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Alunos de Biologia da Universidade de Aveiro Exploram a Avifauna de Fornos de Algodres

Mais de duas dezenas de  estudantes da licenciatura em Biologia da Universidade de Aveiro percorreram o concelho de Fornos de Algodres numa visita enriquecedora de dois dias.

O objetivo da visita foi dedicaram-se ao conhecimento da da avifauna local. Este é um projeto que, em parceria com o CERVAS e a Universidade de Aveiro, já desenvolvemos há cerca de 3 anos e no qual vamos continuar a apostar, porque nos parece estruturante nos objetivos ambientais que temos, de desenvolvimento e potenciação do nosso património natural. Aqui, mais especificamente na visibilidade que dá ao potencial que o nosso território oferece na área da Observação de Aves que, acreditamos, pode ser fator de desenvolvimento económico futuro, refere o Municipio. Ler Mais »

Fornos de Algodres-Alunos de Biologia da UA vieram para Observação de Aves

Fornos de Algodres voltou a receber, durante o fim de semana de 17 e 18 de dezembro de 2022, os alunos de Biologia da Universidade de Aveiro, encontraram em Fornos de Algodres um ponto importante como observatório de aves e recentemente  vieram fazer saídas de campo, para estudo de observação de aves.

Tendo como guia especialista o Ricardo Brandão, do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), “foram dois dias bastante produtivos passados, desta vez, Além-Mondego – em Vila Ruiva – e na parte alta do concelho – onde visitámos Maceira, a Fraga da Pena, Algodres, Furtado e Matança. Terminou-se, no domingo, com um almoço no parque de merendas da Serra da Esgalhada.

Tal como tentamos sempre fazer, associámos à parte prática, uma visita – com breve introdução história – a alguns dos locais emblemáticos do concelho, como a Fraga, o Dolmen da Matança ou a Aldeia de Algodres, referiu o Guia.

Durante o fim de semana foram observadas 55 espécies diferentes de aves, que serão inseridas na plataforma do Município de observação de aves. E, como sempre, aproveitou-se  a ocasião para devolver à liberdade duas corujas-das-torres, que estavam em recuperação, no CERVAS, reforçando o cumprimento ao indicador da Estratégia Municipal do Ambiente 2022-2025.

Esta parceria com a Universidade de Aveiro e com o CERVAS é algo que queremos preservar e, se possível aprofundar. É bom para a formação dos alunos; dá a conhecer o potencial – na área ornitológica e de património – do concelho; ajuda a economia local – alojamentos, restauração; mostra aos locais que é possível potenciar o nosso património natural, incentivando à sua preservação.

Esta ação inserida no Projeto Ambiental “Educa+” (P12), do Projeto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (P13) da Estratégia Municipal Ambiental 2022-2025 contribui diretamente para os ODS n.º 13 {Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos}; 15 {Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as floretas, combater a desertificação, travar e reverter a degradação dos solos e travar a perda de biodiversidade} e 17 {Reforçar os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável}.

No final um agradecimento a todos os envolvidos, em especial ao professor António Luís da Universidade de Aveiro e Ricardo Brandão do CERVAS.

Estudo:Nanoplásticos colocam em risco o bom funcionamento dos ecossistemas de água doce

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Estudo conclui que os nanoplásticos colocam em risco o bom funcionamento dos ecossistemas de água doce

Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com a Universidade de Aveiro (UA) e a Konkuk University (Coreia do Sul), identificou os possíveis impactos causados por baixas concentrações de nanoplásticos em ecossistemas de água doce e concluiu que concentrações ambientalmente relevantes de nanoplásticos representam um grande risco para os níveis tróficos basais das cadeias alimentares de pequenos ribeiros.

Para chegar a esta conclusão, a equipa do estudo, já publicado no Journal of Hazardous Materials, realizou um ensaio em laboratório «com as menores concentrações de nanoplásticos já testadas, até 25 μg/L [microgramas por litro], com dois tamanhos (100 e 1000 nm [nanómetros]). O objetivo foi avaliar os impactos dos nanoplásticos na atividade (decomposição da matéria orgânica), taxa de reprodução e alterações na comunidade de hifomicetes aquáticos [fungos]. Além disso, verificámos as alterações na qualidade nutricional das folhas expostas aos nanoplásticos. Essas folhas foram depois fornecidas a uma espécie de invertebrados de ribeiros, de forma a avaliar possíveis consequências no seu comportamento alimentar», explica Seena Sahadevan, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e primeira autora do artigo científico.

Em pequenos ribeiros, a decomposição da matéria orgânica é um processo crucial, responsável pela transferência de energia e nutrientes entre os diversos níveis tróficos da cadeia alimentar. Os hifomicetes aquáticos são os principais mediadores desse processo. Estes fungos são capazes de modificar os componentes recalcitrantes da folha, melhorando assim a sua palatabilidade e qualidade nutricional para consumo de invertebrados.

Segundo a investigadora do MARE, os resultados obtidos indicam que «a decomposição, reprodução e a abundância dos fungos são significativamente afetadas por baixas concentrações e tamanho dos nanoplásticos; as partículas de menor tamanho demonstram maior toxicidade». Curiosamente, sublinha Seena Sahadevan, «apenas os nanoplásticos de menor tamanho impactaram a qualidade nutricional das folhas, aumentando a quantidade de ácidos gordos polinsaturados. Não houve alterações visíveis nas taxas de alimentação dos invertebrados, porém observámos um comportamento letárgico nos animais alimentados com folhas expostas a concentrações mais elevadas, indicando uma possível contaminação».

Os nanoplásticos são fragmentos de plástico com tamanho menor que 1000 nm (nanómetros) – aproximadamente o tamanho de um vírus – usados geralmente por indústrias farmacêuticas, de cosmética e produtos de limpeza, podendo também ser derivados da degradação dos macroplásticos que usamos no nosso dia a dia.

A principal preocupação com estes fragmentos plásticos nanométricos é a alta capacidade de interação e reação com outras moléculas e organismos presentes no ambiente. Atualmente, a grande maioria dos estudos que abordam «as consequências dos micro e nanoplásticos na natureza são realizados em ambientes marinhos. No entanto, é importante ressaltar que 1,15 – 2,41 milhões de toneladas dos plásticos presentes nos oceanos são transportados através dos rios», frisam os autores do estudo.

De uma forma geral, este estudo fornece «novos insights sobre os grandes riscos que os nanoplásticos apresentam para o bom funcionamento dos ecossistemas de água doce», sintetiza Seena Sahadevan.

O artigo científico está disponível: aqui.

Cristina Pinto

Assessoria de Imprensa – Universidade de Coimbra – Comunicação de Ciência

 

Exposição “Economia Europeia” faz itinerância pela Universidade de Aveiro

 O EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões promoveu a Sessão de Abertura da Exposição “Economia Europeia ”, no Centro de Documentação Europeia de Aveiro (CDE-Aveiro), localizado na Biblioteca da Universidade de Aveiro (UA), no Campus Universitário, onde estará patente até ao próximo dia 28 de fevereiro.

A Sessão de Abertura, além da equipa do EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões, contou com a presença da coordenadora do Centro de Documentação Europeia Aveiro, Cristina Cortez, e da Professora Doutora Marta Dias, do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da UA.

Desenvolvida por estudantes da Licenciatura de Economia da UA, esta mostra conduz os visitantes através de um roteiro onde marcam presença os grandes temas e desafios com que o projeto de construção europeia se depara. Entre outros temas, merecem destaque a “Bazuca Europeia”, a “Neutralidade Carbónica” ou a “Transição Climática”.

Recorde-se que a UA, conta com mais 15.000 alunos, afirmando-se enquanto espaço de eleição, a nível regional, para dar a conhecer às novas gerações o Projeto Europeu.

Concluída a sua presença no Campus Universitário da UA, esta exposição, constituída por 13 painéis, irá, ainda, realizar uma itinerância por algumas das bibliotecas que compõem a RIBVDL (Rede Intermunicipal de Bibliotecas Viseu Dão Lafões).

De acordo com o Responsável do Centro EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões, José Carlos Almeida, “Esta exposição, que inicia a sua itinerância pelo território do EUROPE DIRECT Viseu Dão Lafões, procura reforçar e aprofundar o conhecimento dos cidadãos relativamente aos grandes temas que estão na agenda da União Europeia, prosseguiu, destacando que, esta exposição marca a primeira atividade, de muitas mais, de uma parceria com o Centro de Documentação Europeia de Aveiro”. 

Alunos da Universidade de Aveiro visitaram Estação da Biodiversidade da Ribeira da Muxagata

Cerca de duas dezenas de alunos da licenciatura de Biologia e de Biologia e Geologia da Universidade de Aveiro, passaram pelo município de Fornos de Algodres, para dois dias de aulas em contexto de trabalho de campo.

Iniciaram em Gouveia, com a visita às instalações do CERVAS – Casa da Torre e Centro de Recuperação – e daí partiram para Fornos de Algodres, onde foram organizadas várias palestras, de conteúdos direcionados ao objeto de estudo que aqui os trouxe, particularmente sobre ornitologia mas também sobre a restante biodiversidade presente no concelho de Fornos de Algodres. No final do dia, houve ainda tempo para uma breve visita à Vila, dando-lhes a conhecer alguns dos seus pontos mais icónicos.

No segundo dia , teve lugar a saída de campo, com a visita à Estação da Biodiversidade da Ribeira da Muxagata.

Foi um fim de semana de aprendizagem e partilha de conhecimentos em que, todos saem a ganhar. Os alunos, com acesso a uma vertente prática e de campo, que só pode beneficiá-los na sua componente formativa. O Município, dando-se a conhecer o seu território e as suas potencialidades ao nível de diferentes habitats e biodiversidade – e abrindo portas a futuros projetos em rede, que possam envolver a UA, os seus alunos, o CERVAS e o Município. Acreditamos, de tal forma, nesta parceria que, em janeiro de 2022, voltaremos a receber novo grupo de alunos da Universidade de Aveiro, para nova ronda.

Esta atividade contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável n.º 15 -Proteger a Natureza e n.º 17 -Parcerias para a implementação dos objetivos.

Eco-cimento produzido com desperdícios de celuloses

Investigação da Universidade de Aveiro

Chegou o cimento mais ecológico do mundo. Na receita, para além de utilizar maioritariamente desperdícios das indústrias de celulose que de outra forma iriam para aterros, a produção do cimento ‘verde’ desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA) reduz drasticamente o uso de recursos naturais virgens e pode ser produzido à temperatura ambiente, diminuindo consideravelmente o consumo de energia. O resultado é um eco-cimento para construir um mundo mais sustentável.

Desenvolvido para ter as mesmas caraterísticas do cimento comum, mais conhecido como cimento Portland e cuja produção é altamente poluente, o eco-cimento desenvolvido no Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC) da UA assume-se como uma alternativa aos ligantes tradicionais.

“As nossas argamassas geopoliméricas são uma alternativa válida às produzidas com cimento Portland pois têm propriedades que as tornam adequadas para diversas aplicações na construção”, explica Manfredi Saeli, o investigador que a par de Rui Novais, Paula Seabra e João Labrincha desenvolveu o novo material.

De facto, acrescenta o investigador, “os materiais produzidos são altamente sustentáveis, menos poluentes e a sua produção é rentável”. Além disso, “os geopolímeros endurecem rapidamente, exibem uma matriz estável e uniforme, um desempenho mecânico adequado e uma excelente resistência a produtos químicos e ao envelhecimento. Tudo isso torna essa nova classe de cimentos uma alternativa ao cimento Portland válida e sustentável”.

Desenvolvido com recurso a desperdícios da indústria de celulose, nomeadamente cinzas e grãos de cal que de outra forma iriam parar a aterros e que constituem 70 por cento dos ingredientes do eco-cimento da UA (os outros 30 por cento são metacaulino), este material inovador pode ser usado no lugar dos cimentos tradicionais e com níveis de desempenho idênticos.