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Penalva do Castelo

Reabertura de forma faseada das escolas, comércios e restantes atividades

Teve lugar nesta quinta-feira o Conselho de Ministros que aprovou o decreto que regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República.
Vão ser introduzidas as seguintes alterações face ao regime atual:
  • retoma, a partir de 15 de março, das atividades educativas e letivas em regime presencial nos estabelecimentos de ensino públicos, particulares e cooperativos e do setor social e solidário, de educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, bem como das creches, creches familiares e amas;
  • retoma, a partir de 15 de março, das atividades, em regime presencial, de apoio à família e de enriquecimento curricular, bem como atividades prestadas em centros de atividades de tempos livres e centros de estudo e similares, apenas para as crianças e os alunos que retomam as atividades educativas e letivas;
  • a partir de dia 15 de março, possibilidade de reinício da atividade dos estabelecimentos de bens não essenciais que pretendam manter a respetiva atividade exclusivamente para efeitos de entrega ao domicílio ou disponibilização dos bens à porta do estabelecimento, ao postigo ou através de serviço de recolha de produtos adquiridos previamente através de meios de comunicação à distância (click and collect);
  • a partir de dia 15 de março, determina-se que as atividades de comércio a retalho não alimentar e de prestação de serviços em estabelecimentos em funcionamento encerram às 21:00h durante os dias úteis e às 13:00h aos sábados, domingos e feriados e as atividades de comércio de retalho alimentar encerram às 21:00 h durante os dias úteis e às 19:00 h aos sábados, domingos e feriados;
  • o regime de horário das farmácias é aplicável a estabelecimentos de vendas de medicamentos não sujeitos a receita médica;
  • a partir de dia 15 de março, permite-se, nos restaurantes e similares, a disponibilização de bebidas em take-away;
  • clarifica-se que a proibição de venda de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos de comércio a retalho, incluindo supermercados e hipermercados e em take-away (a partir das 20:00 h) é aplicável até às 06:00 h;
  • a partir de dia 15 de março, permite-se o funcionamento, mediante marcação prévia, dos salões de cabeleireiro, barbeiros, institutos de beleza e estabelecimentos similares;
  • a partir de dia 15 de março, permite-se a abertura de estabelecimentos de comércio de livros e suportes musicais; comércio de automóveis e velocípedes; serviços de mediação imobiliária; parques, jardins, espaços verdes e espaços de lazer, assim como de bibliotecas e arquivos;
  • a partir de dia 15 de março, é levantada a proibição das deslocações para fora do território continental, efetuadas por qualquer via, designadamente rodoviária, ferroviária, aérea, fluvial ou marítima, por parte de cidadãos portugueses;
  • determina-se a proibição de circulação entre concelhos, a qual será aplicável no fim-de-semana de 20 e 21 de março, e diariamente a partir do dia 26 de março de 2021.
– Foi aprovada a resolução que estabelece uma estratégia gradual de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença Covid-19 com quatro fases, com um período de 15 dias entre cada uma para que sejam avaliados os impactos das medidas na evolução da pandemia, bem como os níveis de incidência e crescimento.
Determina-se que o calendário previsto para as diferentes fases de desconfinamento pode ser alterado atendendo a determinados critérios epidemiológicos de definição de controle da pandemia e ainda considerando a existência de capacidade de resposta assistencial do Serviço Nacional de Saúde.
Estratégia de levantamento das medidas:
• Regras gerais
– teletrabalho sempre que possível
– horários de funcionamento dos estabelecimentos: 21h durante a semana; 13h aos fins-de-semana e feriados ou 19h para retalho alimentar
– proibição de circulação entre concelhos, a qual será aplicável diariamente entre 26/03 e 5/04 (Páscoa)
A partir de 15 março
– medidas definidas no decreto que regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República
A partir de 5 abril
– 2.º e 3.º ciclo do ensino básico (e ATLs para as mesmas idades)
– equipamentos sociais na área da deficiência
– museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares
– lojas até 200 m2 com porta para a rua
– feiras e mercados não alimentares (decisão municipal)
– esplanadas (max 4 pessoas)
– atividade física e treino de desportos individuais até 4 pessoas e ginásios sem aulas de grupo
A partir de 19 abril
– ensino secundário e superior (e ATLs para as mesmas idades)
– cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculo
– lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação
– todas as lojas e centros comerciais
– restaurantes, cafés e pastelarias (max 4 pessoas no interior ou 6 em esplanadas) até às 22h ou 13h ao fim-de-semana e feriados
– atividade física e treino de desportos individuais ao ar livre até 6 pessoas e ginásios sem aulas de grupo
– eventos exteriores com diminuição de lotação
– casamentos e batizados com 25% de lotação
• A partir de 3 maio
– restaurantes, cafés e pastelarias (max 6 pessoas no interior ou 10 em esplanadas) sem limite de horários
– atividade física e treino de desportos individuais e coletivos
– grandes eventos exteriores e eventos interiores com diminuição de lotação
– casamentos e batizados com 50% de lotação
– Foi aprovado o decreto-lei que estabelece medidas de apoio aos trabalhadores e empresas no âmbito da pandemia da doença Covid-19:
  • Reativação do apoio extraordinário à redução da atividade económica de trabalhador independente, empresário em nome individual ou membro de órgão estatutário dos setores do turismo, cultura, eventos e espetáculos, cuja atividade, não estando suspensa ou encerrada, está ainda assim em situação de comprovada paragem total da sua atividade ou da atividade do respetivo setor;
  • Alargamento do “lay-off simplificado” a empresas cuja atividade, não estando suspensa ou encerrada, foi significativamente afetada pela interrupção das cadeias de abastecimento globais, ou da suspensão ou cancelamento de encomendas, e ainda aos sócios-gerentes;
  • Prolongamento do apoio extraordinário à retoma progressiva até 30 de setembro de 2021, estabelecendo um regime especial de isenção e redução contributivas para empresas dos setores do turismo e da cultura;
  • Criação de um novo incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial, no montante de até duas Remunerações Mínimas Mensais Garantidas (RMMG), para trabalhadores que tenham sido abrangidos no primeiro trimestre de 2021 pelo “lay-off simplificado” ou pelo apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade.
  • Reforço do apoio às microempresas com quebras de faturação, com a possibilidade de pagamento de mais 1 RMMG no terceiro trimestre de 2021.

Vendas de Queijos com valorização DOP podem aumentar na fase da Páscoa

Produtores e Queijarias não baixam os braços e continuam a apostar na valorização de
alguns dos melhores queijos do país

Há um ano que pastores, produtores de leite, queijarias e distribuidores se mantêm resilientes para não deixar cair por terra a produção dos melhores Queijos com qualificação DOP na Região Centro do país. Manter todo o circuito produtivo do Queijo Serra da Estrela DOP, Queijo da Beira Baixa DOP e Queijo Rabaçal DOP em pleno
estado de emergência e confinamento geral não está a ser tarefa fácil. Mas, face à atual evolução da situação epidemiológica, o Setor está agora a depositar esperança na retoma, ainda que lenta, já a partir da Páscoa.

Na época natalícia, o stock do Queijo Serra da Estrela DOP foi sendo escoado e até superou as expectativas. Segundo a Estrelacoop nesta altura foram vendidas 86.240 unidades, o equivalente a cerca de 64.680 quilos. Em janeiro, as vendas abrandaram, mas com as atuais feiras online do queijo e a aposta cada vez maior nas plataformas
digitais de venda, é de esperar que a produção de Queijo Serra da Estrela DOP armazenada nos meses anteriores seja vendida gradualmente e também com a época da Páscoa. A Estrelacoop adianta que em 2020 foram produzidos menos 14% do Queijo Serra da Estrela DOP, comparativamente com 2019. Do queijo produzido, 6,7% não foi
vendido, ou seja, continua em conservação.

No caso dos Queijo Beira Baixa DOP, a Associação de Produtores de Queijo do distrito de Castelo Branco (APQDCB) auscultou os seus operadores e adianta que as vendas no Natal foram globalmente abaixo dos valores dos anos anteriores. Constatou-se ainda um decréscimo de vendas em 2020 na ordem de menos 14.2% face a 2019. No ano
passado foram vendidos 131.460 quilos, ao passo que em 2019 foram comercializados 153.209 quilos. Porém, é de esperar que esta retração tenha tendência a esbater-se à medida que os setores da restauração e da hotelaria comecem a retomar a atividade.

Os obstáculos que a Fileira dos Queijos qualificados com DOP da Região Centro enfrenta são ainda muitos. Na região onde se produz um queijo único com características próprias determinadas pela flora da região de Sicó – o Queijo Rabaçal DOP – os produtores são escassos e, à APRORABAÇAL, reportam a fraca procura de um produto diferenciador.

O caminho é longo, mas há avanços na Fileira dos Queijos com DOP da Região Centro e os exemplos de superação e resistência em áreas como a Qualificação, Digitalização, Formação e Empreendedorismo deixam aberta esperança num cenário de recuperação.

QUEIJOS COM DOP – ESTRATÉGIA DE REJUVENESCIMENTO E INOVAÇÃO
EM TEMPOS DE PANDEMIA

Apesar das restrições vividas no atual contexto, o Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro não abrandou e, em plena Pandemia, foram dinamizadas “ações integradas, disruptivas e de caráter inovador na Fileira do Queijo da Região Centro, com vista a dar um contributo fundamental para a valorização económica de
um importante recurso endógeno existente nesta Região: o Queijo com qualificação DOP”, concretiza Cláudia Domingues Soares, Presidente da Inovcluster, Associação do Cluster Agroindustrial do Centro.

Ao nível da qualificação e mesmo durante a crise pandémica, algumas queijarias das áreas geográficas de produção das DOP Beira Baixa e Serra da Estrela decidiram dar início ao processo de qualificação dos seus queijos. Na Beira Baixa por exemplo, em 2019, existiam 5 operadores a usar DOP, hoje são 7 os operadores autorizados e mais 4
estão em período de aprovação. Também na Serra da Estrela, em plena pandemia, surgiu uma nova Queijaria em Fornos de Algodres que está atualmente a produzir Queijo Serra da Estrela DOP.

A parceria do Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro manteve firme a vontade de apoiar e impulsionar a fileira dando continuidade à dinamização de diversas iniciativas. É o caso da atribuição dos prémios Vale Pastor e Pastor+ no valor total de 355 mil euros para impulsionar a produção de leite nas 3 regiões DOP da região Centro;

A rota digital será lançada no site oficial do projeto (www.queijoscentrodeportugal.pt), dá a conhecer algumas das queijarias produtoras de queijo com DOP da Região Centro, os seus dados de contacto e localização;
Foram ainda concretizadas a ação formativa “Escola de Queijeiros”, para captação de novos atores na produção de Queijo com qualificação DOP em toda a Região, e ainda o Banco de Terras para pastores na área geográfica de produção do Queijo Serra da Estrela DOP com vista ao incremento da atividade a ajuda à fixação de população ao
território. Em curso, e com o mesmo objetivo, será também implementado o Banco de Terras nas áreas de produção do Queijo Beira Baixa DOP e Queijo Rabaçal DOP.

O Programa de Valorização da Fileira dos Queijos da Região Centro é um “Projeto cofinanciado pelo CENTRO 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional”.

Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 atualizada pela DGS

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) houve uma atualização da Norma nº 019/2020 referente à Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, respondendo à necessidade de continuar, de uma forma dinâmica, a adaptar as necessidades de testagem à situação epidemiológica da COVID-19.

Para além do alargamento na testagem, já previsto na versão anterior, houve que consolidar alguns contextos, particularmente no que se refere aos rastreios comunitários ou ocupacionais. Neste caso, a operacionalização é implementada de forma progressiva através de planos sectoriais, para melhor se adaptarem às necessidades de testagem.

Nos estabelecimentos de ensino e nos locais com maior risco de transmissão em meio laboral estes rastreios devem ser periódicos nos concelhos com incidência cumulativa a 14 dias superior a 120/100.000 habitantes. Para o efeito, devem ser utilizados testes rápidos de antigénio, podendo também ser considerada a amostra de saliva para a realização dos rastreios laboratoriais, utilizando-se, nesses casos, os testes moleculares.

Os testes em larga escala, integrados com outras medidas de Saúde Pública, são um elemento chave para limitar a propagação da COVID-19 e a DGS continua a alinhar as atualizações da estratégia nacional de testes com as necessidades decorrentes da evolução da pandemia a nível nacional e com as recomendações internacionais

Município de Penalva do Castelo apoia as famílias nesta fase de pandemia

Face à atual situação de pandemia pela COVID-19 que o mundo, o país e o concelho penalvense  vivem, com todas as consequências sociais e económicas adversas que a mesma tem vindo a acarretar, o Município de Penalva do Castelo está a ajudar as famílias.

Nesse sentido, e tal como aquando do primeiro confinamento, a Câmara Municipal deliberou pela isenção do pagamento das refeições escolares a todos os alunos do Ensino Pré-Escolar e do Primeiro Ciclo do Ensino Básico do concelho durante os meses de janeiro, fevereiro e março, podendo haver lugar à prorrogação da medida.

Durante o período de ensino à distância, a Câmara Municipal, em articulação com o Agrupamento de Escolas e com as entidades com as quais celebrou protocolos de colaboração, tem vindo a assegurar o fornecimento de refeições aos alunos, seja através do serviço takeaway, seja presencialmente, no Agrupamento de Escolas, de acordo com as necessidades das famílias.
Simultaneamente, foram já disponibilizados 30 computadores portáteis de forma a assegurar o ensino à distância de alunos que não dispõem destes equipamento e 24 Webcams, para computadores fixos do Agrupamento de Escolas, de forma a fazer face às necessidades dos alunos que, por motivos legalmente previstos, se encontram a frequentar o regime presencial.

 

Efeitos secundários da Vacina da Covid-19

Segundo avança a DGS, que a vacina contra a COVID-19 pode ter reações secundárias como outro medicamento. A maioria delas são ligeiras e de curto prazo e nem todas as pessoas as identificam.

Todas as vacinas, ao estimular as nossas defesas, podem causar efeitos secundários ligeiros e de curta duração. Alguns indivíduos vacinados contra COVID-19 nos ensaios clínicos, relataram ter sentido:

  • dor no local de injeção;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nas articulações;
  • febre.

Outros efeitos como vermelhidão no local da injeção e náuseas ocorreram em menos de 1 em cada 10 casos.

Geralmente, estes efeitos desapareceram ao fim de 24 a 48 horas. Embora a sensação de febre não seja incomum por 2-3 dias, uma temperatura alta é rara e pode indicar que tem COVID-19 ou outra infeção.

Os sintomas após a vacinação normalmente duram menos do que uma semana. Em caso de persistência dos sintomas ou se surgir outra reação que o preocupe, contacte o seu médico assistente ou a Linha SNS24 (808 24 24 24).

Se procurar aconselhamento de um médico, enfermeiro ou farmacêutico, informe-os sobre a sua vacinação para que possam avaliá-lo adequadamente.

Também pode reportar qualquer efeito adverso da vacina através do Portal de Notificação de Reações Adversas (RAM) do INFARMED, I.P.

fonte:DGS

Diocese de Viseu-Renúncia Quaresmal será para Moçambique

Na sua mensagem para a Quaresma, D. António Luciano anunciou o destino da Renúncia Quaresmal, decisão que surgiu depois da auscultação do clero da diocese.

Convidando a um compromisso generoso e a um verdadeiro espírito de partilha e de renúncia, indicou que este ano a Renúncia Quaresmal se destinará:
– Uma parte para «ajudar a Igreja sofredora da Diocese de Pemba, província de Cabo Delgado, Moçambique».
– Outra parte «para socorrer as maiores necessidades da Diocese de Viseu».
A entrega da Renúncia Quaresmal pode ser feita junto das paróquias, do modo que as mesmas indicarem, ou, atendendo à situação de pandemia que vivemos, diretamente para a diocese através da Conta com o IBAN (Millennium bcp): PT50.0033.0000.00001022296.66

Mensagem de D. António Luciano, Bispo da Diocese de Viseu para a Quaresma

diocese viseu

Vivamos um tempo santo

Neste início de Quaresma, D. António Luciano, Bispo da Diocese de Viseu deixa umas palavras sobre este tempo de jejum, traçando vários pontos:
Uma mensagem de fé, esperança e caridade para percorrer um caminho novo
“A Quaresma é um caminho de fé, esperança e caridade” (Papa Francisco) que nos introduz no deserto interior, que nos leva a procurar o sentido verdadeiro de Deus e da vida em autenticidade e profundidade, numa verdadeira comunhão humana e espiritual. É o encontro do Pai misericordioso com o filho pecador e é a experiência única da busca da graça divina, que apaga a miséria e a fragilidade humana. A pandemia do Covid-19 e as suas consequências destaparam-nos e agora como cristãos queremos revestir-nos do homem novo que nos ensina e ajuda a orientar e a procurar a Vida Nova segundo o Espírito. O seguimento de Jesus Cristo leva-nos a fazer a experiência quaresmal iniciando este “tempo favorável da salvação” como caminho provado e cheio de penitência na condução “ao deserto onde Jesus guiado pelo Espírito viveu quarenta dias e quarenta noites em jejum, oração e penitência”.
A perda do sentido e abandono de Deus, vivido pela maioria dos batizados, provoca uma nova pandemia causada pela falta de vivência espiritual do mandamento novo do amor, das bem-aventuranças e das obras de misericórdia. Este enfraquecimento de valores humanos, morais e espirituais leva a que a vida dos cristãos esmoreça no crescimento das virtudes e da santidade. A diminuição da experiência salvífica da fé e do enfraquecimento do mistério da comunhão, da unidade e corresponsabilidade na vida das nossas comunidades cristãs diminui a vitalidade da própria Igreja.
Uma vida nova de graça conduzida pelo Espírito Santo
Viver uma Quaresma diferente, atípica à tradição cristã, de vivência comunitária, é algo de estranho e inaceitável. Só razões de força maior, como a saúde pública de todos nós, pode levar à experiência deste cenário. Nos anos anteriores era um tempo forte marcado de uma espiritualidade e vivências sacramentais, religiosas e pastorais, que agora não se podem realizar. As normas e regras para o confinamento decretadas pelo Governo e pela DGS, exigem que o vírus da pandemia Covid-19 e das suas variantes, nos leve neste tempo litúrgico da Quaresma a aprofundar o espírito bíblico de conversão e de mudança de vida.
Aprendamos a dizer em cada dia: “Tende piedade de mim, Senhor, porque sou pecador” (Sl 50). Este é um momento de cura interior, de resiliência, de esperança profética, que nos convida a escutar a Palavra de Deus e o grito dorido do povo sofredor.
 Um tempo de conversão e renovação espiritual
O anúncio do Evangelho e a proposta da conversão feita por Jesus é uma exigência imprescindível do amor cristão, particularmente na sociedade atual, onde parece que perdemos os próprios fundamentos da visão antropológica, ética e espiritual da existência humana.
A conversão leva-nos à prática da virtude teologal da caridade, porque o nosso “Deus é amor” (1Jo 4,8.16). A caridade, na dupla faceta de amor a Deus e aos irmãos, é a síntese da vida moral do crente. Tem em Deus a sua origem e a sua meta (cf. São João Paulo II, O Terceiro Milénio, nº 50). À crise de civilização, há que responder com a civilização do amor, fundada sobre os valores universais de paz, solidariedade, justiça e liberdade, que encontram em Cristo a sua plena realização (cf. Ibidem, nº 51).
É preciso viver a Quaresma marcada pela mudança interior de cada ser humano, pela necessidade da conversão pessoal e pastoral imposta por esta pandemia, através de uma mudança profunda da prática de vivências humanas e espirituais que exilaram os cristãos na liberdade exígua das suas próprias casas, no teletrabalho, no trabalho em profissões indispensáveis.
Deus continua a falar sempre a cada um nós, quer através da Bíblia, da vida, dos acontecimentos, das pessoas, das propostas online que a própria pastoral diocesana nos oferece a todos e especialmente às famílias.
A Quaresma é o caminho de quarenta dias até à Páscoa do Senhor. É preciso preparar a vida cristã para chegar à celebração do mistério Pascal. São muitos os subsídios diocesanos que nos podem ajudar a alcançar o mandamento novo do amor, a vivência das bem-aventuranças e das obras de misericórdia. Neste tempo de confinamento, Deus permite-nos viver uma experiência em que os condicionalismos bíblicos do êxodo, do exílio, que caracterizaram a vida do povo de Israel, são hoje para nós cristãos um desafio e um compromisso a viver esta Quaresma com alegria, em peregrinação no “tempo favorável da salvação”.
 Meios para viver melhor a Quaresma
A pandemia que está a deixar marcas e dificuldades na vida de cada um de nós, precisa da mensagem e vivência da fé como antídoto para a indiferença religiosa e a falta de solidariedade fraterna para com os mais pobres, doentes e necessitados. A Quaresma que vamos iniciar quarta-feira de cinzas, dia de jejum e penitência, mas também com a realização dos Exercícios Espirituais para os sacerdotes, diáconos e consagrados, são um meio fundamental para vivermos este tempo até à Páscoa, como verdadeiro horizonte de servos humildes e administradores fiéis da Casa do Senhor.
As etapas da Quaresma marcadas por um tempo forte de pregação, de jejum, de abstinência, de penitência, de oração, de retiro espiritual, de vivência da Via-Sacra, de escuta da Palavra de Deus, de renúncia e de partilha, ajudam-nos a nascer de novo, para uma vida nova.
Ao vivermos este Ano dedicado a São José e a partir do dia 19 de março de 2021, Solenidade de São José, olhando para um Ano em que contemplamos a “Família Amoris Laetitiae”, é para nós um grande desafio pastoral a tudo fazer, para renovar, reinventar a Pastoral Familiar no horizonte do “acolher, discernir e acompanhar” as nossas famílias nas suas dificuldades humanas, eclesiais e pastorais. Preparando com alegria o mistério Pascal, convido-vos a um verdadeiro espírito de partilha e de renúncia, assim como aos cristãos das nossas comunidades e pessoas de boa vontade no peditório para a Cáritas, incentivar a partilha do Contributo Penitencial e assumir como caminho de conversão e renovação pastoral o nosso empenhamento e compromisso no peditório generoso da Renúncia Quaresmal, que este ano se destina, uma parte para ajudar a Igreja sofredora da Diocese de Pemba, província de Cabo Delgado, Moçambique, e a outra parte para socorrer as maiores necessidades da Diocese de Viseu.
Buscando a alegria do Mistério Pascal, não deixemos de corresponder a este apelo e mesmo em confinamento das celebrações, não deixemos de corresponder através das nossas paróquias e da Diocese aos apelos que nos estão a ser pedidos.
Vivamos um tempo Santo da Quaresma.
Que a proteção de Nossa Senhora das Dores, de São José, de São Teotónio, São Francisco e Santa Jacinta Marto e da Beata Rita Amada de Jesus nos ajudem nesta Quaresma a cuidar de todos, a rezarmos por todos e a ajudar a todos particularmente àqueles que sofrem e são vítimas da Pandemia Covid-19. Que a vacina chegue bem depressa a todos e seja um sinal de primavera e da verdadeira Páscoa cristã.

Estado de Emergência prolonga-se até dia 1 de março

Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter sugerido, a Assembleia da República também aprovou a renovação do Estado de Emergência  até ao dia 1 de março, com algumas novidades.

Segundo o Presidente da República, a meta vai ser a Páscoa para  tudo possa melhorar e não piorar, assim espera que nessa altura haja uma redução drástica de casos.

Deste modo, o livros  vão poder ser comercializados , outra das normas é a redução de ruídos, uma vez que está muita gente em teletrabalho durante o dia.

Este novo modelo entra em vigor às 00h00 do dia 15 de fevereiro.

Feira Pastor e do Queijo pode acontecer mais à frente mediante evolução pandémica em Penalva

Em Penalva do Castelo, o queijo é muito importante, assim como a Feira do Pastor e do Queijo para os produtores de queijo do concelho , face a isso , o Município local pretende ainda realizar o certame mais à frente em março ou abril, agora tudo vai depender da evolução da pandemia COVID-19, para que o evento possa acontecer dentro das normas de Segurança emanadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

“Esta atividade exige enormes sacrifícios aos produtores. A não realização da feira seria um rude golpe nas suas expectativas, podendo levar ao encerramento da atividade de alguns, pois é neste evento que eles faturam e conseguem equilibrar a rentabilidade”, refere Francisco Carvalho, autarca penalvense.

Aproveitando a logística que está implementada, devido à pandemia, para apoio daqueles que não podem deslocar-se para efetuar as compras, também aqui serão apoiados os pequenos produtores que não têm meios de transporte.

Desta forma, o Município procederá à entrega das suas vendas dentro do concelho, ou nos concelhos limítrofes.

A Autarquia disponibilizou a informação necessária que permita aos interessados o contacto com os produtores, existindo outros no concelho:

Queijaria da Casa da Ínsua
Parador Casa da Ínsua,
3550-126 Penalva do Castelo
Tel.: 232 640 110
Email: casadainsua@parador.es
www.montebelohotels.com

Queijaria de Germil
Quinta do Patarrego
3550-093 Germil
Tel.: 232 611 078 / 963 511 237
Email: queijariadegermil@hotmail.com

Isabel Clara Coelho Abrantes Garcia
Rua da Devesa nº35
Matela
3550-221 Matela
Telem.: 967 509 127

Mª Dolores Fonseca Pinto da Silva
Quinta da Cerca – Matela
Tel.: 232 599 173

Mª Adelaide Coelho de Abrantes Ferreira
Matela
Telem.: 917 094 646

Acordo de Cooperação para a Constituição da Rede Intermunicipal das Bibliotecas Viseu Dão Lafões assinado

Foi assinado um acordo de cooperação para a constituição da Rede Intermunicipal das Bibliotecas Viseu Dão Lafões (RIBVDL), pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, com os catorze municípios que a integram, e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB),  fruto de uma parceria desenvolvida pela CIM Viseu Dão Lafões e pela DGLAB, visa a implementação de um serviço de bibliotecas públicas de qualidade no território de Viseu Dão Lafões.

O objetivo da RIBVDL é fomentar a cooperação entre as Bibliotecas Públicas Municipais do território, promovendo a partilha e utilização de recursos e serviços comuns, e contribuir, através da prestação de serviços qualificados e de proximidade, para o desenvolvimento de diferentes literacias, incluindo a digital.

De acordo com o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Rogério Mota Abrantes, “Este acordo abre portas a novas oportunidades de qualificação dos serviços e da oferta da rede bibliotecas públicas municipais. Permite, de forma cooperativa e em articulação com todos os municípios, ir ao encontro das necessidades reais da comunidade de Viseu Dão Lafões, promovendo a literacia, o conhecimento, o acesso à informação e a coesão territorial.”

Esta é mais uma Rede Intermunicipal de Bibliotecas, que a DGLAB formaliza, e que se insere na estratégia que preconiza para as bibliotecas públicas, assente no incentivo à criação de redes de bibliotecas de âmbito regional junto das Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas, procurando garantir, desta forma, uma maior articulação entre as várias bibliotecas, tendo em vista a prestação de serviços em rede às populações.