Para assinalar , o Dia Internacional dos Migrantes, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) reforça a mensagem de que cada ser humano tem direito à vida, à dignidade e à segurança, independentemente da sua origem, estatuto ou percurso migratório.
Num contexto global marcado por conflitos armados, crises humanitárias, alterações climáticas e profundas desigualdades socioeconómicas, os movimentos migratórios continuam a intensificar-se. Em 2024, de acordo com dados da Divisão de População do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), cerca de 304 milhões de pessoas viviam fora do seu país de origem, o que representa 3,7% da população mundial. Em Portugal, segundo dados do relatório de migrações e Asilo da AIMA, este fenómeno tem vindo a acentuar-se: no final de 2024, o país contabilizava 1 543 697 residentes estrangeiros, um número que quase quadruplicou em apenas sete anos.
“Perante esta realidade, a CVP mantém o seu compromisso humanitário de garantir proteção, assistência e apoio às pessoas em movimento, quer na origem, em trânsito ou no destino. A ação da CVP centra-se na reconstrução de projetos de vida, na promoção da inclusão social e no respeito integral pelos direitos humanos, reconhecendo que migrar é uma circunstância inerente à condição humana”, reforça Joana Rodrigues, Coordenadora para a Área Social da CVP.
Em todo o território nacional, a CVP desenvolve respostas sociais especializadas de acolhimento, atendimento, orientação e acompanhamento a comunidades migrantes, registando igualmente um aumento da procura noutras áreas de intervenção, como o apoio alimentar e as respostas de combate à violência doméstica. Este crescimento reflete os múltiplos desafios enfrentados por quem migra, frequentemente em contextos de elevada vulnerabilidade.
Exemplo deste trabalho são o CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) e o GIP Imigrante, em funcionamento na Delegação de Braga da CVP . Só em 2025, estes projetos acompanharam 2 339 pessoas migrantes, um aumento significativo face a 2024, ano em que foram apoiadas 937 pessoas, evidenciando a crescente necessidade de respostas especializadas, humanizadas e de proximidade.
Entre estas respostas, destaca-se o Gabinete de atendimento a vítimas de violência doméstica migrantes em Matosinhos, financiado pela AIMA, que nos últimos dois anos apoiou mais de 130 mulheres migrantes, afirmando-se como uma resposta especializada e de proximidade. A par desta intervenção, incluem-se ainda a estrutura de acolhimento de emergência em Fátima, gerida pela CVP através da estrutura local de Leiria, em protocolo com a Segurança Social, que desde 2023 acolheu mais de 200 migrantes, e uma estrutura de acolhimento temporário para migrantes em Vila Nova de Gaia.
Neste Dia Internacional dos Migrantes, a CVP reforça o apelo à construção de uma sociedade mais informada, solidária e inclusiva, onde a diversidade é reconhecida como uma mais-valia e onde todas as pessoas possam viver com dignidade, segurança e oportunidades.
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Paralelamente, serão realizadas ações de fiscalização e de segurança rodoviária, nos períodos de esforço do Natal e do Ano Novo, nas vias com maior fluxo de trânsito, de forma a garantir que as festividades e as deslocações decorram em segurança em todo o território nacional.
Este exercício de âmbito nacional, realizado anualmente pela ANEPC em colaboração com diversas entidades públicas e privadas, tem como objetivo capacitar a população para saber agir antes, durante e depois da ocorrência de um sismo.
o com a cultura e a gastronomia.
Nossa Conta’ reflete o nosso compromisso de estar ao lado das comunidades e nasce da vontade do Grupo Mosqueteiros de estar junto dos jovens que, todos os anos, se deslocam para estudar. Queremos que estes estudantes sintam que não estão sozinhos e que podem contar connosco nesta etapa desafiante das suas vidas.”