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Artigo de Sara Morais– O auto conceito e a Hipnose Clínica

Durante este flagelo epidémico, muito daquilo que é a estrutura que vai de encontro ao nosso “eu” interior foi abalada. Os nossos mapas mentais, criados pelas nossas experiências que concedem ao espaço comportamental e emocional todo o protagonismo de atuação, foi reconfigurado, por outras capacidades e novas formas de transportar o “eu” interior para diferentes conceitos de ser e de estar promovendo a discrepância e dissonância sobre o próprio processo de identificação.

O Auto conceito é um conjunto de ideias, crenças que permitem formar uma definição sobre si mesmo. Esta construção é alicerçada pelas diversas variáveis, desde: as características físicas à personalidade; passando pelos diversos papéis desempenhados na sociedade, a religião, a filosofia, e sobretudo, o tempo que concede a este processo um carácter dinâmico de constante mudança.

A forma como responde à questão: “Quem eu sou?” ou “Quem sou eu?”, e como compreende a respetiva resposta e dimensão interior, influencia, direta e indiretamente, na resposta comportamental e emocional, servindo de alavanca para aumentar a competência social e a relação com o próprio meio que o rodeia.

A Hipnose Clínica tem assumido um papel preponderante, não só enquanto terapêutica, mas, também, enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal. Esta ferramenta permite ao sujeito conhecer a si mesmo seguindo vários encadeamentos e técnicas que o possibilitam.

O ato de conhecer a si mesmo, inicia-se logo, de imediato, no processo de indução da própria hipnose. Ao passar de o estado de consciência vígil para o afunilamento da atenção concentrada, o próprio sujeito vai abarcar o conhecimento dos processos indutivos e, por conseguinte, compreender como o seu pensamento e o corpo reagem de forma natural a todo o procedimento.

Ao experienciar a terapêutica promovida pela Hipnose Clínica, o paciente terá, também, a possibilidade de diminuir o senso critico e, desta forma, entrar em contacto com as suas emoções. Surge uma aprendizagem sobre a identificação emocional, assim como a ressignificação das várias experiências, sensações e sentimentos, que vai permitir uma gestão emocional e comportamental aumentada e competente.

A este quociente positivo junta-se aceitação sobre si mesmo fomentado pelo conhecimento das próprias capacidades e limitações diluídas, ao longo do tempo, pelos grilhões das crenças limitadoras. Este processo de libertação resulta na capacidade de compreensão sobre o ato comportamental e emocional, como também promove a concretização das diversas metas e objetivos.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” neste período pandémico, em que as várias exigências, beliscam diariamente o auto conceito individual e grupal.

A imagem e o conceito criado de si mesmo são as condições base que fazem germinar a autoestima, tema que será abordado no próximo boletim de saúde.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

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