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Artigos de Opinião

Artigo de Saúde – Engasgamento

Vulgarmente chamado de engasgamento, a obstrução da via aérea, é comum acontecer no dia a dia de qualquer cidadão, sendo vulgar em crianças, e pessoas com mais idade devido a dificuldade em engolir.

A obstrução da via aérea na sua generalidade pode ter três causas, sendo que a mais vulgar e aquela que encontramos como mais frequência é a obstrução mecânica, sendo
essa aquela que me irei debruçar.

A obstrução mecânica da via aérea, o vulgar engasgamento acontece quando um corpo estranho, normalmente comida ou bebida ocupa parte da garganta, e canais por onde o ar passa de e para os pulmões impedindo a sua passagem total ou parcialmente, impedindo a vítima de respirar de forma eficaz. Saliente-se que comida ou bebida são os corpos estranhos mais comuns.

Como socorrer uma vítima de engasgamento então?

Antes de correr a ligar para o 112, os presentes podem, e devem fazer algo; a simples chamada para o 112 não impede que algo se faça enquanto o sistema de emergência é acionado, até porque entre a chamada e a chegada de uma ambulância, irá passar algum tempo, tempo esse que pode ser essencial e crucial para a nossa vítima.
Duas situações; a vítima tosse; nesta situação há passagem de ar, ainda que parcialmente, a tosse funciona como uma defesa do nosso corpo obrigando o corpo estranho a sair pela força que provoca ao expulsar o ar. Nesta situação apenas se deve encorajar a vítima a tossir.

A vítima não tosse; a passagem do ar está totalmente bloqueada; nesta situação, e enquanto uma pessoa liga para o 112, outra pessoa aplica 5 pancadas com a palma da mão nas costas da vítima (mesmo abaixo do pescoço) e depois abraçando a vítima por detrás com os braços, pressiona a chamada boca do estômago para dentro e para cima com as mãos fechadas e agarrada uma à outra 5 vezes; e repete este procedimento (pancadas nas costas, apertar a boca do estômago até que a vítima melhore ou chegue socorro.)

De salientar, que mais vale fazer estas duas técnicas simples do que não fazer; o não fazer e esperar por uma ambulância pode implicar a morte da pessoa engasgada.

(Estes procedimentos estão homologados pelo CRP e pelo ERC fazendo parte das técnicas de desobstrução da via aérea ministradas pelo INEM para leigos, população geral e TEHP’s)

Augusto Falcão

Artigo–Os Frutos Silvestres – perigos e prazeres!

Hoje falamos de frutos silvestres, daqueles que abundam nos campos em atraentes cachos de cor vermelha, negra ou púrpura. Quem não se lembra, em miúdo, de apanhar amoras, framboesas ou morangos silvestres? No entanto, temos que ter atenção, pois nem todos os frutos silvestres são comestíveis.

Alguns de aspeto mais apetecível são venenosos e até mesmo mortais. Façamos uma viagem por alguns que devemos evitar por completo, a começar pela beladona (Atropa belladonna L.). Todas as partes desta planta são perigosas, desde as bagas até às folhas. Cresce entre ruínas e em jardins abandonados e raramente é cultivada devido à sua elevada toxicidade. Os seus frutos são tóxicos, de cor verde no princípio do verão, passando a negro quando amadurecem (ver imagem). Os sintomas de envenenamento por beladona incluem taquicardia, pupilas dilatadas, alucinação, visão desfocada, garganta seca, entre outros.

O evónimo-europeu (Euonymus europaeus L.), uma árvore ou arbusto alto de copa arredondada, é outra planta perigosa, que surge nos bosques e nas sebes e tem um fruto vermelho-rosado cuja ingestão é prejudicial e pode provocar vómitos intensos no ser humano. O conhecido teixo (Taxus baccata L.), uma espécie arbustiva ou arbórea de copa piramidal ou alargada, tem apenas os frutos escarlates inofensivos sendo que todas as outras partes da planta são altamente venenosas, incluindo as sementes no interior do seu arilo carnudo, tendo um efeito paralisante no coração. Outros sintomas de envenenamento das bagas de teixo podem passar por boca seca, vómitos, vertigens, cólicas, dificuldades em respirar, arritmias, quebras de tensão e desmaio. Outros frutos a evitar são os da briónia (Bryonia dioica L.), do Azevinho (Ilex aquifolium L.) e do alfenheiro (Ligustrum vulgare L.), só para citar algumas plantas.

Referidos que estão alguns dos perigos, convido agora o leitor a deixar-se levar pela imaginação e pelo prazer de apanhar frutos silvestres comestíveis, apreciando em plenitude os seus sabores. As amoras-silvestres (da silva Rubus ulmifolius S.) são os mais conhecidos frutos das moitas. A melhor época para as colher é antes de setembro, pois a partir dessa altura tornam-se moles. As framboesas (do framboeseiro Rubus idaeus L.) pertencem à mesma família das amoras-silvestres e apesar de menos abundantes, são igualmente saborosas, se o leitor me permite a partilha de preferência! O abrunho, fruto do abrunheiro-bravo (Prunus spinosa L.) amadurece no verão e, embora seja comestível, possui um travo ácido, pelo que é mais utilizado para fazer vinho ou aromatizar gin. O conhecido mirtilo (Vaccinium myrtillus L.), o sabugueiro (Sambucus nigra L.) e o morango-silvestre (Fragaria vesca L.) são outras espécies com bagas deliciosas que podem ser apreciadas sem perigos.

Lembre-se desta última recomendação: nunca apanhe frutos silvestres para comer se não tiver a certeza de que são inofensivos e, em caso de dúvida, não lhes toque.

Texto escrito por Ivone Fachada para API

Artigo de Sara Morais– O auto conceito e a Hipnose Clínica

Durante este flagelo epidémico, muito daquilo que é a estrutura que vai de encontro ao nosso “eu” interior foi abalada. Os nossos mapas mentais, criados pelas nossas experiências que concedem ao espaço comportamental e emocional todo o protagonismo de atuação, foi reconfigurado, por outras capacidades e novas formas de transportar o “eu” interior para diferentes conceitos de ser e de estar promovendo a discrepância e dissonância sobre o próprio processo de identificação.

O Auto conceito é um conjunto de ideias, crenças que permitem formar uma definição sobre si mesmo. Esta construção é alicerçada pelas diversas variáveis, desde: as características físicas à personalidade; passando pelos diversos papéis desempenhados na sociedade, a religião, a filosofia, e sobretudo, o tempo que concede a este processo um carácter dinâmico de constante mudança.

A forma como responde à questão: “Quem eu sou?” ou “Quem sou eu?”, e como compreende a respetiva resposta e dimensão interior, influencia, direta e indiretamente, na resposta comportamental e emocional, servindo de alavanca para aumentar a competência social e a relação com o próprio meio que o rodeia.

A Hipnose Clínica tem assumido um papel preponderante, não só enquanto terapêutica, mas, também, enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal. Esta ferramenta permite ao sujeito conhecer a si mesmo seguindo vários encadeamentos e técnicas que o possibilitam.

O ato de conhecer a si mesmo, inicia-se logo, de imediato, no processo de indução da própria hipnose. Ao passar de o estado de consciência vígil para o afunilamento da atenção concentrada, o próprio sujeito vai abarcar o conhecimento dos processos indutivos e, por conseguinte, compreender como o seu pensamento e o corpo reagem de forma natural a todo o procedimento.

Ao experienciar a terapêutica promovida pela Hipnose Clínica, o paciente terá, também, a possibilidade de diminuir o senso critico e, desta forma, entrar em contacto com as suas emoções. Surge uma aprendizagem sobre a identificação emocional, assim como a ressignificação das várias experiências, sensações e sentimentos, que vai permitir uma gestão emocional e comportamental aumentada e competente.

A este quociente positivo junta-se aceitação sobre si mesmo fomentado pelo conhecimento das próprias capacidades e limitações diluídas, ao longo do tempo, pelos grilhões das crenças limitadoras. Este processo de libertação resulta na capacidade de compreensão sobre o ato comportamental e emocional, como também promove a concretização das diversas metas e objetivos.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” neste período pandémico, em que as várias exigências, beliscam diariamente o auto conceito individual e grupal.

A imagem e o conceito criado de si mesmo são as condições base que fazem germinar a autoestima, tema que será abordado no próximo boletim de saúde.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Paula Miranda–O Coaching é só para adultos?

O Coaching é só para adultos?

Não.

O coaching pode ser aplicado em várias áreas e faixas etárias.

Sou KidCoach com formação pelo ICIJ – Instituto de Coaching Infanto Juvenil, através do Método CoRE KidCoaching, Atendimento Parental e Familiar e Atendimento Escolar. Ampliando a área de atuação do Tree Coach – Coaching & PNL.

O método CoRE (Conexão; Razão e Emoção) KidCoaching, pode ser aplicado a crianças a partir dos 2 anos, pelos seus pais que são preparados para isto através de atendimento com especialista parental e familiar, e a crianças entre os 7 e os 13 anos atendidas pelo KidCoach. Este ainda prepara professores, através da especialização em atendimento escolar, ajudando os docentes a ter uma abordagem coach em sala de aula, criando harmonia e bem-estar.

Incutir liberdade na criança não quer de todo dizer, dar-lhe liberdade para ser uma criança sem limites e/ou regras, mas sim ajuda-la a construir autonomia, com uso de critérios claros definidos pelo adulto.
O que vai trazer compreensão à criança de como agir e ter atitudes apropriadas para lidar com desafios como, com um colega que morde ou bate ou até com a prática de bullying quer físico quer psicológico.

A criança que tem a possibilidade de passar pelos desafios sentindo-se aceite, compreendida, acolhida e ao ser escutada, desenvolve um sentimento natural de autoconfiança e cooperação com os seus pares.

Na prática:
Caso a criança peça ajuda, o cuidador, pai ou professor, pode ajudar ao fazer boas perguntas, sem cair na tentação de lhe dar soluções através do ponto de vista do adulto ou conselhos.

Por exemplo:
1. O que precisas que o teu amigo saiba?
2. Se soubesse como resolver isso, como seria?

3. O que depende de ti, para mudar essa situação para melhor?

O KidsCoaching e o Metodo CoRE não são para fazer da criança a melhor na escola ou no seu desporto favorito, mas sim para a desafiar a ser melhor que ela própria todos os dias alcançando sempre mais:
 Alegria
 Sentido de brincadeira
 Amor por ela e pelos outros
 Confiança
 Aprendizagem
 Superação
 Liberdade
 Felicidade

O que ganham as crianças com este método?
– Maior Autoconfiança
– Grande senso de conquista e bem-estar
– Senso de pertencimento
– Melhor relacionamento familiar e com amigos
– Aceitação
– Tolerância
– Compreensão
– Conexão
– Melhor gestão das emoções
– Melhor expressão das suas emoções
– Respeito por elas e pelos outros

Estamos disponíveis para marcação de processos:
 Atendimento Parental
 Atendimento Familiar
 Atendimento Escolar
 Atendimento de Crianças através do método CoRE KidCoaching
 Analista comportamental


Sempre por perto … treecoach9@gmail.com

Com Amor e Gratidão

Paula Miranda

Coach Profissional & Kid Coach
Especialista em Comunicação e PNL
Atendimento Parental e Escolar
Analista Comportamental
Tlm 932 688 567
treecoach9@gmail.com

Artigo de Ana Carolina Marques- Terapia da Fala nas Escolas

Todas as fases escolares apresentam desafios tanto para as crianças como para os pais. No pré-escolar, dá-se um salto no desenvolvimento da linguagem, através da interação com os pares e com os jogos simbólicos e de grupo; no 1º ciclo inicia a aprendizagem da leitura e escrita; no 2º e 3º ciclos surgem novas disciplinas e novas matérias, cada vez mais exigentes. Em todas as etapas o Terapeuta da Fala pode ajudar, embora o mais comum seja a intervenção direta e indireta em fases mais precoces, nomeadamente na creche, pré-escolar e 1º ciclo.

A nível pré-escolar são detetadas dificuldades ao nível da fala, linguagem e/ou comunicação. Conforme a área, o foco da intervenção varia e é personalizado de acordo com a criança e as suas rotinas. Aprender a brincar ajuda a criança a adquirir competências de forma mais fácil. No pré-escolar, a intervenção pode ser direta com a criança em contexto jardim-de-infância com tarefas planeadas pela TF ou indireta através da observação e aplicação de estratégias através das Educadoras e auxiliares. O TF é responsável por decidir a melhor abordagem de intervenção e o feedback dos pais e educadoras também ajuda a avaliar a eficácia da intervenção. O trabalho em equipa é fundamental para o sucesso da intervenção. A intervenção em sala de aula, em parceria com as Educadoras, normalmente é mais eficaz e lúdica. Além de ser contextualizada na rotina da criança, permite o envolvimento dos parceiros comunicativos da criança que facilita a generalização das aprendizagens. Exemplificando com situações comuns na prática profissional do TF:

– Crianças com dificuldades articulatórias beneficiam de uma intervenção que envolve as Educadoras;

– Crianças com Perturbação do Espetro do Autismo podem ter necessidade de usar símbolos para comunicar ou ter um quadro de rotinas na sala de aula, onde mais uma vez a colaboração das Educadoras é uma mais-valia;

– Crianças com dificuldades na alimentação (seletividade ou alterações na sensibilidade) podem beneficiar de dinâmicas com os pares em sala de aula.

Quando ingressam no 1º ciclo, a mudança na rotina das crianças é muito significativa, desde a introdução de mais e novas disciplinas, a carga horária e a redução do tempo dedicado ao brincar. Esta mudança implica uma alteração no contexto e um aumento das exigências na aprendizagem no entanto, a articulação entre os intervenientes deve ser mantida. Nesta etapa, as crianças podem ser retiradas da sala de aula para usufruir das sessões de terapia ou o papel do TF pode passar pela sua atuação em sala de aula, ajudando na adaptação dos conteúdos escolares e aplicação de estratégias facilitadoras da aprendizagem da leitura e escrita e mais tardiamente de outras matérias. Resumidamente, em qualquer fase da vida escolar, o TF pode fazer a diferença seja qual for o diagnóstico e dificuldades da criança.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

 

Artigo de Sara Morais – A HIPNOSE CLÍNICA NO SEU AUTO CUIDADO

A desvalorização das emoções é algo recorrente numa sociedade em que o ritmo diário é, especialmente, marcado pela exigência, o perfecionismo e a competitividade, o que circunscreve a consciência e a sensibilidade de reconhecer as limitações e as necessidades de cada um. Atualmente, e sem precedentes, a sociedade vive paredes meias com a obrigatoriedade de novos comportamentos, novas regras e, sobretudo, a precisão de se reinventar e superar. Num ambiente em que as imposições e repercussões socioecónomicas são o eixo central das preocupações dos Portugueses e da população Mundial, será que ainda haverá espaço para o auto cuidado?

O auto cuidado é a espinha dorsal da qualidade de vida e um dos pilares subtis de uma sociedade empreendedora e saudável. O ato de cuidar de si mesmo, através de uma escuta ativa das necessidades do seu corpo e da sua mente, garante uma capacidade de resposta mais célere e eficaz face às situações de risco. Certamente, já escutou por várias vezes: “ Mens sana in corpore sano”. Esta expressão, “Mente sã e corpo são” elenca a importância da saúde mental como um postulado para um corpo saudável, e por conseguinte uma vida sadia.

Esta interdependência entre a mente e o corpo é delineada pelos hábitos e comportamentos ao longo da vida do ser humano. O auto cuidado insere-se na integração entre a consciência, o cérebro, o corpo e o meio ambiente resultando no efeito de Homeostasia.

Uma das práticas mais associadas ao auto cuidado é a atividade física, para além de manter o equilíbrio e a coordenação motora, permite uma descompressão somática, o que vai influenciar positivamente na redução, natural, dos níveis elevados de stress e tensões acumuladas.

A Higiene, sobretudo a higiene do sono é, concomitantemente, um dos comportamentos mais significativos no cumprimento do auto cuidado. Dormir a quantidade de tempo recomendada – cerca de 8 horas diárias – evitar o uso de aparelhos eletrónicos antes de deitar, fortalece uma maior capacidade de concentração e reduz, drasticamente, as alterações de humor.

A alimentação equilibrada com qualidade nutricional e vitamínica, é também chave central do equilíbrio mental e físico e coaduna-se como um dos elementos fulcrais do autocuidado. Assim, como uma vida social harmoniosa, e os vários momentos de atividades de lazer e hobbies que promovem a sua concretização e desenvolvimento pessoal.

Todavia, a exaustão do confinamento, ou até mesmo o depauperamento motivado pela agudização de alguma perturbação nervosa e emocional poderá sabotar este auto cuidado e afetar a sua qualidade de vida. É neste enquadramento que surge a ajuda profissional e a Hipnose Clínica como uma ferramenta de auto cuidado.

A Hipnose Clínica é uma intervenção clínica no qual o estado de consciência é afunilado, permitindo o cérebro operar sob a frequência de ondas alfa, as mesmas que permitem o estado de relaxamento, enquanto o senso crítico é diminuído possibilitando a troca de informações entre a mente consciente e o subconsciente. Esta acessibilidade, reveste a Hipnose Clínica como uma terapêutica versátil capaz de intervir em inúmeras perturbações psicopatológicas, como o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – Perturbações de Pânico; perturbações do sono, perturbações da Infância (enurese, encoprese), entre muitas outras. No entanto, cingir a Hipnose Clínica à resolução psicopatológica é redutor. Esta terapêutica é, também, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e percursora de bem-estar através das diferentes técnicas que possibilitam, não só a reeducação de vários comportamentos e hábitos, como estimula a autoestima, assertividade, as competências cognitivas; enquanto potência o relaxamento físico e mental, permitindo o contacto com o seu “eu” interior, e em alguns casos até controlar e delimitar a dor, concedendo qualidade de vida.

O momento é de auto cuidado, como anda o seu?

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Opinião de Ana Carolina Marques- Brincar na Terapia da Fala – Vamos desmistificar o conceito do “brincar”

Quando questionamos as crianças sobre o que mais gostam de fazer, a resposta típica é: brincar. Brincar é descrito como o entrar num estado de faz de conta e por isso criar, imaginar e interagir com o outro. As crianças brincam para descobrir o mundo à sua volta e as próprias pessoas e acabam por se expressar e ampliar conhecimentos através desta ação.

É o dito “brincar” que é classificado como uma das tarefas infantis com maior responsabilidade no desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor. A criança desenvolve a atenção, memória, imitação e explora a realidade em que está inserida.

 O brincar estimula a curiosidade e promove o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da imaginação e por esta razão constitui uma ferramenta indispensável no crescimento das crianças. Através do brincar a criança desenvolve pré-requisitos para o desenvolvimento da linguagem, como o ouvir, observar, imitar, compreender símbolos e respeitar os turnos das conversas.

 Segundo especialistas, a linguagem desenvolve-se mais facilmente quando a sua aquisição é realizada de forma lúdica (ex: nomear objetos, compreender conceitos opostos, construir frases simples…).

 Brincar nas sessões de terapia é muito diferente do brincar tradicional. A grande diferença foca-se na intencionalidade e por isso quando se diz que na terapia só se brinca e por essa razão as crianças gostam das sessões não é assim tão linear. Brincar na terapia é uma ação pensada ao pormenor. O contexto de brincadeira entre o Terapeuta e a criança é bastante vantajoso porque permite desenvolver novo vocabulário, desenvolver competências sociais e comunicativas, aprender a articular fonemas (sons) com alterações ou até a contar/inventar histórias.

  Os jogos realizados nas sessões respeitam os objetivos delineados para cada criança, de acordo com as suas necessidades. Concomitantemente, o Terapeuta consegue obter da criança toda a motivação e envolvimento necessários ao desenvolvimento das competências mais fracas que, sem a componente lúdica, seria certamente mais difícil.

  Um sessão com uma criança com autismo, onde por exemplo se recorre a cócegas (por ser algo que ela gosta), pode usar essa estratégia em brincadeira e a finalidade ser trabalhar o contacto ocular. Se por exemplo estivermos perante uma criança com dificuldades na articulação, podemos fazer colagens ou puzzles com o intuito de intervir nos fonemas alvo e simultaneamente promover o aumento do tempo de atenção, o planeamento motor e até a motricidade fina. Se recorremos ao jogo simbólico (simular uma ida às compras, jogar às casinhas…), podemos estar a potenciar o desenvolvimento da linguagem numa criança que apresente um atraso no desenvolvimento a este nível.

  Quem assiste às sessões pode realmente pensar que só estamos a brincar com a criança, pois na verdade parece. Mas não está a acontecer apenas e somente isso! O recurso a jogos, brinquedos e todo o material lúdico que se possa imaginar tem como estratégia trabalhar determinadas dificuldades na criança sem que ela desmotive.

 

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Artigo de Paula Miranda- SERVIR E CONTRIBUIR

Um dos grandes propósitos do Ser Humano.

 

Todos nós estamos cá, enquanto seres humanos para servir.

Quando nos sentimos úteis e servimos o outro, isso traz-nos uma satisfação que algumas vezes nem nos apercebemos do estado que esta nos provoca.

Seja qual for a nossa profissão e ou atividade diária, estamos constantemente a servir, ou a sermos servidos de qualquer forma.

É uma das coisas que tem a potencialidade de aumentar a nossa autoconfiança e autoestima. Quando servimos em amor, e nos apercebemos que estamos a ajudar o outro, a contribuir de alguma forma para o seu bem-estar, satisfação ou apoiá-lo a alcançar um objetivo, suprir uma necessidade e ver o resultado de quem nos rodeia, o nosso interior vibra da mesma forma como se de uma vitória nossa se tratasse.

Ao nos sentirmos apaixonados pelo servir, conseguimos desbloquear crenças limitadoras mesmo que estas não sejam conscientes. O nosso inconsciente é maravilhoso, está sempre a comunicar connosco, maior parte das vezes, nós é que não estamos preparados para o ver, ouvir ou sentir. E este trabalho de poder encaminhar e trazer consciência aos meus clientes, através do coaching e da programação neurolinguística, traz-me a mim constantemente um sentimento de puro amor e conexão.

Existe várias maneiras de servir, seja através da venda de um produto ou serviço, seja apenas dar ao outro aquilo que temos de melhor, que o ajude a desenvolver as suas capacidades.

Mas e então como posso perceber como Servir?

  1. Visualizar como podemos ou queremos servir os outros.
  2. Comunicar como vamos servir.
  3. Acreditar que conseguimos efetivamente servir o outro.

 

Neste momento, esta temática veio para cima da mesa, muito pelo evento que estou a criar para apoiar o Projeto Music’Alma, que reverte a 100% para os tratamentos da Margarida.

É uma das formas que encontrei de todos podermos servir, contribuir e ao mesmo tempo estarmos a ser servidos e a contribuirmos para o nosso crescimento e desenvolvimento através do investimento em nós.

Já repararam?

Eu:

Sirvo e Contribuo com os meus conhecimentos, e através de conteúdos e ferramentas específicas para gerar nos outros algum tipo de resultado.

Recebo de todos o carinho, o amor e encho o meu depósito emocional (no próximo artigo falar-vos-ei deste tema). Sou Servida!

Vocês:

Servem-se a vocês.

O melhor investimento que podemos fazer, é no nosso desenvolvimento enquanto pessoas!

Contribuem conscientemente para a Margarida e inconscientemente estão a contribuir para vocês mesmo.

Digam lá? Não estão a servir e a Ser servidos?

 

Que tipo de sentimento esta tua atitude iria gerar em TI?

 

As inscrições decorrem até ao último minuto.

Contamos Contigo.

 

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Paula Miranda

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Artigo de Paula Miranda- ESCADAS DA VIDA

Antes de iniciares esta leitura, convido-te a fechares os teus olhos e imaginares umas escadas enormes, sem princípio nem fim. Umas escadas que desapareçam no infinito, essas escadas, tanto sobem e te levam a um patamar superior, como descem e te levam para patamares inferiores.

Caso não o consigas fazer olha para esta imagem durante alguns segundos.

A vida. A nossa vida, pode ser comparada a estas escadas.

Algumas vezes, subimos degrau a degrau dias seguidos, outros dias poderemos ter de descer outros tantos, para ver melhor o que temos, ou para descarregar algo que não precisamos mais no caminho.

Há dias, em que as escadas que estamos a trabalhar para subir, têm degraus altos, que parecem quase impossíveis de subir, pois parecem bem maiores que a nossa passada, depois há outros que são tão ténues que nem nos apercebemos que os subimos.

Aqui podemos analisar, que por muito alto que pareça o desafio, ao trabalharmos com persistência conscientemente e com clareza haveremos de conseguir subir aquele degrau e outros tantos, sem desistir e sempre a acreditar nas nossas infinitas possibilidades. Nessas alturas naturalmente celebram, pois o esforço foi tanto, que o subir foi bem notório.

Só que quando fazemos algo fácil para nós e dentro da nossa zona de conforto, subimos um degrau e nem sequer temos consciência do que se está a passar connosco, não celebramos… e isto pode acontecer também quando descemos pequenos degraus, quando nos deixamos levar pela “rotina” pelo “piloto automático”, existem muitos degraus ténues que descemos sem nos darmos conta, o que pode levar-nos ao resultado que não queremos para nós… inconscientemente.

O Grande desafio, está em ver e sentir o que se passa dentro de nós, saber subir e também aceitar que descer muitas vezes pode trazer-nos a aprendizagem, a clareza, tudo o que naquele momento necessitamos para subir com mais energia e foco em direção ao nosso objetivo.

E os patamares que estão lá? Para que poderão servir esses patamares? Aqui, encontras os teus momentos de pausa, pausa para descansar, pausa para pensar no que poderá ser melhor para ti, pausa para te questionares, aqui podes simplesmente ficar contigo, desligar os ruídos exteriores e aproveitar este local para te encontrares, te ouvires, te sentires. Aqui é onde enches todos os teus depósitos e onde podes tomar todas as tuas decisões conscientemente.

 

Na minha escada, está toda a minha vida, já subi degrau a degrau, passei patamares inimagináveis. Só que também já desci alguns degraus de uma vez só… Parei em patamares tempos infinitos.

Há uns anos a escada era barulhenta, hoje é silenciosa.

Tenho nela a consciência e clareza do trabalho contínuo em mim, é nela que encontro a responsabilidade, de persistir para subir, de parar, descansar, pensar e sentir, ou até de aceitar que está na altura de descer alguns degraus e deixar algumas coisas para traz, assim subo mais leve e consciente do que quero para mim.

 

As nossas vidas são muitas vezes colocadas à prova, situações que nos acontecem e nos fazem sentir determinadas emoções.

E de onde vêm essas emoções?

Porque provocam tanta dor? Serão feridas?

Já alguma vez ouviram falar em Feridas emocionais? E que essas feridas nos fazem colocar máscaras? E são essas máscaras que maior parte das vezes nos fazem reagir?

Todos nós trazemos connosco “bagagem”, com este trabalho mágico, apenas ganhamos consciência do que podemos transformar para sermos melhores a cada dia.

Este foi um dos temas que me ajudou e ainda ajuda nos meus patamares e na subida da minha escada da vida.

 

Quando algo acontece, se ressoa em ti é porque é para ti.

Responder?

Não. A resposta é essa mesmo… “bora” até um patamar, agora precisas de descobrir a pergunta, porque a resposta está dentro de ti.

Acolhe-te com amor e gratidão. Retira aprendizagem. Segue o caminho. Agradece. Dá prioridade a ti, em silêncio contigo.

Acredito que todas as pessoas que se cruzam na nossa vida, vêm de alguma forma para nos mostrar algo que estamos a necessitar de ver e trabalhar naquele momento, para evoluirmos. E seja o que for, vem sempre com amor.

VAIS DESENHAR A ESCADA DA TUA VIDA?

OU VAIS DEIXAR QUE OUTROS A DESENHEM?

 

Basta um empurrão pequenino para a escada ficar desenhada em ti.

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Artigo de Ana Carolina Marques- Perturbação do Espetro do Autismo

A Perturbação do Espectro do Autismo pode ser descrita como uma perturbação que afeta todas as áreas de desenvolvimento da criança, sendo caracterizada por alterações nas interações sociais e na comunicação, apresentando regularmente movimentos corporais atípicos e estereotipados e, por vezes, alguns comportamentos desafiantes. A criança apresenta dificuldades de regulação, processamento, experiência sensorial e percetiva.

As dificuldades não se focam só no desenvolvimento da linguagem e fala mas também na compreensão e no uso de comportamentos não-verbais em interações comunicativas. O atraso do desenvolvimento da linguagem é uma das queixas mais comuns do pais que os leva a procurarem uma resposta especializada.

Nestas crianças, é comum a ausência de motivação para a comunicação (verbal e não verbal) e a tendência para ver “o outro” como objeto ou meio para atingir um fim. Este défice linguístico está presente, quer nos aspetos recetivos, quer expressivos da  comunicação. Por um lado, estas crianças são pouco recetivas aos atos comunicativos, por outro, as suas próprias iniciativas comunicativas são raras e acontecem mais como função reguladora do que declarativa, o que influencia bastante as dificuldades de comunicação. Quando esta área está com défices, existem alguns sinais a que pode estar atento:

  • Ausência de contato ocular;
    • Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral;
    • Ausência de reconhecimento da voz dos familiares mais próximos;
    • Uso repetitivo das mesmas palavras, expressões ou movimentos;
    • Nas crianças com um discurso apropriado, uma grande dificuldade em iniciar e manter uma conversa com os outros;
    • Muitas dificuldades em jogos conhecidos como os “faz-de-conta”.

Sendo o terapeuta da fala o profissional responsável pela prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à  compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não-verbal, torna-se claro que este será muito importante no processo de desenvolvimento destas crianças. A sua área de atuação passa pela promoção da comunicação, linguagem e fala, de acordo com as necessidades de cada criança. Desta forma, um dos grandes objetivos é a promoção de uma comunicação funcional, o que poderá envolver o uso da comunicação aumentativa e/ou alternativa, com o uso de gestos, signos gráficos, construção de cadernos ou tabelas de comunicação, imagens fotográficas, entre outros.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu