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Saúde Mental em debate na Universidade Católica no Porto

UNUS Católica – Saúde Mental em tempos de pandemia é o tema do Encontro Anual das dioceses do Porto, Coimbra e Vila Real

Dioceses de Coimbra, Porto e Vila Real e Universidade Católica no Porto 

 Saúde Mental em tempos de pandemia é o tema do Encontro Anual de três Dioceses com a Universidade Católica no Porto​. UNUS Católica no Porto é o nome do encontro anual que se realiza há 4 anos com a participação dos padres da Diocese do Porto, tendo-se estendido em 2021 aos padres da Diocese de Vila Real e em 2022 contará também com os padres da Diocese de Coimbra. O encontro realiza-se a 20 de janeiro e este ano tem como tema “Saúde Mental em tempos de pandemia”. 

Durante uma manhã, académicos e párocos irão debater temas como a “Prestação de cuidados a idosos: Avaliação de necessidades de saúde mental no contexto da pandemia por Covid-19”; a “Saúde Mental em Crianças e Jovens Portugueses em Acolhimento Residencial”; a Hospitalidade para todos, a “CUP: Clínica Universitária de Psicologia da Católica no Porto”. De realçar que a 10 de outubro de 2021 o Papa Francisco assinalou o “Dia Mundial da Saúde Mental” de forma a lembrar o sofrimento das famílias e de todas as pessoas que sofrem com este problema.

Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, explica que “o encontro pretende contribuir com o conhecimento e atividades das suas diferentes Faculdades para fortalecer a reflexão e partilha sobre temáticas atuais que poderão auxiliar à atividade pastoral desenvolvida pela Igreja”. É um Encontro que permitirá “a representação da unidade que a Universidade quer ter com a mesma Igreja que todos servimos. Todos somos UM(A),” conclui.

UNUS | Católica no Porto ao encontro dos Padres das Dioceses de Coimbra, Porto e Vila Real realiza-se a 20 de janeiro, a partir das 10h30, em modelo híbrido. Na abertura estará Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, e o encerramento estará a cargo dos Bispos das Dioceses de Coimbra, Porto e Vila Real.

Omicron faz disparar casos em todo País e a região interior também regista números elevados

A incidência do vírus SARS-CoV-2 aumentou para um máximo histórico, com uma tendência fortemente crescente a nível nacional, que se faz sentir nos internamentos em enfermaria, embora os cuidados intensivos se encontram a cerca de 60% do nível de alerta.

A nível de casos no distrito da Guarda, ronda os 1800, com grande incidência na Guarda, Seia e Gouveia.

Os internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos mantêm “uma tendência estável” e a mortalidade reduziu, mantendo-se também “uma tendência estável”, para um valor inferior ao linear determinado pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doença ECDC (na sigla em inglês), de 20 óbitos a 14 dias por 100 mil habitantes, afirmou hoje Pedro Pinto Leite, da Direção-Geral da Saúde, na reunião do Infarmed, em Lisboa, segundo adiantou a Lusa.

Segundo os especialistas, o pico desta variante estará atingida nos  segundo e terceiro fins de semana de janeiro.

Vai avançar a 3ªfase de desconfinamento

Em conferência , o Primeiro Ministro António Costa  referiu que “Estamos agora em condições de avançar para a terceira fase de desconfinamento”, estamos muito perto do ponto em que estávamos em março do ano passado”, ao nível da incidência e R(t). De acordo com o líder do executivo, temos hoje uma taxa de incidência de 140 infeções por 100 mil habitantes e um Rt de 0,81″.

Assim as medidas vão ser mais moderadas a partir de 1 de outubro, aliás, Portugal  passa a estar em Situação de Alerta;
-Abertura de bares e discotecas para pessoas com certificado digital ou teste negativo;
-Fim dos limites de horários;
-Restaurantes sem limite máximo de pessoas por grupo;
-Fim da exigência de certificado digital em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local;
-Fim do limite de lotação no comércio, casamentos e batizados e espetáculos culturais;
-Certificado digital ou teste negativo necessário para viagens marítimas e aéreas, em visitas a lares e estabelecimentos de saúde. O mesmo é verificado para acesso a grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos;
-Máscara continua a ser obrigatória em transportes públicos, lares, hospitais, salas de espetáculo e eventos, grandes superfícies e locais interiores de permanência prolongada;
-Máscaras deixam de ser obrigatórias nos recreios das escolas. A DGS irá também atualizar as normas sobre confinamento nos próximos dias;
-A máscara também deixa de ser obrigatória no comércio local;
-Eliminação da testagem em locais de trabalho com mais de 150 trabalhadores;
-Fim da limitação à venda e consumo de álcool;
-Fim da necessidade de certificado ou teste nas aulas de grupo em ginásios.

Fonte:GP

A Percepção de Distância Interpessoal e o Distanciamento Social na Pandemia do SARS-CoV-2

A Proxémia, ou o estudo científico do uso humano do espaço, tem vindo a receber a atenção de investigadores das ciências cognitivas, revelando vários dos factores que afectam a natural regulação das distâncias interpessoais. Estas pesquisas revelam desafios e sugerem respostas à recomendação de distanciamento social.

Após encontrar o produto que procurava, num qualquer estabelecimento comercial, o(a) leitor(a) ocupa o seu lugar na fila para a caixa para pagar. Enquanto espera a sua vez, olha para o chão e apercebe-se de marcações, com fita adesiva colorida, que assinalam distâncias de 1,5 metros que deverão ser mantidas entre os clientes, como parte das medidas de prevenção para a propagação do vírus SARS-CoV-2. Por lapso da sua parte, está mais próximo(a) do cliente à sua frente do que o recomendado e, por isso, dá um passo atrás, guiando-se pelas marcações no chão.

A situação acima descrita, que provavelmente lhe aconteceu pelo menos algumas vezes no último ano, traduz um dos desafios colocados à manutenção do distanciamento social no ainda actual contexto pandémico – a distância recomendada de 1,5 a 2 metros contraria os nossos comportamentos proxémicos naturais, de acordo com um artigo revisto por pares e publicado em Novembro de 2020 na revista científica Human Factors. Este artigo, redigido por Robin Welsch e Heiko Hecht, que nos últimos anos têm desenvolvido vários estudos acerca da percepção de distâncias interpessoais, elenca factores conhecidos e documentados na literatura da especialidade que poderão conspirar para a manutenção do distanciamento social recomendado.

A noção de distância interpessoal, e o termo proxémia (termo usado para descrever o estudo do uso humano do espaço), encontram a sua origem nos estudos de Edward Hall, antropólogo que, com base em observações naturalistas, distingue quatro regiões circulares, definindo áreas à nossa volta e naturalmente adoptadas por nós no âmbito de interacções sociais: Espaço Intímo (até cerca de 50 cm), reservado para interacções íntimas ou familiares; Espaço Pessoal (até cerca de 80 cm), dentro do qual permitimos a entrada confortável de amigos próximos; Espaço Social (cerca de 1 metro), adoptado para interacções confortáveis com estranhos; e Espaço Público (acima de 1 metro), reservado para o público em geral. A regulação, adopção e manutenção destas distâncias manifesta processos psicológicos, sociais e culturais relativamente automáticos (isto é, não requerem um esforço consciente e podem ser previstos 600 a 800 milissegundos antes da interacção), sendo que os valores adoptados não são rígidos – nalguns casos toleramos relativamente bem intrusões no espaço pessoal em contextos sobrelotados (e.g., num transporte público), conquanto seja algo temporário; há também flutuações interculturais, especialmente no que se refere ao espaço social, com estimativas entre os cerca de 70 cm, na Argentina, até cerca de 130 cm, na Roménia (para uma amostra portuguesa, a estimativa situa-se nos 110 cm).

Note-se, contudo, que a amplitude do Espaço Social, dentro do qual interagimos confortavelmente com um desconhecido, é consideravelmente menor que o distanciamento social recomendado. Estudos sobre proxémia e algumas investigações conduzidas durante a pandemia do vírus SARS-CoV-2 fornecem algumas indicações acerca dos factores que conspiram para a manutenção do distanciamento social e possíveis consequências resultantes do mesmo. Por exemplo, o desconforto experienciado na interacção com um desconhecido (e.g., quando pedimos indicações a um transeunte) aumenta rapidamente quando esta é feita a menos de 1 metro; quando a distância interpessoal é superior a cerca de 1 metro, o desconforto aumenta igualmente, ainda que mais lentamente. Quanto a interacção é feita a uma distância de 2 metros, o desconforto é equiparável aquele experienciado a cerca de meio metro. Sinais sociais, como o sejam as expressões faciais, o tom de voz e qualidade da comunicação, sofrem alterações concordantes quando interagimos com alguém a uma distância anormalmente longa: tendemos a exagerar, involuntariamente, expressões faciais, a modular a voz para uma tonalidade mais intensa e as frases são mais curtas e com menos palavras. Por outro lado, tendemos a adoptar distâncias sociais cerca de 13 cm maiores quando interagimos com pessoas com uma face zangada, em comparação com uma face alegre. Curiosamente, um estudo recente sugere que em interacções com pessoas com máscara cirúrgica tendemos a adoptar distâncias sociais cerca de 20 cm mais curtas, o que significaria que o uso de máscaras, como forma adicional de combate a pandemia, pode interagir com o distanciamento social, tido como uma das principais formas de diminuição da propagação do vírus.

A proxémia e o estudo dos factores que regulam a adopção automática de distâncias interpessoais, mais que explicar os eventuais lapsos na manutenção do distanciamento social durante a pandemia, oferece um conjunto de conhecimentos que podem e devem ser usados estrategicamente para antecipar e gerir desvios às recomendações oficiais. Por exemplo, sabemos que a distância interpessoal naturalmente adoptada varia inversamente com o tamanho percebido da divisão ou sala em que nos encontramos. Isto é, numa sala comparativamente menor, tendemos a adoptar uma distância interpessoal relativamente maior. Por outro lado, estudos sobre percepção visual têm consistentemente revelado que salas ou espaços mais profusamente iluminados, com paredes mais claras ou tectos mais altos aparentam ser mais amplas e espaçosas. Estes dados sugerem que a sinalética, sob a forma de cartazes e marcas no chão para guiar a regulação do distanciamento social, deverá ser mais saliente e frequente em espaços com essas características.

Nuno de Sá Teixeira

 

Nuno Alexandre de Sá Teixeira formou-se em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e doutorou-se em Psicologia Experimental pela mesma instituição. Trabalhou como investigador doutorado no Departamento de Psicologia Experimental Geral da Universidade Johannes-Gutenberg, Mainz, Alemanha, no Instituto de Psicologia Cognitiva da Universidade de Coimbra e no Centro de Biomedicina Espacial da Universidade de Roma ‘Tor Vergata’, Itália. É actualmente Professor Auxiliar Convidado no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro. Os seus trabalhos científicos têm-se centrado no estudo da forma como variáveis físicas (em particular, a gravidade) são instanciadas pelo cérebro, como “modelos internos”, para suportar funções perceptivas e motoras na interacção com o mundo. Assim, os seus interesses partem da charneira entre áreas temáticas como a Psicologia da Percepção, Psicofísica e Neurociências.

 

 

“Biblioteca Municipal, uma Voz Amiga” em marcha em Penalva do Castelo

Está em marcha um projeto da Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo, em colaboração com a Rede Social do município, durante este segundo período geral de confinamento, o projeto “Biblioteca Municipal, uma Voz Amiga”.

Trata-se de uma iniciativa de combate ao isolamento social em tempos de pandemia, que, através de uma chamada telefónica, permitirá a partilha de leituras (contos, poemas,…), de histórias e de memórias entre a Biblioteca Municipal e os que presentemente se encontram em situações de maior isolamento e a necessitar de uma voz amiga com quem conversar.

Este novo serviço municipal, livre e totalmente gratuito, está disponível a partir do contacto 965064126, de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 19h00.

Artigo de Opinião Sara Morais- Da Pandemia à Violência Doméstica e à Hipnose Clínica

Pandemia, confinamento, distanciamento, isolamento; são palavras, regras que “primeiro estranha-se e depois entranha-se” como dizia Fernando Pessoa. Não são só as perturbações nervosas, psicológicas e emocionais que crescem a par com a pandemia são também os gritos amordaçados e aprisionados daqueles que são vítimas do flagelo de uma outra pandemia, que se alastra paralela e silenciosamente no âmago da nossa sociedade – a violência doméstica.

É importante dissociar a violência doméstica a estereótipos e consciencializar que este flagelo é transversal à condição social e económica, e que é de facto uma realidade atual. A violência doméstica é vulgarmente identificada pela agressão física, e muitas vezes reduzida a essa red flag. Contudo, este género de violência é manifestada inicialmente, e mais frequentemente, através do abuso psicológico, o que torna mais difícil a respetiva sinalização.

Ao refletir sobre esta matéria, vamos encontrar nas diversas faixas etárias, mas mais proeminentemente nas camadas mais jovens, padrões comportamentais que são vulgarmente subavaliados e que deveriam ser tomados como sinais de alertas. As manifestações exageradas e afeto é um dos comportamentos característicos de um relacionamento abusivo. É certo que a manifestação do amor é algo que surge naturalmente e que faz parte de qualquer relacionamento sadio, no entanto, todo o excesso deve ser claramente um aviso, especialmente quando as palavras não refletem a realidade das atitudes do dia-a-dia, mas sim uma manipulação de pormenorizada de circunstância. Um outro indício, é a imposição de mudança de personalidade ou de princípios. Qualquer relacionamento é uma aprendizagem, uma evolução, que se vai construindo com flexibilidade e mudança quando estas reforçam positivamente e construtivamente o “eu” interior. Por conseguinte, quando a mudança implica o carcere da expressão das próprias referências e personalidade torna-se tóxico e abusivo.

A agressão verbal e psicológica é talvez a manifestação mais fácil de sinalizar, e também a mais comum. Este tipo de ocorrência vai aparecendo e dominando o dia-a-dia, através das frequentes críticas depreciativas, como por exemplo a desvalorização das conquistas e ou a ridicularização de opiniões. É nesta fase que a autoestima é começa a diluir-se numa teia invisível mas muitíssimo traiçoeira. Seguem-se outros comportamentos, como a manipulação emocional através da imputação de culpa sobre os acontecimentos de agressão; as sucessivas violações de privacidade; às diversas tentativas e atos de controlo de rotinas e de estrangulamento da independência financeira e emocional do par. A vítima torna-se refém e carcerada numa sensação de impotência e capacidade de auto gestão emocional. Com este quadro atípico, surgem facilmente os comportamentos agressivos, gritos, ameaças e as diversas chantagens emocionais de abandono e de danos materiais e físicos.

Estas manifestações comportamentais são habitualmente mal interpretadas e desvalorizadas, no entanto, é importante sublinhar que um relacionamento saudável é aquele que acrescenta e promove o crescimento do seu eu interior ao invés de o subtrair.

Neste enquadramento é importante procurar ajuda psicológica e emocional. É, neste contexto que a Hipnose Clínica se assume como uma ferramenta terapêutica de grande auxílio pela sua eficácia e versatilidade. Numa fase inicial, existe uma aposta na libertação emocional da vítima, em que os processos de manifestação de culpa e emoções negativas são trabalhados. Seguidamente, a terapêutica através das várias técnicas associadas à regressão, permite a visualização e a resignificação das memórias traumáticas, promovendo um novo olhar e perceção sobre os vários comportamentos e experiências negativas. Nesta fase são também trabalhados as síndromes de pânico, depressões, resultantes da exposição tóxica.

Numa fase final, a terapêutica assenta no resgate da autoestima, onde o auto conceito é trabalhado com o objetivo da consolidação e da superação das experiências negativas, promovendo, assim, uma nova forma de ser e de estar perante a vida e os acontecimentos futuros.

“O afeto é o amor feito consciência” Carlos Bernardo González Pecotche

 

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Foi já aprovada a renovação do estado de emergência até 31 de março no Parlamento

O período de estado de emergência atualmente em vigor termina às 23:59 da próxima terça-feira, 16 de março, mas esta tarde teve lugar  a renovação que terá efeitos no período entre 17 e 31 de março.

As normas que o regem serão divulgadas ao longo do dia, onde o desconfinamento vai ser faseado para evitar um agravamento da pandemia.

Pinhel -Aprovado apoio em Assembleia Municipal às Freguesias e empresas locais cerca de 320 mil euros

Apoios às Freguesias em cerca de 237 mil euros

Aconteceu mais uma Assembleia Municipal de Pinhel recentemente, naquela que foi a primeira sessão de trabalhos de 2020. Tendo em conta a situação de pandemia e as recomendações em vigor no âmbito do Estado de Emergência, a sessão decorreu no Centro Logístico de Pinhel, com os devidos distanciamentos e em regime misto, ou seja, com membros presentes na sala e membros ligados através de videoconferência.

Depois  de algumas informações prévias inerentes à realização da sessão em regime misto, a Presidente da Assembleia Municipal de Pinhel, Ângela Guerra, apresentou uma proposta de Voto de Pesar em homenagem a António Escudeiro Valente, antigo Vereador da Câmara Municipal de Pinhel, falecido a 15 de fevereiro. Associando-se à decisão ratificada pelo Executivo de ser decretado um dia de Luto Municipal, seguiu-se um minuto de silêncio em memória de “um Homem que não sendo natural de Pinhel, muito contribuiu para o desenvolvimento do concelho”.

Entrando na ordem de trabalhos, destaque para vários pontos começando, desde logo, pela aprovação do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Pinhel, documento cujo período de vigência vai de 2020 a 2029.

Seguiu-se a aprovação, por maioria, da proposta de protocolo a celebrar com as Juntas de Freguesia do concelho, em 2021, a fim de lhes ser atribuída uma verba anual de 20 mil euros, destinada a apoiar as Juntas nas suas atribuições diárias e que já foi atribuída em 2020. Apesar de reconhecer que poderá não ser o valor desejado, a verdade é que “é para todas as Freguesias que aceitaram a proposta, na sequência de uma conversa séria e franca e na medida das possibilidades da autarquia”, garantiu o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura.

A par deste apoio fixo, foram ainda presentes a esta sessão cinco propostas de atribuição de apoios financeiros a outras tantas Freguesias do concelho, sendo todos eles destinados ao melhoramento de arruamentos ou caminhos rurais, competência das Juntas de Freguesia que, contudo, precisam do apoio do Município para levar a efeito estes investimentos que, no total, somam cerca de 237 mil euros.

Programa Extraordinário de Apoio à Economia Local aprovado em cerca de 75 mil euros

Dando continuidade à ordem de trabalhos, foi aprovada por unanimidade a proposta relativa ao Programa Extraordinário de Apoio à Economia Local. De referir que este programa surge em resposta à situação de pandemia, que se prolonga há quase um ano. Neste contexto, e havendo agora base legal para o fazer, a Câmara Municipal de Pinhel propôs a Assembleia Municipal a aprovação de um apoio financeiro às empresas com sede no concelho que tiveram de encerrar devido à situação de confinamento. Trata-se de um apoio no valor de 500 euros por empresa, para “reforço da tesouraria das empresas”, não acumulável com outros apoios para o mesmo efeito. Feito o levantamento das empresas que poderão vir a beneficiar deste apoio, estima-se que sejam cerca de 150 pequenas ou médias empresas, o que poderá representar um investimento do Município na ordem dos 75.000€.
Uma vez mais, não sendo o valor desejado, pois todos gostariam que fosse mais, é um valor que poderá ajudar e que está ao alcance do Orçamento Municipal, reforçou o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, afirmando que caso venha a verificar-se que é manifestamente insuficiente, o Município poderá rever ou reforçar a medida de apoio agora aprovada.

A finalizar esta sessão , coube a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, na qualidade de Presidente da CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, apresentar de forma sumária o relatório anual de atividades da referida Comissão.

Artigo de Opinião de Ana Carolina- A Terapia da Fala em época de pandemia

A pandemia do COVID-19 provocou consequências na sociedade e em várias profissões. A Terapia da Fala não foi exceção e, de acordo com os diferentes contextos, sofreu alterações e adaptações. Em contexto hospitalar, em que existem serviços de internamento com doentes críticos, agudos e subagudos, os Terapeutas da Fala tiveram que garantir a continuidade da intervenção dos utentes, mas noutros contextos como clínicas, escolas e outras instituições, estes foram obrigados a interromper as intervenções e a reformular o modelo de intervenção, privilegiando assim uma intervenção à distância. Não existe um termo definitivo e o Terapeuta da Fala pode optar por diferentes designações, como teleterapia, telemedicina ou teleconsulta, uma vez que não existem normas neste sentido. Em Portugal, a investigação científica sobre a eficácia e eficiência da intervenção à distância em Terapia da Fala é, ainda, escassa mas noutros países, existem estudos que comprovam a eficácia e que se realizam, regularmente, intervenções de diferentes áreas por teleterapia.

O Terapeuta da Fala enfrenta assim, perante esta situação, mais um desafio profissional, com a necessidade de alterar a sua forma de intervenção. As sessões, por teleterapia, parecem ser funcionais, no entanto, existem algumas dificuldades sentidas como a limitação no acesso a tecnologias por parte de alguns pacientes, assim como alguns receios com a privacidade dos dados dos mesmos devido à necessidade de utilização de uma plataforma online. Por isso e embora pareça fácil, a teleterapia exige do Terapeuta da Fala ainda mais cuidados, preparação e monitorização.

A avaliação à distância deve refletir a validade dos procedimentos/resultados. No que respeita à intervenção, há vários estudos que evidenciam a sua eficácia, sendo que se deve utilizar materiais, metodologias e/ou outros recursos que tenham em consideração todas as variáveis do paciente. Assim, a teleterapia encontra-se num período de enorme evolução e exige treino e formação para aumentar os níveis de experiência e de familiaridade com as mudanças que são impostas.

Os Terapeutas da Fala e a sociedade no geral deparam-se com uma barreira à comunicação, o uso de máscara! Essencial e obrigatória, a máscara limita a interação e intervenção direta e presencial em todas as áreas de atuação do Terapeuta da Fala. Assim, torna-se crucial criar alternativas funcionais para que a intervenção seja o mais normalizada possível e em substituição das máscaras cirúrgicas aconselhadas para uso dos profissionais de saúde, alguns Terapeutas da Fala optam por máscaras de acrílico, certificadas, e viseiras que expõem a cavidade oral, permitindo maior acesso e visibilidade dos movimentos. O contexto pandémico que vivemos veio alterar a nossa forma de nos relacionarmos com os outros, seja na nossa vida familiar, seja em contexto laboral e social. O uso de máscara passou a ser generalizado a todos os contextos da nossa vida influenciando a forma de comunicarmos.

A intensidade média de uma conversa ronda os 60 dB. Com o uso de máscara há perda de 3-4 dB no caso da máscara cirúrgica e cerca de 12dB na máscara N95. Além desta degradação, nas máscaras que não são transparentes, acresce a perda de informação da leitura labial e expressividade facial. Assim e de modo a facilitar a comunicação com o uso de máscara, recomenda-se: olhar diretamente para parceiro comunicativo, eliminar ruídos de fundo, questionar ou dar feedback se a compreensão está a ser eficaz, falar pausadamente e com maior precisão.

A adaptabilidade está diretamente relacionada com o ser capaz de ajustar as respostas às necessidades e às circunstâncias.

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

Figueira de Castelo Rodrigo aprova medidas no valor de 170 mil euros

Recentemente, a Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo aprovou  medidas no valor global de 170 mil euros, para ajudar instituições sociais, empresas e famílias a ultrapassar as dificuldades causadas pela pandemia de covid-19.
Segundo o presidente da autarquia, Paulo Langrouva, as medidas de apoio às IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social (25 mil euros) e para as iniciativas “Proteger Empresas” (120 mil euros) e “Pagamento Zero” (25 mil euros), foram aprovadas por unanimidade na reunião de hoje do executivo municipal e “entram em vigor no imediato”.
O reforço das medidas para mitigação dos efeitos da pandemia surgem no seguimento de outras ações idênticas aprovadas em 2020 pelo município de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, disse o autarca à agência Lusa.
Em relação às IPSS com valências de Lar (Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas – ERPI, ou Centro de Dia ou Serviço de Apoio Domiciliário) o responsável referiu que vai ser atribuído um montante de dois mil euros a cada uma para despesas com equipamentos de proteção individual.
Vai também ser concedida uma verba de mil euros a cada uma das instituições que apenas tenham valências de Centro de Dia ou Serviço de Apoio Domiciliário e o montante de dois mil euros à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Figueirenses.
A iniciativa “Proteger Empresas” prevê a concessão de um apoio financeiro mensal, no primeiro trimestre de 2021, equivalente ao valor do Salário Mínimo Nacional, “às empresas com atividade iniciada há mais de seis meses e aos prestadores de serviços com atividade iniciada há mais de um ano, com sede ou com domicílio fiscal no concelho e que apresentem uma redução do volume de negócios em 50% no seu valor de faturação face ao período homólogo”, segundo Paulo Langrouva.
O município decidiu, ainda, um reforço das verbas para apoiar as famílias, no âmbito da iniciativa “Pagamento Zero” com medidas como a redução, em 50%, do pagamento dos consumos de água, aos contratos de 1.º e 2.º escalões, no primeiro trimestre de 2021, e a isenção das taxas devidas pela ocupação de via pública para esplanadas abertas, durante o primeiro semestre deste ano.
“Também vamos isentar as taxas devidas pela ocupação dos espaços municipais, concretamente recinto da Feira e Mercado Municipal, para que os feirantes, vendedores ambulantes e produtores utilizadores daqueles espaços, não paguem durante o primeiro semestre de 2021, ou seja, até ao dia 30 de junho”, rematou o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo.
Paulo Langrouva lembrou que o município que lidera tem tomado medidas para “insuflar a economia local com alguns recursos financeiros para tentar mitigar os efeitos da pandemia”.
“Pretendemos continuar a ajudar e a apoiar os operadores e agentes económicos locais” para que mantenham a sua atividade, concluiu.
ASR // SSS