Início » Tag Archives: turismo de Portugal

Tag Archives: turismo de Portugal

Turismo do Centro reuniu com Turismo de Portugal e Confederação do Turismo de Portugal

A nova Comissão Executiva da Turismo Centro de Portugal (TCP), que tomou posse no início do mês, deu  conta de algumas das principais preocupações da região, em reuniões institucionais com a Confederação do Turismo de Portugal e a Turismo de Portugal, ambas em Lisboa.

Estas foram as primeiras iniciativas de um ciclo de reuniões que a Turismo Centro de Portugal pretende entabular com as diversas instituições, públicas e privadas, ligadas ao setor turístico, nacional e regional.

A delegação da TCP foi constituída por quatro elementos da Comissão Executiva, nomeadamente o presidente Raul Almeida, Anabela Freitas, Jorge Sampaio e Elsa Marçal, além de dirigentes das chefias intermédias.

Na Confederação do Turismo de Portugal, a TCP foi recebida pelo presidente, Francisco Calheiros, pelo secretário-geral, António Abrantes, e pelo vogal Nuno Bernardo. Após os cumprimentos institucionais, seguiu-se uma conversa em que foram abordados temas de relevância para o setor. A promoção turística e alguns dos desafios ao crescimento da atividade turística na região e no país – a falta de mão de obra, a qualificação dos recursos humanos, as acessibilidades e a habitação – foram os principais temas da reunião.

Na Turismo de Portugal, a TCP reuniu com o Conselho Diretivo, mais especificamente com o presidente, Carlos Abade, a vice-presidente, Teresa Monteiro, e a vogal Lídia Monteiro.

Este encontro dividiu-se entre a sessão de cumprimentos, num primeiro momento, e uma reunião técnica com as chefias intermédias da TCP: Anisabel Santos (Departamento Administrativo e Financeiro), Gonçalo Gomes (Núcleo de Apoio ao Investimento Turístico), Adriana Rodrigues (Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas), Sílvia Ribau (Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção) e Carlos de Figueiredo (Núcleo de Informação Turística).

“Estas duas reuniões serviram essencialmente para um primeiro encontro oficial entre a nova equipa da Turismo do Centro e as entidades que têm responsabilidades ao mais alto nível na promoção e estruturação do turismo em Portugal, nomeadamente a Turismo de Portugal e a Confederação do Turismo de Portugal. Foram as primeiras de várias reuniões que vamos realizar, nos próximos dias e semanas, com os stakeholders do setor do Turismo”, sublinha Raul Almeida.

“Hoje, tivemos oportunidade de conversar sobre temas que consideramos prioritários para a evolução da atividade turística e saímos daqui com a forte convicção de que estamos em sintonia em relação às necessidades desta área, tão importante para a economia nacional”, acrescenta o presidente da Turismo Centro de Portugal.

Gouveia e Figueira de Castelo Rodrigo receberam a visita da Sec. Estado Rita Marques

Recentemente, a governante deslocou-se a territórios de Gouveia e Figueira de Castelo Rodrigo, acompanhada por elementos da Turismo Centro de Portugal. Na véspera, anunciou novas linhas de apoio à atividade turística.

Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, visitou ontem dois municípios do Centro de Portugal, onde contactou com novos projetos turísticos destes territórios. A deslocação foi acompanhada por uma equipa da Turismo Centro de Portugal, liderada pelo seu presidente, Pedro Machado, e pelos autarcas dos concelhos visitados, Luís Tadeu e Carlos Condesso, presidentes das autarquias de Gouveia e Figueira de Castelo Rodrigo.

A visita começou com a inauguração do empreendimento “New Life Portugal”. Situado numa encosta da Serra da Estrela, junto a Folgosinho, Gouveia, esta unidade turística resulta de um investimento internacional e assume-se como um retiro de bem-estar e centro de mindfulness, que oferece uma rara combinação de meditação, ioga, aconselhamento, fitness, natureza e vida comunitária consciente.

Depois de uma passagem pelo Museu do Côa, já em território do Porto e Norte de Portugal, a comitiva regressou ao Centro de Portugal, mas concretamente ao município de Figueira Castelo Rodrigo. Aqui, a Secretária de Estado ficou a conhecer o Centro Interpretativo da Batalha de Castelo Rodrigo, que revive a memória de um dos acontecimentos militares mais decisivos e importantes da Guerra da Restauração.

O momento seguinte foi a visita ao Miradouro do Alto da Serra da Marofa, um dos pontos mais altos da região, tendo a deslocação terminado em Barca D’Alva, ainda em Figueira de Castelo Rodrigo. Nesta localidade, situada na confluência dos rios Douro e Águeda, foram visitados os edifícios da antiga Estação Ferroviária, hoje abandonados, e para os quais está a ser pensada uma futura utilização turística. A sua posição privilegiada, junto ao Douro, é uma mais-valia evidente.

Para Pedro Machado, “a Secretária de Estado do Turismo, engenheira Rita Marques, tem tido a preocupação de vir conhecer, de forma regular, os projetos turísticos da região Centro de Portugal. A Turismo Centro de Portugal regista com agrado esta estratégia, que valoriza e coloca em lugar de destaque os produtos turísticos e os territórios do Centro de Portugal. Foi uma visita muito produtiva em todos os aspetos”.

Turismo de Portugal anunciou em Manteigas novas linhas de apoio à atividade turística

Na véspera, em Manteigas, o Turismo de Portugal anunciou a criação de três linhas de apoio para as empresas do setor do turismo dos territórios afetados pelos incêndios do verão. O valor global das medidas é de 10 milhões de euros: três milhões de euros para apoio à tesouraria das empresas, cinco milhões de euros para a qualificação da oferta e dois milhões de euros para transformar o turismo no território.

Mais informações sobre estas linhas de apoio em https://bit.ly/3CRDDGC.

Na mesma ocasião, foi também apresentada uma campanha promocional de aldeias e vilas do interior, intitulada “Grandes em…”.

Destinada à promoção das aldeias e vilas de Portugal, esta campanha visa promover um turismo responsável, através da valorização do interior, enaltecendo a grandeza dos atributos das nossas aldeias e vilas e mostrando a especificidade dos diferentes territórios, em particular os mais afetados pelos incêndios, nomeadamente a Serra da Estrela.

Mais informações sobre a campanha em https://bit.ly/3yGu4I7.

VII Fórum “Vê Portugal” lançou pistas sobre o turismo interno depois da pandemia

A 7.ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que este ano decorreu em formato híbrido, foi um grande sucesso, com várias centenas de participantes. A edição de 2021 teve como base o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde os participantes nacionais realizaram as suas intervenções. Os intervenientes de fora do país participaram via streaming, assim como os espectadores que se inscreveram.

A Sessão de Abertura contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, além dos anfitriões Fernando Tinta Ferreira, Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e Pedro Machado, Presidente da Turismo Centro de Portugal.

Fernando Tinta Ferreira destacou, na ocasião, que “ser hospitaleiro está na génese das Caldas da Rainha desde que foi fundado o Hospital Termal”, o mais antigo do mundo. As Caldas são uma “terra de águas e de artes, que tem seguido o seu caminho, tem crescido de forma sustentável, é a sede da Comunidade Intermunicipal do Oeste” e, por isso, “está no centro da mais pitoresca região do país”. Além de oferecer aos visitantes “belezas próprias, como a Lagoa de Óbidos ou o Parque D. Carlos I”, tem uma “atratividade crescente, que antes da pandemia crescia nas dormidas em comparação com os vizinhos”, acrescentou o autarca.

Pedro Machado apresentou os quatro painéis que irão preencher este Fórum “Vê Portugal” e apontou os vários assuntos que vão marcar o dia, como a importância do “mercado interno alargado”, a necessidade de “reconquistar mercados internacionais” nesta fase de recuperação e os fatores decisivos que são a “perceção de segurança por parte dos visitantes” e a “estruturação de novos produtos turísticos”. “Portugal está cá, apto para receber os visitantes, em segurança, 365 dias por ano”, concluiu.

A secretária de Estado Rita Marques pautou a sua intervenção por uma perspetiva de otimismo para com o futuro próximo. “Nos últimos anos, o crescimento da notoriedade da marca Portugal tem crescido”, disse, lembrando que todos os ativos que contribuíram para esse crescimento “não saíram beliscados da pandemia. continuam cá para os visitantes”.

“Estamos a virar a página, depois de dias difíceis. Com a entrada de Portugal na ‘lista verde’ do Reino Unido, estamos em vantagem relativamente a destinos concorrentes”, lembrou.

“O Turismo não necessita de reformas estruturais, precisa sim de um plano específico que permita acelerar o setor. Na semana passada chegou o momento de anunciar o plano” continuou a governante, elencando as principais medidas do plano de reativação do Turismo, nomeadamente “apoiar as empresas”, “instigar confiança aos visitantes”, “assegurar o posicionamento competitivo de Portugal a nível internacional” e “olhar para o futuro.

Lei das Entidades Regionais animou o debate

O primeiro painel do Fórum teve como âmbito a discussão de um tema central deste congresso. Os cinco Presidentes das Entidades Regionais de Turismo – Porto e Norte, Centro de Portugal, Lisboa, Alentejo e Ribatejo e Algarve – juntaram-se para avaliar a Lei 33/2013, que definiu o regime jurídico da organização e funcionamento destas Entidades. A moderação coube a Paulo Baldaia, comentador da SIC Notícias e jornalista.

O debate foi, como se esperava, animado.

João Fernandes, Presidente da ER Turismo do Algarve, começou por lembrar que a Lei 33/2013, quando foi desenhada, tinha um propósito que “não corresponde ao que se passa na realidade”, uma vez que uma “série de constrangimentos”, orçamentais e de tutela, “inviabilizam que a Lei se concretize na sua plenitude”. “Ainda assim”, afirmou, “podemos concluir que este modelo descentralizador produz resultados”.

Vítor Silva, Presidente da ER Turismo do Alentejo e Ribatejo, destacou o facto de que “sempre vivemos entre o poder central, que quer ser tentacular, e o poder regional, que conhece melhor o território”. “Esta tensão sempre existiu e sempre vai existir”, reiterou, lembrando que “o único setor que está verdadeiramente descentralizado é o Turismo, porque foi criado de baixo para cima”. “As regiões de turismo fazem um trabalho extraordinário e conseguem impor as suas necessidades ao poder central”.

Vítor Costa, Presidente da ER Turismo da Região de Lisboa, foi particularmente crítico para com os constrangimentos atuais com que se debatem as entidades regionais, nomeadamente a circunstância de não poderem usar todo o saldo orçamental disponível e as cativações. “Todos nós temos saldo no banco que não podemos utilizar. O aspeto da autonomia financeira tem de ser revisto”, apelou, antes de considerar que “é essencial que continue a haver regionalização no turismo, num país marcado pela sua diversidade”.

Luís Pedro Martins, Presidente da ER Turismo Porto e Norte de Portugal, resumiu a questão: “O problema está identificado. Havendo vontade, não será difícil alterar a Lei ou fazer uma Lei nova, desde que o país entenda que a autonomia ao nível do Turismo deve continuar, como nós entendemos”. “Durante mutos anos, o país era conhecido como destino de sol e praia. Não era possível dar o salto porque não eram apresentados ao mundo outros produtos. As regiões de turismo vieram apresentar uma paleta de outros produtos e trazer ao país novos mercados emissores de turistas”, destacou.

Pedro Machado, Presidente da ER Turismo do Centro de Portugal, frisou, por sua vez, que “o edifício do Turismo está bem construído, mas não está a funcionar devidamente”. “Na sua matriz, as entidades de turismo são o único organismo descentralizado e alcançou resultados. Portugal é a soma das partes. Mas a nossa autonomia de execução está hoje limitada por uma tripla tutela. Hoje, pensar-se num processo de fusão nos organismos do Estado é centralizar, ao invés de descentralizar”, acrescentou.

Pedro Machado foi ainda muito crítico da possibilidade de as competências regionais a nível do turismo passarem para a alçada das CCDR: “As CCDR têm revelado dificuldades em executar os programas. Falta planeamento às CCDR; têm coordenação, mas não têm planeamento. São instituições pesadíssimas, verdadeiros elefantes e, se ainda ficarem com competências no Turismo, tornam-se mastodontes. Isso seria colocar um garrote na atividade turística.

A terminar a sessão, abordou-se o plano de revitalização do Turismo, apresentado na semana passada. As opiniões foram positivas. “É uma bazuca para o Turismo, que vem fazer justiça ao muito que o Turismo fez pelo país”, considerou Pedro Machado, enquanto Vítor Costa alertou que o “desafio será passar este plano de um powerpoint para a realidade”, no que foi corroborado por todos.

Um pouco de Caldas da Rainha

O segundo painel consistiu na apresentação da Estratégia de Promoção Turística e do “Roteiro 360º das Caldas da Rainha.

Hugo Oliveira, vereador do município que acolhe este evento, deu a conhecer a todos os congressistas os principais ativos turísticos do concelho, através de uma visita virtual. A intenção, muito bem conseguida, foi convidar e motivar a uma futura visita às Caldas da Rainha, “ao vivo e a cores”. Seguramente que todos os presentes ficaram com vontade de visitar este território!

Participantes internacionais falaram das novas tendências

O terceiro painel foi o mais internacional. O tema — Tendências na Promoção e Estruturação Turística I Pós-COVID-19 – assim o justificava.

O painel, moderado por Rodrigo Pratas, jornalista da SIC, contou com a participação de Alessandra Priante, Diretora do Departamento Regional para a Europa da OMT – Organização Mundial de Turismo, John T. Bowen, Professor e Autor da Universidade de Houston, Marta Poggi, conferencista e mentora especializada em Tendências, Inovação e Transformação Digital no Turismo e Hotelaria, e António Jorge Costa, Presidente do IPDT – Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo.

O painel visou debater os desafios colocados à promoção e estruturação turística no atual contexto de pandemia, bem como conhecer as novas tendências do comportamento do consumidor.

Os participantes foram unânimes em considerar que a pandemia veio alterar os hábitos de quem viaja. Alessandra Priante começou por sublinhar que “os desafios são oportunidades” e elencou aqueles que são, de acordo com a OMT, os caminhos a seguir pela atividade turística, com a “inovação” e a “sustentabilidade” à cabeça.

O professor John T. Bowen, por sua vez, apresentou uma nota otimista, tendo como base a realidade a que assiste nos Estados Unidos. “Assim que a situação pandémica estabilizar na Europa, os americanos vão voltar a voar para a Europa”, disse. Com a diferença de que “vão gastar mais e ficar mais tempo, com interesses mais variados”.

No mesmo tom continuou Marta Poggi, para quem “as pessoas continuam a sonhar com viagens, com o dia em que vão colocar o pé na estrada novamente”. Os viajantes, considerou, “procuram hoje novos produtos e novas experiências turísticas, por isso precisamos de novas formas de fazer a promoção dos destinos turísticos”. “A mudança é constante”, disse, apresentando algumas das novas tendências e as estratégias que estão a ser seguidas por outros destinos.

António Jorge Costa, a terminar, descreveu igualmente algumas das estratégias que o IPDT recomenda seguir. Estas passam por conceitos como a valorização do capital humano, a sustentabilidade, a inovação tecnológica, a segurança, a inclusividade e o aumento da procura por destinos de natureza.

A pandemia e a crise nas vendas

O quarto painel juntou os representantes das principais associações nacionais do setor turístico, para debater a “Comercialização e Venda” – mais concretamente os principais obstáculos e ameaças à comercialização e vendas no atual contexto pandémico

Moderado por Ricardo Santos Ferreira, editor do Jornal Económico, o painel foi composto por Pedro Costa Ferreira, Presidente da APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Carlos Moura, Vice-Presidente da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, António Marques Vidal, Presidente da APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, Joaquim Robalo Almeida, Secretário-Geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, e Frederico Costa, Vice-Presidente do Conselho Diretivo da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal.

Frederico Costa manifestou a sua preocupação com os efeitos desta crise que, no seu entender, ainda se vão fazer sentir. “Receio que ainda não tenhamos visto todos os efeitos desta crise na perda de postos de trabalho e no encerramento de empresas. Vemos alguns sinais positivos, como o corredor aberto aos britânicos, a procura dos turistas nacionais e a capacidade instalada, e vamos todos tentar fazer algum dinheiro neste verão, mas recuperação aos níveis de 2019 só em 2024. Se não houver mais apoios às empresas, muita gente ficará pelo caminho”, disse, acrescentando que “sem retoma do turismo não há recuperação da economia”.

Joaquim Robalo concordou com as palavras do colega de painel. “2020 foi um ano dramático como não há memória para o rent a car. Apesar de tudo, conseguimos manter os postos de trabalho, mas as empresas estão em situação muito difícil. É necessária uma recuperação rápida do turismo para sobrevivermos”, sublinhou.

Já António Marques Vidal apontou um problema suplementar: a falta de recursos humanos. “Com a retoma da atividade, há falta de quadros técnicos especializados. Por outro lado, o setor dos eventos está parado e receio que 40% das empresas não vão voltar a abrir”, alertou. Quanto a aspetos positivos, também existem, disse: “O consumidor ficou mais exigente e quer mais qualidade e mais sustentabilidade, estando até disposto a pagar mais”.

Carlos Moura apresentou números e estatísticas que ilustram a preocupação geral dos integrantes deste painel, como a perda de empregos, de dormidas e de hóspedes que se verificou desde o início da pandemia. Além de que, criticou, “Portugal foi dos países que menos apoiaram as empresas. Antes da pandemia já havia empresas que estavam menos bem, agora estão quase todas mal e é preciso tratá-las. Que não se crie a ideia de que se as empresas estão doentes é melhor deixá-las cair”.

Pedro Costa Ferreira apontou alguns sinais encorajadores, dizendo que o setor das agências de viagens “está a conseguir resistir”, e que “só 2 por cento das agências despediu, sinal de que o lay off funcionou”. “Estamos em modo de sobrevivência até à data, mas temo que o pior ainda está para vir: com a retoma vêm os custos acrescidos e a receita não vai acompanhar”, concluiu.

Sinais de preocupação na Sessão de Encerramento

A 7.ª edição do Fórum terminou com a Sessão de Enceramento. Depois de Pedro Machado ter resumido os temas principais do dia e de Fernando Tinta Ferreira agradecer aos presentes, o dia terminou com uma intervenção de Francisco Calheiros.

O Presidente da Confederação do Turismo de Portugal elogiou o facto de este evento ter como essência o turismo interno. “Muitas vezes esquecemo-nos nos da importância do Turismo Interno. Mas quando dizemos que o Reino Unido ou o Brasil são os nossos principais clientes, não é verdade: são os portugueses”, lembrou.

“Com a pandemia, recuámos muitos anos na atividade turística. As empresas aguentaram estoicamente, mas as reservas que tinham guardadas ficaram praticamente esgotadas. Pusemos as esperanças na bazuca europeia, mas no PRR a palavra Turismo aparece apenas cinco vezes, enquanto a expressão administração pública aparece 54 vezes. O plano para o Turismo que o Governo apresentou na semana passada é uma nova esperança, mas estamos ansiosos para o ver posto em prática. Vemos, finalmente, a luz ao fundo do túnel”, concluiu Francisco Calheiros.

 

Sete fortalezas de fronteira localizadas no Centro de Portugal visitadas

O Turismo de Portugal e a Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal visitaram nos últimos dias sete fortalezas de fronteira localizadas no Centro de Portugal.

Representantes das duas entidades, acompanhados por técnicos e autarcas, deslocaram-se às fortalezas de Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha, Monsanto, Salvaterra do Extremo, Segura, Penamacor e Castelo Branco, todas no território da Beira Baixa.

Os locais visitados integram a lista das 62 fortalezas estudadas e desenhadas por Duarte D’Armas no célebre Livro das Fortalezas, do séc. XVI. Escudeiro da Casa Real, Duarte D’Armas foi incumbido pelo rei D. Manuel I de vistoriar todas as fortificações fronteiriças do reino de Portugal, de que resultou a obra monumental.

A visita aconteceu no âmbito do programa Dinamizar Fronteiras e teve o propósito de fazer o levantamento do património existente, assim como identificar as necessidades de intervenção, de forma a posicionar este importante património cultural e militar na oferta turística do território.

Esta ação conclui a primeira fase de um trabalho iniciado em 2019, aquando do lançamento do Programa Dinamizar Fortalezas. O Programa pretende identificar, valorizar e promover as fortalezas de fronteira enquanto exemplares únicos da arquitetura militar. O objetivo, em articulação com os municípios e os diferentes agentes públicos e privados, é estruturar produto turístico de qualidade em território de interior, com capacidade de atrair novos públicos, novas dinâmicas económicas, sociais e culturais.

Freguesia de Figueiró da Granja assinou contrato para Conceção de um Parque de Autocaravanismo

Como já tínhamos noticiado recentemente, foi assinado, nesta terça-feira, dia 4 de agosto, o Contrato entre o Turismo de Portugal e a Junta de Freguesia de Figueiró da Granja, para a Conceção de um Parque de Autocaravanismo na freguesia do concelho fornense.

A cerimónia teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Pedro do Sul e contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo e de outras entidades públicas, pela Freguesia de Figueiró da Granja, esteve o presidente Álvaro Santos.

 

Foto: Junta de Freguesia de Figueiró da Granja

Município de Fornos de Algodres premiado com selo “Clean and Safe”

O Turismo de Portugal certificou alguns equipamentos municipais do Município de Fornos de Algodres com o selo “Clean and Safe”, pelo cumprimento das recomendações da Direção-Geral da Saúde relativamente à prevenção da Covid-19..

Assim a Câmara Municipal, CIHAFA, Biblioteca Municipal Maria Teresa Maia Gonzalez e Centro Cultural Dr.António Menano.

Turismo de Portugal pretende transmitir às empresas informação sobre as medidas necessárias de higiene e limpeza, de acordo com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, assim como promover Portugal como destino seguro do ponto de vista de cuidados com a propagação do Vírus, reforçando a confiança a quem visita o país.

Este reconhecimento terá a validade de um ano e exigirá a implementação de um protocolo interno que irá assegurar a higienização necessária para evitar riscos de contágio e garantir os procedimentos seguros para o funcionamento das atividades turísticas.

Fornos de Algodres acolhe oficina de roadshow

Os Territórios Criativos vão desenvolver, mais uma vez, os Programas de Aceleração Tourism UP e Taste UP, em parceria com o Turismo de Portugal, e o município de Fornos de Algodres vai acolher uma das oficinas do roadshow.

O Tourism UP é um programa de aceleração no sector do turismo, que tem como objetivo apoiar startups no desenvolvimento de negócios neste sector, potenciando a inovação e a criação de redes empreendedoras, e o Taste UP é um programa de aceleração em Turismo Gastronómico e Enoturismo, que tem como objetivo promover a inovação e a experiência turística nas áreas da Gastronomia e Vinhos.

Os dois programas têm início com um roadshow por 50 territórios, nos quais é dinamizada uma oficina de capacitação e divulgação dos programas, e, posteriormente, os 36 projetos selecionados terão a oportunidade de desenvolver os seus negócios através da participação em dois boocamps, cada um constituído por dois dias intensivos de mentoria e formação, nos dias 25 e 26 de outubro e 22 e 23 de novembro. Por fim, os programas irão culminar numa apresentação pública final, onde serão selecionados os vencedores, no dia 5 de dezembro.

Os programas disponibilizam 5000€ em prémio monetário e 500€ em SEO (Search Engine Optimization) para o 1º lugar, 1000€ para o 2º lugar e 500€ para o 3º lugar.

A oficina de Fornos de Algodres irá realizar-se no dia 24 de setembro, entre as 18h e as 20h, no Salão Nobre da Câmara Municipal, na qual serão apresentados os programas de aceleração e dinamizadas sessões de formação sobre Oportunidades e Tendências no Turismo, Turismo Gastronómico e Enoturismo, e Empreendedorismo e Proposta de Valor.

Inscrições em https://forms.gle/Bw9iTpuo1SnBUM8x7

Município da Guarda inaugurou Piscina Natural do Caldeirão

Nova zona balnear na Guarda:

A Guarda tem nova zona balnear junto à albufeira do Caldeirão. O Município da Guarda inaugurou  segunda-feira, dia 15 de julho, a Piscina Natural do Caldeirão. A estrutura situa-se numa zona de características paisagísticas e ambientais únicas, muito próxima da cidade mais alta.

Correspondendo a um investimento de cerca de 293 mil euros, a intervenção inclui Piscina flutuante, Edifícios de apoio com instalações sanitárias e bar com esplanada e zona de relvado para os utilizadores. Trata-se de uma obra do Município da Guarda, comparticipada a 90% pelo Turismo de Portugal, levada a efeito no âmbito do programa, Valorizar [Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior].

Apesar de no concelho existirem praias fluviais, na proximidade da cidade não existia, até à data, qualquer local onde pudessem ser desenvolvidas atividades de lazer associadas a um plano de água, verificando-se uma procura intensa deste tipo de atividades durante o Verão.

O empreendimento surge assim integrado na paisagem rural envolvente, pois a intervenção levada a cabo não alterou as características essenciais do local. O projeto teve a autoria do arquiteto da Câmara da Guarda, Vítor Gama.

Foto:MG

Assinatura dos contratos de financiamento do Projeto de Dinamização Turística do Património Monumental na cidade de Mangualde

Decorreu ao início da tarde, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mangualde, a assinatura dos contratos de financiamento do Projeto de Dinamização Turística do Património Monumental na cidade de Mangualde – Candidatura ao Valorizar – Programa de Apoio à Valorização e Qualificação do Destino, na Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior.

Perante uma sala bem composta , estiveram presentes a Secretária de Estado do Turismo,Ana Mendes Godinho, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde, José Tomás. Por parte do Turismo de Portugal, Filipe Silva, depois Pedro Machado, Presidente do Turismo do Centro de Portugal, e Ana Abrunhosa, Presidente da  CCDRC.

Este projeto visa a reabilitação da Igreja de Misericórdia, do Largo da Misericórdia, da Rua do Colégio e ainda a criação do novo Centro Municipal de acolhimento ao visitante. Neste sentido, foi feita uma visita às áreas de intervenção deste projeto, de modo  que, Ana Mendes Godinho e os demais parceiros verificassem no terreno as áreas a intervencionar.

Este projeto representa um investimento total superior a mais de meio milhão de euros.