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Avisos e Liturgia do XXXII do Tempo Comum – ano C

Avisos e Liturgia do XXXII do Tempo Comum – ano C

Domingo XXXII do TEMPO COMUM – ano C

 

t-igreja-300x225 Avisos e Liturgia do XXXII do Tempo Comum - ano C Novamente, neste Domingo, a Liturgia da Igreja convida-nos a falar sobre a ressurreição. Mas, desta vez, não falemos deste assunto como uma afirmação do Credo, ou fazendo uma longa e profunda reflexão teológica. “Creio…na ressurreição da carne”, ou “espero a ressurreição dos mortos”, proclamamos todos os domingos na Eucaristia. Neste Domingo, façamos uma proclamação de confiança e de esperança, mas não partindo dos textos aprendidos no catecismo. Professemos a nossa fé na ressurreição a partir da confiança das crianças que tudo esperam dos pais, a partir da esperança dos pobres que confiam que Deus nos ama, apesar das dificuldades da vida. Os irmãos Macabeus, homens de fortes convicções religiosas, numa altura em que se perseguia a fé judaica e os seus ritos e costumes, enfrentam e sofrem a morte, expressando que uma vida vivida segundo a Lei não podia terminar em nada. Uma vida em que se experimentou a felicidade do amor que se dá aos outros, seguindo a vontade de Deus de O amar e de amar o próximo, não pode ter um final sem sentido. O quarto irmão diz isto de uma forma belíssima: “Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará”.

Na segunda leitura, São Paulo fala-nos da eterna consolação e feliz esperança. Esta eterna consolação não se obterá pelo esforço humano ou ascese, mas será fruto da graça de Deus, porque Ele ama-nos sem medida. A mz-igreja-AB-300x160-300x160 Avisos e Liturgia do XXXII do Tempo Comum - ano Cãe dos irmãos Macabeus é uma imagem desta eterna consolação, com a sua presença e com as suas palavras de encorajamento. E como ela nos recorda Maria, a Mãe de Deus, e a Igreja: a mãe acompanha, anima, consola, está sempre ao lado dos seus filhos, animando-os perante as ameaças ou as promessas enganosas do rei (seria bom ler todo o capítulo: 2Mac 7). É Maria de pé junto à cruz, é Maria em Caná (“Não têm vinho”), é a Igreja que nos acompanha nas nossas dúvidas e dificuldades e as suaviza com o azeite da consolação e o vinho da esperança. Estas últimas palavras são pronunciadas no Prefácio Comum VIII que proclama Jesus Cristo como Bom Samaritano, um bom samaritano que cura e levanta os caídos à beira do caminho da vida e os carrega às costas. Uma atitude destas gera consolação e esperança em todos os que estão nas bermas das nossas ruas. Recordemos o que dizia Pedro: “Para quem iremos nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna; nós sabemos e acreditamos que Tu és o Santo de Deus”.

No nosso coração, gravemos o que Jesus diz no evangelho: “Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos”. Que lição aos saduceus! Eles acreditavam somente no Pentateuco e desprezavam os outros livros da Bíblia. Então, Jesus recorda-lhes uma passagem do livro do Êxodo, o chamamento de Moisés feito por Deus na sarça ardente, onde Deus se apresentou como o “Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob (Ex 3,6). Como se pode entender que aquele Deus que pedia a Moisés para libertar o seu povo se apresentasse como um Deus de personagens já mortos? Mas não podemos entender assim, porque, para Deus, Abraão, Isaac e Jacob vivem (estão ressuscitados) no seio de Deus.

Como Abraão, Isaac e Jacob, também Jesus, o Filho de Deus, vive no seio de Deus e preparou-nos um lugar junto Dele, “para que onde Eu estou, vós estejais também” (Jo 14, 1-6). Mas este lugar começamos a ocupá-lo já na nossa vida terrena, quando seguimos a vontade de Jesus Cristo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”. Vivemos a ressurreição quando percorremos o caminho de Jesus, ou seja, quando amamos, imitando-O e sendo Suas imagens vivas no mundo que nos rodeia. No final da nossa vida, ouviremos estas perguntas: Viveste? Amaste? Como será bom abrir o nosso coração cheio dos nomes daqueles e daquelas de quem nos aproximámos! Somos filhos de Deus e irmãos uns dos outros. É assim que Deus nos vê. A verdadeira morte não consiste em deixar de viver, mas em deixar de amar.   a casa”.

 

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LEITURA ESPIRITUAL

«Creio na ressurreição da carne»

 

Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos, depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. Tal como a dele, também a nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade: «Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito, que habita em vós» (Rm 8,11). A palavra «carne» designa o homem na sua condição de fraqueza e mortalidade. «Ressurreição da carne» significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas também os nossos «corpos mortais» retomarão a vida.

Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crermos nela que somos cristãos» (Tertuliano). «Como é que alguns de entre vós dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã também a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 12-14.20).

A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na ressurreição corporal dos mortos impõe-se como consequência intrínseca da fé num Deus criador do homem todo, alma e corpo. Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12,24) A fé na ressurreição dos mortos assenta na fé em Deus, que «não é um Deus de mortos, mas de vivos» (Mc 12,27). (Catecismo da Igreja Católica, 989-993).

 

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Programação Semanal de Missas (08 a 13/11)

União das Paróquias de Fornos de Algodres, Cortiçô, Casal Vasco, Infias, Vila Chã e Algodres.315067449_124509130438830_6839894649015003778_n-1024x1024 Avisos e Liturgia do XXXII do Tempo Comum - ano C