Agentes de Proteção Civil no terreno, trabalho essencial, profissionais que exigem respeito
Em comunicado, a Sinfap referiu: Há vários dias consecutivos que os agentes de proteção civil se encontram no terreno, em operações exigentes, prolongadas e de elevada complexidade, assegurando o socorro às populações e a reposição da normalidade possível. Fazem-no em contextos adversos, sob pressão permanente e com elevado desgaste físico e emocional.
Este esforço não pode ser normalizado nem banalizado. O trabalho desenvolvido pelos agentes de proteção civil é técnico, especializado e essencial à segurança coletiva. Exige preparação, responsabilidade, tomada de decisão em tempo crítico e uma disponibilidade que ultrapassa largamente qualquer lógica de horário ou conforto.
Uma parte significativa destes profissionais integra o SinFAP – Sindicato Independente das Florestas, Ambiente e Proteção Civil, estrutura que tem vindo, de forma consistente, a defender não apenas direitos laborais, mas sobretudo a dignificação da profissão, o reconhecimento técnico dos agentes e a necessidade de condições adequadas para o
cumprimento da missão de proteção e socorro.
Importa dizê-lo com clareza, não há proteção civil eficaz sem profissionais valorizados. Não
há resposta robusta sem carreiras estruturadas, enquadramento legal adequado e respeito
institucional por quem está na linha da frente. O trabalho que hoje é visível no terreno é o
reflexo de uma dedicação que existe todos os dias, muitas vezes longe dos holofotes e sem o
reconhecimento devido.
Reconhecer o papel do SinFAP é também reconhecer que a defesa da proteção civil passa
pela defesa dos seus profissionais. Valorizar estes agentes não pode ser um exercício
retórico em momentos de crise tem de ser uma prática contínua, traduzida em decisões,
políticas e ações concretas.
A todos os agentes de proteção civil e agentes florestais que continuam no terreno, muitos
deles associados do SinFAP, fica um reconhecimento público, claro e inequívoco. O vosso
trabalho é essencial, o vosso papel é insubstituível e a vossa dignidade profissional não é
negociável.


