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Ciclo Webinares LadoaLado.Com a Comunidade

A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) vai organizar um Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, cuja primeira sessão decorre já no dia 25 de setembro, com o tema “Cuidado com a coluna”.

Cuidado com a coluna é a primeira sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, iniciativa desenvolvida pela SRCentro para dar a conhecer os diversos projetos desenvolvidos pelas equipas de Enfermagem junto dos seus utentes/comunidades dentro da sua área de abrangência.

Este webinar, que se inicia às 18h no dia 25 de Setembro, irá apresentar o projeto Cuidado com a coluna, desenvolvido no âmbito do Programa de Promoção da Saúde Infantil e Prevenção da Doença e no Programa de Saúde Escolar, em conjunto com a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Agrupamentos Escolas Coimbra Oeste.

A sessão online tem como objetivos promover a reflexão sobre os resultados do estudo; dinamizar o debate sobre esta temática entre e na comunidade, incluindo jovens, agentes parentais, professores, enfermeiros, entre outros e sensibilizar para os cuidados de prevenção e o impacto das limitações decorrentes das posturas
incorretas na posição sentada e transporte de peso excessivo na mochila.

Ana Paula Morais, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação e Presidente da Mesa da Assembleia Regional; e os médicos Inês Ferro e Filipe Carvalho, do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, Rovisco Pais irão explicar esta atividade.

A moderação do painel estará a cargo de Carla Santos, Vogal do Conselho Diretivo Regional da SRCentro.

A atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional. A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único .

Além disso, encarregados de educação e professores também se poderão inscrever através deste link:
https://forms.gle/vcD7VHJddxadQVsb9

Até ao final do ano serão promovidos mais eventos online dentro deste ciclo de webinares.

Artigo de Sara Morais—- Auto Estima e a Hipnose Clínica

Viajar pelas memórias é algo recorrente, por vezes nostálgico, mas é um ato de coragem; de reflexão, sobretudo de conhecimento e de construção de auto perceção. É o despertar, num olhar atento e consciente sobre a própria resposta comportamental e emocional assentes no aforismo grego “conhece a ti mesmo”. Esta construção psicológica denomina-se de autoestima.

Autoestima representa a coluna dorsal do “eu interior”, uma vez que sustenta o bom ou o mau funcionamento emocional, num processo de auto avaliação contínuo, capaz de condicionar a forma como se sente a seu respeito. No fundo, tem um papel preponderante na estruturação psicológica do ser humano.

Se cada ação é produto do pensamento, então a criação de um quociente positivo vai promover maior segurança e autoconfiança para atingir um determinado objetivo. No fundo é como um moinho, só funciona de forma eficiente e equilibrado se existir força da água, neste caso, energia através da construção de um ou mais pensamentos positivos.  Porém, se a corrente do pensamento for parca, porque é efetivamente negativa, a força da ação vai ser concordante com a dúvida, e o moinho pára, entra em estagnação – baixa autoestima.

Por exemplo, imagine que o curso de água representa as frequentes reprovações e menções de incapacidade na infância, que são gravadas mentalmente ao longo do de todo crescimento pela mente subconsciente. Esse caudal não cessa, mas não possui uma força que faça girar o moinho da autoconfiança, pelo contrário, é uma força contrária que provoca fragmentação do moinho (“eu interior”).

A baixa autoestima é caracterizada por diversos comportamentos e sensações, tendo como os mais predominantes a procura pela aprovação, os pensamentos negativos e ruminantes; o sentimento de incapacidade em atingir determinados objetivos, sensação de diminuição perante seus pares, entre muitos outros que condicionam um desempenho comportamental e emocional ativo e dinâmico.

Neste seguimento, a versatilidade da Hipnose Clínica enquanto ferramenta terapêutica e desenvolvimento pessoal vem pulsar a ampliação da autoestima. A terapêutica terá como enfoque inicial identificar a raiz do problema, passando posteriormente para a eliminação das gravações das experiências negativas dotando o paciente de ferramentas para promover um novo olhar perante as experiências passadas, através de um trabalho focado nas crenças limitadoras. Esta perspetivação, vai alicerçar a prática do auto elogio, desenvolver o auto cuidado, e por conseguinte permitir a realização de objetivos.  Neste seguimento, vai existir uma reeducação mental permitindo o fluxo de pensamentos construtivos cada vez mais abundantes e frequentes, com uma carga positiva capaz de fazer mover o “eu interior” de forma ajustada e equilibrada perante as várias situações da vida.

“Água parada não move moinho” provérbio português.

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 912 583 244

sfilipa.morais@gmail.com

IPO de Coimbra – Auto de Consignação Empreitada de Requalificação do Edifício da Cirurgia e Imagiologia

  • O IPO de Coimbra procedeu à assinatura do auto de consignação da Empreitada de O IPO de Coimbra procedeu, hoje, à assinatura do auto de consignação da Empreitada de Requalificação do Edifício da Cirurgia e Imagiologia.
  • A empreitada foi adjudicada à empresa Embeiral – Engenharia e Construção S.A, com um valor de adjudicação de 22.699.530,83 € (acrescido de IVA à taxa legal em vigor), após concurso público e será iniciada no presente mês de setembro;
  • A fiscalização da obra ficará a cargo da empresa VHM (Vítor Hugo – Coordenação e Gestão de Projetos);
  • É uma obra que marcará de forma inexorável o IPO de Coimbra, a Cidade e a Região, uma vez que contribuirá para uma melhoria significativa no cuidar do doente oncológico;
  • Esta obra implicará alterações no campus hospitalar e área envolvente, necessárias à sua execução, garantindo a atividade do IPO de Coimbra e a segurança de doentes e profissionais.

Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo condecorado na visita ao Centro de Vacinação

O Centro de Vacinação da Guarda recebeu a visita do Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, Coordenador da Task Force e a Secretária de Estado da Ação Social, Rita  Mendes  e assinaram livro de honra da ULSG. O município da Guarda associou-se também a esta iniciativa e condecorou com a Medalha de Excelência e Dedicação , “pelo serviço exemplar que tem prestado à nação” o Vice-Almirante Gouveia e Melo. O convite partiu do Conselho de Administração da ULS da Guarda.

Gouveia e Melo também realçou o papel “extraordinário” desempenhado pelo Ministério da Saúde e por “todos os portugueses que, de uma forma ordeira, se apresentaram ao processo de vacinação”.

“Nós já vacinámos mais de 80% da nossa população[72% dos quais já tem a vacinação completa], quando outros países mais ricos, com mais capacidades não o conseguiram fazer”, apontou o coordenador.

fonte:ULSG/Lusa/Fim

Artigo de Saúde – Engasgamento

Vulgarmente chamado de engasgamento, a obstrução da via aérea, é comum acontecer no dia a dia de qualquer cidadão, sendo vulgar em crianças, e pessoas com mais idade devido a dificuldade em engolir.

A obstrução da via aérea na sua generalidade pode ter três causas, sendo que a mais vulgar e aquela que encontramos como mais frequência é a obstrução mecânica, sendo
essa aquela que me irei debruçar.

A obstrução mecânica da via aérea, o vulgar engasgamento acontece quando um corpo estranho, normalmente comida ou bebida ocupa parte da garganta, e canais por onde o ar passa de e para os pulmões impedindo a sua passagem total ou parcialmente, impedindo a vítima de respirar de forma eficaz. Saliente-se que comida ou bebida são os corpos estranhos mais comuns.

Como socorrer uma vítima de engasgamento então?

Antes de correr a ligar para o 112, os presentes podem, e devem fazer algo; a simples chamada para o 112 não impede que algo se faça enquanto o sistema de emergência é acionado, até porque entre a chamada e a chegada de uma ambulância, irá passar algum tempo, tempo esse que pode ser essencial e crucial para a nossa vítima.
Duas situações; a vítima tosse; nesta situação há passagem de ar, ainda que parcialmente, a tosse funciona como uma defesa do nosso corpo obrigando o corpo estranho a sair pela força que provoca ao expulsar o ar. Nesta situação apenas se deve encorajar a vítima a tossir.

A vítima não tosse; a passagem do ar está totalmente bloqueada; nesta situação, e enquanto uma pessoa liga para o 112, outra pessoa aplica 5 pancadas com a palma da mão nas costas da vítima (mesmo abaixo do pescoço) e depois abraçando a vítima por detrás com os braços, pressiona a chamada boca do estômago para dentro e para cima com as mãos fechadas e agarrada uma à outra 5 vezes; e repete este procedimento (pancadas nas costas, apertar a boca do estômago até que a vítima melhore ou chegue socorro.)

De salientar, que mais vale fazer estas duas técnicas simples do que não fazer; o não fazer e esperar por uma ambulância pode implicar a morte da pessoa engasgada.

(Estes procedimentos estão homologados pelo CRP e pelo ERC fazendo parte das técnicas de desobstrução da via aérea ministradas pelo INEM para leigos, população geral e TEHP’s)

Augusto Falcão

Saúde-Herpes labial: sabe mesmo como evitar e tratar?

Ardor, comichão, formigueiro, aumento da sensibilidade, aparecimento de uma mancha vermelha, inchaço ou dormência, tudo isto na zona dos lábios. Estes sintomas são-lhe familiares? É muito provável que a resposta seja afirmativa, já que a Organização Mundial de Saúde estima que, em todo o mundo, cerca de 3.700 milhões de pessoas com idade inferior a 50 anos (67%) sejam portadoras do Vírus Herpes Simplex tipo I (HSV1), responsável pelo herpes labial, uma infeção frequente que pode afetar a pele e as mucosas.

De acordo com a médica Letícia Cabral, especialista em Medicina Geral e Familiar no Hospital Lusíadas, em Lisboa, a primeira vez que a pessoa é infetada “ocorre geralmente na infância e é frequentemente assintomática, mas há casos em que pode originar gengivo-estomatite aguda”, isto é, uma infeção muito contagiosa caracterizada por febre alta e presença de pequenas lesões dolorosas nas gengivas, lábios e língua. “O vírus permanece depois latente ao longo da vida, podendo sofrer reativação em determinadas circunstâncias sob a forma de acesso recorrente de herpes labial”, explica.

Na forma mais usual, o herpes labial manifesta-se através de “lesões vesiculares ou úlceras na face externa dos lábios, nas regiões à volta dos lábios ou no nariz”, e “os sintomas e sinais são variáveis”. Segundo a médica, algumas pessoas podem referir sintomas como ardor, prurido, formigueiro, sensibilidade, inchaço ou dormência na área afetada, sendo também possível “observar uma mácula vermelha que pode estar recoberta por vesículas que podem romper e originar exsudado”, diz, referindo-se às pequenas bolhas características desta infeção, que depois de rebentadas dão origem a uma ferida. Além disso, há quem relate “dor ao ingerir alimentos”. Em regra, “as lesões podem cicatrizar em duas a três semanas sem deixar cicatriz”.

Quem está em maior risco?

Toda a gente pode contrair herpes labial, tendo em conta que o vírus “é extremamente contagioso e pode ser adquirido através de proximidade, como ao beijar ou ao partilhar objetos pessoais com quem apresenta lesões ativas”. Ainda assim, há fatores que podem facilitar o aparecimento de herpes labial, nomeadamente, infeções como gripe ou constipação, febre, fadiga, stress intenso, doenças autoimunes, tratamento com antibióticos ou exposição excessiva ao sol.

Apesar de esta ser “uma doença benigna e com um curso autolimitado”, Letícia Cabral adverte que “pode ser mais grave em doentes imunocomprometidos”, ou seja, que tenham o seu sistema imunitário de alguma forma afetado, por exemplo, portadores do vírus da imunodeficiência humana (VIH), doentes que tenham realizado um transplante de órgão ou recebido quimioterapia. Também quem sofre de dermatite atópica está mais suscetível a complicações, pelo que deve manter vigilância.

Evitar o contágio é fundamental

É possível estar-se infetado sem nunca apresentar sinais ou sintomas, mas mesmo nestes casos é possível transmitir o vírus. Ainda assim, este é mais contagioso quando se encontra ativo e as pequenas bolhas são visíveis, porque se propaga de maneira mais rápida através dos fluidos corporais. Para evitar o contágio, há que proceder da seguinte forma:

  • Manter precaução quando a pessoa apresenta as lesões ativas, nomeadamente, evitando beijos ou a partilha de objetos de uso pessoal, como copos, talheres, batons, toalhas ou outros utensílios;
  • Não esfregar os olhos ou pálpebras;
  • Evitar tocar nas lesões, dando especial atenção à higiene das mãos para evitar transmitir o vírus (não só a outras pessoas como também a outras partes do corpo);
  • Depois da aplicação da medicação, as mãos devem ser muito bem lavadas com água e sabão suave, finalizando com uso de antissético.
  • Tratamento do herpes labial

Em muitos casos, o vírus do herpes permanece inativo durante algum tempo, podendo manifestar-se de repente, por exemplo, devido a um quadro de febre, sistema imunitário enfraquecido, excesso de sol ou alterações hormonais.

É importante iniciar o tratamento quanto antes, de preferência, nas primeiras 48 horas após o aparecimento de sintomas. Quanto ao tratamento a administrar, este dependerá de diversos fatores, entre os quais, o estado do sistema imunitário do doente; a localização e a gravidade das lesões; a existência, ou não, de gravidez; o facto de se tratar da primeira vez que se tem a infeção ou se ela é recorrente e ainda a frequência das crises.

Nas palavras de Letícia Cabral, “o objetivo principal é reduzir a frequência e a gravidade do herpes labial, aliviando sintomas e reduzindo a probabilidade de infeções bacterianas secundárias”. Nesse sentido, realça que “os protetores tópicos, como a alantoína, a vaselina e o óxido de zinco, podem aliviar a secura da pele e prevenir as fissuras”, o que minimiza o risco de outras infeções.

É comum o tratamento com antivíricos, nomeadamente com Aciclovir, que “encurta a duração da febre, das lesões labiais e orofaríngeas, assim como reduz as dificuldades de ingestão alimentar e atenua a reprodução do vírus”. A médica sublinha que o Aciclovir, em creme ou pomada, “deve ser usado até cinco vezes por dia até 10 dias, no máximo”. Por outro lado, indica que “os pensos com hidrocoloides mostraram recentemente evidência no tratamento, com uma eficácia semelhante ao Aciclovir em creme e com boa tolerância”. Já os antivíricos orais “podem ser usados em casos graves ou em doentes imunocomprometidos com risco de desenvolvimento de complicações, sendo geralmente bem tolerados”.

Atenção às crises seguintes

Após um primeiro episódio de herpes, o vírus permanece latente e pode voltar a surgir novamente no mesmo local. De acordo com a especialista em Medicina Geral e Familiar, “a recorrência é menos grave do que a infeção primária”, sendo normalmente antecedida por uma sensação de queimadura, que se manifesta antes do aparecimento propriamente dito da lesão.

O tratamento destes novos episódios “deve ser iniciado ao mínimo sinal de recorrência” e “o médico pode aconselhar medicação em casos de infeção com seis ou mais episódios num ano”, esclarece, acrescentando que “os tratamentos com os antivíricos Aciclovir e Valaciclovir provaram reduzir as lesões em um a dois dias”.

O efeito do sol – atenção ao verão

Para algumas pessoas, o sol é um fator que pode desencadear o aparecimento do herpes labial. A médica lembra que quem se encontra nesta situação “deve usar um protetor solar nos lábios e no rosto para diminuir as recorrências”. “O antivírico tópico ou oral iniciado antes da exposição solar pode proporcionar alguma proteção”, salienta ainda.

Quando consultar um médico?

Tendo em conta que o herpes labial é uma doença benigna e, em regra, sem complicações associadas, a necessidade de acompanhamento médico reserva-se para casos especiais. Entre estes, destacam-se os já referidos “doentes imunodeprimidos ou que apresentem formas graves ou frequentes”. Para estes, recomenda-se tratamento precoce, podendo estar também “indicado um tratamento crónico sistémico prescrito por um médico”.

A especialista lembra ainda que o acompanhamento por um clínico é recomendado “se ocorrer um quadro de erupção com febre intensa ou dor com intensidade grave, assim como se as vesículas se expandirem além dos lábios e da face, em especial para os olhos, ou se não houver melhoria dos sintomas após uma semana de tratamento”. Por outro lado, “se as crises de herpes labial forem superiores a seis por ano é aconselhável também uma avaliação médica”.

Conselho cientifico

Conteúdo revisto pelo Conselho Científico da AdvanceCare.

Artigo de Sara Morais– O auto conceito e a Hipnose Clínica

Durante este flagelo epidémico, muito daquilo que é a estrutura que vai de encontro ao nosso “eu” interior foi abalada. Os nossos mapas mentais, criados pelas nossas experiências que concedem ao espaço comportamental e emocional todo o protagonismo de atuação, foi reconfigurado, por outras capacidades e novas formas de transportar o “eu” interior para diferentes conceitos de ser e de estar promovendo a discrepância e dissonância sobre o próprio processo de identificação.

O Auto conceito é um conjunto de ideias, crenças que permitem formar uma definição sobre si mesmo. Esta construção é alicerçada pelas diversas variáveis, desde: as características físicas à personalidade; passando pelos diversos papéis desempenhados na sociedade, a religião, a filosofia, e sobretudo, o tempo que concede a este processo um carácter dinâmico de constante mudança.

A forma como responde à questão: “Quem eu sou?” ou “Quem sou eu?”, e como compreende a respetiva resposta e dimensão interior, influencia, direta e indiretamente, na resposta comportamental e emocional, servindo de alavanca para aumentar a competência social e a relação com o próprio meio que o rodeia.

A Hipnose Clínica tem assumido um papel preponderante, não só enquanto terapêutica, mas, também, enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal. Esta ferramenta permite ao sujeito conhecer a si mesmo seguindo vários encadeamentos e técnicas que o possibilitam.

O ato de conhecer a si mesmo, inicia-se logo, de imediato, no processo de indução da própria hipnose. Ao passar de o estado de consciência vígil para o afunilamento da atenção concentrada, o próprio sujeito vai abarcar o conhecimento dos processos indutivos e, por conseguinte, compreender como o seu pensamento e o corpo reagem de forma natural a todo o procedimento.

Ao experienciar a terapêutica promovida pela Hipnose Clínica, o paciente terá, também, a possibilidade de diminuir o senso critico e, desta forma, entrar em contacto com as suas emoções. Surge uma aprendizagem sobre a identificação emocional, assim como a ressignificação das várias experiências, sensações e sentimentos, que vai permitir uma gestão emocional e comportamental aumentada e competente.

A este quociente positivo junta-se aceitação sobre si mesmo fomentado pelo conhecimento das próprias capacidades e limitações diluídas, ao longo do tempo, pelos grilhões das crenças limitadoras. Este processo de libertação resulta na capacidade de compreensão sobre o ato comportamental e emocional, como também promove a concretização das diversas metas e objetivos.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” neste período pandémico, em que as várias exigências, beliscam diariamente o auto conceito individual e grupal.

A imagem e o conceito criado de si mesmo são as condições base que fazem germinar a autoestima, tema que será abordado no próximo boletim de saúde.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

CCDR-Norte aprova candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego

Recentemente, a candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego (UCSP Lamego), submetida pela Câmara Municipal, acabou de ser aprovada pela CCDR-Norte. A obra tem início previsto para 2022, representa um investimento de 3 milhões e 900 mil euros e vai reunir num único edifício, vários serviços e valências que atualmente se encontram dispersos pela cidade.

Dotada de uma área bruta de construção de 4305,10m2, a nova UCSP Lamego vai distribuir-se por um edifício de 4 pisos onde ficarão instaladas as unidades que anteriormente se encontravam inseridas em diferentes imóveis, desajustados à realidade e distantes uns dos outros, nomeadamente: a UCSP Lamego, USF Almedina, a Unidade de Saúde Pública e o Centro de Diagnóstico Pneumológico; a USF Douro Vitae, a URAP Douro Sul e a UCC Lamego; e a equipa de Tratamento de Lamego/CRI/DICAD.

A edificação desta Unidade de Cuidados de Saúde Primários representa um investimento no valor de 3 milhões e 900 mil euros e vem dar resposta às necessidades e anseios dos cerca de 25 mil habitantes do município – melhor acesso, humanização e qualidade nos serviços de saúde, ao mesmo tempo prevê a redução dos constrangimentos relacionados com mobilidade condicionada, idosos, grávidas e crianças.

A construção desta unidade está inserida no âmbito do Plano Operacional Regional do Norte (POR Norte), resultando de um contrato programa com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte). A conceção do projeto de edificação tem a assinatura do arquiteto Daniel Jorge do Couto.

ULS da Guarda vai receber mais quatro novos médicos especialistas

Foi assim nesta sexta -feira que o Conselho de Administração da ULS da Guarda recebeu a visita do Secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales , que foi acompanhado nesta missão do Administrador João Barranca, Carlos Chaves Monteiro, Presidente da autarquia, Luís Couto, candidato do PS à câmara e diversas entidades locais.
Desta forma , o governante veio reforçar que o processo da reabilitação do Pavilhão 5 está a decorrer consoante o planeado. Ainda passou pelo Serviço de Medicina Intensiva, recentemente remodelado e ainda pelo Centro de Vacinação da Guarda aproveitando para agradecer o desempenho de todos os profissionais.
O Secretário de Estado assegurou também a contratualização de quatro novos médicos especialistas para a ULS da Guarda: dois anestesiologistas, um reumatologista e um hematologista.

Artigo de Sara Morais – A HIPNOSE CLÍNICA NO SEU AUTO CUIDADO

A desvalorização das emoções é algo recorrente numa sociedade em que o ritmo diário é, especialmente, marcado pela exigência, o perfecionismo e a competitividade, o que circunscreve a consciência e a sensibilidade de reconhecer as limitações e as necessidades de cada um. Atualmente, e sem precedentes, a sociedade vive paredes meias com a obrigatoriedade de novos comportamentos, novas regras e, sobretudo, a precisão de se reinventar e superar. Num ambiente em que as imposições e repercussões socioecónomicas são o eixo central das preocupações dos Portugueses e da população Mundial, será que ainda haverá espaço para o auto cuidado?

O auto cuidado é a espinha dorsal da qualidade de vida e um dos pilares subtis de uma sociedade empreendedora e saudável. O ato de cuidar de si mesmo, através de uma escuta ativa das necessidades do seu corpo e da sua mente, garante uma capacidade de resposta mais célere e eficaz face às situações de risco. Certamente, já escutou por várias vezes: “ Mens sana in corpore sano”. Esta expressão, “Mente sã e corpo são” elenca a importância da saúde mental como um postulado para um corpo saudável, e por conseguinte uma vida sadia.

Esta interdependência entre a mente e o corpo é delineada pelos hábitos e comportamentos ao longo da vida do ser humano. O auto cuidado insere-se na integração entre a consciência, o cérebro, o corpo e o meio ambiente resultando no efeito de Homeostasia.

Uma das práticas mais associadas ao auto cuidado é a atividade física, para além de manter o equilíbrio e a coordenação motora, permite uma descompressão somática, o que vai influenciar positivamente na redução, natural, dos níveis elevados de stress e tensões acumuladas.

A Higiene, sobretudo a higiene do sono é, concomitantemente, um dos comportamentos mais significativos no cumprimento do auto cuidado. Dormir a quantidade de tempo recomendada – cerca de 8 horas diárias – evitar o uso de aparelhos eletrónicos antes de deitar, fortalece uma maior capacidade de concentração e reduz, drasticamente, as alterações de humor.

A alimentação equilibrada com qualidade nutricional e vitamínica, é também chave central do equilíbrio mental e físico e coaduna-se como um dos elementos fulcrais do autocuidado. Assim, como uma vida social harmoniosa, e os vários momentos de atividades de lazer e hobbies que promovem a sua concretização e desenvolvimento pessoal.

Todavia, a exaustão do confinamento, ou até mesmo o depauperamento motivado pela agudização de alguma perturbação nervosa e emocional poderá sabotar este auto cuidado e afetar a sua qualidade de vida. É neste enquadramento que surge a ajuda profissional e a Hipnose Clínica como uma ferramenta de auto cuidado.

A Hipnose Clínica é uma intervenção clínica no qual o estado de consciência é afunilado, permitindo o cérebro operar sob a frequência de ondas alfa, as mesmas que permitem o estado de relaxamento, enquanto o senso crítico é diminuído possibilitando a troca de informações entre a mente consciente e o subconsciente. Esta acessibilidade, reveste a Hipnose Clínica como uma terapêutica versátil capaz de intervir em inúmeras perturbações psicopatológicas, como o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – Perturbações de Pânico; perturbações do sono, perturbações da Infância (enurese, encoprese), entre muitas outras. No entanto, cingir a Hipnose Clínica à resolução psicopatológica é redutor. Esta terapêutica é, também, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e percursora de bem-estar através das diferentes técnicas que possibilitam, não só a reeducação de vários comportamentos e hábitos, como estimula a autoestima, assertividade, as competências cognitivas; enquanto potência o relaxamento físico e mental, permitindo o contacto com o seu “eu” interior, e em alguns casos até controlar e delimitar a dor, concedendo qualidade de vida.

O momento é de auto cuidado, como anda o seu?

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com