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Liturgia e avisos do 19ºdomingo TC

A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum dá-nos conta, uma vez mais, da preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Por outro lado, convida os homens a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus. A primeira leitura mostra como Deus Se preocupa em oferecer aos seus filhos o alimento que dá vida. Deus retempera as forças do profeta Elias e manifesta-se o Deus da bondade e do amor, cheio de solicitude para com os seus filhos, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo. A cena apresenta-nos um Elias abatido, deprimido e solitário face à incompreensão e à perseguição de que é alvo. O profeta sente que falhou, que a sua missão está condenada ao fracasso e que a sua luta o conduziu a um beco sem saída; sente medo e está prestes a desistir de tudo…

No entanto, Deus não está longe e não abandona o seu profeta. A segunda leitura mostra-nos as consequências da adesão a Jesus, o “pão” da vida… Quando alguém acolhe Jesus torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver na caridade, a exemplo de Cristo. Pelo Baptismo, cada cristão tornou-se morada do Espírito; e ao acolher o Espírito, recebeu um sinal ou selo que prova a sua pertença a Deus. Tem, portanto, de viver em consequência e de expressar, nas suas ações concretas, a vida nova do Espírito. Como exemplo concreto, os crentes têm diante dos olhos Cristo, o Filho bem-amado de Deus que, cumprindo os projectos do Pai, ofereceu a sua vida por amor aos homens. O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem ou mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projecto, segui-l’O no “sim” a Deus e no amor aos irmãos. Os interlocutores de Jesus não aceitam a sua pretensão de Se apresentar como “o pão que desceu do céu”. Eles conhecem a sua origem humana. Em consequência, eles não podem aceitar que Jesus Se arrogue a pretensão de trazer aos homens a vida de Deus. Em lugar de discutir a questão da sua origem divina, Jesus prefere denunciar aquilo que está por detrás da atitude negativa dos judeus face à proposta que lhes é feita: eles não têm o coração aberto aos dons de Deus e recusam-se a aceitar os desafios de Deus… O que é decisivo, neste processo, é o “acreditar”. Essa vida que Jesus está disposto a oferecer não é uma vida parcial, limitada e finita; mas é uma vida verdadeira e eterna. “Vida plena” não indica aqui, apenas, um “tempo” sem fim; mas indica, sobretudo, uma vida com uma qualidade única, com uma qualidade ilimitada, uma vida total, a vida do homem plenamente realizado.

Por:UPFA/AB

Epifania do Senhor- Avisos e liturgia

Nestes últimos dias, refletimos e contemplámos alguns momentos do nascimento de Jesus. Ficou bem expressa a ideia de que Deus cumpre todas as suas promessas. O Messias esperado é o próprio Filho de Deus. Agora, Deus manifesta-se de uma forma diferente à que estávamos habituados nos textos do Antigo Testamento. Já não se manifesta com poder e força, mas aparece pobre, humilde e indefeso. As primeiras pessoas que fizeram a experiência desta nova e surpreendente manifestação de Deus foram os pastores. Algo de novo está a acontecer nos planos de Deus!
Qual a grande novidade deste dia, expressa nos textos bíblicos? O povo eleito, o povo de Israel, vai deixar de ser o depositário privilegiado do pacto com Deus. Toda a humanidade é o grande objetivo do amor de Deus. Deus quer derramar a sua infinita misericórdia em todos os homens e mulheres. Esta é a melhor prenda que Deus coloca aos nossos pés. Os Magos do Oriente colocam aos pés do Menino Jesus três prendas: ouro, incenso e mirra. Deus coloca aos nossos pés a salvação, o amor e a misericórdia.
Mas, na primeira leitura, Isaías coloca a centralidade da sua profecia na cidade de Jerusalém. Onde está, então, a universalidade do amor de Deus? Isaías não pode abandonar a centralidade da cidade de Jerusalém, porque para ela caminharão todas as nações. Todas as riquezas das nações que chegarão a Jerusalém serão somente um reconhecimento da glória do Senhor que já desponta: “Levanta-te, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Todos se reúnem e vêm ao teu encontro. Afluirão a ti os tesouros do mar e a ti virão ter as riquezas das nações”. Na figura do Menino Jesus, torna-se clara a autêntica grandeza de Deus. Esta Jerusalém, radiante de alegria, já não é somente a cidade, mas toda a humanidade e toda a Igreja. A Igreja não espera que se coloque aos seus pés bens materiais, ou seja, prendas, mas anuncia apaixonadamente a grandeza do amor de Deus por toda a humanidade.
Por isso, S. Paulo, na segunda leitura, confirma a profecia de Isaías, afirmando: “os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho”. Esta é a mensagem principal desta solenidade e deste dia. Apesar das fraquezas da humanidade, Jesus veio para todos: socorrerá o pobre e o miserável, terá compaixão dos fracos e defenderá a vida dos oprimidos.
Assim, compreendemos melhor as figuras dos Magos do Oriente e quem representam. Em primeiro lugar, eles representam todos os povos que se ajoelham perante a debilidade da grandeza do Filho de Deus. A ninguém se pode impedir de caminhar para Deus. Deixemos o Espírito Santo moldar o interior de cada um. Todos somos responsáveis de não esconder a maravilhosa decisão de Deus de nos enviar o seu próprio Filho. Em segundo lugar, os Magos do Oriente comprometem-nos em ações concretas. 1) Também nos devemos colocar, cheios de fé, perante este Menino Deus e oferecer-lhe o melhor dos nossos sentimentos e das nossas capacidades; 2) Como os Magos, devemos procurar Jesus e perguntar por Ele nas nossas vidas; 3) os Magos desafiam-nos a aprofundar a nossa fé, meditando o Evangelho; 4) os Magos motivam-nos à oração. “Regressaram às suas terras por outro caminho”, ou seja, é na oração que se amadurece, ao calor de Deus, as melhores decisões para a vida; 5) os Magos ensinam-nos a regressar à nossa vida com um espírito novo.
Confortados pelo Menino Deus, poderemos transformar o mundo, cuidar dos nossos irmãos mais próximos, levar a luz de Deus aos “Herodes” de hoje (aqueles que andam nas “trevas” e não acreditam em nada) e o amor de Deus aos nossos irmãos, através da simplicidade e descrição das nossas palavras e das nossas ações.07-01-2018

Por:UPAB

foto:Acidigital

Avisos e liturgia da Unidade Pastoral de Aguiar da Beira

As festas natalícias são as mais sentidas e intensamente celebradas na Europa e nas sociedades de cultura cristã: as cidades iluminam-se de festa e fantasia, as pessoas trocam felicitações, as famílias reúnem-se à volta da mesa, onde não faltam especialidades típicas da arte culinária… Uma grande exuberância de símbolos e a sua universalização testemunha o enraizamento cultural destas festividades: os presépios, a estrela e os reis magos, a árvore luminosa, figuras de fantasia como o Pai Natal e o seu trenó rebocado por renas… Mas, principalmente, a imagem de um Menino recém-nascido. Grandes valores humanos estão associados a este entranhável universo simbólico: a paz, a fraternidade, a bondade, a gratuidade nas relações humanas, na família e nas crianças…  
Mas o Natal e a sua celebração também se degrada: consumismo desenfreado; frenesim das festas de passagem de ano; a ausência de verdadeira fraternidade; a transformação das “férias de Natal” que se transformam em “férias de Inverno” que dispersam. Na base da degeneração não podemos deixar de referir a perda da identidade cristã.24-12-2017

Os cristãos conscientes devem estar particularmente atentos à preservação da identidade destas celebrações. Mas só o farão se fizerem da festa expressão e alimento da fé. No centro das suas celebrações, dando sentido aos seus símbolos e inspirando costumes e tradições, não pode faltar a Palavra de Deus e a Liturgia sacramental da Igreja. Nos séculos III e IV, os cristãos afirmaram e robusteceram a sua fé, opondo-se ao fascínio das celebrações pagãs do solstício, com a celebração do Natal de Cristo, o Verdadeiro Sol da Justiça, a Luz que brilha nas trevas sem se deixar ofuscar. Hoje, assiste-se à “paganização” (e não só à “secularização”) da celebração cristã, diluída nos seus conteúdos, esquecida da sua identidade.
Algumas sugestões para este tempo:
– O Natal que celebramos é o de Jesus Cristo: não se trata de uma vaga festa de bons sentimentos (que sempre, aliás, deveríamos ter). E o Natal de Cristo não depende de nós (o equívoco de “quando o homem quiser…”): nós é que dependemos dele.

– O Natal celebra-se em Igreja. A melhor forma de o fazer é pela participação na Eucaristia: seja na “Missa do galo”, à meia-noite, seja noutra.
– A melhor forma de participar na Eucaristia é a Comunhão: o altar da Igreja é a “manjedoura” onde reconhecemos o Senhor que nos foi dado e onde Ele se nos oferece como alimento de vida.
– Nas nossas casas o melhor símbolo do Natal continua a ser o Presépio, com o Menino: desde o século IV que os cristãos fazem com o Presépio uma profissão de fé no mistério da Incarnação. À volta do presépio é bom que se reúna a família para algum momento de oração.
– Embora de uso mais recente, a árvore de Natal (isolada ou associada ao presépio) pode ter leitura cristã: recorda-nos a árvore do Paraíso que o novo Adão nos reabriu, a árvore de Jessé cujo melhor fruto é o próprio Cristo, a árvore gloriosa de Cruz em que o Senhor Jesus nos redimiu. A sua luz evoca Aquele que é a “Luz do Mundo”. Mas para ser um verdadeiro “símbolo” de vida que se renova (folha caduca) ou de vida imortal (folha perene) que une a terra (raízes) ao céu (copa com a estrela…), não lhe basta “parecer” uma árvore (plástico…): deve sê-lo. E sem atentar contra a propriedade alheia ou contra a ecologia.
– Não se troque a Ceia de consoada ou outra refeição que reúna a família por nenhuma diversão ou proposta turística, por sedutoras que estas se apresentem. Procure fazer-se destes encontros, ainda que difíceis e tumultuosos, um lugar privilegiado da memória familiar ao qual não falte a referência da fé.
– As “prendas” do Natal têm sentido se forem expressão de alegria. Bom seria que não fizessem esquecer às crianças e aos adultos que todos os dons verdadeiros têm uma origem divina (que pena termos substituído o Menino Jesus pelo Pai Natal no “papel” de distribuidor das prendas às crianças!) e, sobretudo, que a prenda principal que recebemos é o próprio Cristo, o “Menino que nos foi dado”. É boa ideia, por isso, associar as prendas ao “presépio”.

Avisos e boletins das Unidades Pastorais de Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Mangualde

A Palavra de Deus que a liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum
nos propõe fala do perdão. Apresenta-nos um Deus que ama sem cálculos,
sem limites e sem medida; e convida-nos a assumir uma atitude semelhante
para com os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado.

17-09-2017_PeAndré

A primeira leitura deixa
claro que a ira e o rancor são sentimentos maus, que não convêm à felicidade e à
realização do homem. Mostra como é ilógico esperar o perdão de Deus e recusar-se a perdoar ao irmão; e avisa que a nossa vida nesta terra não pode ser estragada com sentimentos, que só geram infelicidade e sofrimento. Na segunda leitura Paulo sugere aos cristãos de Roma que a comunidade cristã tem de ser o lugar do amor, do respeito
pelo outro, da aceitação das diferenças, do perdão. Ninguém deve desprezar, julgar ou
condenar os irmãos que têm perspectivas diferentes. Os seguidores de Jesus devem ter
presente que há algo de fundamental que os une a todos: Jesus Cristo, o Senhor. Tudo o
resto não tem grande importância.

Ano A - Tempo Comum - 24º Domingo - Boletim Dominical

O Evangelho deste Domingo é sobre a necessidade de perdoar sempre, de forma
radical e ilimitada. Trata-se – todos estamos conscientes do facto – de uma das
exigências mais difíceis que Jesus nos faz. No entanto não há, neste campo, meias tintas,
dúvidas, desculpas: trata-se de um valor fundamental da proposta de Jesus. Ele deu
testemunho, em gestos concretos, do amor, da bondade e da misericórdia do Pai. Na
cruz, ele morreu pedindo perdão para os seus assassinos… O perdão e a misericórdia
tornam-se ainda mais complicados à luz dos valores que presidem à construção do nosso
mundo. O “mundo” considera que perdoar é próprio dos fracos, dos vencidos, dos que
desistem de impor a sua personalidade e a sua visão do mundo; Deus considera que
perdoar é dos fortes, dos que sabem o que é verdadeiramente importante, dos que estão
dispostos a renunciar ao seu orgulho e auto-suficiência para apostar num mundo novo,
marcado por relações novas e verdadeiras entre os homens. Na verdade, a lógica do
mundo só tem aumentado a espiral de violência, de injustiça, de morte; a lógica de Deus
tem ajudado a mudar os corações e frutificado em gestos de amor, de partilha, de
diálogo e de comunhão. O perdão não pode ser confundido com passividade, com
alienação, com conformismo, com cobardia, com indiferença… O cristão, diante da
injustiça e da maldade, não esconde a cabeça na areia e fingir que não viu nada… O
cristão não aceita o pecado e não se cala diante do que está errado; mas não guarda
rancor para com o irmão que falhou, nem permite que as falhas derrubem as
possibilidades de encontro, de comunhão, de diálogo, de partilha…. Perdoar não
significa isolar-se num silêncio ofendido, ou demitir-se das responsabilidades na
construção de um mundo novo e melhor; significa estar sempre disposto a ir ao
encontro, a estender a mão, a recomeçar o diálogo, a dar outra oportunidade.

AVISOS DA SEMANA Paróquias de Mangualde:

Terça-feira, dia 19 de Setembro:
19:30 – Missa na Igreja Paroquial de Cunha Baixa
20:30 – Missa na Igreja Paroquial de Mangualde

Quarta-feira, dia 20 de Setembro:
08:00 – Missa na Igreja de Nº Srª da Conceição (Mangualde)
18:30 – Missa na Igreja Paroquial de Mesquitela
19:30 – Missa da Igreja Paroquial de Cunha Alta
21:00 – Reunião do Conselho Pastoral de Mangualde

Quinta-Feira, dia 21 de Setembro:
08:00 – Missa na Igreja de Nº Srª da Conceição (Mangualde)
10:00 – Reunião do Arciprestado da Beira Alta
18:30 Missa na Igreja Paroquial de Quintela de Azurara
19:30 Missa na Igreja Paroquial de Freixiosa
21:00 – Reunião de Direção do Complexo Paroquial

Sexta-feira, dia 22 de Setembro:
08:00 – Missa na Igreja de Nª Srª da Conceição (Mangualde)
18:30 – Missa na Igreja de Abrunhosa do Mato
19:30 – Missa na Igreja de Mourilhe

Sábado dia 23 de Setembro:
10:30 – Batizado na Igreja Paroquial de Mangualde
11:00 – Casamento no Santuário de Nª Srª do Castelo
12:00 – Casamento na Igreja Matriz de Mangualde
15:00 – Reunião Geral de Catequistas
18:00 – Missa Vespertina na Igreja Paroquial de Mangualde

Domingo, dia 24 de Setembro:
09:00 – Missa na Igreja Paroquial de Cunha Alta
09:00 – Missa na Igreja Paroquial de Mangualde
10:15 – Missa na Igreja Paroquial de Freixiosa
10:30 – Missa na Igreja Paroquial de Cunha Baixa
11:00 – Missa na Igreja Paroquial de Mangualde
11:30 – Missa na Igreja Paroquial de Quintela de Azurara
12:00 – Missa em Abrunhosa do Mato
17:00 – Missa na Igreja Paroquial de Mesquitela

Avisos e boletim da Unidade Pastoral de Aguiar da Beira

Como habitualmente, deixamos os avisos e boletim da Unidade Pastoral de Aguiar da Beira.

ORAÇÃO…
Impressiona-me, Jesus, a maneira como “vias” as pessoas
e Te deixavas comover perante as aflições em que elas andavam
envolvidas. Não Te limitavas a dizer umas palavras de simpatia,
mas agias, pondo em marcha soluções eficazes. E buscaste
colaboradores a fim de multiplicar as atuações inspiradoras no
teu exemplo. Sou teu discípulo. Na tua escola quero aprender a
ser misericordioso e a dar, a emprestar, a acompanhar, sem
ruído, com desprendimento e gratuitamente.
(In Evangelho Diário 2017, Editorial A.O.)

18-06-2017

Neste Domingo, a Palavra que vamos refletir recorda-nos a
presença constante de Deus no mundo e a vontade que Ele tem de oferecera os homens, a cada passo, a sua vida e a sua salvação. No entanto, a intervenção de Deus na história humana concretiza-se através daqueles que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do seu amor e testemunhas da sua bondade.

A primeira leitura apresenta-nos o Deus da “aliança”, que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade; a esse Povo, Jahwéh confia uma missão
sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Jahwéh, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações.

A segunda leitura sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem
Deus ama. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.
O Evangelho traz-nos o “discurso da missão”. Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de “doze” discípulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o “Reino”. Esses “doze” serão os continuadores da missão de Jesus e deverão levar a proposta de salvação e de libertação que Deus fez aos homens em Jesus, a toda a terra. Como cenário de fundo desta catequese sobre o envio dos discípulos está o amor e a solicitude de Deus pelo seu Povo.
Não esqueçamos isto: Deus nunca Se ausentou da história dos homens; Ele continua a construir a história da salvação e a insistir em levar o seu Povo ao encontro da verdadeira liberdade, da verdadeira felicidade, da vida definitiva.
Como é que Deus age hoje no mundo? A resposta que o Evangelho deste domingo dá é: através desses discípulos que aceitaram responder positivamente ao chamamento de Jesus e embarcaram na aventura do “Reino”. Eles continuam hoje no mundo a obra de Jesus e anunciam – com palavras e com gestos – esse mundo novo de felicidade sem fim que Deus quer oferecer aos homens. Atenção: Jesus não chama apenas um grupo de “especialistas” para O seguir e para dar testemunho do “Reino”. Os “doze” representam a totalidade do Povo de Deus. É a totalidade do Povo de Deus (os
“doze”) que é enviada, a fim de continuar a obra de Jesus no meio dos homens e anunciar-lhes o “Reino”. Qual é a missão dos discípulos de Jesus? É lutar objetivamente contra tudo aquilo que escraviza o homem e que o impede de ser feliz.
Hoje há estruturas que geram guerra, violência, terror, morte: a missão dos discípulos de Jesus é contestá-las e desmontá-las; hoje há “valores” (apresentados como o “último grito” da moda, do avanço cultural ou científico) que geram escravidão, opressão,
sofrimento: a missão dos discípulos de Jesus é recusá-los e denunciá-los; hoje há esquemas de exploração (disfarçados de sistemas económicos geradores de bem-estar) que geram miséria, marginalização, debilidade, exclusão: a missão dos discípulos de
Jesus é combatê-los.

 

Avisos e Boletim da Unidade Pastoral de Aguiar da Beira

Domingo de Pentecostes

Com a solenz-igreja ABidade do Pentecostes, encerramos o Tempo Pascal. É a plenitude do mistério pascal, como nos recorda o prefácio da missa deste domingo: “Hoje manifestastes a plenitude do mistério pascal e sobre os filhos de adoção… derramastes o Espírito Santo”. Neste dia, não só recordamos a vinda do Espírito Santo sobre a comunidade apostólica, mas também a presença do Espírito Santo na Igreja de Jesus, na Igreja de hoje, em cada um de nós e em todos os homens e mulheres de boa vontade. 04-06-2017

    Se lermos com calma e atenção todos os textos evangélicos, daremos conta que o Espírito Santo está sempre presente em toda a vida de Jesus. É o Espírito que enche de vida o ventre virginal de Maria: “O Espírito virá sobre ti”. É o Espírito que, nas águas do Jordão, desce sobre Jesus como uma pomba. É o Espírito que conduz Jesus para o deserto e, cheio do poder do Espírito, regressa à Galileia e anuncia com autoridade a boa nova do Reino de Deus. O Espírito que acompanhou Jesus ao longo da sua vida, na sua morte, é entregue à humanidade. Do lado aberto de Jesus, dizem os Padres da Igreja, nasce a Igreja que, desde o início, está cheia do Espírito, como nos diz o texto da primeira leitura: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”.
    A paz, a alegria e o Espírito Santo são dons de Jesus Ressuscitado à comunidade apostólica. Por duas vezes, “na tarde daquele dia, o primeiro da semana”, Jesus saúda os discípulos, dizendo: “A paz esteja convosco”. Os discípulos estavam cheios de medo, tinham as portas de casa trancadas. Precisavam urgentemente de paz. Somente Jesus lhes poderia dar a paz que tanto necessitavam. Ao verem Jesus, com as chagas nas mãos e nos pés e o lado aberto, ficaram cheios de alegria. E como se isto não bastasse, Jesus “soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo”.
    Os discípulos recebem o Espírito Santo em ordem à missão, para serem enviados. Jesus é o enviado do Pai. Os discípulos serão os enviados de Jesus: “Assim como o Pai me enviou também Eu vos envio a vós”. É o Espírito de Jesus que nos estimula à missão, acompanha-nos na missão de levar o Evangelho a todo o lado. Sem o Espírito de Jesus, nada conseguiremos. Por isso, em cada Pentecostes, pedimos não nos falte esta força, o Espírito de Jesus. Vem, Espírito Santo, livra-nos do medo e ensina-nos a anunciar com ardor e entusiasmo a Boa Nova de Jesus.
    O Espírito Santo, a força divina, convida-nos à reconciliação: “àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados”. O Espírito de Jesus é o Espírito do perdão. No Calvário, pregado na cruz, Jesus oferece o perdão: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”. O Espírito de Jesus convida-nos ao perdão, à reconciliação, a um abraço da paz. Todos os anos, a solenidade do Pentecostes é um convite à reconciliação nas nossas famílias, nas nossas cidades e aldeias, nas nossas comunidades paroquiais, nos movimentos da Igreja, no nosso mundo que precisa urgentemente de encontrar o caminho da paz, o grande dom de Jesus Ressuscitado.
    O Espírito Santo, com os seus sete dons, é fonte de uma vida nova e em renovação permanente. O Espírito Santo é a garantia do perdão, libertos do pecado e das ilusões do mundo. O Espírito Santo é também o fundamento da unidade na diversidade de dons, de funções e ministérios. Com o Espírito Santo, é possível acreditar, esperar e amar.

Por:Párocos de Aguiar da Beira

Avisos e reflexão da Unidade Pastoral de Aguiar da Beira

4ºdomingo da Páscoa

z-igreja ABAinda recordamos a bela imagem de Jesus que caminhava com os discípulos para Emaús. Foi este o ponto de partida da nossa reflexão no domingo passado. Os discípulos de Emaús estavam abatidos, desiludidos, sem esperança. São uma imagem de alguns momentos da nossa vida. Também andamos preocupados com muitas coisas: problemas de saúde, problemas familiares por causa de falta de entendimento e de comunicação, problemas económicos, ou seja, tantas preocupações no caminho da vida!

07-05-2017

Apesar de tudo, Jesus continua a caminhar connosco. Este Jesus que todos os anos, no 4º domingo da Páscoa, sempre se apresenta como o Bom Pastor. Os judeus rezavam muitas vezes o salmo 22 (23): “o Senhor é meu pastor: nada me falta”. Na segunda leitura, Pedro, citando os profetas Isaías e Ezequiel, também nos recorda: “Vós éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes para o pastor e guarda das vossas almas”. Quando as pessoas ouviram Jesus dizer que era o Bom Pastor pensaram, imediatamente em Deus, Aquele que caminha diante do povo, que os reúne e convoca, que os faz “descansar em verdes prados” e que os “conduz às águas refrescantes”.
Hoje, já quase perdemos a imagem do pastor, conduzindo o seu rebanho, ajudado pelo seu cão. Todavia, não nos custa a compreender quando o evangelho nos diz que Jesus, o Bom Pastor, continua a dar a vida pelas suas ovelhas. Jesus conhece-nos pelo nome, conhece muito bem cada um de nós. A frase final do texto evangélico deste domingo é daquelas que temos de fixar: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”. A Páscoa é esta vida, a vida nova de Jesus ressuscitado, vida abundante que nos inunda de paz, de alegria, de confiança e de esperança.
Jesus apresenta-se como a “porta das ovelhas”. Ao conversar com os fariseus, os escribas e doutores da lei, Jesus acusa-os duramente de “ladrões e bandidos”, porque, em vez de guardarem o povo que lhes foi confiado, somente se preocuparam com os seus interesses. Por isso, Jesus apresenta-se como a “porta das ovelhas”. Nestes tempos de crise económica, financeira, social, política e moral, podemos interrogar-nos: o que diria Jesus aos que hoje governam as nações? Preocupam-se com o bem de todos ou somente com os seus interesses e lucros? O que diria Jesus àqueles que governam a Igreja? Não haverá problemas e situações que deveriam ser abordadas com mais clareza, respeito, coração e realismo? Não andaremos a perder tempo demasiado em projetos, papéis, reformas inquisitórias de imposição e “à pressão”? Não haverá assuntos e problemas que merecem uma palavra mais esclarecida e libertadora dos que governam as nações e a própria Igreja? Os cristãos nunca podem ser um obstáculo, nunca podem ser um entrave e construtores de barreiras, mas têm de ser uma porta aberta para chegar a Jesus, a Deus e aos irmãos que clamam por nós, que nos pedem ajuda.
“Para mim preparais a mesa”, ouvimos no salmo 22 (23). É a mesa perante a qual fazemos memória de Jesus, o Bom Pastor e Porta das ovelhas, que nos dá vida em abundância: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”. Ele conhece as Suas ovelhas, chama-as pelo seu nome, procura-as quando elas se afastam, acolhe-as no seu aprisco, ama-nos e apoia-nos sempre. Muitos continuam a não querer entrar por esta porta. Mas, em Jesus, Bom Pastor, a felicidade é possível. Na vida, acontece-nos muitos sofrimentos. Unidos à Paixão de Jesus Cristo, venceremos as nossas dificuldades, teremos sempre confiança e esperança, continuando a ter em Cristo o sentido para a própria vida. A nossa vida terá outro sentido se vivermos os gestos de ternura do Bom Pastor.

Por:Párocos da UPAB

Jornadas pastorais com muita adesão

  Este fim de semana no centro cultural de Fornos de Algodres, decorreram as jornadas pastorais, cuja organização esteve a cargo da unidade pastoral desta localidade, onde teve uma casa cheia no centro cultural, divididas por dois dias, o sábado à noite preenchido com um filme alusivo ao tema.
  O domingo reservado à conferência com o Padre Elias.
o encerramento contou com a presença de D.Ilidio Leandro, bispo da diocese de Viseu.

Em atualização…

reportagem de Cristina Pacheco