PS Guarda expõe razões sobre Orçamento e Grandes Opções do Plano, para o ano de 2025 na Guarda
Em comunicado, o Partido Socialista (PS) da Guarda vem, por este meio, expor as razões que fundamentam a sua posição relativamente ao Orçamento e Grandes Opções do Plano, para o ano de 2025, do Município da Guarda.
Após uma reflexão interna, decidiu-se não se apresentar qualquer proposta para o próximo
orçamento, dado que os contributos que o PS apresentou para orçamento do ano anterior não
foram tidos em consideração, nem foram alvo de qualquer discussão e de execução. Assim, o PS
entendeu não compactuar com qualquer simulação de interesse de discussão plural e
democrática por parte do Movimento “Pela Guarda”, porque seria contribuir inutilmente para
o que não existe.
Sustentamos esta nossa posição com base nos seguintes argumentos:
1. Falta de confiança na atual governação: O movimento “Pela Guarda” tem dado provas
consecutivas da sua incapacidade em gerir a autarquia da Guarda. São exemplos disso
a rejeição de apoios estruturantes para o desenvolvimento cultural – como foi o caso da
rejeição do apoio da DGArtes ao TMG -; o “lapso” que obrigou os munícipes a pagar mais
IMI; a demissão da vereadora responsável pelo pelouro financeiro, Diana Monteiro, que
saiu por não confiar no projeto PG; a não realização do SIAC, em 2024, sem qualquer
justificação plausível, quer a munícipes, quer a pessoal envolvido no mesmo;
adjudicações diretas que levantam algumas dúvidas; polémicas com concursos públicos;
ineficácia de respostas nos mais diferentes setores; fuga à responsabilidade e ao
esclarecimento público; falta de transparência; incapacidade no aproveitamento de
fundos do PRR, nomeadamente na questão da habitação a custo acessíveis; tentativa de
contrair empréstimos a longo prazo sem planeamento prévio e sério; entre muitos
outros exemplos.
Uma gestão assim não pode ser merecedora da confiança do Partido Socialista nem da
confiança dos Guardenses e, por isso, a nossa responsabilidade enquanto partido
político tem que ser reforçada para proteger a Guarda e o concelho.
2. Incumprimento das medidas propostas pelo PS no orçamento anterior: O PS
apresentou, no orçamento anterior, várias propostas que considerou relevantes para o
desenvolvimento do concelho da Guarda. No entanto, nenhuma dessas medidas foi
aplicada ou desenvolvida ao longo do último ano, nem tão pouco foi alvo de qualquer
discussão, o que demonstra um desrespeito pelos compromissos assumidos e uma falta
de seriedade na gestão pública e na democracia.
3. Promessas eleitorais não cumpridas: O programa eleitoral do movimento “Pela
Guarda” não foi, na sua grande maioria, cumprido ao longo destes três anos de
governação. As propostas que se consideravam estruturantes não foram executadas e
muitas delas nunca constaram em qualquer orçamento anterior, tais como a “criação
de um centro de atração empresarial no mercado municipal”, “parque biológico da
Maúnça”, “estrada verde”, “cidade desportiva”, “praça da Liberdade”, “casa da Legião”,
“novo centro escolar”, “duplicação do Parque Industrial”, “duplicação dos Parques
Industriais da Arrifana e Vale de Estrela”, “criação de um Parque Tecnológico”, entre
outras.
Deste saco cheio de promessas, sai a realidade, no último ano de governação
autárquica, que é bastante preocupante. Pouco mais que nada foi cumprido. O Partido
Socialista reprova este tipo de gestão e lamenta que a Guarda tenha perdido
investimento e projetos estruturantes ao longo deste mandato.
4. Desequilíbrio das contas públicas: A situação financeira do Município encontra-se num
limbo, pois a incapacidade de gerar receita e o aumento exponencial das despesas, com
contratações públicas em simultâneo com contratações de prestações de serviços,
muitas vezes para o mesmo serviço, irão criar, a curto prazo, inevitáveis problemas
financeiros. Para além disto, a insistência do Presidente em contrair empréstimos a
longo prazo, que comprometeriam seriamente a capacidade de endividamento da
autarquia, revela uma irresponsabilidade financeira e social que nos preocupam e, que
mais uma vez, reforçam a nossa posição de alerta e defesa intransigente dos interesses
da população e do futuro da Guarda.
5. Ausência de rumo estratégico: Verifica-se um constante desnorte nesta gestão
autárquica e não existe nenhum plano estratégico para qualquer área de governação.
Não há, efetivamente, qualquer política pública estruturada em curso. A ausência de
uma visão estratégica, competente, eficaz e de longo prazo está a prejudicar o
desenvolvimento da Guarda e do concelho, contribuindo para a perda de
oportunidades, para a incapacidade de captar investimento e de atrair novos residentes.
Face a este cenário, o Partido Socialista reafirma a sua responsabilidade em defender os
interesses da população e o futuro do concelho da Guarda. Para tal, e ao contrário do
Movimento “Pela Guarda”, que entende que a discussão orçamental se resolve por e-mail,
pedindo contributos apenas por esta via, iremos convocar a Comissão Política para debater e
aprofundar a nossa posição.
O Orçamento e Grandes Opções do Plano é um documento que exige seriedade e rigor, por isso,
lamentamos que os responsáveis por esta gestão autárquica se escondam de uma verdadeira
discussão democrática, que seria a de convocar os partidos políticos para reuniões regulares,
contribuindo para o debate de ideias e o pluralismo que se espera de um governo de maioria
relativa.
Para concluir, o Partido Socialista espera que o movimento “Pela Guarda” adote uma gestão
séria e responsável e que o Orçamento e Grandes Opções do Plano de 2025 priorize as obras
fundamentais para um desenvolvimento efetivo do concelho da Guarda, em detrimento de
rubricas de eventos e entretenimento, que têm vindo a ser desmesuradamente financiadas.





