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Feira dos Santos volta em 2022 em Mangualde

A Feira dos Santos é um evento emblemático que se realiza sempre em novembro, mas devido à pandemia , não se realizou em 2020, nem vai haver em 2021, mas voltará a animar as ruas do centro da cidade de Mangualde a 5 e 6 de novembro de 2022.

Trata-se de um evento que traz milhares de pessoas a Mangualde, onde existe a tradicional feira das febras.

Assim a Câmara Municipal de Mangualde, tendo em conta a pandemia e o agravamento da situação a nível nacional e os riscos sanitários que daí advêm, decidiu não realizar, uma vez mais, a tradicional e secular Feira dos Santos, adiando o evento para 2022.

 

Destaca-se sempre o que de melhor se faz no concelho ao nível da gastronomia, vinhos, artesanato, agropecuária, máquinas e alfaias agrícolas, indústria, entre outros, não esquecendo as tradicionais febras e rojões que dão a identidade a esta feira.

Trata-se de uma decisão dolorosa, mas imperativa e incontornável começa por contextualizar o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elísio Oliveira. Sacrificamos a realização da Feira dos Santos em prol de um bem maior, que é a defesa da saúde e da vida das pessoas, bem como da resiliência de toda a sociedade. Esta decisão tem em conta o prolongamento da pandemia, além do que era expectável, com novos riscos de contágio. Por muito que nos custe a todos, não podemos promover um ajuntamento dinâmico de mais de 50.000 pessoas nos dois dias. Não seria prudente e responsável da nossa parte., conclui o Presidente.

 

Centro de Portugal em destaque nos prémios Guia Boa Cama Boa Mesa

O Centro de Portugal voltou a estar em grande destaque nos prémios do “Guia Boa Cama Boa Mesa. Este ano, foram distinguidos dez hotéis e cinco restaurantes situados no território da região.

Os prémios, atribuídos ontem, são mais uma demonstração da qualidade cada vez sustentada da oferta do Centro de Portugal nas áreas da hotelaria e restauração. A região recebeu 4 Chaves de Ouro, 3 Chaves de Prata, 1 Garfo de Ouro e 1 Garfo de Platina na edição deste ano. Além destes, houve ainda 3 Prémios Resiliência para alojamentos e 3 Prémios Resiliência para restaurantes.

 

 

 

 

A equipa do guia do jornal “Expresso” distinguiu com a Chave de Ouro os seguintes alojamentos da região: Areias do Seixo Charm Hotel (Mexilhoeira, Torres Vedras), Casas do Côro (Marialva, Mêda), H2otel Congress & Medical SPA (Unhais da Serra, Covilhã) e Rio do Prado (Arelho, Óbidos). A Chave de Prata foi atribuída à Casa de São Lourenço – Burel Panorama Hotel (Manteigas), às Luz Charming Houses (Fátima, Ourém) e ao Sapientia Boutique Hotel (Coimbra).

 

 

 

 

A nível da restauração, foram premiados dois projetos emblemáticos do Centro de Portugal. O “Boa Cama Boa Mesa” distinguiu o Rei dos Leitões (Mealhada) com um Garfo de Platina e o Mesa de Lemos (Silgueiros, Viseu) com um Garfo de Ouro. De assinalar que apenas foram atribuídos quatro Garfos de Platina e nove Garfos de Ouro em todo o país.

Num ano excecional, o guia “Boa Cama Boa Mesa” fez questão de distinguir igualmente a resiliência de uma área da economia que muito sofreu com a pandemia. Segundo o guia, “foram escolhidos simbolicamente 10 restaurantes e 10 alojamentos, tendo em conta critérios como o apoio à população local e aos profissionais de saúde, o investimento em tempo de crise e a capacidade de reinvenção, transversal ao setor”.

Na região Centro de Portugal, foram distinguidos três alojamentos e três restaurantes. Foram eles, nos alojamentos, a Casa da Cisterna (Castelo Rodrigo), o Evolutee Hotel (Óbidos) e o Pena D’Água Boutique Hotel & Villas (Covilhã); e, nos restaurantes, O Açude (Coimbra), Palace (Viseu) e Salpoente (Aveiro).

Prémio Carreira para Lurdes Graça, do Manjar do Marquês

Este ano, os prémios do “Guia Boa Cama Boa Mesa” entregaram o Prémio Carreira a duas personalidades que se distinguiram pelo trabalho na restauração. Uma delas é Lurdes Graça, do Manjar do Marquês, em Pombal, um restaurante com muita História na região Centro de Portugal. Aos 89 anos, Lurdes Graça continua diariamente a trabalhar no restaurante que fundou em 1986!

É com grande satisfação que a Turismo Centro de Portugal regista que, ano após ano, o Boa Cama Boa Mesa continua a premiar os restaurantes e os hotéis da região. Os Garfos de Platina  e de Ouro, as Chaves de Ouro e de Prata e os Prémios Resiliência assumem um valor ainda maior, num ano tão difícil para o setor como foi o de 2020. Estas distinções são uma evidência da capacidade que os empresários do Centro de Portugal têm de constantemente se reinventarem, continuando a pautar os seus serviços por elevados padrões de qualidade, na gastronomia e no saber receber. Deixo, em particular, um aplauso muito especial à Dona Lurdes Graça, pelo seu justíssimo Prémio de Carreira, sublinha Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal.

Os prémios “Boa Cama Boa Mesa” são dos mais prestigiados no setor da restauração e hotelaria em Portugal, reconhecendo, desde 2013, unidades que se destacam no nosso país.

Praia Fluvial de Ponte de Juncais volta a abrir a 1 de julho

A Praia Fluvial de Ponte de Juncais constitui um importante espaço lúdico do Concelho de Fornos de Algodres, no território das Aldeias de Montanha.
Esta praia fluvial conta com um passeio ribeirinho e piscinas flutuantes! Este equipamento tem também o apoio de um bar, sanitários, um magnifico parque de merendas para desfrutar das suas refeições, e parque de estacionamento! Pode ainda deslumbrar-se com um açude, que proporciona um espelho de água de cerca de um quilómetro.

Depois de publicada a Portaria n.º 102-C/2021 no dia 14 de maio de 2020 que procede, para o ano de 2021, à identificação das águas balneares costeiras e de transição e das águas balneares interiores, fixando as respetivas épocas balneares, bem como à identificação das praias de banhos onde é assegurada a presença de nadadores-salvadores.

Depois do sucesso da Época Balnear 2020 na Praia Fluvial da Ponte de Juncais, a Época Balnear 2021 teve uma aprovação do período de banhos mais alargada, face ao ano anterior. Assim o período fixado terá início a 1 de julho e termina a 15 de setembro de 2021.

A praia Fluvial da Ponte de Juncais constitui um espaço lúdico muito importante para o Concelho de Fornos de Algodres, visitada por muitas pessoas, pelo que, mantendo-se ainda o contexto de pandemia, importa acautelar e ter em consideração a utilização do espaço, na época balnear de 2021, de forma a não colocar em risco a estratégia de saúde pública adotada, garantindo, uma fruição em segurança.

Nesse sentido a Câmara Municipal de Fornos de Algodres, considerando o princípio da precaução e das orientações do Decreto-Lei n.º 35-A/2021 de 18 de maio, irá adotar medidas de manutenção do risco tão baixo quanto possível, através da divulgação à população dos cuidados a ter no espaço da praia fluvial, na preparação dos mesmos para que induzam à adoção de boas práticas, e na promoção de uma articulação de todas as entidades com competência para potenciar as ações de prevenção e fiscalização – Guarda Nacional Republicana.

VII Fórum “Vê Portugal” lançou pistas sobre o turismo interno depois da pandemia

A 7.ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que este ano decorreu em formato híbrido, foi um grande sucesso, com várias centenas de participantes. A edição de 2021 teve como base o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde os participantes nacionais realizaram as suas intervenções. Os intervenientes de fora do país participaram via streaming, assim como os espectadores que se inscreveram.

A Sessão de Abertura contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, além dos anfitriões Fernando Tinta Ferreira, Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e Pedro Machado, Presidente da Turismo Centro de Portugal.

Fernando Tinta Ferreira destacou, na ocasião, que “ser hospitaleiro está na génese das Caldas da Rainha desde que foi fundado o Hospital Termal”, o mais antigo do mundo. As Caldas são uma “terra de águas e de artes, que tem seguido o seu caminho, tem crescido de forma sustentável, é a sede da Comunidade Intermunicipal do Oeste” e, por isso, “está no centro da mais pitoresca região do país”. Além de oferecer aos visitantes “belezas próprias, como a Lagoa de Óbidos ou o Parque D. Carlos I”, tem uma “atratividade crescente, que antes da pandemia crescia nas dormidas em comparação com os vizinhos”, acrescentou o autarca.

Pedro Machado apresentou os quatro painéis que irão preencher este Fórum “Vê Portugal” e apontou os vários assuntos que vão marcar o dia, como a importância do “mercado interno alargado”, a necessidade de “reconquistar mercados internacionais” nesta fase de recuperação e os fatores decisivos que são a “perceção de segurança por parte dos visitantes” e a “estruturação de novos produtos turísticos”. “Portugal está cá, apto para receber os visitantes, em segurança, 365 dias por ano”, concluiu.

A secretária de Estado Rita Marques pautou a sua intervenção por uma perspetiva de otimismo para com o futuro próximo. “Nos últimos anos, o crescimento da notoriedade da marca Portugal tem crescido”, disse, lembrando que todos os ativos que contribuíram para esse crescimento “não saíram beliscados da pandemia. continuam cá para os visitantes”.

“Estamos a virar a página, depois de dias difíceis. Com a entrada de Portugal na ‘lista verde’ do Reino Unido, estamos em vantagem relativamente a destinos concorrentes”, lembrou.

“O Turismo não necessita de reformas estruturais, precisa sim de um plano específico que permita acelerar o setor. Na semana passada chegou o momento de anunciar o plano” continuou a governante, elencando as principais medidas do plano de reativação do Turismo, nomeadamente “apoiar as empresas”, “instigar confiança aos visitantes”, “assegurar o posicionamento competitivo de Portugal a nível internacional” e “olhar para o futuro.

Lei das Entidades Regionais animou o debate

O primeiro painel do Fórum teve como âmbito a discussão de um tema central deste congresso. Os cinco Presidentes das Entidades Regionais de Turismo – Porto e Norte, Centro de Portugal, Lisboa, Alentejo e Ribatejo e Algarve – juntaram-se para avaliar a Lei 33/2013, que definiu o regime jurídico da organização e funcionamento destas Entidades. A moderação coube a Paulo Baldaia, comentador da SIC Notícias e jornalista.

O debate foi, como se esperava, animado.

João Fernandes, Presidente da ER Turismo do Algarve, começou por lembrar que a Lei 33/2013, quando foi desenhada, tinha um propósito que “não corresponde ao que se passa na realidade”, uma vez que uma “série de constrangimentos”, orçamentais e de tutela, “inviabilizam que a Lei se concretize na sua plenitude”. “Ainda assim”, afirmou, “podemos concluir que este modelo descentralizador produz resultados”.

Vítor Silva, Presidente da ER Turismo do Alentejo e Ribatejo, destacou o facto de que “sempre vivemos entre o poder central, que quer ser tentacular, e o poder regional, que conhece melhor o território”. “Esta tensão sempre existiu e sempre vai existir”, reiterou, lembrando que “o único setor que está verdadeiramente descentralizado é o Turismo, porque foi criado de baixo para cima”. “As regiões de turismo fazem um trabalho extraordinário e conseguem impor as suas necessidades ao poder central”.

Vítor Costa, Presidente da ER Turismo da Região de Lisboa, foi particularmente crítico para com os constrangimentos atuais com que se debatem as entidades regionais, nomeadamente a circunstância de não poderem usar todo o saldo orçamental disponível e as cativações. “Todos nós temos saldo no banco que não podemos utilizar. O aspeto da autonomia financeira tem de ser revisto”, apelou, antes de considerar que “é essencial que continue a haver regionalização no turismo, num país marcado pela sua diversidade”.

Luís Pedro Martins, Presidente da ER Turismo Porto e Norte de Portugal, resumiu a questão: “O problema está identificado. Havendo vontade, não será difícil alterar a Lei ou fazer uma Lei nova, desde que o país entenda que a autonomia ao nível do Turismo deve continuar, como nós entendemos”. “Durante mutos anos, o país era conhecido como destino de sol e praia. Não era possível dar o salto porque não eram apresentados ao mundo outros produtos. As regiões de turismo vieram apresentar uma paleta de outros produtos e trazer ao país novos mercados emissores de turistas”, destacou.

Pedro Machado, Presidente da ER Turismo do Centro de Portugal, frisou, por sua vez, que “o edifício do Turismo está bem construído, mas não está a funcionar devidamente”. “Na sua matriz, as entidades de turismo são o único organismo descentralizado e alcançou resultados. Portugal é a soma das partes. Mas a nossa autonomia de execução está hoje limitada por uma tripla tutela. Hoje, pensar-se num processo de fusão nos organismos do Estado é centralizar, ao invés de descentralizar”, acrescentou.

Pedro Machado foi ainda muito crítico da possibilidade de as competências regionais a nível do turismo passarem para a alçada das CCDR: “As CCDR têm revelado dificuldades em executar os programas. Falta planeamento às CCDR; têm coordenação, mas não têm planeamento. São instituições pesadíssimas, verdadeiros elefantes e, se ainda ficarem com competências no Turismo, tornam-se mastodontes. Isso seria colocar um garrote na atividade turística.

A terminar a sessão, abordou-se o plano de revitalização do Turismo, apresentado na semana passada. As opiniões foram positivas. “É uma bazuca para o Turismo, que vem fazer justiça ao muito que o Turismo fez pelo país”, considerou Pedro Machado, enquanto Vítor Costa alertou que o “desafio será passar este plano de um powerpoint para a realidade”, no que foi corroborado por todos.

Um pouco de Caldas da Rainha

O segundo painel consistiu na apresentação da Estratégia de Promoção Turística e do “Roteiro 360º das Caldas da Rainha.

Hugo Oliveira, vereador do município que acolhe este evento, deu a conhecer a todos os congressistas os principais ativos turísticos do concelho, através de uma visita virtual. A intenção, muito bem conseguida, foi convidar e motivar a uma futura visita às Caldas da Rainha, “ao vivo e a cores”. Seguramente que todos os presentes ficaram com vontade de visitar este território!

Participantes internacionais falaram das novas tendências

O terceiro painel foi o mais internacional. O tema — Tendências na Promoção e Estruturação Turística I Pós-COVID-19 – assim o justificava.

O painel, moderado por Rodrigo Pratas, jornalista da SIC, contou com a participação de Alessandra Priante, Diretora do Departamento Regional para a Europa da OMT – Organização Mundial de Turismo, John T. Bowen, Professor e Autor da Universidade de Houston, Marta Poggi, conferencista e mentora especializada em Tendências, Inovação e Transformação Digital no Turismo e Hotelaria, e António Jorge Costa, Presidente do IPDT – Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo.

O painel visou debater os desafios colocados à promoção e estruturação turística no atual contexto de pandemia, bem como conhecer as novas tendências do comportamento do consumidor.

Os participantes foram unânimes em considerar que a pandemia veio alterar os hábitos de quem viaja. Alessandra Priante começou por sublinhar que “os desafios são oportunidades” e elencou aqueles que são, de acordo com a OMT, os caminhos a seguir pela atividade turística, com a “inovação” e a “sustentabilidade” à cabeça.

O professor John T. Bowen, por sua vez, apresentou uma nota otimista, tendo como base a realidade a que assiste nos Estados Unidos. “Assim que a situação pandémica estabilizar na Europa, os americanos vão voltar a voar para a Europa”, disse. Com a diferença de que “vão gastar mais e ficar mais tempo, com interesses mais variados”.

No mesmo tom continuou Marta Poggi, para quem “as pessoas continuam a sonhar com viagens, com o dia em que vão colocar o pé na estrada novamente”. Os viajantes, considerou, “procuram hoje novos produtos e novas experiências turísticas, por isso precisamos de novas formas de fazer a promoção dos destinos turísticos”. “A mudança é constante”, disse, apresentando algumas das novas tendências e as estratégias que estão a ser seguidas por outros destinos.

António Jorge Costa, a terminar, descreveu igualmente algumas das estratégias que o IPDT recomenda seguir. Estas passam por conceitos como a valorização do capital humano, a sustentabilidade, a inovação tecnológica, a segurança, a inclusividade e o aumento da procura por destinos de natureza.

A pandemia e a crise nas vendas

O quarto painel juntou os representantes das principais associações nacionais do setor turístico, para debater a “Comercialização e Venda” – mais concretamente os principais obstáculos e ameaças à comercialização e vendas no atual contexto pandémico

Moderado por Ricardo Santos Ferreira, editor do Jornal Económico, o painel foi composto por Pedro Costa Ferreira, Presidente da APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Carlos Moura, Vice-Presidente da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, António Marques Vidal, Presidente da APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, Joaquim Robalo Almeida, Secretário-Geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, e Frederico Costa, Vice-Presidente do Conselho Diretivo da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal.

Frederico Costa manifestou a sua preocupação com os efeitos desta crise que, no seu entender, ainda se vão fazer sentir. “Receio que ainda não tenhamos visto todos os efeitos desta crise na perda de postos de trabalho e no encerramento de empresas. Vemos alguns sinais positivos, como o corredor aberto aos britânicos, a procura dos turistas nacionais e a capacidade instalada, e vamos todos tentar fazer algum dinheiro neste verão, mas recuperação aos níveis de 2019 só em 2024. Se não houver mais apoios às empresas, muita gente ficará pelo caminho”, disse, acrescentando que “sem retoma do turismo não há recuperação da economia”.

Joaquim Robalo concordou com as palavras do colega de painel. “2020 foi um ano dramático como não há memória para o rent a car. Apesar de tudo, conseguimos manter os postos de trabalho, mas as empresas estão em situação muito difícil. É necessária uma recuperação rápida do turismo para sobrevivermos”, sublinhou.

Já António Marques Vidal apontou um problema suplementar: a falta de recursos humanos. “Com a retoma da atividade, há falta de quadros técnicos especializados. Por outro lado, o setor dos eventos está parado e receio que 40% das empresas não vão voltar a abrir”, alertou. Quanto a aspetos positivos, também existem, disse: “O consumidor ficou mais exigente e quer mais qualidade e mais sustentabilidade, estando até disposto a pagar mais”.

Carlos Moura apresentou números e estatísticas que ilustram a preocupação geral dos integrantes deste painel, como a perda de empregos, de dormidas e de hóspedes que se verificou desde o início da pandemia. Além de que, criticou, “Portugal foi dos países que menos apoiaram as empresas. Antes da pandemia já havia empresas que estavam menos bem, agora estão quase todas mal e é preciso tratá-las. Que não se crie a ideia de que se as empresas estão doentes é melhor deixá-las cair”.

Pedro Costa Ferreira apontou alguns sinais encorajadores, dizendo que o setor das agências de viagens “está a conseguir resistir”, e que “só 2 por cento das agências despediu, sinal de que o lay off funcionou”. “Estamos em modo de sobrevivência até à data, mas temo que o pior ainda está para vir: com a retoma vêm os custos acrescidos e a receita não vai acompanhar”, concluiu.

Sinais de preocupação na Sessão de Encerramento

A 7.ª edição do Fórum terminou com a Sessão de Enceramento. Depois de Pedro Machado ter resumido os temas principais do dia e de Fernando Tinta Ferreira agradecer aos presentes, o dia terminou com uma intervenção de Francisco Calheiros.

O Presidente da Confederação do Turismo de Portugal elogiou o facto de este evento ter como essência o turismo interno. “Muitas vezes esquecemo-nos nos da importância do Turismo Interno. Mas quando dizemos que o Reino Unido ou o Brasil são os nossos principais clientes, não é verdade: são os portugueses”, lembrou.

“Com a pandemia, recuámos muitos anos na atividade turística. As empresas aguentaram estoicamente, mas as reservas que tinham guardadas ficaram praticamente esgotadas. Pusemos as esperanças na bazuca europeia, mas no PRR a palavra Turismo aparece apenas cinco vezes, enquanto a expressão administração pública aparece 54 vezes. O plano para o Turismo que o Governo apresentou na semana passada é uma nova esperança, mas estamos ansiosos para o ver posto em prática. Vemos, finalmente, a luz ao fundo do túnel”, concluiu Francisco Calheiros.

 

Reservas de alojamentos turísticos em Portugal disparam 45% numa semana

O levantamento de algumas medidas de confinamento provocadas pela pandemia da Covid-19 e o crescente otimismo em relação ao avançado processo de vacinação, fez com que o número de reservas de alojamentos turísticos, tanto em hotéis como em apartamentos, disparasse 45% na primeira semana de maio face à semana anterior, segundo o relatório publicado pela Avaibook, o software de gestão de reservas do idealista.

Analisando o número de reservas efetuadas entre a semana de 29 de março e 4 de abril e a primeira semana de maio, verificou-se um aumento bastante expressivo na ordem dos 105%. Já na semana entre 26 de abril e 2 de maio, altura em que foi anunciada o fim do estado de emergência no país, o aumento no número de reservas foi de 25% face à semana anterior.

Relativamente aos preços, reservar um alojamento turístico no final de março, custava em média 107 euros por noite. Já na primeira semana de maio, com a crescente subida das reservas, os preços subiram 10,6%, fixando em média por alojamento e noite em 118 euros.

Relativamente ao tipo de reservas, na primeira semana de maio, as férias mais curtas foram agendadas para o mês de junho, enquanto as estadias mais longas foram reservadas para julho e agosto, revelam os dados.  Isto pode significar que os turistas estão a antecipar as suas férias antes que haja um novo confinamento ou novas restrições às viagens pelos municípios. O número de reservas para o próprio mês de maio – cerca 40% do total – também mostra isso mesmo.

Só os meses de verão representam 56,2% de todas as reservas efetuadas no início de maio. Tanto nesta semana, como no total de reservas registadas entre final de março e início de maio, verifica-se que entre outubro e dezembro o número de agendamentos é residual (2,85%), o que mostra que a incerteza do futuro ainda influencia os planos de férias no médio prazo.

Por:Idealista

Plano «Reativar Turismo | Construir Futuro» apresentado por Siza Vieira

O plano «Reativar Turismo | Construir Futuro» incide em quatro pilares de atuação – apoiar empresas, fomentar segurança, gerar negócio e construir futuro – e é composto por ações específicas, de curto, médio e longo prazo, que permitirão ultrapassar os 27 mil milhões de euros de receitas turísticas em 2027, de forma sustentável, gerando riqueza e bem-estar em todo o território, ao longo de todo o ano e apostando na diversificação de mercados e segmentos, uma das metas preconizadas na Estratégia Turismo 2027.

No imediato, a prioridade passa por apoiar as empresas através de medidas que preservem o seu potencial produtivo e o emprego no setor, apoiando-as ainda no processo de consolidação da respetiva estratégia operacional.

Para tal, serão criados instrumentos de apoio à capitalização das empresas, de que são exemplo o Fundo para a Capitalização das Empresas, a Linha de Crédito com Garantia para Refinanciamento/Reescalonamento da Dívida Pré-Covid e a Linha de Crédito com Garantia para Financiamento de Necessidades de Garantia, enquanto condição necessária para revigorar a competitividade do setor.

Tendo em vista apoiar as empresas neste contexto particularmente difícil, onde se cruza a necessidade de gerir o impacto da pandemia de Covid-19 com a necessidade de retomar a sua atividade num contexto de forte concorrência internacional, importa ainda criar mecanismos de apoio ao desenvolvimento e consolidação da estratégia operacional das empresas. Outra preocupação deste Plano consiste em criar condições que permitam reforçar a confiança no turismo, por parte das empresas, dos turistas e dos residentes, bem como na capacidade desta atividade contribuir de forma significativa para o bem-estar e para a melhoria da qualidade de vida.

Os objetivos são claros: promover um turismo ao longo de todo o ano e em todo o território, através do apoio ao investimento, da capacitação das empresas, da qualificação dos recursos humanos e da aposta na acessibilidade aérea e na mobilidade sustentável, áreas fundamentais para incentivar a competitividade do destino.

Nelas e diversos municípios celebram o Dia Nacional dos Moinhos

Os Municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Nelas, Sever do Vouga e Vagos associaram-se à iniciativa do Dia Nacional dos Moinhos com uma programação cultural e turística, de promoção e divulgação do património molinológico, ainda marcadamente presente nestes 5 territórios.

Serve também de mote ao arranque do projeto nacional da Rota dos Moinhos de Portugal, projeto que resultou da 1ª edição  do Curso ALA + T, selecionado e apoiado  pelo Turismo de  Portugal.

Assim, sejam bem vindos  todos  os que queiram conhecer estes misteriosos engenhos e estórias que  proliferaram de Norte a Sul do País, e que muito tem a ver com a identidade cultural e etnográfica das comunidades rurais a nível nacional.

Classic Cars Tour 2021 com desporto e turismo

Criado em 2019, o Classic Cars Tour surgiu na sequência dos Encontros Ibéricos de Clássicos, que ligavam os Museus de Salamanca e Caramulo, com passagem pela Guarda e pelo Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia, e do Festival de Clássicos da Guarda, com o Clube Escape Livre a juntar a vertente desportiva com a turística.

E se a primeira edição da prova decorreu a sul da Guarda, a segunda e as seguintes vão desenrolar-se a norte da mais alta cidade de Portugal, percorrendo estradas dos concelhos: Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Mêda, Pinhel, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa, nos dias 18, 19 e 20 de Junho, como consequência do acordo estabelecido entre os seis municípios e o Clube Escape Livre.

Para Pedro Barbosa da Gama, o director da prova, “idealizámos o percurso com o objectivo de proporcionar prazer e diversão aos participantes, que não terão de fazer contas ao longo dos 380 km do traçado, divididos por três secções, escolhido com critério”.

Responsável pela segurança, António Mocho assegurou que “apesar da prova decorrer, como todos sabem, em estradas abertas, vamos ter todas as medidas de segurança para que, a exemplo do sucedido na edição anterior, nada de anormal aconteça”.

 Para a prova de regularidade são admitidos automóveis ligeiros de passageiros, legalmente matriculados e aptos a circular em Portugal Continental, entre 1 de janeiro de 1946 e 31 de dezembro de 1998.

Luís Celínio, presidente do clube organizador, salientou a vertente turística do encontro ao garantir que os concorrentes vão ficar bem instalados no Longroiva Hotel Rural & Termal SPA, terão uma prova de vinhos, na Quinta Vale D´ Aldeia, uma visita noturna ao Museu do Côa, visitas à aldeia histórica de Castelo Rodrigo,  aos centros históricos de Pinhel, Trancoso e Guarda e um percurso pelas estradas do Douro de uma beleza inigualável”. E garantiu que “caso, nessa altura, ainda haja restrições de ordem sanitária, as mesmas serão rigorosamente cumpridas”.

No passeio turístico são admitidas viaturas clássicas e grandes desportivos.

As inscrições abrem a 5 de Abril no portal da FPAK para a prova de regularidade e em www.escapelivre.com para o passeio turístico, e espera-se que a prova repita o êxito da edição anterior.

 

 

Acelera@Tech promove projetos inovadores no setor no Turismo

As inscrições para o Aceler@Tech in Portugal, já estão abertas. Este é um programa internacional de aceleração organizado pela Acredita Portugal, com o apoio do Turismo de Portugal no âmbito do Programa FIT, e que tem como objetivo atrair para o país a melhor inovação ligada ao Turismo e assim contribuir para o aumento da competitividade e inovação do setor. Aos projetos vencedores vão ser atribuídos mais de 20.000€ em prémios financeiros.

A Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que marcou presença na sessão de abertura do Acelera@Tech, partilhou a perspetiva do Governo, afirmando que “o nosso objetivo é posicionar Portugal na liderança do Turismo a uma escala global, uma ambição simples que exige a conjugação de vários recursos e foco. Nesse sentido, o que temos vindo a fazer através do NEST – Centro de Inovação do Turismo é criar um hub que potencia competências técnicas, recursos, formação e inovação numa plataforma única para apoiar as empresas no setor a serem mais competitivas. A intervenção do Turismo de Portugal faz-se também através da parceria desenvolvida com intervenientes responsáveis por organizar programas de aceleração – como a Acredita Portugal, universidades e investidores, que tornam possível identificar boas ideias e criar um ecossistema dinâmico no setor do Turismo.”

Fernando Fraga, Diretor de Inovação da Acredita Portugal, explica a relevância do programa já que “um Turismo competitivo e inovador é essencial para manter o posicionamento de Portugal enquanto player mundial no setor e conseguir ultrapassar os desafios atuais. Programas como o Aceler@Tech permitem estimular a inovação das nossas startups, identificar o que de melhor se faz neste contexto e promover a sua implementação nas empresas portuguesas. Uma iniciativa com esta dimensão complementa o esforço a ser empreendido pelo Turismo de Portugal na criação de melhorias que tornem o Turismo nacional uma referência à escala global”.

Ao longo das próximas semanas, a iniciativa integra também diversos webinars de promoção da oportunidade que Portugal representa para projetos ligados ao Turismo e as razões para um projeto internacional nesta área se dever lançar no país: Investimento (17 de fevereiro), Turismo e Vinhos (3 de março), Hotelaria e Serviços de apoio ao Turismo (10 de março), Diversidade das Regiões (17 de março), Turismo de Saúde e Natureza (24 de março) e Apoios, financiamento e entrada na Europa (31 de março).

As sessões do Aceler@Tech podem ser acompanhadas nas redes sociais da Acredita Portugal, do Aceler@Tech e no website oficial da iniciativa https://www.aceleratechinportugal.com/.

 

Pinhel vai dispor de um Parque de Caravanismo

Investimento na ordem dos 237 mil euros
Recentemente em reunião do Executivo Municipal, foi aprovado a criação de um Parque de Caravanismo na cidade de Pinhel, que virá a ser construído junto às Piscinas Municipais cobertas.
Vai ter uma área com cerca de 10 mil metros quadrados, este Parque de Caravanismo prevê a criação de 20 lugares para caravanas ou autocaravanas.
Paralelamente, será construído um edifício de apoio e reabilitado um outro existente no terreno, sendo este último aproveitado para instalações sanitárias.
A pensar no bem-estar e conforto dos caravanistas, o equipamento procurará manter os espaços verdes pré-existentes, bem como criar algumas zonas de sombra e ainda uma zona coberta onde os utilizadores poderão fazer as suas refeições.De salientar que, o projeto para o Parque de Caravanismo foi desenvolvido pelos Serviços Técnicos da autarquia, prevendo-se um investimento na ordem dos 237 mil euros.
Face a isso, o Executivo Municipal aprovou também por unanimidade a abertura de concurso para contratação da empreitada.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, “este é um equipamento que faz falta a Pinhel, tendo em conta o aumento da procura por parte de visitantes e turistas, havendo também necessidade de responder às necessidades dos caravanistas”.
Aqui está mais uma forma de atração de turistas e visitantes para o concelho de Pinhel.