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Lisboa

Aguiarense Hugo Pires titular no triunfo de Portugal em sub-15

Portugal e Escócia defrontaram-se, este sábado, no Estádio Nacional, numa partida da segunda jornada do Torneio de Desenvolvimento da UEFA que terminou com vitória lusa por 5-4, com o keeper aguiarense Hugo Pires a defender as redes lusas.

A entrada da equipa das Quinas no desafio foi fulgurante e após rondar a baliza adversária por diversas vezes nos primeiros minutos chegou à vantagem com um golo apontado por Andreson Semedo. A reação escocesa não tardou e minutos depois a partida estava novamente empatada após golo do avançado Lucas Weir.

Perto da meia-hora de jogo deu-se a primeira cambalhota no marcador, com a Escócia a chegar ao 2-1 na sequência de um cruzamento de Oliver Goodbrand que contou com uma infelicidade de Miguel Vieira. A vantagem do conjunto britânico não perdurou, uma vez que aos 31’ os desequilibradores Bernardo Neves e Nélio Batista construíram o 2-2 que permaneceu até ao intervalo.

Nos segundos 45 minutos, a Escócia voltou a colocar-se em vantagem, desta feita com um golo de Conor Daly aos 66, mas uma vez mais a vantagem não resistiu e dois minutos depois João Brito voltou a empatar o desafio.

Na reta final do encontro, Portugal conseguiu recolocar-se em vantagem com um golo de cabeça apontado por Rodrigo Teixeira. Houve ainda tempo para Bernardo Nunes converter uma grande penalidade e Alfie Hutchinson reduzir a desvantagem escocesa e fixar o resultado em 5-4.

No outro jogo da prova, os Estados Unidos derrotaram Itália por 4-2.

Portugal encerrará a participação no Torneio de desenvolvimento na próxima terça-feira, dia 5, num encontro frente à congénere italiana.

Pedro Silva, Treinador Nacional, em discurso direto:
“A equipa mereceu a vitória. Foi um bom espectáculo para quem assistiu, com um ambiente positivo. Foi a primeira vitória desta geração. Ainda há muita coisa a melhorar e a evoluir, mas passar por estes ambientes e por estes jogos exigentes faz parte do crescimento”

– “É muito importante os jogadores terem estas experiências. Os jogadores estão de parabéns, mostraram sempre grande atitude e vontade em procurar sempre mais. A equipa esteve a vencer por dois golos e os jogadores queriam ir em busca de mais golos. Isso demonstra claramente a vontade com que estão aqui”.

fonte:FPF foto:TP

 

ABC – Associação Bênção dos Capacetes, promove a Campanha de Natal “E de repente, tudo muda!”

A ABC – Associação Bênção dos Capacetes, a GNR – Guarda Nacional Republicana, a ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a PSP – Polícia de Segurança Pública e o Município de Ourém, promovem a Campanha de Natal “E de repente, tudo muda!”.

Esta campanha que decorrerá de 15 de novembro a 15 dezembro de 2023, tem por objetivo sensibilizar para redução da sinistralidade rodoviária relativa aos motociclistas, alertando os condutores para a prática de uma condução defensiva e para adoção de comportamentos seguros na estrada.

De acordo com a ANSR, e analisando a sinistralidade rodoviária que envolve veículos de duas rodas a motor, no período entre janeiro de 2019 e agosto de 2023, registaram-se 35233 acidentes rodoviários com motociclos, dos quais resultaram 581 vítimas mortais. De realçar que no período de 1 janeiro a 31 de agosto de 2023 (dados provisórios) já se registaram 6466 acidentes rodoviários envolvendo motociclos, dos quais resultaram 85 vítimas mortais.

De forma a alertar os condutores para estes dados preocupantes a ABC- Associação Bênção dos Capacetes, promove a Campanha “E de repente, tudo muda!” com o objetivo de sensibilizar toda a sociedade para os acidentes rodoviários, em particular com motociclistas, cuja vulnerabilidade em caso de acidente pode resultar em “consequências muito graves” para os condutores. São pais, mães, avós , filhos destroçados com a perda dos seus familiares.

A sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e as suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros na estrada.

Esta Campanha conta ainda com a participação da Fadista Kátia Guerreiro e do Ator Pedro Granger.

Foto:DR

FNAM em comunicado -Ministério de Manuel Pizarro despreza o SNS

Em comunicado, a FNAM refere que: “Milhares de cirurgias canceladas são responsabilidade das políticas de Saúde do Ministério de Manuel Pizarro, que empurrou os médicos para a greve nacional entre 14 e 15 de novembro e em desprezo pelos utentes e pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). A adesão global de dois dias de greve nacional foi na ordem dos 85%.

As concentrações realizadas em Lisboa, Porto e Coimbra, no primeiro dia da greve, tiveram uma boa participação, com centenas de médicos a marcar presença nas concentrações realizadas no Hospital de São João, no Hospital da Universidade de Coimbra e no Hospital Santa Maria, que deram voz às preocupações dos médicos e dos utentes, que responderam ao apelo da FNAM.

Ao contrário de outros ministérios que retomaram negociações depois desta crise política, o Ministério da Saúde (MS) ainda não reagendou a reunião de 8 de novembro, que cancelou, sem explicação, numa altura em que o SNS está em grande agonia, com encerramento e caos instalados nos serviços de urgência de norte a sul do país, por falta de médicos. Os médicos exigem a Manuel Pizarro, que continua em plenitude de funções, a retoma das negociações, de forma séria e competente, e que seja capaz de produzir um acordo que incorpore as soluções que os médicos têm para salvar o SNS.

A FNAM faz o apelo à fiscalização abstrata do diploma da Dedicação Plena, legislado unilateralmente pelo Governo, que é abusivo, acarreta mais trabalho e que coloca em risco a segurança de médicos e doentes, pelo Presidente da República, Procuradoria-Geral da República e Provedoria de Justiça, pedimos ainda uma audiência urgente à Comissão Parlamentar da Saúde e apoiamos todos os médicos que manifestam intenção em recusar adesão à Dedicação Plena que, apesar de ser voluntária, é obrigatória para todos aqueles que vierem a integrar Unidades de Saúde Familiar e os Centros de Responsabilidade Integrados.

Enquanto aguardamos que o MS assuma as suas responsabilidades e convoque os sindicatos para a mesa das negociações, a FNAM continuará a apoiar todos os colegas que entregaram as declarações de indisponibilidade para fazer mais trabalho suplementar para além do limite legal anual de 150 horas e levaremos uma delegação a Bruxelas, no próximo dia 17, para reunir com os eurodeputados e a Comissária para a Saúde, Stella Kyriakides. Em Bruxelas, a FNAM apresentará um retrato da situação dramática que se vive na Saúde em Portugal e neste âmbito, as soluções da FNAM para que se recupere, com urgência, a carreira médica e o SNS.

foto:DR

Artigo de opinião-Manuel Alegre, lembra-se de 2004?

Manuel Alegre, lembra-se de 2004?

Ouvindo as palavras de Manuel Alegre dizendo que o Presidente da República fez mal em marcar eleições para o próximo dia 10 de Março vem-me à memória vários episódios da História política portuguesa em que este protagonista esteve ativo politicamente e em que disse precisamente o contrário.

A meu ver, é preciso algum descaramento para quem criticou aos sete ventos o governo de Santana Lopes em 2004 por falta de legitimidade democrática, enquanto fazia uma candidatura à liderança do PS contra João Soares e José Sócrates, vir agora lançar críticas sobre a decisão de Marcelo de dar voz ao povo.

Manuel Alegre aparece agora em praça pública com pergaminhos de defesa da estabilidade contra o tão defendido “espírito de abril” defendido em 2004…

Certamente se fosse um governo de direita com tal proposta de continuidade de governo, Manuel Alegre já estaria a deslumbrar o fascismo no seu horizonte.

Seria bom lembrar a Manuel Alegre que Américo Tomás também defendia a estabilidade mesmo com um regime podre e que nunca quis eleições livres e democráticas, arrastando o antigo regime até às últimas consequências…

É com tristeza que vejo um resistente à antiga ditadura compactuar com uma falta de clarificação democrática pelo voto dos portugueses.

Seria bom lembrar Manuel Alegre que os contestatários não viveram só na sua época, nem os ditadores ficaram perdidos na História…

Os ditadores nos tempos que correm também ocupam poderes políticos por trás de uma capa aparentemente democrática e os contestatários democráticos dos dias de hoje, albergaram-se noutros quadrantes políticos que não são certamente os que Manuel Alegre defende…

Não foi só no passado que alguém resistiu a regimes podres…
Manuel Alegre deveria saber que no presente;
Há sempre quem diga “não”! Há sempre quem resista!

Paulo Freitas do Amaral

Livro “Alcateia” de Maria Teresa Maia Gonzalez apresentado em Lisboa

Teve lugar  na Fnac do Centro Colombo, em Lisboa, o lançamento de «Alcateia – A minha família e outros lobos» de Maria Teresa Maia Gonzalez .

Trata-se de um livro que fala sobre amizade, espírito de grupo na adolescência e outros temas desta fase da vida , que foi apresentado pela professora Marta Arrais.

Em suma, mais um livro, uma nova história, um novo tema , nos trouxe a fornense Maria Tereza Maia Gonzalez.

foto:MA

Preços das casas para arrendar em Portugal estabilizaram em outubro

Os preços das casas para arrendar em Portugal (-0,4%) mantiveram-se estáveis em outubro face ao mês anterior. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 15,3 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de outubro deste ano, tendo em conta o valor mediano. Já em relação à variação trimestral, a subida foi de 2,2% e a anual de 26,3%.

Cidades capitais de distrito

O preço de arrendamento em outubro subiu em cinco capitais de distrito, com Setúbal (4,4%) a liderar a lista. Seguem-se Leiria (3,1%), Viana do Castelo (3%), Porto (2,1%) e Coimbra (2%). Por outro lado, os preços desceram em Aveiro (-4,1%), Funchal (-3,2%), Braga (-1,3%) e Évora (-0,5%). Já em Lisboa (0,1%), Faro (0%) e Viseu (-0,4%) preços mantiveram-se estáveis nesse período.

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar casa: 20,9 euros/m2. Porto (16,5 euros/m2) e Funchal (13,7 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (12,5 euros/m2), Évora (11,7 euros/m2), Setúbal (11,5 euros/m2), Aveiro (11,5 euros/m2), Coimbra (10,1 euros/m2) e Braga (8,7 euros/m2).

Já as cidades mais económicas são Viseu (6,3 euros/m2), Viana do Castelo (8 euros/m2) e Leiria (8 euros/m2).

Distritos/Ilhas

Dos 17 distritos e ilhas analisados, os preços em outubro subiram em Beja (8%), Santarém (6,3%), Portalegre (4,6%), Porto (3,2%), Setúbal (3%) e Vila Real (0,5%). Por outro lado, os preços desceram em Viana do Castelo (-8,8%), Viseu (-7,4%), Coimbra (-4%), Évora (-3,2%), Leiria (-3%), Aveiro (-2,6%), Faro (-2,5%), Castelo Branco (-2,4%) e ilha da Madeira (-1,7%). Já em Lisboa (-0,1%) e Braga (-0,1%), os preços mantiveram-se estáveis nesse período.

De referir que o ranking dos distritos mais caros para arrendar casa é liderado por Lisboa (19,1 euros/m2), seguido pelo Porto (14,7 euros/m2), Faro (13,2 euros/m2), ilha da Madeira (13 euros/m2), Setúbal (12,3 euros/m2), Évora (10,8 euros/m2), Aveiro (9,4 euros/m2), Coimbra (9,3 euros/m2), Beja (9 euros/m2), Braga (8,8 euros/m2), Leiria (8,7 euros/m2).

Os preços mais económicos encontram-se em Portalegre (6 euros/m2), Vila Real (6,3 euros/m2), Viseu (6,4 euros/m2), Castelo Branco (6,7 euros/m2), Santarém (7,4 euros/m2) e Viana do Castelo (8,3 euros/m2).

Regiões

Durante o mês de outubro, os preços das casas para arrendar subiram na Região Autónoma dos Açores (9,8%), Norte (2,7%) e Alentejo (2,7%). Em sentido contrário, desceram no Algarve (-2,5%), Centro (-1,8%) e Região Autónoma da Madeira (-1,8%). Já na Área Metropolitana de Lisboa (-0,1%), os preços mantiveram-se estáveis nesse período.

A Área Metropolitana de Lisboa, com 18,3 euros/m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Norte (13,4 euros/m2), Algarve (13,2 euros/m2) e Região Autónoma da Madeira (12,9 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (8,6 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (9,6 euros/m2) e o Alentejo (9,8 euros/m2) que são as regiões mais baratas.

Artigo de opinião-A geração “rasca” já é idosa por inércia de ministros compreensivos

“No meu décimo ano de escolaridade, eu e um pequeno grupo de amigos minha da turma de Humanidades do colégio Salesiano de Lisboa, organizou-se para participar na manifestação que viria a apelidar a minha geração de “rasca”.
Esta manifestação tinha como objetivo contestar a decisão da ministra da educação do governo de Cavaco Silva, na intenção de introduzir as provas globais no ensino secundário com um grande peso na avaliação que era necessária na altura para entrar na faculdade.

Éramos na altura, uns meninos do colégio, colegas do atual ministro socialista Duarte Cordeiro que infelizmente ficou nas aulas. No entanto este pequeno grupo a que eu pertencia, sentimos e compreendiamos verdadeiramente que o ativismo da juventude era necessário para a educação e por isso não nos importamos de ter uns carimbos vermelhos de faltas na nossa caderneta salesiana e lá fomos manifestarmo-nos contra a maioria laranja e contra a decisão de Manuela Ferreira Leite.

Não nos passava pela cabeça que esta manifestação iria apelidar a nossa geração praticamente durante a vida toda pois somos uma geração à rasca durante toda a nossa vida neste país.

Senão vejamos: apanhámos a explosão de licenciados que nos bloqueou o acesso ao emprego em 2001, apanhámos pouco depois de organizarmos a vida, casarmos, etc…a crise imobiliária de 2008 que estoirou com as nossas residuais poupanças, depois apanhámos a troika em 2011 até 2015 que ainda nos deixou mais de rastos, depois foi a pandemia em 2019 e agora as guerras em 2023…

O único sonho que ainda resta a esta geração que é filha dos revolucionários de Abril e que prometeram aos sete ventos construir um Portugal melhor, é ambicionar um pouco de dignidade na sua reforma pois estes governos que mandam no país mostram muita compreensão por quem sofre dizem-se compreensivos mas continuam “sem sair da sala” para irem saberem realmente o sentimento de quem sofre…

Os partidos responsáveis por nos trazerem até aqui não podem continuar a ser vistos pelos portugueses como um clube de futebol que se torce durante toda uma vida porque senão do outro lado da barricada, onde está o povo, também haverá quem toda a vida viva em sofrimento e esteja até aos últimos dias numa geração idosa mas ainda “à rasca”…

Paulo Freitas do Amaral
Professor de História

 

Artigo opinião-Dia Mundial do AVC: Um alerta para a luta contra as Doenças Cerebrovasculares

Em Portugal, o acidente vascular cerebral (AVC) permanece como a principal causa de morte e incapacidade em adultos. Contudo, devemos sublinhar uma mensagem de esperança: o AVC é prevenível e tratável. Esta dualidade da doença – o seu potencial devastador, mas também a promessa de prevenção e recuperação – realça a urgência e importância de desenvolver estratégias que possam minimizar o impacto do AVC no nosso país.

O Dia Mundial do AVC, que se assinala a 29 de outubro, não deve ser apenas uma data no calendário, mas uma oportunidade para reflexão e mobilização. Estima-se que uma em cada quatro pessoas sofrerá um AVC ao longo da vida. Dados recentes do estudo internacional “Global Burden of Disease” indicam que o número global de mortes por AVC isquémico subiu de 2,04 milhões em 1990 para 3,29 milhões em 2019, sendo previsto que este valor cresça para 4,90 milhões até 2030. No entanto, cerca de 90% destes episódios poderiam ser evitados com o controlo de fatores de risco vascular, tais como hipertensão, excesso de peso, elevação do colesterol, diabetes mellitus, tabagismo e sedentarismo. Deste modo, reconhecer e controlar estes fatores de risco deve ser o primeiro passo para a prevenção deste flagelo em termos de saúde pública.

Entretanto, a par com a prevenção, é crucial lutar também pela eficácia do tratamento. Uma resposta rápida e adequada a um evento vascular cerebral pode significar a diferença entre a recuperação e a incapacidade permanente. Por isso, é também imperativo que toda a população reconheça os sinais de um AVC, conhecidos como “os 3F”: “Face” (se ao sorrir há uma assimetria da boca), “Força” (se ao tentar levantar os braços um deles descai ou não se move) e “Fala” (se não consegue falar ou o discurso está arrastado). Ao identificar uma destas queixas, é fundamental ligar de imediato para o 112. Os avanços no tratamento do AVC, incluindo a implementação da "Via Verde do AVC", transformaram o prognóstico desta doença. No entanto, o sucesso destes tratamentos reduz-se com o tempo, tornando crucial o reconhecimento imediato dos sinais sugestivos de AVC e a ativação dos serviços de emergência, com pré-notificação e encaminhamento para o hospital que se encontra mais bem preparado para receber cada caso específico.

Assim, e nesta ocasião, devemos recordar que a batalha contra as doenças cerebrovasculares não é apenas uma questão médica, mas uma questão de saúde pública. Por isso, a nossa abordagem deve ser abrangente, envolvendo profissionais de saúde, educadores, decisores políticos e, sobretudo, todos os cidadãos.

Juntos, podemos reconfigurar a epidemiologia do AVC e construir um futuro mais saudável.

Prof.ª Diana Aguiar de Sousa
Neurologista
Membro da Direção da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC)

Hora de Inverno está a chegar

Vai ter lugar a Mudança de Hora, na madrugada deste domingo, assim os dias passam a ser mais curtos .
O horário de inverno em Portugal começa no dia 29 de outubro às 02h00. A essa hora os relógios devem ser atrasados uma hora.

Artigo de opinião- Paulo Freitas do Amaral-“Uma maioria absoluta precisa de fiscalização quinzenal”

Aqui fica um novo artigo, numa nova temática, do Prof. Paulo Freitas do Amaral, desde já agradecemos a sua colaboração.

Uma maioria absoluta precisa de fiscalização quinzenal

Os debates quinzenais voltaram à nossa vida política. Se tivermos em conta que em Inglaterra o primeiro ministro vai todas as semanas ao parlamento prestar contas da sua governação, penso que em Portugal, o executivo com mais governantes da nossa História, terá que prestar contas da ação deste enorme elenco de políticos.

Muito surpreendido fiquei, quando ouvi as declarações da presidente de câmara socialista, Inês de Medeiros, a dizer que esta frequência de debates só seria útil para achincalhar o sistema político e em que nada serviria para o progresso de Portugal.

Se ao menos argumentasse que o debate ficaria mais “afunilado” nos líderes partidários e tiraria agenda à prestação de esclarecimentos dos ministros no parlamento, ainda poderia concordar, agora usar o argumento de degradação do sistema político, parece-me desapropriado e um argumento exagerado, só compreensível devido a algum receio dos partidos do “bloco central” ou não fosse este receio também sentido nas declarações de Ribau Esteves do PSD a propósito da participação do CHEGA nestas sessões que passarão a ser mais frequentes.

Estes debates quinzenais foram introduzidos no mandato de José Sócrates, talvez pelo o próprio achar-se um “animal feroz” na sua capacidade argumentativa mas acabou por expor as suas próprias fragilidades, devido à realidade dos portugueses ser bem diferente, além de outros episódios importantes como os gestos deploráveis de Manuel Pinho que levaram à sua demissão.

A desastrosa liderança de Rui Rio e da sua calamitosa direção, retirou de forma errada, estes debates que agora são repostos a bem da fiscalização do governo, embora com regras temporais mais limitadas do que anteriormente.

Veremos pois os episódios dos próximos capítulos da governação socialista e se não acontecerá como na modalidade desportiva do judo, em que o próprio adversário muitas vezes cai, fruto da sua própria força…

Paulo Freitas do Amaral
Professor de História