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Trancoso lança Trovas Literárias e ambiciona ser Capital das Trovas e Trovadores de Portugal

Trancoso lança Trovas Literárias e ambiciona ser Capital das Trovas e Trovadores de Portugal

Trancoso acolheu na manhã desta terça-feira a apresentação da primeira edição das Trovas Literárias – Festival Literário de Trancoso 2026, que vai realizar-se de 2 a 4 de outubro, um novo e pioneiro evento dedicado à celebração da palavra, da literatura,das artes, da tradição oral e  do património cultural português. Com esta iniciativa, Trancoso afirma a ambição e o desígnio de projetar o
concelho como Capital das Trovas e dos Trovadores em Portugal, reforçando o papel histórico da poesia popular e da tradição trovadoresca na construção da identidade cultural portuguesa.
Sob o mote “Os sonhos que o homem sonha!”, as Trovas Literárias nascem com uma visão clara de valorizar a palavra como eixo de criação, memória, imaginação e futuro, promovendo o contacto direto e o encontro entre autores, leitores, investigadores, artistas e comunidade. O festival pretende destacar a relevância da poesia
trovadoresca — desde a lírica medieval de D. Dinis, o Rei Trovador, até às célebres Trovas do Bandarra, de Gonçalo Anes Bandarra, sapateiro, poeta e profeta de Trancoso — e afirmar a continuidade
desta importante herança na literatura contemporânea.

A programação da primeira edição das Trovas Literárias – Festival Literário de Trancoso 2026, a divulgar em breve, ganha especial destaque pela presença de autores de projeção nacional, cuja relevância cultural e reconhecimento público elevam o evento a um novo patamar no panorama literário português. Entre os nomes
confirmados estão, entre outros, Mário Augusto, Raul Minh’alma, Domingos Amaral, Susana Amaro Velho, João Gouveia Monteiro, Isabel Ricardo, José Eduardo Franco e Mariana Jones.
A diversidade de perfis, a qualidade das obras a apresentar e a forte capacidade de atração de públicos destes convidados vão posicionar Trancoso como palco privilegiado para a celebração da literatura em
língua portuguesa.
Mário Augusto, conceituado jornalista e apresentador da RTP, com mais de três décadas dedicadas ao cinema, entrevistas internacionais e cobertura dos maiores eventos da sétima arte, apresentará o livro “Mandem Saudades”, obra que revisita o fenómeno da emigração portuguesa para o Arquipélago do Havai, período em que cerca de 30 mil portugueses partiram para trabalhar nos campos de cana-de- açúcar entre finais do século XIX e início do século XX. A sessão incluirá também a exibição do documentário que retrata esta história de deslocação, identidade e memória coletiva.
A programação integra ainda Raul Minh’alma, um dos autores mais
lidos da ficção contemporânea portuguesa, autor de literatura
portuguesa mais vendido no país nos anos de 2020, 2021 e 2024, reconhecido pela escrita emocional e pela forte ligação ao público;
Domingos Amaral, escritor e jornalista, autor de romances históricos
e contemporâneos amplamente divulgados vai apresentar o seu novo
livro “As Filhas do Terramoto”; Susana Amaro Velho, uma das
vozes mais destacadas da ficção contemporânea, Prémio NIT para
Melhor Livro do Ano 2024, vai apresentar o seu quinto romance “Sou
Uma Multidão Minúscula”; João Gouveia Monteiro, historiador e
professor catedrático, uma das maiores autoridades nacionais em
História Medieval e História Militar; Isabel Ricardo, autora com vasta
obra publicada e premiada nos Estados Unidos da América, é hoje uma
das escritoras portuguesas com maior reconhecimento internacional no
universo da literatura infantojuvenil; José Eduardo Franco,
historiador e investigador, grande conhecedor da obra do padre António
Vieira, apresenta o livro “A Inveja É o Vício de Portugal –
Caminhos para uma nova Humanidade segundo o padre António
Vieira”; e Mariana Jones, escritora de literatura infantojuvenil
apresenta o livro “A Tirar Macacos do Nariz, o cancro pediátrico
de pernas para o ar”.
A presença destes autores reforça a ambição das Trovas Literárias
em se afirmarem como um encontro literário de excelência, capaz de
unir tradição e contemporaneidade, património e criação, memória e
futuro. Trancoso assume-se, assim, como Cidade Literária,
preservando a sua história e reinventando-a através da palavra, das
artes e da literatura.

A primeira edição das Trovas Literárias – Festival Literário de
Trancoso 2026 afirma-se como um novo marco cultural e uma das
mais relevantes celebrações da literatura no interior de Portugal, ao
apresentar uma programação rica, ambiciosa e dirigida a todos os
públicos, das crianças às famílias, envolvendo escolas, crianças e
famílias, leitores e visitantes de todas as idades, reforçando a vocação
comunitária e inclusiva do evento.
Ao longo de três dias, Trancoso transforma-se num grande palco
literário, com uma programação plural que integra conversas com
escritores, apresentações de livros, sessões de autógrafos,
conferências, música, poesia, oficinas criativas, teatro, cinema,
espaços do livro, concurso literário e animação de rua, atividades
culturais distribuídas por vários espaços emblemáticos do concelho,
tais como o Mercado Semanal, a Biblioteca Municipal, o Convento de
São Francisco, o Castelo de Trancoso, o Cine-Auditório Jacinto Ramos,
o Centro Cultural Miguel Madeira (Vila Franca das Naves), a Casa do
Bandarra, o Espaço Trancoso Invest, o Agrupamento de Escolas e as
ruas e as praças do Centro Histórico.
O programa integra ainda momentos de grande impacto performativo
e comunitário, como a atividade “Vou-me à Feira de Trancoso –
Poesia e Prosa Deambulante”, um espetáculo de teatro de rua que
levará a palavra às ruas do Centro Histórico e ao Mercado Semanal,
com a presença de figuras emblemáticas como o Rei D. Dinis,
Gonçalo Anes Bandarra, Mofina Mendes (personagem central do
Auto de Mofina Mendes, uma peça de teatro escrita por Gil Vicente em 1534) e Fernando Pessoa, num encontro entre séculos que reforça a dimensão viva e popular da literatura portuguesa.
Outro ponto alto das Trovas Literárias é o Concurso Literário
“Trovadores ao Palco”, de âmbito nacional e internacional, que
desafia participantes de todas as idades (crianças, jovens, adultos e
séniores) a criarem trovas originais e a apresentá‐las em palco,
valorizando a tradição trovadoresca e promovendo novas vozes num
formato que une criação literária e performance pública. “Trovadores
ao Palco” distingue-se pela capacidade de unir património, oralidade
e expressão artística, incentivando novas vozes a explorarem uma
forma poética que marcou profundamente a identidade literária
portuguesa. Ao valorizar a apresentação em palco, o concurso reforça
a dimensão performativa das trovas, aproximando o público da
experiência medieval que unia poesia, música e celebração
comunitária. Com este concurso, as Trovas Literárias afirmam-se
como um festival que não apenas evoca a memória literária de
Trancoso, mas que projeta novas gerações de criadores das Trovas.
Está igualmente previsto um encontro dedicado aos autores locais,
valorizando a produção literária do concelho e reforçando a ligação do
festival à identidade cultural do território.
As Trovas Literárias nascem com uma missão clara de celebrar e
promover o património literário em língua portuguesa profundamente
enraizado no território. O festival presta homenagem ao
Trovadorismo, o primeiro movimento literário da língua portuguesa, que unia poesia e música nas cortes e feiras medievais. Entre essas feiras, destaca-se a histórica Feira de São Bartolomeu, em
Trancoso — a feira franca mais antiga de Portugal, com 753 anos de
história, fundada a 8 de agosto de 1273 por carta régia de D. Afonso
III.
Trancoso, Aldeia Histórica de Portugal e uma das mais importantes

vilas medievais do país, cidade desde 9 de dezembro de 2004, tornou-
se ao longo dos séculos berço e fonte de inspiração de grandes nomes

da língua e da literatura portuguesa. Entre eles, D. Dinis, Gonçalo
Anes Bandarra, Gil Vicente, Gonçalo Fernandes Trancoso,
Fernando Isaac Cardoso, Padre António Vieira e Fernando
Pessoa — autores cuja obra e legado serão evocados e celebrados no
festival, sublinhando a profunda ligação entre Trancoso e a criação
literária.
As Trovas Literárias afirmam-se, deste modo, como um encontro
literário que une tradição e contemporaneidade, património e criação,
memória e futuro. Ao lançar um festival de raiz, Trancoso reforça a
sua identidade como Cidade Literária, preservando a história, a
cultura e o património, enquanto os reinventa através da literatura, das
artes e da palavra.
As Trovas Literárias assumem-se como um projeto estratégico de
afirmação cultural, com forte potencial mediático e impacto social,
turístico e económico. O festival reforça o papel de Trancoso como
território literário emergente, capaz de mobilizar públicos, atraircriadores e gerar novas dinâmicas culturais no interior do país. Ao
recuperar a herança trovadoresca e reinventá-la para o século XXI,
Trancoso afirma-se como cidade literária de referência, demonstrando
que a literatura pode ser um poderoso motor de desenvolvimento
cultural, turístico, social e económico.
Com entrada livre e aberto a toda a comunidade, as Trovas Literárias
– Festival Literário de Trancoso 2026 convidam o país a celebrar o
nascimento de um evento fundador, inovador e diferenciador, que
honra a história e a memória de D. Dinis, do Bandarra e de todos os
que fizeram da palavra um património vivo, que celebra a cultura e
valoriza o património, que estimula a criatividade e projeta Trancoso
como palco vibrante da literatura portuguesa no século XXI e uma
referência no mapa cultural português.
Trovas Literárias – Festival Literário de Trancoso 2026 é um
evento promovido pelo Município de Trancoso e concebido e
produzido pela GoldenSkill Produções.