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Autárquicas 21- Fornos de Algodres- Conversa com Manuel Fonseca(PS)

Nesta campanha, fomos ao encontro dos Candidatos à Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Por parte do PS, realizamos a entrevista com Manuel Fonseca que está abaixo, por parte da Coligação PSD/CDS, a candidata Joaquina Domingues preferiu que fosse escrita e assim fizemos, mas não tivemos as respostas até hoje das questões que lhe foram enviadas, face a isso, depois de muitos esforços para que nos fossem enviadas, tal não foi feito logo, temos de publicar o que temos, dado que o tempo urge.

De facto é com pena nossa, que não temos as duas entrevistas , mas neste caso fizemos todos os esforços para tal, mas o prazo esgotou e não podemos obrigar ninguém a responder, assim aqui fica a entrevista do candidato do PS, Manuel Fonseca.

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“Um trabalho de proximidade”

A campanha eleitoral vai a meio, face a isso, fomos conversar com os candidatos ao Município de Fornos de Algodres, neste caso, conversámos com Manuel Fonseca, atual Presidente da Câmara, que se recandidata pelo Partido Socialista.

Magazine Serrano(MS)- Que balanço faz destes 4 anos de mandato, onde 2 anos teve o obstáculo pandemia e teve de alterar todo o programa?

Manuel Fonseca(MF)-Não há dúvida, que houve dificuldades, dado que tivemos de alterar toda a estratégia, devido ao combate à covid-19. Era um vírus que pouco de nós conhecia a sua forma de atuação, mas no entanto, arranjamos uma estratégia mais virada para a pandemia.

Mas nunca descuramos, muitas das coisas que tínhamos de fazer, apesar do Covid, é um balanço altamente positivo, conseguimos lançar e terminar algumas obras, a Zona Industrial de Juncais, a obra de requalificação do Mercado Municipal, conseguimos lançar a obra da Escola do 1ºCiclo de Figueiró da Granja, que já se encontra em andamento. Conseguimos concluir o Jardim “Quintas da Vila”, ao mesmo tempo, conseguimos um conjunto de outras obras, sobretudo na área do ambiente.

Fizemos para já 2 Etar´s no concelho de Fornos de Algodres, no sentido de melhorar o ambiente deste concelho. O ambiente é uma preocupação que temos de ter, uma vez que em relação às fossas nada tinha sido feito e fomos nós que, iniciamos o caminho, para além destas Etar´s, vamos construir mais Etar´s no próximo mandato de maneira que o Município fique dotado com um leque de Etar´s que melhorem drasticamente a questão ambiental no concelho.

Etar de Vila Ruiva, promessa cumprida

Vila Ruiva era o caso mais preocupante, uma vez que a Etar que existia não estava preparada para que ali fosse construída uma unidade hoteleira, como é o Inatel e verificou-se que a partir de determinada altura, “já rebentava pelas costuras”, e criando graves problemas de saúde e ambientais na localidade. Tinha sido uma promessa nossa e foi cumprida no sentido de resolver os problemas da população e do Inatel que é um ex-libris, de Vila Ruiva e do concelho e como tal, não podiam existir problemas de foro ambiental.

Foi feita a Etar no Ramirão, no sentido do aumento gradual com a existência do Lar do Ramirão, também está a funcionar e ambas feitas sem quaisquer apoios.

Agora outras se seguirão, como em Cortiçô, na Muxagata, casos que nos preocupa, mas em termos ambientais, vamos fazer no próximo mandato, sempre tendo em conta a parte financeira, mas este é um trabalho importante para preservarmos, o bom ambiente que ainda existe no concelho de Fornos de Algodres.

 

MS- Muito se tem falado na Zona Industrial de Juncais, sobretudo pela Coligação, como está este assunto, estará para breve o arranque?

MF-A Zona Industrial de Juncais é um cavalo de batalha da oposição, mas tenho a dizer que, quando chegamos à Câmara em 2013, vimos um dossier fechado que ia sendo reaberto, no tempo de eleições, em que era prometida uma unidade industrial para esse espaço e nada se fazia. Agora fomos nós que, primeiro alteramos o Plano Diretor Municipal, porque sem essa alteração não era possível, fazer qualquer tipo de construção naquela área.

Agora tenho de realçar, o comportamento da candidata do CDS, que votou contra o PDM, aqui vemos como alguém da outra lista queria resolver esta questão.

Depois fomos nós que fizemos o Plano Pormenor, fomos nós que fizemos a candidatura, afim de ser financiado este projeto para a Zona Industrial de Juncais.

Ainda lançamos o concurso para a Zona Industrial de Juncais, agora se existe algum mérito relativamente à Zona Industrial de Juncais, é apenas do Partido Socialista, apenas deste executivo. Agora foram criados problemas sucessivos, nomeadamente em 2013, que entendeu o executivo daquela altura mandar fazer uma obra que estava completamente ilegal, logo perante uma situação destas o Município não poderia pactuar com situações de ilegalidade e como tal, houve frustração do investimento , uma vez que foi feita uma obra que violava claramente, as regras do PDM e não podia ser feito nada ali.

Se estava ilegal e se frustram investimentos como o PSD fez em 2013, naturalmente tem de haver consequências para o Município de Fornos de Algodres, sendo penalizado mais uma vez pelos erros cometidos pelo PSD.

Neste momento, a Zona Industrial de Juncais vai andar e no próximo ano, vamos arrancar com a obra que tem prazo de 1 ano e em 2023, esperamos ter já as primeiras unidades industriais possam vir a ser lá instaladas.

 

MS-Com a descentralização de poderes, outras áreas foram abraçadas, educação, saúde e outras se seguirão?

MF– Desde sempre fui um regionalista convicto, sempre defendi a regionalização, aliás a melhor forma de defendermos a interioridade, só é possível se houver regiões, se existir um poder político mais perto dos cidadãos, mais perto das autarquias. No entanto, não foi possível, dado que no referendo, o povo português entendeu que não deveriam ser criadas regiões, mas foi possível a descentralização de algumas competências, para as Câmaras, Comunidades Intermunicipais.

Agora o Município de Fornos de Algodres , abraçou essa causa e no sentido de ficar com a competência da Educação, Saúde, Ação Social, que vão criar mais emprego, mais economia do concelho e refiro-me à educação, antes a cantina era gerida por um catering de uma empresa, que nada comprava em Fornos, nós ficamos com essa competência e neste momento, todos os produtos que estão na cantina, são adquiridos a comerciantes locais, produtores locais e estou satisfeito da forma como está a ser gerido o Agrupamento de Escolas, tem havido um papel fundamental, primeiro pelo Dr. Artur Oliveira e agora com o novo órgão de gestão , no sentido de criar todas as condições para que os nossos meninos possam ser bem servidos e tenham uma educação de qualidade.

Criamos mais dois cursos de nível superior que serão ministrados na Escola C+S de Fornos de Algodres. Estamos a trabalhar na educação, de forma que a escola que tem sido de excelência continue a ter qualidade e criando novos cursos, novas competências, no sentido de ser uma escola de referência, no panorama do distrito da Guarda.

MS – A oposição acusa o Município, como culpado, que existir falta de alunos no concelho?

MF – Quem nos acusa isso, parece que só olha para o nosso concelho, com os dados que temos, o número de alunos tem diminuído drasticamente no interior do País e também nos grandes centros, Lisboa, Porto e acontece por todo lado, ainda há uns anos atrás verificamos o fecho de algumas escolas privadas dos grandes centros, por falta de alunos.

Existe diminuição de alunos, mas acontece por todos os concelhos, em todo País, face a isso que me acusam, estou à vontade, parece que agora também sou eu o culpado de haver pouco alunos na Escola C+S.

Agora, esta acusação partiu da líder do CDS e quero lhe dizer que para se estar em Fornos de Algodres e se continue a movimentar, temos de colaborar com as outras instituições que existem no concelho. Eu nunca vi, a líder do CDS fazer parte dos Bombeiros, Santa Casa da Misericórdia, AD Fornos de Algodres, nunca a vi participar em qualquer atividade deste concelho. Mas para fazermos parte deste concelho, temos de ter o espírito de solidariedade, com as outras pessoas e na verdade, nunca vi por parte dessa pessoa, qualquer espírito de solidariedade com as pessoas, nunca vi um trabalho dessa pessoa que fosse feito por parte das instituições, que vivem com pessoas.

Uma vez que quem está nestas instituições nada ganha, logo estou à vontade perante isso, a senhora acordou para o problema do ensino.

Aliás bem me lembro qual a estratégia dela há uns anos, era pôr os filhos dela em Figueiró da Granja, para que a escola não fechasse, e passado uma semana terem vindo os alunos para Fornos, se é essa a estratégia estamos muito mal com a sua forma de atuar.

 

MS – Do programa de futuro vai ser de muito trabalho, com estas obras enumeradas e outras possam surgir?

MF – Temos de terminar as obras todas enumeradas, com uma situação fundamental que é a Zona Industrial de Juncais, temos de ter um pólo de atração para novas empresas para o concelho, mas temos de continuar a trabalhar noutras áreas como: agricultura, valorizando os produtos que aqui continuam a ser produzidos. A plataforma que parece que está no programa do PSD, que eles tanto criticaram, agora foi o grande motor para o escoamento dos produtos locais, um instrumento importante para a certificação de diversos produtos, como o queijo da serra que havia apenas 2 produtores certificados e agora temos 5.

Houve também a certificação dos produtos ligados à urtiga, uma bandeira do concelho de Fornos de Algodres.

A plataforma teve um papel fundamental e irá continuar a tê-lo, uma vez que ajuda os nossos produtores, e teve tanto sucesso que neste momento, a CIMBSE quer aproveitar a nossa plataforma para escoar os seus produtos, dos 15 municípios aderentes, logo vemos, o quanto é importante para o nosso concelho e para a CIMBSE.

 

MS – Passados estes anos e a coligação refere nas suas sessões de esclarecimento que este executivo nada fez, não acha estranha esta afirmação?

MF – É muito estranho, mas não fico admirado com isso, dado que, se verificarmos o comportamento da líder da coligação, esteve 4 anos como vereadora e nunca se limitou a apresentar qualquer projeto para o município, apenas se limitou a fazer denúncias, criar casos, maldizer das pessoas de Fornos de Algodres, das IPSS, lembro-me o que a Dra. Joaquina disse na altura do Covid e da atuação da IPSS de Maceira, em plena reunião de Câmara, acerca da atuação dos técnicos e da direção daquela IPSS, sei o que ela disse, aliás pautou-se em 4 anos de dizer mal de tudo e de todos, nunca apresentou um projeto para o nosso concelho e lembro-me quando lhe pedíamos para dar contributos para o orçamento, bem vi, os contributos dados, valiam zero. Dizer que temos de criar emprego, dizer isto ou aquilo da forma como geral como tem feito, naturalmente, a Dra. Joaquina está muito equivocada da forma como se gere o Município de Fornos.

Agora a minha lista conta não só com gente do PS, mas também com gente PSD, CDS e outras cores partidárias, porque quiseram abraçar esta causa. Mas considero que o PSD foi e vai continuar a ser um partido de causas, fez muito e bem pelo interior do País.

Conheço muitos autarcas perto de nós que têm feito um trabalho excecional, mas mal do PSD, mas muito mal do PSD ter apresentado a lista que apresentou, é sinal que não quer estar presente nesta luta partidária, sinal que abdicou de trabalhar pelo concelho de Fornos de Algodres, porque quando se apresenta uma lista liderada por uma pessoa que nada fez pelo concelho, não fez uma proposta sequer para o concelho, se limitou nas reuniões de Câmara, a criar casos e a ouvir recados vindos da rua.

Vejo que o PSD, porque sei as dificuldades em arranjar candidato, abdicou de ser oposição no concelho, porque olhando para os rostos que fazem parte dos candidatos à Câmara Municipal, estamos muito mal servidos a nível de oposição no nosso concelho.

MS – Estará o PSD a preparar uma nova máquina para daqui a 4 anos?

MF – Cada um tem a sua estratégia, para mim será este o meu último mandato que cumprirei até ao fim, estarei sempre disponível para futuras batalhas políticas no concelho de Fornos de Algodres. Quanto ao PSD, é muito estranho que a dada altura, houvesse duas figuras, as pessoas perguntavam, mas quem são os candidatos, se era o Marcos ou a Dra. Joaquina.

Existe aqui qualquer coisa de ambíguo nesta candidatura, a falta de rumo, a falta daquilo que se queria fazer para o concelho.

Na democracia, a oposição também tem de ser forte, espero que após estas eleições o PSD se reorganize e faça uma oposição credível, dentro e fora da Câmara, isso também é importante, o confronto de ideias e outras visões estratégicas para o concelho.

Agora não é disto que precisamos, esta é uma oposição fraca de mais, que apenas berra, uma oposição que gosta de falar alto, mas não sabe o que diz, não sabe como funciona a Câmara de Fornos de Algodres.

 

MS – No seu programa várias bandeiras, apresenta e ao ser eleito existe trabalho a continuar, como setor do turismo, ambiente, desporto, cultura e agora pós pandemia tudo vai andar de forma diferente?

MF – Sim, agora pós pandemia, a parte turística vai arrancar de forma diferente, é importante valorizar o turismo, valorizar todo o investimento que tem sido feito em Alojamentos Locais, é um trabalho de proximidade que temos feito com esses alojamentos locais, dotá-los de energia elétrica, de infraestruturas para que mais gente venha para o concelho e verificamos o número de visitantes que o nosso concelho tem e para tal temos de ajudar as pessoas com condições para que possam continuar a investir.

Um marco muito criticado pelo PSD é o antigo CIHAFA, que hoje está todo remodelado, neste momento, foi um investimento para quem nos visitar, pode verificar logo, qual é o património histórico e cultural do concelho. Fizemos uma intervenção que é tão criticada agora, porque não se devia ter gasto ali, deveria ser noutra coisa, mas as opções eram estas, na altura foi feito um investimento pelo executivo anterior, mas estava completamente ultrapassado, apesar de naquela época ter sido muito importante, mas agora tínhamos de dar a volta e neste momento temos um investimento que nos orgulha a todos nós e valoriza o nosso património natural e cultural.

Por exemplo outro projeto que o PSD não fala, nunca falou nem quis saber, tem a ver com o Bairro do Ténis, neste momento, o Município vai comprar todas aquelas habitações inacabadas, no sentido de acabar e colocar rapidamente à disposição das pessoas carenciadas, que mais dificuldades têm em arranjar aqui casa. Já tínhamos feito o arruamento, mas neste momento quando se entra no Bairro, saltam à vista as obras inacabadas, é uma situação dramática para o concelho e para as pessoas que ali vivem.

Aquelas pessoas que ali vivem merecem mais e melhor do que foi feito, nós vamos adquiri-los, repará-los e colocar no mercado de habitação para servir as pessoas do concelho de Fornos de Algodres. Aliás identificamos no concelho algumas habitações onde as pessoas viviam em condições sub-humanas, estão identificadas, no sentido de nós também podermos beneficiar essas habitações, para as pessoas terem habitações condignas, é o que estamos já a fazer.

Para o PSD, não interessa falar o que fazemos, porque se limita a apregoar meia dúzia de coisas, onde muitas delas não têm sustentabilidade.

Em relação à taxa de IMI, o PSD critica, mas sempre nós trabalhamos para a redução das taxas, agora tiveram de ser aumentadas, com a gestão que o PSD fez no passado, mas agora conseguimos reduzir a taxa de IMI, porque a nossa gestão é rigorosa, equilibrada e enquanto cá estivermos, na Câmara , não houve aumento de um cêntimo a nível da dívida, agora diminuímos a dívida acumulada, apesar de ser um stock elevado, continuamos a reduzir a dívida e a trabalhar pelo nosso concelho.

MS – Hoje respira-se melhor a nível orçamental e financeiro?

MF – É verdade, mas foi possível, pela gestão que nós fizemos, pela negociação que se fez com a direção do FAM, não era possível com o Plano de Reequilíbrio Financeiro da altura, não era possível, a Câmara fazer face a esses encargos. Foi uma tarefa dura, mas negociamos um novo Plano de reequilíbrio financeiro com o FAM e temos cumprido escrupulosamente, os encargos que temos com o FAM, mais de 1 milhão de euros por ano, que temos de pagar só em encargos de dívida, mas é um trabalho que estamos a fazer.

Agora os nossos orçamentos são feitos nesse sentido, tendo em conta do que temos e do que podemos fazer. Enquanto cá estiver, nunca deixarei para quem vier depois de mim, obras para pagar, ou seja o que for para pagar, tudo que aqui se faz tem cabimento, compromisso, está orçamentado, é essa a gestão rigorosa que nos permite continuar a satisfazer as necessidades de toda a população do concelho.

 

MS – Em 2022, pode ser o grande arranque por toda a parte e regressarem os grandes eventos que dão muito à economia local?

MF – Sim, creio que a nível de Covid, tudo está a melhorar e em 2022, como no concelho de Fornos de Algodres, como nos outros concelhos, vai ser um ano em que as pessoas têm alguma ânsia de sair de casa, de participar nesses eventos, pode ser um ano espetacular, um ano de arranque para toda a região. Sei vários projetos que neste momento estão a ser feitos pela CIMBSE, de maneira esta comunidade tem feito um trabalho excelente com todos os municípios, a nível de eventos por vários locais.

Felizmente nós nos agregamos a outros municípios, Mangualde, Nelas e Gouveia, através do Projeto Alto Mondego, que tem sido cultural, mas no futuro devido às caraterísticas dos 4 concelhos que todos têm como o Rio Mondego, novos projetos vão ser pensados, para que estes 4 concelhos possam definir novos projetos, na área do turismo, produtos regionais, esta é mais uma janela de oportunidade para estes concelhos.

 

MS – Que podem esperar as gentes de Fornos de Algodres do seu novo executivo para os 4 anos?

MF – As eleições ganham-se no dia 26 de setembro e não antes, agora o nosso compromisso caso as pessoas confiem em nós, é sempre estar junto das populações e procurar resolver os problemas que surjam, queremos continuar a trabalhar com os mais idosos, com a pandemia todos tiveram de ficar em casa e todas as atividade que tínhamos do Fornos Vida foram interrompidas. Vamos continuar a trabalhar com os nossos jovens, fomos a 1ªescola na altura do Covid, a dotar os nossos meninos com computador e rede net, também o primeiro concelho do País a fazê-lo, com custos para o Município, mas foi feito.

Agora podem esperar um trabalho de proximidade, que privilegia as pessoas, um trabalho que quer atrair empresas, projetos de vida para o concelho, de maneira que mais gente possa trabalhar, mais pessoas possam criar o seu projeto de vida e os nossos filhos continuem a viver no nosso concelho.

 

MS – Nesta sua equipa traz caras novas, sobretudo no setor feminino, serão uma mais-valia?

MF – Em relação à Câmara, convidamos a Dra. Luísa Gomes, que esteve alguns anos na CM de Melgaço, como Chefe de Divisão, traz com ela um know importante para a gestão da Câmara e conhece muito bem, a área da Ação Social que agora ficamos também com essa competência, é a pessoa certa para esse trabalho. Já a conheço há muito tempo, é do concelho, mais concretamente de Cortiçô, esteve alguns anos fora, mas agora regressou como técnica da Segurança Social e queremos contar com ela para o trabalho que queremos desenvolver no concelho. Tem uma grande experiência do tempo que esteve na Câmara em Melgaço.

Quanto à Raquel Batista, era hábito ter outras pessoas neste cargo, mas ninguém retirou ninguém, agora devido à idade, tinha-se de dar um novo fôlego à Assembleia Municipal e foi o que aconteceu. A Raquel é uma excelente profissional no Centro de Saúde, tem feito um trabalho excecional na CPCJ, sabemos das competências dela, logo é uma boa aposta e a Assembleia Municipal fica bem servida e também com todas as outras pessoas que fazem parte da Assembleia, a Andreia que é a primeira vez, a Teresa Pinto, são pessoas novas que vem dar outro fôlego a este órgão.

As mulheres têm um papel fundamental, são que têm mais sensibilidade em alguns problemas, o facto de termos apostado neste conjunto de mulheres para a Câmara e Assembleia Municipal é importante para o concelho.

Quando elaboramos as listas foi convidar os melhores para o concelho e foi o que fizemos.

 

MS – No dia 26 de setembro é preciso as pessoas votarem?

MF – É o apelo que faço, que no dia 26 de setembro, ninguém fique em casa, todos exerçam o seu direito de voto, não há vitórias antecipadas da minha parte, logo se todos votarem, o PS vai ter mais uma grande vitória e vai-se traduzir num resultado igual ao que tivemos há 4 anos, no sentido do elenco ser constituído por quatro do PS e um do outro lado.

Mas digo isto porque vejo do outro lado , uma candidatura sem ideias, se limita a dizer mal das pessoas, se limita a criar casos, uma candidatura que durante anos nada fez pelo concelho, nem uma proposta apresentou em reunião de Câmara, apenas a dizer mal e a dar recados que lhe são transmitidos da rua. Espero que todas as pessoas venham votar, para que não seja só o Partido Socialista a ter uma grande vitória, mas neste caso seja o concelho de Fornos de Algodres.

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