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Tag Archives: violência domestica

Artigo de Opinião Sara Morais- Da Pandemia à Violência Doméstica e à Hipnose Clínica

Pandemia, confinamento, distanciamento, isolamento; são palavras, regras que “primeiro estranha-se e depois entranha-se” como dizia Fernando Pessoa. Não são só as perturbações nervosas, psicológicas e emocionais que crescem a par com a pandemia são também os gritos amordaçados e aprisionados daqueles que são vítimas do flagelo de uma outra pandemia, que se alastra paralela e silenciosamente no âmago da nossa sociedade – a violência doméstica.

É importante dissociar a violência doméstica a estereótipos e consciencializar que este flagelo é transversal à condição social e económica, e que é de facto uma realidade atual. A violência doméstica é vulgarmente identificada pela agressão física, e muitas vezes reduzida a essa red flag. Contudo, este género de violência é manifestada inicialmente, e mais frequentemente, através do abuso psicológico, o que torna mais difícil a respetiva sinalização.

Ao refletir sobre esta matéria, vamos encontrar nas diversas faixas etárias, mas mais proeminentemente nas camadas mais jovens, padrões comportamentais que são vulgarmente subavaliados e que deveriam ser tomados como sinais de alertas. As manifestações exageradas e afeto é um dos comportamentos característicos de um relacionamento abusivo. É certo que a manifestação do amor é algo que surge naturalmente e que faz parte de qualquer relacionamento sadio, no entanto, todo o excesso deve ser claramente um aviso, especialmente quando as palavras não refletem a realidade das atitudes do dia-a-dia, mas sim uma manipulação de pormenorizada de circunstância. Um outro indício, é a imposição de mudança de personalidade ou de princípios. Qualquer relacionamento é uma aprendizagem, uma evolução, que se vai construindo com flexibilidade e mudança quando estas reforçam positivamente e construtivamente o “eu” interior. Por conseguinte, quando a mudança implica o carcere da expressão das próprias referências e personalidade torna-se tóxico e abusivo.

A agressão verbal e psicológica é talvez a manifestação mais fácil de sinalizar, e também a mais comum. Este tipo de ocorrência vai aparecendo e dominando o dia-a-dia, através das frequentes críticas depreciativas, como por exemplo a desvalorização das conquistas e ou a ridicularização de opiniões. É nesta fase que a autoestima é começa a diluir-se numa teia invisível mas muitíssimo traiçoeira. Seguem-se outros comportamentos, como a manipulação emocional através da imputação de culpa sobre os acontecimentos de agressão; as sucessivas violações de privacidade; às diversas tentativas e atos de controlo de rotinas e de estrangulamento da independência financeira e emocional do par. A vítima torna-se refém e carcerada numa sensação de impotência e capacidade de auto gestão emocional. Com este quadro atípico, surgem facilmente os comportamentos agressivos, gritos, ameaças e as diversas chantagens emocionais de abandono e de danos materiais e físicos.

Estas manifestações comportamentais são habitualmente mal interpretadas e desvalorizadas, no entanto, é importante sublinhar que um relacionamento saudável é aquele que acrescenta e promove o crescimento do seu eu interior ao invés de o subtrair.

Neste enquadramento é importante procurar ajuda psicológica e emocional. É, neste contexto que a Hipnose Clínica se assume como uma ferramenta terapêutica de grande auxílio pela sua eficácia e versatilidade. Numa fase inicial, existe uma aposta na libertação emocional da vítima, em que os processos de manifestação de culpa e emoções negativas são trabalhados. Seguidamente, a terapêutica através das várias técnicas associadas à regressão, permite a visualização e a resignificação das memórias traumáticas, promovendo um novo olhar e perceção sobre os vários comportamentos e experiências negativas. Nesta fase são também trabalhados as síndromes de pânico, depressões, resultantes da exposição tóxica.

Numa fase final, a terapêutica assenta no resgate da autoestima, onde o auto conceito é trabalhado com o objetivo da consolidação e da superação das experiências negativas, promovendo, assim, uma nova forma de ser e de estar perante a vida e os acontecimentos futuros.

“O afeto é o amor feito consciência” Carlos Bernardo González Pecotche

 

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

GNR Guarda- Fornos de Algodres – Pulseira eletrónica por violência doméstica

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Gouveia, ontem, dia 12 de janeiro, deteve um homem de 40 anos por violência doméstica, em Fornos de Algodres.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o suspeito exercia violência física e psicológica sobre a vítima, sua ex-companheira de 46 anos. Após as diligências policiais, foi dado cumprimento a um mandado de detenção.

O suspeito foi presente ontem, dia 12 de janeiro, ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de se aproximar da vítima até 500 metros, controlado por pulseira eletrónica.

Detido por posse ilegal de arma em processo de violência doméstica na Guarda

O Comando Territorial da Guarda, através do Posto Territorial da Guarda, ontem,dia 17 de junho, deteve um idoso, de 74 anos, por posse ilegal de arma de fogo em processo de violência doméstica, na Guarda.

Na sequência de uma denúncia a relatar uma situação de agressões do suspeito sobre a sua mulher, de 70 anos, os militares da Guarda foram à residência do casal onde detetaram armas não registadas e para as quais não tinha licença.

No decorrer da ação, para além de deter o suspeito, foi possível apreender o seguinte material:

  • Uma pistola, calibre 6.35mm;
  • Uma espingarda, calibre 12;
  • Um carregador de pistola, calibre 6,35mm;
  • 51 munições de diversos calibres;
  • Um coldre de pistola.

O detido foi constituído arguido e os factos remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca da Guarda.

GNR Guarda – Prisão Preventiva por violência doméstica

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), no dia 23 de junho, deteve um homem, de 33 anos, pela prática do crime violência doméstica, no concelho da Guarda.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o suspeito exercia violência física e psicológica sobre a sua ex-companheira, de 30 anos, tendo sido dado cumprimento a um mandado que culminou na detenção do suspeito.

O detido, reincidente no mesmo tipo de crime, foi presente ao Tribunal Judicial da Guarda,  dia 24 de junho, tendo ficado sujeito à medida de coação de prisão preventiva.

GNR Guarda- Pulseira eletrónica por violência doméstica em Trancoso

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), deteve um homem, de 48 anos, pelo crime de violência doméstica, no concelho de Trancoso.

No âmbito de uma investigação relacionada com o crime de violência doméstica, foi possível apurar que o suspeito exercia violência física e psicológica sobre a sua companheira, de 38 anos, o que culminou no cumprimento de um mandado de detenção e consequentemente na detenção do agressor.  

O detido foi presente no mesmo dia ao Tribunal Judicial de Trancoso, onde lhe foram aplicadas as medidas de coação de proibição de contacto com a vítima por qualquer meio, proibição de aproximação a menos de 500 metros da vítima e da sua residência, controlado através de dispositivo eletrónico – pulseira eletrónica, obrigatoriedade de frequentar um programa de recuperação de dependência de álcool, e obrigatoriedade de apresentações bissemanais no posto policial da área de residência.

GNR Guarda- Prisão preventiva por violência doméstica

 

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE),  deteve um homem, de 55 anos, pelo crime de violência doméstica, no concelho da Guarda.

No âmbito de uma investigação relacionada com o crime de violência doméstica, foi possível apurar que o suspeito exercia violência física e psicológica sobre os seus dois filhos, de 15 e 23 anos, o que culminou no cumprimento de um mandado de detenção e consequentemente na detenção do agressor.  

O detido foi presente no mesmo dia ao Tribunal Judicial da Guarda, onde lhe foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

Prisão preventiva por violência doméstica no concelho da Guarda

 

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas, ontem, dia 21 de janeiro, deteve um homem com 52 anos, por violência doméstica, no concelho da Guarda.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares apuraram que o suspeito agredia a mãe, física e psicologicamente, de 70 anos, com quem vivia.

O homem, reincidente no mesmo tipo de crime, foi presente ao Tribunal Judicial da Guarda, ontem, tendo ficado sujeito às medidas de coação de prisão preventiva a cumprir em estabelecimento com hospital psiquiátrico.

 

Pulseira eletrónica por violência doméstica- Gouveia

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas, no dia 6 de dezembro, deteve um homem com 47 anos, por violência doméstica, no concelho de Gouveia.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, que decorria há cerca de uma semana, a GNR apurou que o suspeito, exercia violência física, psicológica e ameaças sobre o seu filho menor e sua esposa de 45 anos, tendo os militares dado cumprimento a um mandado de detenção e condução.

O detido ficou no Estabelecimento Prisional da Guarda até ter sido presente ao Tribunal de Almeida, no dia 7 de dezembro, tendo ficado sujeito às medidas de coação de proibição de contactos e de aproximação da vítima a menos de 500 metros, bem como, proibição de aproximação da residência da família e da escola do filho, controlado por pulseira eletrónica.

GNR Guarda -Pinhel (Freixedas)– Prisão preventiva por violência doméstica

O Comando Territorial da Guarda, através do Posto Territorial das Freixedas,no dia 22 de outubro, deteve um homem com 55 anos, por violência doméstica, no concelho de Pinhel.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, a GNR apurou que o suspeito, exercia violência física e psicológica, bem como ameaças sobre a sua ex-esposa, de 53 anos. No fim da relação, verificou-se, novamente, um episódio de ameaças, culminando este facto no cumprimento de um mandado de detenção do indivíduo.

O detido foi conduzido e presente ao Tribunal Judicial de Coimbra, tendo-lhe sido aplicado como medida de coação de prisão preventiva.

Manifestação silenciosa em Coimbra pelas vítimas de violência doméstica

Este sábado vai ter lugar, em Coimbra , na Praça da República, uma manifestação de mulheres e homens, numa iniciativa do grupo “Nósporelas”, que vão assim constituir uma marcha lenta,que  desce depois em silêncio, pela Avenida Sá da Bandeira e Praça 8 de Maio onde irão permanecer cerca de 15 minutos parados, seguido da atuação de um coro de Coimbra, mas outros  2 pequenos grupos de pessoas (3-5) irão pela rua da Sofia até ao Ministério Público e Tribunal para colocar algumas placas  alusivas ao evento , voltando para a Praça 8 de Maio onde se juntam ao grande grupo.

A marcha segue pela Rua Visconde da Luz, Ferreira Borges, Portagem terminando no Parque da cidade, Dr. Manuel Braga onde vão ser atiradas ao rio 513 flores.

Esta uma grande homenagem a todas as vítimas de violência doméstica em Portugal.