Universidade Politécnica da Guarda regista três patentes após ter lançado formação em propriedade industrial
A Universidade Politécnica da Guarda – UPG apresentou três pedidos de patentes desenvolvidas por investigadores seus nos âmbitos digital e da saúde.
Entre junho e julho, foram enviados para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial dois pedidos de patentes nacionais para um “sistema de fabrico digital” e um “sistema de impressão aditivo” e, também, um pedido de patente
internacional para um “dispositivo integrado para infusão de sangue”.
Os três pedidos foram formalizados poucos meses depois de a UPG ter lançado, em março, uma Formação Executiva em Inovação e Propriedade Intelectual para capacitar investigadores, quadros de empresas e associações
empresariais e técnicos de autarquias a garantirem os direitos de marcas, domínios, produtos ou design industrial. Esta formação incide sobre a gestão de processo de inovação de forma integrada, sustentável e orientada para
resultados concretos.
“Estas três patentes são um marco na afirmação da UPG como uma universidade politécnica de referência, comprometida com uma missão que une o ensino, a investigação aplicada e a proximidade às comunidades e ao tecido empresarial que servimos”, afirma Joaquim Brigas, reitor da Universidade Politécnica da Guarda. “É este o papel que uma instituição de ensino superior deve desempenhar: gerar conhecimento e garantir que esse conhecimento se transforma em valor concreto para a região e para o país.”
Dirigida a investigadores, docentes, estudantes, empresários e profissionais de diferentes setores, a pós-graduação da UPG proporciona uma abordagem prática e multidisciplinar às principais áreas da propriedade
industrial, incluindo patentes, marcas, desenhos ou modelos, estratégias de proteção nacional e internacional, transferência de tecnologia, licenciamento e valorização da inovação. A formação desenvolve competências essenciais à proteção e gestão dos ativos, reforçando a ligação entre o conhecimento produzido nas instituições de ensino superior e as necessidades das empresas e da sociedade.
UPG promove “cultura de inovação”
Os primeiros pedidos de registo de patentes foram submetidos pela Universidade Politécnica da Guarda a 8 de junho de 2026: o pedido de patente nacional para um “Sistema de Fabrico Digital”, da autoria do investigador Rui
Pires; e um pedido internacional de patente para o “Dispositivo Integrado para Infusão de Sangue ou Hemoderivados para Administração por Via Endovenosa”, desenvolvido pelos investigadores e docentes Raquel Lima e
Luís Miguel Condeço.
Posteriormente, a 17 de julho de 2026, foi submetido o pedido de patente nacional para o “Sistema de Impressão 3D Aditivo e Subtrativo Híbrido com Ângulo de Deposição Dinâmico e Alimentação por Placas Rígidas Formando
uma Base Virtualmente Infinita”, desenvolvido por Rui Pires. “Estas três patentes são o resultado direto da aposta que a UPG tem feito no apoio à investigação aplicada, dando aos nossos investigadores as condições e o
acompanhamento necessários para que o conhecimento que produzem seja protegido e possa gerar impacto real”, afirma Maximiano Ribeiro, vice-reitor da UPG para a Investigação.
Para o vice-reitor, proteger uma patente é também reconhecer o trabalho científico de quem a desenvolveu, assegurando que esse esforço não se perdenem é apropriado por terceiros. Já o diretor da formação executiva em
Inovação e Propriedade Intelectual da UPG, Rui Carreto, destaca a vertente prática do curso: “A pós-graduação foi pensada para responder a uma necessidade concreta: muitos investigadores e empresários sabem inovar, mas
não sabem como proteger e valorizar essa inovação. É isso que ensinamos, deforma aplicada, desde a identificação do que é patenteável até aos passos concretos do registo”, afirma Rui Carreto. “Os conteúdos foram desenhados em
conjunto com a Inventa para que os participantes saiam com ferramentas que podem aplicar de imediato nas suas empresas, autarquias ou centros deinvestigação.”
A pós-graduação funciona em formato híbrido, online e presencial, e em regime pós-laboral. Segundo os responsáveis da UPG, para além das autarquias e das empresas com as quais o politécnico tem projetos em comum, também as
startups instaladas na Incubadora Desnuclearizada do Politécnico da Guarda – que tem polos na Guarda, Mêda, Seia, São João da Pesqueira, Vouzela e São Pedro Sul – manifestaram necessidades de formação dos seus empreendedores,
investidores e investigadores para registarem patentes e as protegerem.
“A administração assegura o acompanhamento técnico e processual dos pedidos e a correta gestão dos ativos intangíveis”, afirma Paulo Tolda, administrador da UPG.
Foto:DR





