Mangualde apanha “Expresso do Alto Mondego”
Projeto de meio milhão de euros junta Mangualde, Fornos de Algodres, Gouveia e Nelas para transformar a viagem de comboio numa experiência turística, com roteiros culturais, bicicletas elétricas e com o selo de sustentável.
“Expresso do Alto Mondego” fez a última paragem do ciclo de apresentações, esta segunda-feira, em Mangualde, um dos quatro municípios que integra o projeto que transforma o comboio no próprio produto turístico. Tal como foi destacado na sessão de apresentação, que decorreu na Estação Ferroviária, a ideia é que o visitante não use apenas o comboio como meio de transporte para chegar a um destino, mas que adquira um “bilhete” para viajar ao longo da Linha Ferroviária da Beira Alta, pela história do Alto Mondego, com paragens para eventos culturais, gastronomia local e estadias nos alojamentos da região.
“Este projeto tem a capacidade de criar uma nova forma de descobrir o nosso território, ligando cultura, património, gastronomia, mobilidade sustentável e turismo numa oferta conjunta e diferenciadora”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Marco Almeida, que apelou ao envolvimento de todos.
“O projeto não pode começar nem acabar na intenção de quatro municípios. Tem de envolver a comunidade, os agentes económicos e os operadores e, se assim for, os resultados serão muito positivos”, afirmou.
O “Expresso do Alto Mondego”, que também envolve Fornos de Algodres, Gouveia e Nelas, aposta nos agentes locais, prevê a identificação e capacitação de alojamentos, restaurantes, empresas e técnicos de turismo de cada município, que vão passar a integrar a oferta. Serão ainda criados roteiros turísticos e um programa cultural itinerante que vai circular pelo território.
“Este projeto deve gerar a vontade de sair de uma carruagem e permanecer, aproveitando o melhor de cada município”, realçou o autarca.
Uma das marcas mais visíveis do projeto será a criação de uma rede de mobilidade verde nos quatro concelhos. Estão previstas 40 bicicletas, estruturas de carregamento e uma aplicação móvel destinada às reservas, permitindo que os visitantes explorem o território, a partir das estações, de forma sustentável. A oferta será complementada com a criação de uma plataforma online de promoção turística, assim como novos suportes informativos.
A partir do “Expresso do Alto Mondego”, os municípios pretendem aumentar em 5 por cento as dormidas e os proveitos dos alojamentos turísticos da região, reduzir as sazonalidades e garantir que 90 por cento da população residente vê o turismo como positivo para o território.
A rota terá ainda o selo de “Turismo Sustentável”, distinguindo-a num mercado cada vez mais atento a estas tendências. A promoção inclui um evento de ativação em parceria com a CP e conteúdos em português, espanhol e inglês.
O projeto representa um investimento total de 511.642,11 euros, com uma comparticipação de 70% ao abrigo da medida Linha + Interior Turismo, decorrendo a execução até maio de 2028.
O “Expresso do Alto Mondego” conta com o envolvimento de entidades regionais de referência, como a Turismo Centro de Portugal, a Associação Geopark Estrela, a ADIRAM, a Universidade da Beira Interior, os Institutos Politécnicos de Viseu e da Guarda, a CVR do Dão, a A. Certifica, o NEST e a CP.
Foto:MM/DR





