hipnose Clínica pode ajudar.

Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

 

Dia Mundial do Microbioma assinalado

Assinala-se segunda-feira, dia 27 de junho, o Dia Mundial do Microbioma, que tem como objetivo sensibilizar para a importância que estes seres microscópicos têm na preservação da saúde humana e do planeta. Estes microrganismos que estão em toda a parte – micróbios, bactérias, fungos – vivem também em comunidades no nosso organismo: pele, ouvidos, boca, pulmões e intestinos. A cada uma destas comunidades dá-se o nome microbiota* e tem um papel fundamental no equilíbrio do corpo humano. São os nossos escudos protetores contra doenças. Ler Mais »

IPO de Coimbra obteve 5ª acreditação pelo CHKS

O IPO de Coimbra obteve pela quinta vez a acreditação pelo CHKS (Caspe Healthcare Knowledge Systems), relativamente à implementação dos seus processos e normas, o que comprova o cumprimento dos padrões internacionais das melhores práticas.

Após avaliação por uma equipa externa de profissionais de saúde seniores, com formação de auditoria e revisão por pares, o IPO de Coimbra conseguiu demonstrar, num contexto particularmente difícil de pandemia, a conformidade com os requisitos da qualidade exigíveis.

Moyra Amess, Diretora do Departamento de Acreditação do CHKS referiu a propósito que: “O processo de acreditação requer dedicação e compromisso. Cada organização para a qual concedemos este prémio provou aos nossos avaliadores externos que os seus padrões e processos cumprem os padrões internacionais das melhores práticas. Esta é uma conquista significativa”.

A distinção agora atribuída significa fundamentalmente o reconhecimento da “marca” IPOFG, o que só pode reforçar a posição do IPO de Coimbra como instituição de referência na área da oncologia que assegura há 60 anos na região centro, com rigor e competência, a prestação de cuidados ao doente oncológico.

Para os cidadãos, esta acreditação internacional significará certamente o reforço da confiança numa instituição cuja qualidade e prestígio aqui fica também uma vez mais reconhecida.

Recorde-se que o IPO de Coimbra é uma instituição acreditada por esta entidade desde 2005 tendo obtido sucessivas reacreditações em 2010, 2014 e 2017.

Artigo de Sara Morais— Comportamentos repetidos e padrões autodestrutivos

No início do ano prometeu para si mesmo que este ano seria diferente, que agora ia controlar o seu apetite ou, simplesmente, que iria parar de fumar. Mas, entre mil e uma tentativas, ainda não conseguiu. E aquela tarefa ou assunto que está por resolver, e todos os dias o dia termina e não a concretiza?! Promete que não compra mais nenhuma peça de roupa, pois o seu armário está a abarrotar, mas ainda assim, porque o preço está apetecível… cede!

O tempo vai passando e, de facto durante algum tempo, vai conseguindo manter a motivação dia após dia, ganhando a convicção que AGORA, sim, vai controlar melhor as coisas. No final das contas, é algo que realmente deseja atingir – a mudança. Mas este entusiasmo é sol de pouca dura.

Os padrões de comportamento repetitivo são hábitos que foi construindo ao longo da vida em resposta às várias necessidades interiores que foram surgindo perante as diversas experiências que vivenciou. Há algo, dentro do leitor, ou de alguém com quem se relaciona, que carece daquele padrão comportamental que tanto gostaria de contrariar, mas que acaba por ceder por ser mais forte que o seu próprio desejo.

Comportamentos como a reincidência de maus relacionamentos, de adições, de fracasso, de sentimentos de raiva, de compulsões alimentares ou até mesmo, a subjugação a maus-tratos, são padrões autodestrutivos que devem ser sinalizados como sintomas dos quais deve permanecer alerta. Importa referir, que estes comportamentos compensatórios, para além de se alimentarem das crenças limitantes do leitor, têm uma agenda muito clara – a busca do prazer ou o preenchimento de um determinado vazio interno. Não tem, contudo, haver com falta de autocontrolo, de motivação ou força de vontade.

Uma vez que os hábitos e comportamentos autodestrutivos estão armazenados no subconsciente, a Hipnose Clínica torna-se uma ferramenta terapêutica de grande auxílio no processo de mudança que deseja alcançar. A terapia oferece ao leitor a possibilidade de identificar e compreender a raiz da carência intrínseca que sustenta os comportamentos indesejáveis. Ao compreender a necessidade em relação à existência e persistência do sintoma, em resposta a algum evento ou experiência que vivenciou, automaticamente, elimina a necessidade e, por conseguinte, o padrão repetitivo e autodestrutivo.

Para concluir, o pensamento é como a água, que corre sem parar, com força, e o comportamento é a expressão natural dessa mesma energia, se lutar contra essa movimentação vai desperdiçar a sua energia e aumentar a intensidade do desequilíbrio, mas se a compreender conseguirá abrandar o fluxo e conquistar a tranquilidade.

No próximo boletim de saúde poderá verificar mais sobre as diferenças entre felicidade e prazer e o respetivo papel da Hipnose Clínica.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Ana Carolina Marques—Dúvidas mais comuns na área da Terapia da Fala Não custa nada ficar informado!

·         Como inicia o acompanhamento na terapia da fala?

O trabalho do terapeuta da fala divide-se em três fases: entrevista (anamnese), avaliação e tratamento. Na entrevista é feita uma recolha dos dados do paciente e do historial clínico, e em seguida é feita a avaliação de acordo com a queixa apresentada. Com base nos resultados obtidos, traça-se o plano terapêutico a ser implementado nas consultas seguintes e estabelece-se a periodicidade das mesmas.

·         O terapeuta da fala intervém com crianças?

A atuação do terapeuta da fala é muito abrangente, estendendo-se a todas as faixas etárias, desde o bebé recém-nascido ao adulto idoso.

·         Quando devo procurar o terapeuta da fala?

A procura de um terapeuta da fala deve obedecer à deteção de alguns sinais de alerta: atraso ou dificuldades no desenvolvimento da linguagem (comparativamente a outras crianças), gaguez, trocas e/ou omissões de sons, rouquidão, alterações no desenvolvimento motor (começou a segurar a cabeça, a andar ou a falar tardiamente), uso de chupeta, biberão, sucção do dedo, respiração oral, alteração na mastigação, na deglutição, dificuldades na leitura/escrita, dificuldades de compreensão, entre outros.

 

·         O uso da chupeta até idades tardias atrasa a fala?

O uso de chupeta, como também outros hábitos orais nocivos, tais como o uso do biberão, sugar o dedo, roer as unhas, morder os lábios, língua, bochechas e outros objetos (lápis, brinquedos, etc.), apertar e ranger os dentes, respiração oral, posição de repouso da língua alterada, entre outros, irão alterar a musculatura da boca e da face, imprescindível à produção dos sons da fala e às funções de mastigação e de deglutição, logo pode causar impactos significativos.

 

·         Qual é a diferença entre respirar pelo nariz e pela boca?

Na respiração nasal, o ar é humedecido, aquecido e filtrado de impurezas, enquanto o ar respirado pela boca chega ao organismo como se encontra no ambiente, ou seja, seco, frio e com impurezas, podendo causar problemas respiratórios. Além disso, sendo esta função responsável pelo desenvolvimento craniofacial, o padrão respiratório oral pode causar alterações no desenvolvimento dos dentes (oclusão dentária) e da musculatura da face (lábios, língua, bochechas, etc.), podendo gerar alterações na articulação, na voz, na mastigação e na deglutição, bem como alterações de sono e dificuldades de atenção e de concentração.

 

·          É possível “curar” a gaguez, mesmo em idade adulta?

Existem muitas abordagens, tanto em crianças, como em adultos, e todas elas visam minimizar os efeitos da disfluência (gaguez) e melhorar a experiência comunicacional da pessoa com os seus vários interlocutores, nos diferentes contextos, pois, uma vez que se trata de um problema de etiologia multifatorial e com diversos níveis de gravidade, não se pode falar em “reverter o processo” mas sim modificá-lo.

·         Comecei a usar aparelho ortodôntico e o meu médico dentista encaminhou-me para a terapia da fala. O que vou fazer à terapia?

As alterações dentárias e ósseas podem interferir nas funções de mastigar, deglutir, falar e respirar, assim como estas mesmas funções, quando realizadas de forma inadequada, podem causar ou contribuir para o surgimento ou reaparecimento de alterações dentárias. Assim, para além de corrigir estruturas dentárias e ósseas, é necessário avaliar e adequar as estruturas estomatognáticas (lábios, língua, bochechas, palato mole) e respetivas funções que as mantêm, a fim de proporcionar o equilíbrio, estabilidade e harmonia orofaciais.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Federação Nacional dos Médicos (FNAM) teme pela municipalização da Saúde

Para a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), a municipalização da Saúde parte de uma visão de espartilhamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), colocando em causa o acesso aos Cuidados de Saúde Primários e impondo um difícil peso financeiro aos municípios, com o objetivo final da privatização dos serviços de saúde.

O processo de transferência de competências na área da Saúde para as autarquias e entidades intermunicipais, concretizado pelo Decreto-Lei n.º 23/2019, determinava a transferência, até 31 de março de 2022, de responsabilidades, no que diz respeito à construção, gestão, manutenção e conservação das infraestruturas, serviços de apoio logístico e de uma parte dos recursos humanos (assistentes operacionais) nos Cuidados de Saúde Primários (CSP).

Muitas câmaras municipais não aderiram a este processo, sendo que no final de março apenas 28% dos municípios tinham aceitado estas competências.

A FNAM rejeita frontalmente este processo de desresponsabilização da Administração Central e do Ministério da Saúde (MS) de um conjunto de competências centrais para a prestação de Cuidados de Saúde Primários, implicando um risco real de perda de qualidade, tanto na definição de políticas de saúde transversais e consistentes, promovendo a desagregação das decisões em saúde, como na sua aplicação equitativa pela população portuguesa.

Os cidadãos vão, deste modo, ficar reféns da capacidade política e técnica dos municípios onde residem para a negociação dos orçamentos necessários, para a concretização dos investimentos em instalações e equipamentos e respetiva manutenção, e da sua preparação na gestão dos recursos humanos indispensáveis para a efetivação do seu direito à saúde.

Fica assim em xeque a universalidade e a equidade no acesso à saúde, prevista na Constituição da República Portuguesa.

Caso se verifique o avanço deste processo, iremos certamente assistir a situações de competição entre municípios, ao invés da desejável colaboração entre entidade públicas e à adoção de medidas populistas desgarradas, apenas com objetivos eleitoralistas, fragmentando as políticas de saúde para ir ao encontro das conveniências e dos interesses locais. A própria negociação dos autos de transferência é já uma primeira confirmação das iniquidades do processo, com medidas que poderão variar acentuadamente de município para município.

A FNAM denuncia ainda a possibilidade de abertura de um processo conducente à privatização dos CSP, há muito desejada pelos grupos económicos privados, através da concretização das Unidade de Saúde Familiares modelo C, inicialmente com gestão partilhada pelas autarquias e no futuro exclusivamente privada. Assim, a equidade no acesso à saúde ficaria ainda mais em causa, contribuindo para uma maior desresponsabilização do MS das suas obrigações quanto à prestação de cuidados transversais e abrangentes à população.

Importa ainda questionar se a transferência, numa primeira fase, dos assistentes operacionais servirá como uma «rampa de lançamento» para a futura transferência das demais carreiras – médicos, enfermeiros, secretários clínicos e técnicos superiores de saúde – como se verificou noutros países que já passaram por processos semelhantes, para que num futuro próximo estes profissionais venham a ser também transferidos para a esfera municipal ou mesmo privada.

Estamos, assim, perante um processo histórico e de cariz profundamente ideológico, com o objetivo de confundir descentralização da Administração Pública com o verdadeiro desmembramento e pulverização do SNS, de desenvolvimento de lógicas meramente locais desinseridas de uma política de saúde nacional e de criação de uma enorme sobrecarga logística e financeira para os municípios, com os serviços de saúde que os negócios privados não considerarem apetecíveis.

A FNAM opõe-se frontalmente a este ataque aos pilares essenciais do Estado Social e ao comprometimento do bem-estar futuro da população, pelo que desenvolverá todos os esforços para contrariar a desagregação do SNS, pugnando pela unidade, universalidade, equidade e qualidade nas políticas, serviços e profissionais de saúde em Portugal.

Dia Mundial das Doenças Digestivas a 29 de maio

O Dia Mundial das Doenças Digestivas assinala-se a 29 de maio, uma efeméride que tem como objetivo mobilizar e orientar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças do aparelho digestivo.

O número de doenças digestivas em Portugal está a aumentar. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), o cancro digestivo (pâncreas, fígado, esófago, estômago e colorretal) regista números bastante elevados em todo o mundo, pelo que Portugal não é exceção, representando 10% da mortalidade portuguesa e matando atualmente um português por hora.

O cancro colorretal (ou cancro do colón e do reto) é o mais comum na Europa e o 3º cancro mais comum no mundo. A incidência e mortalidade variam muito de país para país. Em Portugal, todos os dias são diagnosticados 27 novos casos de cancro colorretal, o que significa que por ano surgem cerca de 10 mil novos doentes.

Este tipo de cancro tem uma progressão lenta e silenciosa, assintomática, que muitas vezes pode ser superior a 10 anos. No entanto, a realização de rastreios, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, diminui a mortalidade por cancro colorretal em aproximadamente 16%.

 

Artigo de Saúde de Sara Morais— Ao Encontro do Desejo e da Necessidade

O longo caminho da vida é ditoso, errante, repleto de dualidades o que implica uma boa dose de perseverança e compreensão sobre os processos do “eu”. Na jornada, o leitor é confrontado por dois importantíssimos atalhos: o Desejo e a Necessidade.

Desejo é, intrinsecamente, algo que lhe é familiar. Não vale a pena negar… Já por diversas vezes, durante a sua caminhada, fechou os olhos e, sim, abandonou a razão, ou qualquer ato consciente e, instintivamente, desejou algo como se estivesse à mercê da roda da fortuna. Essa força instintiva e inconsciente é crescente e perentória à medida que o Ser Humano vai interagindo e experienciado ao longo dos anos. O desejo, designa-se, assim, por uma energia direcionada para satisfazer algo que realmente quer muito, mas que não é imperativa para a sua sobrevivência.

Em termos fisiológicos este processo ocorre quando o centro de recompensa, localizado no cérebro, é submerso pela substância dopamina que cria a sensação de desejo, contudo sem causar um impacto hedônico. Assim, quando o leitor é submetido a uma experiência de superação, como por exemplo: ganhar um concurso ou concluir uma obra de arte; a dopamina é produzida em grandes quantidades e, por conseguinte, leva-o a desejar, através da recordação, a experienciar mais momentos equiparados.

Por vezes, o leitor usa este atalho para suprimir a distância de um caminho mais longo, porque o faz sentir temporariamente mais preenchido ou, simplesmente, porque faz parte da sua natureza. O desejo é um processo que deve ser usado para alavancar o sujeito para ação e para o desenvolvimento do conhecimento através da experimentação. Contudo, se usado de forma imprudente poderá levá-lo a divergir do seu carreiro equilibrado e saudável.

Do outro lado da bifurcação encontra a Necessidade que é tudo o que representa a carência capaz de comprometer a sobrevivência e, por essa razão, quando não colmatada, recebe toda atenção e energia do sujeito, como por exemplo: a fome. No momento em que a concentração de nutrientes (glicose no sangue) está diminuída, o Hipotálamo recebe ordens para procurar a ingestão de alimento para compensar a carência orgânica. Por este motivo, é que o leitor já terá escutado que “a necessidade aguça o engenho”, ou seja, quando uma privação representada pela pirâmide de Maslow é percebida, o individuo é motivado para direcionar a sua energia para satisfazer as suas carências.

A saúde mental é, também, dependente da busca pela satisfação das necessidades e pelo adorno dos desejos. Por isso é fundamental ter clareza sobre estes processos para ajudá-lo a compreender as necessidades por de trás dos desejos. O desejo não tem que ser um viés negativo, pois faz parte da natureza humana. Contudo é importante desenvolver a autoconsciência e o autoconhecimento para estabelecer um equilíbrio entre estes dois processos.

Ao experienciar a Hipnose Clínica, o leitor terá a possibilidade de entrar em contacto com os seus desejos e carências mais profundas. Tomar consciência das dificuldades e identificar as suas necessidades, libertar-se da condição de refém pelos impulsos. Surge, então, uma consciência trabalhada no sentido de buscar para a sua vida um equilíbrio sustentado na satisfação das suas necessidades pelo meio da alimentação adequada, segurança, educação, lazer, socialização, e auto valorização.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” nesta sua caminhada em que as várias exigências beliscam, diariamente, o seu trajeto de vida saudável e equilibrado.

No próximo boletim saúde poderá verificar mais sobre por que repetimos os padrões autodestrutivos e o papel da Hipnose Clínica.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com