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Avisos e Liturgia do 26ºDomingo Comum (Ano C)

a)      Como nos Domingos passados, a liturgia de hoje tem uma “tonalidade” dupla: por um lado, sentir que na nossa vida e na nossa fé devemos saber escolher; por outro lado, sentir que esta opção livremente escolhida tem consequências, ou seja, supõe uma mudança de comportamento, uma conversão.

 

b)      Tudo isto que acabámos de afirmar enquadra-se muito bem no episódio do pobre Lázaro e do rico com todas as imagens que ilustravam, no tempo de Jesus, a vida para além da morte. Os seres humanos utilizam imagens que ilustram uma realidade que não têm acesso, ou que não conseguem explicar racionalmente. Isto acontece quando nos referimos ao céu ou ao inferno; usamos imagens para falar mais sobre um estado do que um lugar concreto. Mais do que as imagens e algumas “fantasias”, o mais importante é a fé na confiança, na palavra e na experiência de Jesus. Acreditamos, esperamos e queremos que o caminho de Jesus é e continue a ser o nosso, que a vida é única, quer seja aqui na terra como para além da morte.

 

c)       Um aspecto que se destaca neste domingo, mais que as imagens e as “fantasias” é a unidade em que consiste a nossa existência; como as nossas opções e decisões vão conformando uma unidade e têm as suas repercussões. A vida do rico baseia-se em determinadas opções, em determinadas palavras, atitudes e gestos que o levam a viver e a relacionar-se com os outros de uma maneira específica e determinada. Tudo isto modela a sua vida presente e as consequências que daí advêm; consequências que vão para além da morte, porque a pessoa é uma unidade, antes e depois da morte. O chamamento de Jesus supõe uma mudança de opções e de vida (um convite concreto à conversão). Quando este convite é aceite, marca profundamente a unidade de toda a existência humana.

29-09-2019

d)      Paralelamente a esta unidade da existência, segue um tema sempre presente ao longo da Bíblia e que hoje continua actual: a retribuição do justo. Será recordado aquele que sofreu e que não recebeu qualquer reconhecimento nem recompensa nesta vida? Lendo o fragmento evangélico, damos conta que a resposta definitiva não está nas nossas mãos, ultrapassa as nossas possibilidades e a nossa imaginação. A última palavra está nas mãos de Deus, uma palavra que responderá à unidade da nossa vida e ao olhar amoroso de Deus.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano C - Tempo Comum - 26º Domingo - Boletim Dominical