Legislativas 24-BE Guarda-Beatriz Realinho cabeça de lista e fornense Rodrigo Sousa em terceiro
Lista candidata às Legislativas 20241. Beatriz Realinho
2. Bárbara Xavier
BEATRIZ REALINHO
Beatriz Realinho tem 23 anos e é natural da Guarda. Atualmente encontra-se no Mestrado de
Antropologia, com especialização em Temas Contemporâneos. Trabalha ainda na área de
produção de eventos.
Estudou na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda, e em 2018 ingressou na
licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da UNL. Em 2022 concluiu a pós-graduação em Estudos sobre as Mulheres: as
mulheres na sociedade e na cultura.
BÁRBARA XAVIER
Bárbara Xavier tem 31 anos e é natural da Guarda. Atualmente, exerce como psicóloga e
instrutora de yoga para adultas/os e crianças.
A Bárbara estudou na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda. Em 2010,
ingressou no Mestrado Integrado em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da
Educação da UC, na área de Psicologia da Educação, Desenvolvimento e Aconselhamento.
Paralelamente concluiu uma pós-graduação em Arte-terapia e Waking Dream Therapy.
Posteriormente, frequentou uma Especialização Avançada em Crise Emergência e Catástrofe e
formou-se para a instrução de yoga com crianças, adultas/os e famílias.
RODRIGO SOUSA
Rodrigo Sousa tem 19 anos e é natural de Fornos de Algodres. Atualmente é estudante de
Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra tendo
anteriormente estudado na Escola Básica e Secundária de Fornos de Algodres, onde ingressou
no associativismo estudantil sendo Presidente da Associação de Estudantes dessa mesma
escola.
Mensagem de Beatriz Realinho
A última vez que aqui estivemos comprometemo-nos com o slogan
“a política é para as pessoas”. Estamos aqui hoje para reforçar a sua
continuidade!
A intervenção política do BE tem sido desenvolvida com apoio de
cidadãs e cidadãos que têm encontrado a sua voz neste partido.
Levamos e levaremos sempre o distrito e o país a sério. É por isso
que nos ouvem e vêm falar dos temas que têm impacto nos cidadãos,
nas medidas que respondem às suas problemáticas.
Sabemos que muito mais pode ser feito. No âmbito da proteção dos
ecossistemas e utilização dos recursos naturais, quanto à escola, a
saúde pública e a habitação.
Não precisaríamos de viver na incerteza, se o necessário fosse feito.
Sabemos que há muitas mudanças possíveis e que a Beatriz
Realinho é a melhor pessoa para representar as necessidades e
propor as soluções. Para continuar a exigir que a política se cinja aos
interesses da população.
Programa do BE
Com a queda do Governo da maioria absoluta do PS foram convocadas eleições para o dia
10 de março, eleições estas onde o Bloco de Esquerda procura dar respostas aos
problemas agravados no país com a crise social. As soluções passam pelo interior, pois
viver e crescer aqui não pode ser uma sentença.
A estabilidade, a clareza, o compromisso para com as pessoas devem passar por políticas
concretas em áreas que são prioritárias, e que estão no centro do trabalho do Bloco de
Esquerda tanto a nível nacional como local:
SAÚDE – são necessárias medidas que reforcem o SNS, pois é delas que depende o seu
acesso universal capaz de dar respostas de qualidade e a tempo à população. É preciso
mais investimento para reforço das equipas e dos seus equipamentos, melhores condições
para quem no SNS trabalha e quer trabalhar, fixando e atraindo profissionais. A ULS não
pode funcionar a serviços mínimos que sobrecarregam os profissionais e atrofiam o direito
das populações ao acesso à saúde enquanto são reencaminhadas de cidade em cidade.
É necessário construir-se uma resposta de cuidados dignos na velhice, e para a infância
promovendo a fixação de pessoas no território.
EDUCAÇÃO – a educação e a cidadania são pilares essenciais na democracia, e a sua
defesa tem que passar pela valorização da profissão docente, na recuperação de todo o
tempo de serviço, melhores condições e combate à precariedade. O Governo empurrou
para as autarquias questões que têm a ver com a educação através de processos de
municipalização, que se têm mostrado unicamente favoráveis às assimetrias territoriais que
temos que combater. A descentralização passa pela Escola Pública e tal passa pelo reforço
da gestão democrática de cada escola, pois apenas elas podem assumir medidas
adequadas à sua comunidade educativa.
HABITAÇÃO – é necessária a criação de estímulos ao de arrendamento a preços
acessíveis de alojamentos existentes, assim como oferta de mais habitação pública de
modo a permitir a autonomia da população que reside nos territórios.
Na Guarda temos o nosso Instituto Politécnico, onde devido ao aumento das vagas e do
número de alunos é necessário construir-se mais espaços de alojamento estudantil como
residências ou polos de habitação estudantis.
Baixar as rendas e os juros das casas, combater a especulação, mais oferta acessível,
concretizar a função social da habitação, o Bloco de Esquerda é a força política que não dá
descanso a quem lucra com aquelas que vêm a vida adiada.
AMBIENTE – esta é a luta das nossas vidas, e, como tal, é exigido um programa de justiça
climática com uma efetiva redução das emissões e adaptação de todo o território. Acabar
com as facilidades de quem passa por cima das barreiras ambientais pela via de grandes
negócios como a extração mineira, a agricultura superintensiva, poluição das águas, que
penalizam quem vive nesta região. Estas facilidades levam ao abandono de atividades
primárias, de lazer e ao despovoamento do território.
E ação climática passa também por meios de transporte, mobilidade acessível que une
comunidades, com aposta no passe gratuito, com horários que correspondam às
necessidades reais da população. A coesão social e territorial passa pela reabertura da
linha da Beira Alta.
As desigualdades do país são provocadas por uma economia do privilégio, e esta pode ser
combatida através de um processo participado e democrático de Regionalização,
reforçando aqueles que são os serviços públicos de proximidade às populações tantas
vezes esquecidas.
SERRA – no nosso território temos ainda a Serra da Estrela, local que é particularmente
afetada pela crise climática. Seca, ondas de calor, são cenários que nos são próximos e que
nos exigem a capacidade de o sistema, que insiste em desprezar e desvalorizar quem
trabalha para a proteção das populações e da natureza, de se adaptar. Para tal são
necessárias medidas como o aumento da verba anual nas equipas de sapadores florestais,
carreira profissional para bombeiros, revisão e harmonização dos instrumentos de
planeamento agroflorestal, entre muitas outras.
Sabemos que o distrito da Guarda não tem nenhum deputado eleito do Bloco de Esquerda,
e sabemos também as dificuldades para que tal aconteça. Mas sabemos ainda de como
isso não nos faz baixar os braços, de como iremos continuar a apresentar um programa
com propostas que acreditamos serem centrais para os próximos anos. As portagens, a
falta de oferta de serviços de proximidade, o combate ao abandono e à desertificação
territorial, a reivindicação por melhores salários e pela descida do IVA da eletricidade e do
gás para 6%, a luta contra o conservadorismo. Colocar as pessoas no centro.
Esta é uma candidatura composta de pessoas que se comprometem a fazer todas estas
lutas, onde o Interior está presente na discussão da vida boa para quem aqui vive, trabalha,
para aquelas e aqueles que sonham voltar.





