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Casa Abrigo da Rota do Rio Mondego requalificada foi inaugurada em Gouveia

As obras de requalificação da Casa Abrigo da Rota do Rio Mondego, um investimento no valor de 155.521.89 euros, integrado na candidatura de “Intervenção de Valorização, Animação e Divulgação da Rede e Ambiental”, foram inauguradas pelo Municipio de Gouveia.
O programa iniciou-se com a apresentação do novo percurso pedestre PR9GVA – Rota do Sumo do Mondego, que integrará a Rede Municipal de Percursos Pedestres, no âmbito do projeto liderado pela Associação Geopark Estrela, para a melhoria da visitação do património geológico do Geopark UNESCO e que engloba todos os municípios associados.
Este percurso iniciado no concelho de Gouveia, estende-se ao longo de 10km e constituiu uma descoberta do vasto património natural que se esconde por detrás e ao longo do nosso Mondego e uma oportunidade de desfrutar da paisagem inigualável e esplêndida que a nossa Serra oferece.
O Mondeguinho, o Sumo do Mondego, o Taloeiro e a Ribeira do Cabaço foram alguns dos pontos de interesse visitados pelos muitos que aceitaram o desafio de partir à descoberta deste território, participando nesta “caminhada com ciência”.
No final deste percurso, decorreu a inauguração das obras de requalificação da Casa Abrigo da Rota do Rio Mondego, um edifício e um anexo que integram um conjunto modelado de casas para guardas florestais e respetivas famílias, dispersas pela Serra da Estrela, destinadas a vigilância e guarda, cuja construção remonta às décadas de 1950/60. Esta casa de abrigo encontra-se implantada num local junto ao Rio Mondego, na União de Freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra.
Nas palavras do  Presidente da Câmara Municipal de Gouveia,  Luís Tadeu, o objetivo desta intervenção e recuperação deste edifício é “que ele sirva de apoio a outro projeto que abrange os Municípios da CIMBSE e que consiste na Rota do Rio Mondego desde a nascente até onde ela já se encontra, neste momento, assinalada, ligando um conjunto de Municípios”.
Para além disso, o autarca gouveense salientou, ainda, que é intenção da Câmara Municipal de Gouveia recuperar outros edifícios, também eles cedidos pelo ICNF, como é o caso da Casa das Sementes ou Casão, para a qual se prepara um projeto bem mais ambicioso relacionado com a confluência de um conjunto de rotas que se sobrepõem naquele local, ficando assim, o município, com um conjunto de espaços de apoio à visitação deste território que é cada vez mais procurado pelos turistas.
O Presidente da Direção da Rede de Aldeias Históricas de Portugal, Carlos Ascensão, desejou que esta parceria profícua entre entidades continue e “que este seja o ponto de partida para outros pontos, pois devemos ter uma visão não de local isolado mas de ligação de rede e de território, e esta é, sem dúvida, uma forma de enriquecimento do território, trabalhando para o bem comum.”
Flávio Massano, Presidente da Associação Geopark Estrela, cumprimentou os presentes, congratulando-se com esta salutar iniciativa e referindo que estas casas, no seu ponto de vista, “não são apenas a edificação, mas são também todas as histórias, todas as vivencias e tudo o que significaram para a criação do Parque Natural da Serra da Estrela. É bom que estas iniciativas sejam acarinhadas e apoiadas e que permitam oferecer a estas infra estruturas uma nova vida, até por que a nossa função, enquanto autarcas, passa exatamente por reconstruir e salvaguardar o património, as memórias e acreditar que as pessoas passam a palavra e que todos podemos trabalhar para que a Serra da Estrela possa ficar cuidada e para que continuemos a ter paisagens cada vez mais valorizadas.”
O  Presidente do Conselho Diretivo do ICNF,  Nuno Banza, agradeceu, primeiramente, ao Município de Gouveia por se preocupar, “pois existem muitos edifícios devolutos espalhados pelo país que não são recuperados, não por falta de dinheiro mas por falta de interesse”.
A Coordenadora Executiva da AHP – Aldeias Históricas de Portugal,  Dalila Dias, começou por referir que esta rota se encontra já indexada ao Refugio GR22, servindo esta infraestrutura de Apoio à Estrutura de Animação Permanente desta Grande Rota, que se tem revelado bastante importante, tendo já neste momento, extravasado fronteiras, com a ligação a Cáceres.
Uma rota que liga 99 localidades e que é capaz de atrair turistas e de fixar novos investidores num contexto europeu e até mundial, potenciando enormemente a economia local.
Seguidamente, o programa culminou com a assinatura do protocolo de colaboração entre o Município de Gouveia e AHP – Aldeias Históricas de Portugal, para o “Refúgio GR-22 Grande Rota das Aldeias Históricas”, para a gestão dedicada à corporização da infraestrutura de apoio “Casa ou Casão das Sementes”, ao utilizador da GR22 – Aldeias Históricas.

Fotos:DR

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