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Avisos e Liturgia do Celebração XXX Domingo do Tempo Comum – ano A

Avisos e Liturgia do Celebração XXX Domingo do Tempo Comum – ano A

t-igreja-300x225 Avisos e Liturgia do Celebração XXX Domingo  do Tempo Comum – ano ANeste Domingo, encontramos um texto bíblico muito conhecido. Na infância, a maior parte das pessoas aprenderam que todos os mandamentos se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e amar os outros como a nós mesmos. Podemos até cair na tentação de pensar que basta saber este preceito e nada mais, como o doutor da Lei que “perguntou a Jesus, para O experimentar”. Não deve ser esta a nossa atitude quando escutamos o Evangelho, mas invoquemos o Espírito Santo para sabermos acolher o que Jesus nos diz, tendo, assim, os Seus sentimentos, para que vivamos como seus discípulos e colaboradores da missão que o Pai lhe confiou. Quando Jesus fala de amar ou de fazer o bem, tem em conta a maneira de ser e de agir do Pai, dizendo: “como o Pai me amou, também Eu vos amei”. Antes de recebermos o “mandamento” de amar a Deus, fomos, somos e seremos amados por Ele. Com a sua vida, desde a encarnação até à morte e ressurreição, Jesus revela em que consiste “amar o próximo como a ti mesmo”. O amor a Deus está inerente ao facto de que somos amados por Ele desde sempre. Isto enche-nos de paz, de alegria, na esperança de que este amor de Deus seja conhecido e acolhido por todos. O amor aos outros fundamenta-se no facto de que “Deus tanto amou o mundo” que lhe deu o seu Filho para que tenhamos vida, e vida em abundância. “Uma Pessoa da Santíssima Trindade inseriu-Se no universo criado, partilhando a própria sorte com ele até à cruz”, como diz o Papa Francisco (‘Laudato si’, 99), ou seja, “fez-se carne” para assumir, menos o pecado, a condição humana. Assim, aprendemos a conhecer o valor e a dignidade que cada pessoa tem para Deus, e que deveria ter para cada um de nós. O amor de Jesus aos outros não foi de palavra, mas “com obras e verdade”. Um amor que nasce de um coração que se sabe amado e que ama. O texto do Êxodo ajuda-nos a não esquecer os mais necessitados deste mundo (1ª leitura), a não cairmos na idolatria do dinheiro que causa tanto mal. O Êxodo fala-nos, aqui, com uma maneira negativa: “não maltratarás, não oprimirás, não prejudicarás”. Mas, vejamos como termina: “Se ele Me invocar, escutá-lo-ei; porque sou misericordioso”. Jesus disse-nos que fossemos compassivos ou misericordiosos como é o nosso Pai do Céu. No que se refere ao amor ao próximo, não podemos ficar somente no “não” (“não maltratarás, não prejudicarás”), mas elaborar acções concretas e positivas, individual e comunitariamente. Hoje, “amar o próximo como a ti mesmo” consiste em tratar os emigrantes e refugiados como cidadãos de pleno direito, oferecendo-lhes tudo o que desejaríamos receber se estivéssemos na mesma situação; acompanhar e procurar recursos para as famílias fustigadas por estes tempos tão difíceis; viver de uma maneria mais austera (isto é mais difícil de aceitar!), para possibilitar que os outros tenham o indispensável; tomar consciência e trabalhar para uma economia que não crie ricos mais ricos à custa de uma pobreza ainda mais severa no mundo; promover a fraternidade, para que no mundo não domine a lei do mais forte, mas que a primeira preocupação sejam os mais frágeis. O mundo não mudou repentinamente com a vinda de Jesus Cristo. Ele foi como fermento na massa, como luz nas trevas. Nós temos nas mãos a missão de continuar o seu projecto, como Paulo e os cristãos de Tessalónica: “tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor” (2ª leitura). Peçamos que o Espírito Santo, derramado sobre Jesus, Maria e os Apóstolos, inunde os nossos corações. Somos enviados para que, na nossa vida, amemos a Deus, nosso Pai, “com todo o coração, com toda a alma e com todo o espírito”, e sejamos fecundos, generosos e ousados a amar os outros e a trabalhar para um mundo, segundo o projecto de Deus.

 

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LEITURA ESPIRITUAL

«Qual é o maior mandamento da Lei?»

 

O que ordenas, Senhor, aos teus servos? «Tomai sobre vós o meu jugo» respondes. E como é o teu jugo? «O meu jugo é suave e o meu fardo é leve». Quem não desejará, pois, carregar um jugo que não oprime, mas incentiva; uma carga que não esmaga, mas consola? E Tu acrescentaste, precisamente: «E encontrareis descanso» (Mt 11,29). E que jugo é esse, que não cansa, mas dá descanso? É o primeiro e o maior dos mandamentos: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração». Ora, nada é mais fácil, mais agradável ou mais doce que amar a bondade, a beleza e o amor que Tu és inteiramente, Senhor meu Deus. Além disso, não é certo que prometeste uma recompensa aos que seguissem os teus mandamentos «mais desejáveis que o ouro e mais doces que o mel» (Sl 18,11)? Sim, prometeste uma recompensa e uma recompensa infinita, como disse o teu apóstolo São Tiago: «Receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que O amam» (Tg 1,12). E diz São Paulo, inspirado em Isaías: «O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu, foi isso Deus preparou para aqueles que O amam» (1Cor 2,9). Na realidade, há grande benefício em guardar os teus mandamentos. Não é só o primeiro e o maior dos mandamentos que beneficia quem o cumpre, e não apenas a Deus que o estabeleceu; os outros mandamentos também aperfeiçoam o homem que os observa, fortificando-o, educando-o, valorizando-o e, por último, tornando-o bom e feliz. Se fores sensato, compreenderás que foste criado para glória de Deus e para a tua salvação eterna, que é esse o teu fim, o centro da tua alma, o tesouro do teu coração. Se chegares a esse resultado, serás feliz; se não, serás infeliz. (São Roberto Belarmino, 1542-1621, jesuíta, bispo, doutor da Igreja, A ascensão da alma para Deus, 1).

 

Programação de Missas no dia de Todos os Santos e Finados (01 e 02 de Novembro de 2023)na Unidade Pastoral P. Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã, Algodres e Freixiosa.

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