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Coimbra

Prolongamento da Declaração da Situação de Alerta contra incêndios

Face à previsão de continuação das condições meteorológicas que se traduzem num significativo risco de incêndio rural, os Ministros da Defesa Nacional, da Administração Interna, do Ambiente e da Ação Climática e da Agricultura determinaram esta quarta-feira o prolongamento da Declaração da Situação de Alerta em 14 distritos do Continente.

Esta Declaração da Situação de Alerta abrange o período compreendido entre as 00h00 e as 23h59 do dia 19 de agosto, prolongando a Declaração da Situação de Alerta que fora determinada para o período entre as 00h00 de 17 de agosto e as 23h59 de hoje, 18 de agosto.

Os distritos abrangidos são: Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.

No âmbito da Declaração da Situação de Alerta, prevista na Lei de Bases de Proteção Civil e que decorre da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação face ao risco de incêndio previsto pelo IPMA em muitos concelhos do continente nos próximos dias, serão implementadas as seguintes medidas de caráter excecional:

1) Proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem;

2) Proibição da realização de queimadas e queimas de sobrantes de exploração;

3) Proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais;

4) Proibição de realização de trabalhos nos demais espaços rurais com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

5) Proibição total da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas nos distritos onde tenha sido declarado o Estado de Alerta Especial de Nível Laranja pela ANEPC.

A proibição não abrange:

1) Os trabalhos associados à alimentação e abeberamento de animais, ao tratamento fitossanitário ou de fertilização, regas, podas, colheita e transporte de culturas agrícolas, desde que as mesmas sejam de carácter essencial e inadiável e se desenvolvam em zonas de regadio ou desprovidas de florestas, matas ou materiais inflamáveis, e das quais não decorra perigo de ignição;

2) A extração de cortiça por métodos manuais e a extração (cresta) de mel, desde que realizada sem recurso a métodos de fumigação obtidos por material incandescente ou gerador de temperatura;

3) Os trabalhos de construção civil, desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural.

A Declaração da Situação de Alerta implica, entre outros aspetos:

A) A elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), com reforço de meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas, considerando-se para o efeito autorizada a interrupção da licença de férias e a suspensão de folgas e períodos de descanso;

B) O aumento do grau de prontidão e mobilização de equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial, pelas entidades competentes das áreas da saúde e da segurança social, através da respetiva tutela;

C) A mobilização em permanência das equipas de Sapadores Florestais;

D) A mobilização em permanência do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza que integram o dispositivo de prevenção e combate a incêndios, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P., através da respetiva tutela;

E) A realização pela GNR de ações de patrulhamento (vigilância) e fiscalização aérea através de meios das Forças Armadas, nos distritos em estado de alerta especial do SIOPS, para o DECIR, incidindo nos locais sinalizados com um risco de incêndio muito elevado e máximo;

F) A dispensa de serviço ou a justificação das faltas dos trabalhadores, do setor público ou privado, que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário, salvo aqueles que desempenhem funções em serviço público de prestação de cuidados de saúde em situações de emergência, nomeadamente técnicos de emergência pré-hospitalar e enfermeiros do Instituto Nacional de Emergência Médica, I. P., nas forças de segurança e na ANEPC.

A par da emissão de avisos à população pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil sobre o perigo de incêndio rural, as Forças Armadas – através do Ministério da Defesa Nacional – devem disponibilizar os meios aéreos para, em caso de necessidade, estarem operacionais nos locais a determinar pela ANEPC.

“Três Regiões, Dois Países, Um Destino Turístico”, aposta turística

Recentemente, o Turismo Centro de Portugal participou em duas reuniões de trabalho com entidades espanholas, ambas com o objetivo de avançar com projetos em comum a nível da promoção turística.

A primeira reunião aconteceu  em Zamora, e sentou à mesa, além do Turismo Centro de Portugal, o Turismo do Porto e Norte de Portugal e o Turismo da Junta de Castela e Leão. O encontro teve o objetivo de avançar com as ações previstas entre os três territórios, inseridas no projeto transfronteiriço “Três Regiões, Dois Países, Um Destino Turístico”.

Este foi o segundo encontro no âmbito do projeto, depois de uma sessão inaugural, no Porto. A próxima sessão acontecerá no Centro de Portugal.

A reunião contou com a participação de Pedro Machado, Presidente do Turismo Centro de Portugal, Luís Pedro Martins, Presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Estrella Torrecilla, Diretora Geral de Turismo da Junta de Castela e Leão, e Maria de Lurdes Vale, Diretora da Oficina de Turismo de Portugal em Espanha.

Os temas em cima da mesa tiveram como pano de fundo uma estratégia comum que aproxime as três regiões turísticas. Ficou determinado, por exemplo, que vão ser dados passos concretos para a promoção conjunta, nomeadamente através de mapas territoriais que congreguem os três territórios e mostrem os principais conteúdos turísticos, como os vinhos, as catedrais, os lugares Património da Humanidade, os espaços naturais protegidos, as rotas pedestres e de cicloturismo, entre outros.

Ficou igualmente decidido o registo da marca e da imagem “Três Regiões, Dois Países, Um Destino Turístico”, assim como a construção de um microsite com informação e as ações do projeto, a ser inserido nos sites das três entidades.

Propostas para um receituário da Raia fronteiriça, ações conjuntas no âmbito do turismo desportivo e a criação de um cluster enoturístico foram outros assuntos abordados na reunião.

Rotas Napoleónicas por Espanha e Portugal juntou entidades em Astorga

Noutra iniciativa transfronteiriça, o Turismo Centro de Portugal participou no quinto Comité de Direção do projeto Interreg NAPOCTEP – Rotas Napoleónicas por Espanha e Portugal. O encontro, que durou dois dias, decorreu na cidade espanhola de Astorga.

As Rotas Napoleónicas são um produto turístico que leva os visitantes a percorrer os percursos realizados pelos soldados de Napoleão durante as Invasões Francesas. O projeto NAPOCTEP junta as regiões do Centro de Portugal e de Castela e Leão e é liderado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. O objetivo é transformar o património da época das invasões francesas – assente nas Rotas Napoleónicas – num produto turístico de qualidade e sustentável, capaz de criar riqueza e emprego em zonas espanholas e do Centro de Portugal.

Na reunião foram apresentadas as diversas Rotas Napoleónicas já identificadas nas duas regiões, assim como o plano de marketing associado a este produto. Foram igualmente assinados os acordos de colaboração com agentes públicos e privados espanhóis, de forma a garantir oferta turística qualificada para os interessados em percorrer as Rotas.

Os vários parceiros deste projeto estão a desenvolver, com a Federação Europeia das Cidades Napoleónicas, um programa de animação comemorativo do centenário da morte de Napoleão Bonaparte, que decorre ao longo do ano de 2021.

Termas Centro concluem instalação da rede de geocaching na região

O consórcio Termas Centro concluiu a instalação de 50 geocaches no território das estâncias termais que compõem a rede. Um total de 50 geocaches foram “escondidas” em toda a região por uma equipa do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra, coordenada pelo Doutor Paulo Carvalho, Diretor do Mestrado em Turismo, Território e Patrimónios.

geocaching é uma atividade recreativa ao ar livre, feita em família ou individualmente, que atrai cada vez mais entusiastas. O objetivo é encontrar objetos georreferenciados (geocaches), escondidos em locais públicos, numa estimulante “caça ao tesouro”.

Para localizarem os “tesouros” escondidos nas estâncias termais da região, os participantes devem aceder ao perfil TermasCentro, no site www.geocaching.com, onde podem verificar as coordenadas das geocaches disponíveis, assim como pistas para as encontrarem. Depois, só precisam de utilizar um dispositivo com GPS, como um simples telemóvel. No final, podem registar e partilhar as suas experiências com a comunidade geocacher e nas redes sociais.

A equipa responsável pela iniciativa – com o Doutor Paulo Carvalho (Professor Associado do Departamento de Geografia e Turismo da Universidade de Coimbra; Investigador do CEGOT/Universidades de Coimbra e Porto) e o Mestre Luiz Alves (Doutorando em Turismo, Património e Território da Universidade de Coimbra;  Investigador do CEGOT/Universidades de Coimbra e Porto) – começou por fazer o levantamento da oferta de geocaching nos territórios termais, seguindo-se o trabalho de campo de reconhecimento e georreferenciação dos pontos de interesse para a localização das geocaches. O passo seguinte foi a elaboração de conteúdos para cada uma delas e a criação dos suportes digitais nas páginas da plataforma geocaching.com, nomeadamente textos, fotografias e grafismos, em português e inglês. Finalmente, as geocaches foram instaladas no território.

Com esta rede de geocaching Termas Centro, queremos atrair um novo segmento de visitantes às estâncias termais da região Centro. Normalmente, as termas estão inseridas em territórios magníficos, que merecem visitas prolongadas e que reúnem as características ideais para atividades como o geocaching ou as caminhadas. Desta forma, as termas cumprem a sua função natural de promover a saúde e bem-estar, ao mesmo tempo que dão a conhecer o património natural e cultural envolvente”, destaca Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Termas Centro.

Ciclo “Viva Termas Centro” conjuga descobertas com experiências

A criação da rede de geocaching está inserida no ciclo de animação em rede “Viva Termas Centro”, promovido pela rede Termas Centro nas suas 20 estâncias termais.

O ciclo desenvolve-se a partir de três eixos, que levam os participantes a descobrir a rede cultural que envolve as Termas, a explorar o seu território e património e a desfrutar de novas experiências. A iniciativa de geocaching está integrada no eixo “Explore – O Nosso Território e Património”, que assume dois propósitos: a sensibilização para o conhecimento dos recursos aquíferos e espaços termais que compõem a rede e dos recursos naturais e paisagísticos da sua envolvente. Pretende‐se que os turistas que procuram a região descubram as termas e que, em paralelo, os aquistas que vão às termas descubram a região.

IPO de Coimbra recebeu a Medalha da Cidade – Grau Ouro

Recentemente, o Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, E.P.E. foi agraciado com a distinção honorífica do Município de Coimbra, recebendo a Medalha da Cidade – Grau Ouro.

A atribuição desta medalha, é para a Instituição, um motivo de enorme orgulho dado que é, antes de mais, o reconhecimento do esforço feito pelos seus profissionais e da sua capacidade de adaptação e entrega.

Esta distinção é, ainda, particularmente gratificante, após um ano fortemente marcado pela pandemia, um ano de resiliência para todos, em que o IPO teve de se transformar rapidamente, procurando assegurar uma boa gestão da capacidade assistencial e simultaneamente tendo de reforçar a sua missão como Instituto de referência da doença oncológica na Região Centro, nomeadamente na resposta conferida a outros hospitais.

Perseguindo a melhoria contínua dos cuidados prestados, o IPO de Coimbra tem procurado afirmar-se como uma Instituição de referência nos cuidados de saúde ao doente oncológico, prestando cuidados de qualidade, acessíveis e em tempo oportuno, sendo a humanização uma premissa fundamental que norteia toda a sua atividade.

Nesta foto temos da esquerda para a direita: Enfermeiro Diretor, João Moreira, Diretora Clinica, Ana Pais, Presidente da CMC, Manuel Machado, Presidente do Conselho de Administração (CA) do IPO de Coimbra, Margarida Ornelas, Vereadora da CMC Regina Bento e Vogal Executivo do CA do IPO de Coimbra, Luís Filipe.

Os resultados alcançados só têm sido possíveis graças à enorme dedicação dos seus profissionais.

O IPO Coimbra tem em curso um exigente plano de investimentos, com mais de 37 milhões de euros de investimento recentemente adjudicado, dos quais se destacam a construção, ocorrida em 2020, do novo Bloco Operatório Periférico; a instalação de 2 novos aceleradores lineares; a concretização do Programa de Eficiência Energética e o início para breve da Empreitada de Requalificação do Edifício de Cirurgia/Imagiologia.

São investimentos que reforçam o IPO de Coimbra na sua capacidade de atuar no Concelho, no Distrito e na Região Centro.

A entrega desta distinção decorreu no âmbito da sessão solene do Dia da Cidade de Coimbra,  que se assinalou em honra da sua padroeira, Isabel de Aragão, a Rainha Santa. A atribuição desta medalha representa um assinalável marco nestes já longos anos de história do IPO de Coimbra.

Dupla Silva vai à prova para o seu melhor

O Rali Alitém irá para a estrada dias 3 e 4 de Julho e será composto por 6 troços cronometrados, perfazendo 58,40km ao cronómetro. City Stage-Pista TT do Arnal,  São Simão de Litém (5,36km), Albergaria dos Doze (11,55km) e Santiago de Litém (11,74km) são as especiais que integram o programa da prova da Escuderia Castelo Branco.

Após a sua primeira incursão pelos ralis algarvios, a dupla da J. Silvas Rally Team, Armando Carvalho e Ana Santos, rumam até terras de Alitém para disputarem a prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco, o Rali Alitém.

Sem pressão de resultados, a equipa marcará presença na prova com o intuito de e divertirem ao máximo e proporcionarem um bom espetáculo nos troços da zona de Albergaria dos Doze.

Esta é uma prova que muito gostamos. Apesar de, nas edições anteriores a prova não nos ter corrido de feição, vamos regressar a uma das melhores provas de terra da nossa região e onde sempre fomos bem recebidos e acarinhados”, referiu o piloto Armando Carvalho.

Para esta prova, o nosso objetivo é unicamente tirar o máximo gozo do nosso Mitsubishi. A organização conseguiu reunir os melhores pilotos e, o Rali Alitém tem tudo para ser uma excelente prova”, conclui.

 

CCDRC homenageia Empresas Gazela da região Centro

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) vai promover, no dia 1 de julho, às 17:00 horas, na Praça do Município, em Aveiro, a cerimónia de homenagem às Empresas Gazela 2020. Esta sessão conta com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

 Programa

17:00 Sessão de Abertura

Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves

Presidente da CCDRC, Isabel Damasceno

17:30 Entrega de Galardão Empresas Gazela 2020

18:15 Momento Cultural

18:30 Entrega de Galardão Empresas Gazela 2020

19:15 Sessão de Encerramento

Ministra da Coesão Territorial​, Ana Abrunhosa

ESTUDO:Aves migradoras podem ajudar as plantas

Estudo conclui que aves migradoras podem não conseguir ajudar as plantas a fugir das alterações climáticas

Um estudo publicado ontem na revista Nature, com a participação de investigadores de 13 instituições europeias, incluindo a Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade do Porto (UP), concluiu que as aves migradoras dispersam sementes principalmente na direção contrária ao que seria necessário para ajudar as plantas a escapar às alterações climáticas.

As aves migradoras podem ajudar as plantas a adaptarem-se às alterações climáticas comendo os seus frutos e dispersando as suas sementes para locais mais favoráveis. No entanto, este novo estudo mostra que a grande maioria das espécies de sementes de florestas europeias é dispersada por aves durante a sua migração em direção a latitudes mais quentes, no sul, e apenas uma minoria para latitudes mais frias, a norte – ao contrário do que as plantas precisariam para se adaptarem ao aquecimento global.

Os resultados desta investigação são fundamentais para compreender, travar e mitigar os efeitos das alterações climáticas na biodiversidade.

Em consequência do aquecimento global, as condições climáticas ideais para as espécies estão a deslocar-se para latitudes mais frias, levando a uma redistribuição da biodiversidade a nível planetário. Na Europa, este movimento acontece no sentido Sul-Norte. No entanto, enquanto os animais se podem deslocar de forma independente, as plantas dependem, em grande medida, dos animais frugívoros e em especial das aves migradoras, para dispersarem as suas sementes para locais com condições mais favoráveis.

«Sabemos que o clima está, e vai continuar a aquecer, e em resultado disso, muitas espécies na Europa estão a deslocar-se de áreas que se estão a tornar demasiado áridas e quentes – a sul – e a expandir-se para novas áreas onde as condições se estão a tornar mais favoráveis – a norte. Para os animais, incluindo para nós, este movimento é mais fácil, mas muitas plantas precisam da ajuda dos animais, que ao consumirem os seus frutos acabam depois por depositar as sementes em novos locais onde as plantas podem crescer. As aves migradoras, muitas delas deslocando-se centenas de quilómetros em poucas horas, têm um papel muito importante na prestação deste serviço de boleias gratuitas à escala global», explica Ruben Heleno, investigador do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coautor do estudo.

A investigação baseou-se no estudo das interações entre plantas e aves frugívoras em 13 florestas de 6 países europeus, incluindo uma floresta em Souselas – Coimbra, onde durante 6 anos os investigadores portugueses estudaram quais as espécies de aves que dispersam cada espécie de planta e em que fase da migração. No total, o estudo envolveu 949 interações entre 46 espécies de aves e 81 espécies de plantas com fruto.

O estudo mostra que apenas 35% das espécies de plantas são dispersadas por aves quando estas estão a migrar em direção ao norte, enquanto que 86%, a grande maioria das espécies, são dispersadas quando as aves que consomem os seus frutos estão a voar em direção a latitudes mais quentes a sul.

«As aves migradoras são o veículo perfeito para levar plantas que produzam bagas para novos sítios, e podem ajudá-las a mudar a sua distribuição face às atuais alterações climáticas. Contudo, demonstrámos que somente um terço das plantas pode contar com as aves migradoras para se expandir para norte, de forma a conseguirem manter os seus nichos ecológicos atuais», salienta Luís da Silva, investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) da Universidade do Porto, coautor do estudo.

 

Algumas aves são especialmente importantes a dispersar as plantas para norte

Na Europa, as aves migram de sul para norte na primavera, e de norte para sul no outono. Este estudo mostra que as aves que passam o inverno no sul da Europa e no norte de África são especialmente importantes para ajudar as plantas a deslocarem-se para latitudes tendencialmente mais favoráveis a norte.

Este importante serviço é providenciado por poucas espécies, entre as quais o Pisco-de-peito-ruivo, a Toutinegra-de-barrete-preto e várias espécies de tordos, todas elas ainda relativamente comuns na Europa. No entanto, algumas delas são caçadas de forma legal e ilegal em vários países da bacia do Mediterrâneo, apesar do seu importante papel ecológico.

Os autores do estudo sugerem que esta dificuldade em encontrar dispersores adequados pode condicionar a composição específica das florestas europeias no futuro, uma vez que muitas plantas podem ficar para trás. As espécies de plantas que não conseguirem acompanhar a deslocação das suas condições preferenciais de sobrevivência terão que enfrentar climas mais áridos, secos e quentes no sul.

O artigo científico está disponível em: https://www.nature.com/articles/s41586-021-03665-2

Universidade de Coimbra

Coimbra-Lancheira ecológica desenvolvida pelos estudantes da Universidade

Um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma lancheira ecológica – The Cork Food Box – produzida com cortiça e um biopolímero (bioplástico), em colaboração com a Amorim Cork Composites, empresa do grupo Amorim, líder mundial na indústria da cortiça.
O projeto começou a ganhar forma no início de 2020, após um desafio lançado por João d’ Orey, professor convidado da unidade curricular de Gestão e Empreendedorismo do Mestrado Integrado em Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). A ideia, conta o docente, era que os alunos fossem capazes de criar «um modelo de negócio sustentável centrado na economia circular. Mais concretamente, que desenvolvessem um produto inovador que permitisse reduzir a utilização de plásticos, descartáveis e não descartáveis, e outros materiais de uso único, que fosse durável e que simultaneamente tivesse um impacto positivo ao longo do seu ciclo de vida».
Os estudantes Alexandre Jorge, Ana Silva, Cindi Costa, Francisco Brandão, Margarida Oliveira, Raquel Caracitas e Rodrigo Moreira constituíram equipa e avançaram com o projeto, a que deram o nome R8- the cork food box. A opção pelo uso da cortiça «fazia todo o sentido, já que é um produto 100% natural e endógeno de Portugal, que é o maior produtor mundial de cortiça», afirmam os estudantes. Além disso, sublinham, «os compósitos de polímero de cortiça
podem ser personalizados e moldados de acordo com as necessidades do
cliente, são leves e de extraordinária resistência».
Para criar a The Cork Food Box, a equipa inspirou-se nas práticas sustentáveis utilizadas no passado «por trabalhadores agrícolas na região do Alentejo, que levavam para o campo um recipiente de cortiça para alimentos, chamado Tarro», explicam.

Esta lancheira integra um conjunto de recipientes de diferentes dimensões para transporte e consumo de alimentos, bebidas e café, sendo por isso um «conceito polivalente que torna a lancheira adequada para o uso diário, serviços de take away e eventos», referem os estudantes.
Um aspeto diferenciador do projeto, de acordo com a equipa, é o facto de no final do seu ciclo de vida «os recipientes serem entregues e reutilizados como matéria- prima na produção de flooring (pavimento flutuante), reduzindo assim o impacto ambiental do próprio negócio».
Apesar de o modelo de negócio já se encontrar estruturado e de já existirem alguns protótipos, até chegar ao mercado, o projeto ainda tem algumas fases pela frente, uma vez que, como explica João d’ Orey, «temos de garantir que o produto obedece a determinadas características técnicas, como, por exemplo, estar apto para ser lavado na máquina de lavar loiça, para ir ao micro-ondas para aquecer a comida que transporta, e obter a certificação para o uso alimentar, cujo processo já está em marcha, ou seja, estamos na fase de configuração final do produto». No entanto, o docente acredita que esta lancheira ecológica
poderá estar no circuito comercial dentro de um ano.
Nesse sentido, vai nascer uma Startup na Universidade de Coimbra de modo a estabelecer parcerias, a vários níveis. Num primeiro momento, as parcerias vão centrar-se na produção do produto e na grande distribuição. Em seguida, numa segunda fase, os autores do projeto pretendem firmar consórcios com restaurantes e organizações de grandes eventos, como, por exemplo, festivais e festas estudantis, como a queima das fitas.
Depois de ter sido um dos 12 projetos selecionados na semifinal internacional, o R8- the cork food box vai disputar, em novembro, a final da “Urban Innovation and Entrepreneurship Competition”, que terá lugar na Austrália. Esta competição, dirigida a estudantes universitários, é promovida pela Alliance of Guangzhou International Sister City Universities (GISU), da qual a UC é um dos membros fundadores.
O grupo vai também entrar na “7th China International College Students Internet+ Innovation and Entrepreneurship Competition”, que é atualmente uma das maiores competições internacionais em inovação e empreendedorismo para estudantes universitários.
O vídeo de apresentação do projeto está disponível em:

Silvas Rally arrancam a sul do País

A dupla da J. Silvas Rally Team, Armando Carvalho e Ana Santos, Campeões Centro de Ralis em 2020 vão iniciar a sua temporada a sul.

A equipa tem estado a tentar montar um projeto que lhes garanta obter bons resultados e dar a maior e melhor visibilidade aos seus patrocinadores e parceiros, mas, a pandemia da covid-19 tem condicionado as negociações.

Aos comandos do seu habitual Mitsubishi, preparado e assistido pela equipa Domingos Sport, Armando Carvalho e Ana Santos vão regressar aos pisos de terra. Um tipo de piso onde já não competem desde o Rali Rota da Lampantana, em 2019.

“Vamos rumar até ao Sul para disputar o Rali Vila do Bispo, segunda prova do Campeonato Sul de Ralis”, referiu Armando Carvalho.

“A terra é o nosso piso de eleição e já desde o Rali Rota da Lampantana em 2019 que não competia neste tipo de piso. O nosso objetivo para esta prova é apenas de chegarmos ao fim e nos divertirmos nas especiais algarvias. O nosso programa para este ano ainda não está totalmente definido, mas temos agendado mais um rali em terra e talvez um em asfalto, mas estamos a aguardar algumas respostas”, finalizou o poiarense Armando Carvalho.

O Rali Vila do Bispo, primeira prova pontuável para o Campeonato Sul de Ralis, vai ser disputado em 5 especiais cronometradas (65,02km), nos dias 5 e 6 de junho.