Poema sobre António Menano
Está a chegar o Dia Mundial da Poesia e aqui fica um poema enviado pelo nosso leitor sobre o grande fadista e médico António Menano.
António Menano
Em Fornos de Algodres nasceu a voz serena,
que o tempo levou às margens do Rio Mondego,
onde a velha Coimbra canta à noite
segredos de capa negra e de destino cego.
Na sombra da Universidade de Coimbra antiga,
ergueu-se o fado em tom profundo e humano,
eco de guitarras na rua estreita,
na voz eterna de António Menano.
Cantava saudade nas varandas da Sé,
fado de estudante, livre e altivo,
enquanto o coração de médico aprendia
a cuidar da dor de quem estava vivo.
Entre bisturis e versos de destino,
dividia o tempo com igual paixão:
curava o corpo no silêncio da ciência,
e curava a alma com o fado e a canção.
Assim ficou na memória de Coimbra,
na lenda suave que o tempo não engana:
um homem de ciência e de guitarra,
um médico que cantava… chamado Menano.
Por:JF





