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Avisos e Liturgia do 31º Domingo Comum (Ano C)

Avisos e Liturgia do 31º Domingo Comum (Ano C)

t-igreja-300x225 Avisos e Liturgia do 31º Domingo Comum (Ano C)a)      Neste domingo, começamos a ler a 2ª Carta de S. Paulo aos Tessalonicenses, na Grécia. Iremos ouvir proclamar esta carta em três domingos, porque estamos a aproximarmo-nos do fim do Ano Litúrgico; este documento Paulino fala-nos da esperança na última vinda do Senhor, que existia nos cristãos daquela comunidade. Porém, uma mensagem muito clara é-nos dada pelo evangelho de Zaqueu, pelo extracto do Livro da Sabedoria e pelo Salmo Responsorial. Uma mensagem de bondade e de perdão divinos, que nos ajudará a ter um pouco mais de serenidade e de confiança.

 

b)      Há salmos no Saltério que nos mostram um Deus “clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia”. O Salmo de hoje é um deles. É uma “fotografia” de Deus que nos poderá ajudar a ter Dele uma ideia de Alguém próximo e consolador. O Livro da Sabedoria fala-nos de um Deus que se compadece de todos: “não olhais para os seus pecados”. Todavia, muitas vezes terá que corrigir e convidar à conversão. Mas, o perdão é a principal característica de Deus. No evangelho, Jesus manifesta-se como o autêntico “sacramento” e imagem desse Deus que perdoa. Tem palavras amáveis com um publicano, Zaqueu, uma das pessoas mal vistas na sociedade do seu tempo, devido à sua profissão: cobrador de impostos e colaborador dos romanos. Jesus faz-se convidado para a casa de Zaqueu e com aquela refeição faz com que este publicano se converta e repare os males que cometeu. Aos que murmuravam, Jesus, em poucas palavras, explica este gesto e todo o seu projecto salvífico: “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. Os doentes são os  que precisam de médico.

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c)       Este episódio de Zaqueu e a 1ª leitura do Livro da Sabedoria colocam-nos perante uma questão: serei capaz de perdoar? Tenho sentimentos de tolerância para com os outros, mesmo para aqueles que são tidos como “pecadores”? Serei capaz de dar “um voto de confiança” aos outros como Jesus fez com Zaqueu, com Mateus e com Pedro? Todos nós precisamos, certamente, de um coração mais compassivo: como o de Deus e de Cristo. Ou seja, temos que ser mais acolhedores, tolerantes para com os defeitos dos outros, não nos fecharmos na nossa santidade, não sermos “severos” para com as faltas dos outros, a começar pela nossa família e pela nossa comunidade. Não esqueçamos que Deus já nos perdoou muitas vezes e que continua a perdoar-nos e que também os outros também nos vão perdoando as nossas fraquezas. Quando celebramos a Eucaristia, damos conta que Jesus Cristo oferece-se a todos, sem fazer distinção de raça, idade, condição social, como Palavra e como Alimento de vida. Na celebração eucarística, comungamos o Corpo e o Sangue do Senhor. Mas, antes deste momento, há o rito do gesto da paz, que é um símbolo do nosso compromisso de crescer na fraternidade e na reconciliação. São estes sinais que nos ajudarão a ser mais acolhedores e solícitos para com o próximo.

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

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