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Autárquicas 21- Fornos de Algodres- Conversa com Manuel Fonseca(PS)

Nesta campanha, fomos ao encontro dos Candidatos à Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Por parte do PS, realizamos a entrevista com Manuel Fonseca que está abaixo, por parte da Coligação PSD/CDS, a candidata Joaquina Domingues preferiu que fosse escrita e assim fizemos, mas não tivemos as respostas até hoje das questões que lhe foram enviadas, face a isso, depois de muitos esforços para que nos fossem enviadas, tal não foi feito logo, temos de publicar o que temos, dado que o tempo urge.

De facto é com pena nossa, que não temos as duas entrevistas , mas neste caso fizemos todos os esforços para tal, mas o prazo esgotou e não podemos obrigar ninguém a responder, assim aqui fica a entrevista do candidato do PS, Manuel Fonseca.

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“Um trabalho de proximidade”

A campanha eleitoral vai a meio, face a isso, fomos conversar com os candidatos ao Município de Fornos de Algodres, neste caso, conversámos com Manuel Fonseca, atual Presidente da Câmara, que se recandidata pelo Partido Socialista.

Magazine Serrano(MS)- Que balanço faz destes 4 anos de mandato, onde 2 anos teve o obstáculo pandemia e teve de alterar todo o programa?

Manuel Fonseca(MF)-Não há dúvida, que houve dificuldades, dado que tivemos de alterar toda a estratégia, devido ao combate à covid-19. Era um vírus que pouco de nós conhecia a sua forma de atuação, mas no entanto, arranjamos uma estratégia mais virada para a pandemia.

Mas nunca descuramos, muitas das coisas que tínhamos de fazer, apesar do Covid, é um balanço altamente positivo, conseguimos lançar e terminar algumas obras, a Zona Industrial de Juncais, a obra de requalificação do Mercado Municipal, conseguimos lançar a obra da Escola do 1ºCiclo de Figueiró da Granja, que já se encontra em andamento. Conseguimos concluir o Jardim “Quintas da Vila”, ao mesmo tempo, conseguimos um conjunto de outras obras, sobretudo na área do ambiente.

Fizemos para já 2 Etar´s no concelho de Fornos de Algodres, no sentido de melhorar o ambiente deste concelho. O ambiente é uma preocupação que temos de ter, uma vez que em relação às fossas nada tinha sido feito e fomos nós que, iniciamos o caminho, para além destas Etar´s, vamos construir mais Etar´s no próximo mandato de maneira que o Município fique dotado com um leque de Etar´s que melhorem drasticamente a questão ambiental no concelho.

Etar de Vila Ruiva, promessa cumprida

Vila Ruiva era o caso mais preocupante, uma vez que a Etar que existia não estava preparada para que ali fosse construída uma unidade hoteleira, como é o Inatel e verificou-se que a partir de determinada altura, “já rebentava pelas costuras”, e criando graves problemas de saúde e ambientais na localidade. Tinha sido uma promessa nossa e foi cumprida no sentido de resolver os problemas da população e do Inatel que é um ex-libris, de Vila Ruiva e do concelho e como tal, não podiam existir problemas de foro ambiental. Ler Mais »

‘Homenagem às vítimas do acidente ferroviário de Alcafache de forma simbólica

Uma homenagem bastante simbólica aconteceu em Alcafache neste sábado, para assinalar os 36 anos do trágico acidente ferroviário que ocorreu no concelho de Mangualde, e de modo a perpetuar a memória das vítimas do fatídico acidente.
Este momento de homenagem, contou com a presença de Elísio Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Augusto Sá, representante da COMAFA – Comissão Organizadora Movimento Acidente Ferroviário de Alcafache, Presidente da Junta de Freguesia de Espinho, António Monteiro, Bombeiros Voluntários de Mangualde, Bombeiros Voluntários de Nelas e os Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim.
Pelo segundo ano consecutivo não foram realizadas as habituais cerimónias para não se propiciar o ajuntamento de um grande número pessoas que todos os anos rumam a Mangualde para homenagear as vítimas do maior acidente ferroviário de que há memória em Portugal.

CCDR-Norte aprova candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego

Recentemente, a candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego (UCSP Lamego), submetida pela Câmara Municipal, acabou de ser aprovada pela CCDR-Norte. A obra tem início previsto para 2022, representa um investimento de 3 milhões e 900 mil euros e vai reunir num único edifício, vários serviços e valências que atualmente se encontram dispersos pela cidade.

Dotada de uma área bruta de construção de 4305,10m2, a nova UCSP Lamego vai distribuir-se por um edifício de 4 pisos onde ficarão instaladas as unidades que anteriormente se encontravam inseridas em diferentes imóveis, desajustados à realidade e distantes uns dos outros, nomeadamente: a UCSP Lamego, USF Almedina, a Unidade de Saúde Pública e o Centro de Diagnóstico Pneumológico; a USF Douro Vitae, a URAP Douro Sul e a UCC Lamego; e a equipa de Tratamento de Lamego/CRI/DICAD.

A edificação desta Unidade de Cuidados de Saúde Primários representa um investimento no valor de 3 milhões e 900 mil euros e vem dar resposta às necessidades e anseios dos cerca de 25 mil habitantes do município – melhor acesso, humanização e qualidade nos serviços de saúde, ao mesmo tempo prevê a redução dos constrangimentos relacionados com mobilidade condicionada, idosos, grávidas e crianças.

A construção desta unidade está inserida no âmbito do Plano Operacional Regional do Norte (POR Norte), resultando de um contrato programa com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte). A conceção do projeto de edificação tem a assinatura do arquiteto Daniel Jorge do Couto.

Artigo de reportagem:”Usa a tua influência para dizer não à violência”

Usa a tua influência para dizer não à violência:

Deputados de Fornos de Algodres no Parlamento dos Jovens

Foi durante o mês de outubro de 2019 que os alunos da Escola Básica e Secundária de Fornos de Algodres receberam a boa notícia de que a nossa escola estava inscrita mais um ano na iniciativa do Parlamento de Jovens, tendo esta edição como mote “Violência Doméstica e no Namoro: como garantir o respeito e a igualdade?”.

Empenho foi uma característica que nunca faltou às nossas e aos nossos alunos, tendo estes elaborado 3 listas para concorrer à Sessão Escolar, sessão esta que é o primeiro passo para uma futura participação na Sessão Distrital.

Depois de muitas semanas de reflexão, debate, e um certo companheirismo (até porque, ao fim do dia, estamos todos a lutar pelo mesmo objetivo) foram eleitos os deputados para a Sessão Escolar, tendo a lista vencedora recolhido 56,9% dos votos. Nessa mesma sessão decidiu-se não só quem seriam os deputados a representar a nossa escola na Sessão Distrital como também qual seria o projeto de recomendação a levar para essa sessão.

O projeto de recomendação aprovado foi o seguinte:

      1.Alteração do Código de Processo Penal, de forma a que as vítimas de violência doméstica possam prestar declarações para memória futura no âmbito dos vários inquéritos.

2. Reestruturação/melhoria das unidades especializadas/mecanismos de cada NUTS III, de forma a ser possível uma resposta mais efetiva e rápida aos casos de violência doméstica.

3.Visitas regulares de psicólogos a infantários e escolas do 1º ciclo, para monitorizar o comportamento infantil e alertar para possíveis situações de violência doméstica.

Estava então tudo a postos para a próxima fase: a Sessão Distrital. No entanto, uns dias antes dessa mesma, no dia 11 de março de 2020, recebemos a triste notícia que esta mesma seria adiada devido à pandemia da COVID-19. Sabíamos no entanto que melhores dias iriam vir e que iria “ficar tudo bem”, nunca perdendo a esperança que tínhamos de participar nesta sessão distrital que era cada vez mais importante devido ao seu mote. Enquanto muitos de nós estávamos isolados em casa numa narrativa de estarmos “seguros” havia imensas vítimas confinadas com o seu agressor, tornando a sua casa tudo menos segura, relembrando nos assim, mais uma vez, do flagelo que a violência doméstica ainda representa no nosso país.

A Sessão Distrital viria então a ser realizada no dia 23 de março de 2021 através de videoconferência. Contou com a presença de deputados de 12 escolas diferentes do distrito da Guarda e ainda com a presença do sr. deputado Santinho Pacheco, eleito pelo Círculo Eleitoral da Guarda.

Num primeiro momento da sessão os deputados tiveram a oportunidade de questionar o sr. Deputado Santinho Pacheco sobre as preocupações que estes tinham sobre o tema, tendo a pergunta do círculo eleitoral de Fornos de Algodres recaído sobre quais se existia qualquer tipo de medidas legislativa dos diversos partidos representados na Assembleia da República que pretendesse encarar com seriedade a complexidade do crescimento da violência doméstica nos sucessivos períodos de confinamento.

Após esse período de perguntas, os deputados tiveram a oportunidade de defender os seus projetos de recomendação aprovados nas Sessões Escolares, seguida de uma votação para definirmos qual seria o projeto de recomendação em base para a seguinte fase de trabalhos. O projeto vencedor acabou por ser o projeto da Escola Secundária Gonçalo Anes Bandarra, tendo este sido utilizado como base para a elaboração do nosso projeto de recomendação distrital. A seguir a uma pausa para almoços tivemos a oportunidade de realizar propostas de alteração ao projeto base, através de propostas de aditamento ou de eliminação.

Após as sucessivas propostas apresentadas, realizou-se então uma votação acerca dessas mesmas, chegando assim a um consenso final acerca sobre como deveria ser formulado o projeto de recomendação do círculo eleitoral da Guarda. Este mesmo acabou por ficar com as seguintes medidas:

 

  1. Desenvolver ações de sensibilização e formação em contexto escolar, laboral, familiar e social.
  2. Assegurar que as instituições envolvidas forneçam proteção permanente e efetiva às vítimas.
  3. Criar/promover mecanismos de integração social da vítima e do agressor.
  4. Promover um programa educacional que dissemine os valores éticos do respeito e da igualdade e uma cultura de não violência nas escolas, ministrado, com caráter obrigatório, desde o pré-escolar até ao ensino secundário. Criar grupos de foco nas escolas – acompanhados por equipas multidisciplinares, constituídas por um assistente social, um educador social, um psicólogo e um animador sociocultural, por agrupamento escolar – com o objetivo de criar debates, utilizar modelos de referência de histórias de sucesso e acompanhar e sinalizar jovens em contexto de violência doméstica. O público-alvo destas sessões obrigatórias seriam alunos, professores, comunidade educativa e encarregados de educação.
  5. Alteração da legislação existente referente à violência doméstica e no namoro, para que os crimes tenham um tratamento igualitário aos crimes ocorridos fora deste âmbito, uma vez que a legislação deixa implícita uma certa desculpabilização de todos crimes em contexto de violência doméstica. Devem, ainda, ser valorizadas todas as provas fidedignas e inequívocas obtidas pelas vítimas de violência doméstica e ou no namoro, como forma de prova em contexto de julgamento.

 

Por fim, mas não menos importante, elegeu-se também os deputados que iriam representar o nosso distrito na Sessão Nacional. Apesar de não terem conseguido levar o seu projeto de recomendação avante, a Escola Básica e Secundária de Fornos de Algodres captou a atenção tendo esta sido eleita para a Sessão Nacional juntamente com a Escola Secundária Gonçalo Anes Bandarra e a Escola Básica e Secundária Tenente Coronel Adão Carrapatoso. Foi também eleito como porta-voz do Círculo Eleitoral o deputado Rodrigo Sousa, da Escola Básica e Secundária de Fornos de Algodres.

No entanto, as surpresas nesta edição do Parlamento dos Jovens não terminaram na sessão distrital.

Infelizmente no dia 23 de abril recebemos a notícia de que as sessões nacionais não iriam ocorrer de forma presencial mas sim de forma online. Havia também uma mudança no formato do desenvolvimento desta mesma: em vez do típico formato de 2 dias, esta seria realizada em apenas um dia – no dia 25 de maio de 2021. Para tal, todos os deputados tiveram que votar previamente em 10 medidas de modo a selecionarmos 30 medidas para a discussão plenária final. Apesar de esta discussão não ser realizada na tão solene Sala das Sessões, os nossos deputados sabiam que esse facto não reduzia a importância do debate, tendo estes estado muito empenhados nas suas funções. A recomendação final aprovada foi a seguinte:

 

  1. Criação, por concelho, de uma comissão de prevenção e de combate à violência doméstica e no namoro: cada comissão seria constituída por uma equipa multidisciplinar, com técnicos devidamente habilitados, médicos, psicólogos/psiquiatras, técnicos de serviço social, juristas, autoridades policiais, e ainda a possibilidade de incluir ex-vítimas e ex-agressores. Cada comissão faria o diagnóstico das situações, assistência às vítimas e acompanhamento terapêutico das vítimas e agressores.
  2. Alteração da lei vigente, artigo o, ponto 3, alínea b), do Código Penal, relativa à pena de prisão, em caso de morte por violência doméstica, equiparando-a à de um homicídio qualificado (12 a 25 anos), assim como a inclusão de um período de reabilitação do agressor, durante e após o cumprimento da pena.
  1. Abolir a pena suspensa para os casos de violência doméstica, visando a segurança das vítimas.
  2. Obrigatoriedade de ser providenciada na lei uma avaliação psicológica formal à vítima e, em especial, às crianças menores de idade e a cargo da própria, para despiste de eventuais problemas do foro psicológico. Na sequência desta denúncia, deve ser obrigatório o tratamento judicial prioritário, ou seja, o agressor deverá ser, de imediato, afastado da vítima e presente ao juiz, em um prazo máximo de 48 horas, para aplicação de medida de coação. A vítima deverá ser imediatamente avaliada física e
  3. Criação de uma rede de apoio psicológico mais eficaz, através do reforço do acesso à saúde mental no SNS, fortalecido por parcerias público-privadas, de forma a restaurar a estabilidade mental e emocional das vítimas.
  4. Garantia da reintegração das vítimas colaterais menores e dos agressores na sociedade, através de: a) apoio escolar, transporte, entre outros, através de parcerias público-privadas (vítimas colaterais menores); b) reajuste do PAVD, de forma a assegurar a obrigatoriedade da frequência por todos os agressores com pena igual ou superior a 18 meses (de ambos os sexos). A componente de acompanhamento terapêutico/psicológico após o cumprimento da pena deverá ser igualmente obrigatória (agressores).
  5. Promover uma reforma de âmbito judicial que dê prioridade à desburocratização dos processos judiciais relativos aos casos de violência doméstica e no namoro, dada a urgência da sua resolução e agilização mais eficaz, no sentido de haver uma maior articulação e um maior controlo entre os organismos do Estado, organizações governamentais e não governamentais, equipas multidisciplinares e sociedade civil.
  6. Alteração da Lei n.o 112/2009, artigo 38.o, ponto 1, com vista a promover a obrigatoriedade de realização de consultas de psiquiatria ou psicologia durante um determinado período de tempo para os agressores condenados.
  7. Reformar o currículo escolar: a) 1.o Ciclo – Incluir o tema da equidade de género de um modo interdisciplinar. b) 2.o Ciclo – Clarificar a questão da equidade de género e introduzir o conceito de violência no namoro. c) 3.o Ciclo – Alertar e informar os alunos acerca das consequências que a falta de conhecimento sobre como reconhecer um problema pode ter para a vítima. d) Secundário – Promover uma abordagem mais direta da temática, sensibilizando os alunos através de casos reais.
  8. Integração do tema de Violência Doméstica e no Namoro nos projetos de domínio de autonomia curricular, no âmbito da Flexibilidade Curricular, e na disciplina de Educação para a Cidadania, de modo a instruir os alunos, prevenindo situações futuras e desencorajando atitudes agressivas.
  9. Promoção de instrumentos legais e sociais de integração das vítimas (proteção, habitação e emprego) e dos agressores (reabilitação, acompanhamento psicológico e inserção na vida ativa).
  10. Reforçar o apoio psicológico ao agressor nas instituições médico-judiciais, com comparência obrigatória deste, durante o período posterior ao cumprimento da pena estipulada pelo tribunal; em termos escolares, definir medidas disciplinares que visem o acompanhamento psicológico do jovem agressor, tendo em vista a sua integração no meio escolar.
  1. Avaliação de primeira análise obrigatória aos menores que passam por situações de violência doméstica.
  2. Aposta na melhoria da formação de agentes especializados em processos de resolução de casos de violência doméstica e no namoro, bem como a criação de gabinetes multidisciplinares em todas as capitais de distrito (à escolha da vítima), que disponham de advogados e assistentes sociais que agilizem os processos de comunicação entre as entidades.
  3. Implementação, nas escolas, de pequenos workshops sobre estratégias de coping (mecanismos comportamentais e emocionais) para os jovens lidarem com a violência; campanhas de sensibilização/palestras; promoção de aulas de autodefesa, no âmbito da disciplina de Educação Física, ou, na impossibilidade, na disciplina de Cidadania, e criação de linhas de apoio em todas as escolas para onde qualquer elemento da comunidade escolar possa ligar em caso de necessidade.
  4. Desenvolvimento, ao nível municipal, de protocolos com IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) e/ou criação de outras associações de apoio ao idoso, constituídas por um centro de dia que disponibilizaria, também, auxílio domiciliário, de baixo custo ou, se possível, gratuito, que juntasse profissionais e cidadãos, alguns em regime de voluntariado, como forma de combate ao abandono de pessoas da a idade, tantas vezes vítimas de negligência doméstica.
  5. Criar programas de reintegração da vítima e do agressor, que assegurem o acompanhamento de ambos por equipas de apoio psicológico.

 

Apesar de todas as adversidades, esta foi sem dúvida uma edição pertinente do Parlamento dos Jovens. Esperamos assim termos usado todos de forma positiva a nossa influência contra a violência, de modo a desmantelar o perigo que é a violência doméstica e no namoro. Gostaria de dedicar ainda as últimas palavras desta reportagem às 6 vítimas de homicídio por violência doméstica, todas essas no 1º trimestre de 2021.

Que a luta continue, de modo a que um dia paremos de ter que observar esses números.

Henrique Quelhas

3000 novos casos de cancro de cabeça e pescoço em Portugal todos os anos

A Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) alerta para a importância do diagnóstico precoce do Cancro de Cabeça e Pescoço para aumentar as taxas cura do tratamento desta doença, cujo dia mundial se assinala a 27 de julho. De acordo com Ana Joaquim, (médica oncologista e vice-presidente da AICSO), em Portugal todos os anos são diagnosticados cerca de três mil novos casos de cancro de cabeça e pescoço.

A especialista, que é também presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço explica que o principal fator de risco é o consumo crónico de tabaco e/ou bebidas alcoólicas. No caso específico do cancro da orofaringe existe outro fator de risco que tem vindo a aumentar – a infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV), sexualmente transmissível pelo contacto pele com pele e/ou mucosa. “Outros fatores de risco são a higiene oral deficitária e próteses dentárias mal-adaptadas (no cancro da cavidade oral) e a exposição a determinados agentes como o pó da madeira ou da cortiça (no cancro das fossas nasais e seios perinasais)”, sublinha Ana Joaquim.

O cancro de cabeça e pescoço envolve os tumores das vias aerodigestivas da cabeça e do pescoço – as vias por onde circulam o ar e os alimentos, ou seja, a boca, o nariz, a faringe (que se divide em naso, oro e hipofaringe) e a laringe.

Na grande maioria dos doentes, os sintomas começam e desenvolvem-se sem que lhes seja dada a devida atenção. “Os sintomas do cancro de cabeça e pescoço são relativos às localizações especificadas antes – lesões da mucosa da cavidade oral (aftas, lesões brancas ou vermelhas), dor de garganta, dificuldade ou dor em engolir, rouquidão, massas ou nódulos no pescoço. Apesar destas queixas serem comuns a muitas doenças benignas, deve ser dada especial atenção quando duram três semanas ou mais. Nessa altura, a recomendação é procurar o médico”, aconselha.

SOBREVIVENTES ENFRENTAM SEQUELAS 

Na opinião da médica, é fundamental recorrer precocemente aos cuidados de saúde nestas situações. “Quanto mais cedo se iniciar o tratamento da doença, maior a probabilidade de cura e de menos sequelas dos tratamentos”, afirma. “Quando diagnosticado em fase inicial, o cancro de cabeça e pescoço é tratado com uma única modalidade de tratamento, como cirurgia ou radioterapia, com uma probabilidade de cura de cerca de 90%”, acrescenta. Alerta que, “quando diagnosticado em fase avançada, os tratamentos são multimodais (ou seja, a combinação de cirurgia e/ou radioterapia e/ou quimioterapia) e a probabilidade de cura desce para cerca de 50-60%, à custa de sequelas mais ou menos mutilantes dos tratamentos”. Infelizmente, hoje em dia cerca de dois terços dos novos casos ainda são diagnosticados em fase avançada.

A fase dos tratamentos pode ser violenta sob os pontos de vista físicos e psicológicos. Segundo a vice-presidente da AICSO, por exemplo são muitas as situações em que é necessário realizar extrações dentárias múltiplas para que a radioterapia seja realizada em segurança.

Para os sobreviventes são muitos os desafios após a conclusão dos tratamentos. “Falamos da adaptação a uma nova realidade, que implica viver com sequelas dos tratamentos. Por exemplo, os doentes que realizam tratamento radical à base de radioterapia, ficam com a boca e garganta seca, muitas vezes com o paladar alterado, e, a nível do pescoço, com a pele espessa e, por vezes, inchada. Noutros casos, os doentes passam a viver traqueostomizados, necessitando de reaprender a comunicar. Noutros ainda, ficam dependentes de sondas para alimentação”, salienta Ana Joaquim.

“Esta adaptação é possível, mas exige de todos – profissionais e instituições de saúde, sociedade, doentes e cuidadores – um esforço para oferecer os melhores cuidados de suporte a estes doentes, tentando minimizar as complicações e devolvê-los à sociedade, no final dos tratamentos, com qualidade de vida e aptos para retomar as suas atividades”, defende. Considera, por isso, que são fundamentais várias valências de suporte desde o início da jornada terapêutica – Nutrição, Psicologia, Reabilitação, Assistência social, cuidados aos estomas, etc.

 

Celorico da Beira-Protocolo de Cooperação entre Bombeiros e Município

Recentemente aconteceu a assinatura do  Protocolo de Cooperação entre o Município de Celorico da Beira e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Celorico da Beira.
Carlos Ascensão, Presidente da Câmara Municipal e Frederico Sena, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Celorico da Beira, renovaram nos Paços do Concelho, a assinatura do Protocolo de Cooperação através do qual a Associação Humanitária de Bombeiros irá receber da Autarquia um apoio financeiro anual, distribuído entre subsídios mensais de 1500€ e o pagamento da carteira de seguros de todas as viaturas da Corporação.
Ainda, o Presidente da Câmara deu conhecimento à direção da Corporação, no cumprimento das suas competências, ao abrigo da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, que enviou, esta semana, ao cuidado do senhor Secretário-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), bem como da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), uma declaração, na qual a Autarquia assume a iniciativa de cooperar com as Autoridades para criar uma nova Equipa de Intervenção Permanente de Bombeiros (EIP)

Liga dos Amigos da Matança inaugurou obras de alargamento das instalações

  A Liga dos Amigos da Matança que já possuía uma estrutura residencial para idosos, voltou a colocar mãos à obra e como tinha terreno suficiente para ampliação das suas instalações, acabou por fazê-lo.

Face a isso, inaugurou agora a ampliação das instalações com a presença da Ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, da Secretária de Estado da Ação Social , Rita Mendes , do Presidente da Câmara Municipal, Manuel Fonseca e seus vereadores e claro do anfitrião, Arlindo Pinto , Presidente desta instituição.

Perante uma cerimónia breve, cumprindo as normas de segurança da DGS.
Assim esta estrutura residencial está apta para receber mais alguns idosos que venham a ser aqui inscritos, uma maior comodidade e conforto esta casa passa a ter.
Fotos:LM

GNR e Segurança Social assinam protocolo

A Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Instituto da Segurança Social (ISS I.P.) assinaram um Protocolo de Cooperação para aumentar informação dos cidadãos relativa ao Estatuto do Cuidador Informal. O protocolo foi assinado no Comando-Geral da GNR, no Largo do Carmo, pelo Comandante Operacional da GNR, Tenente-general José Manuel Lopes dos Santos Correia, em representação da Guarda, e pelo Presidente do Concelho Diretivo do Instituto da Segurança Social, Dr. Rui Fiolhais.

O ISS, I.P., tem por missão o acompanhamento, fiscalização e avaliação do cumprimento das medidas das respetivas áreas de intervenção, devendo providenciar os instrumentos e os meios adequados à sua concretização, onde se inclui o Estatuto do Cuidador Informal (ECI), que regula os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada, estabelecendo as respetivas medidas de apoio.

A GNR, através da sua Repartição de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, desenvolve programas específicos de proximidade à comunidade, amplamente reconhecidos e aceites pelos cidadãos, cumprindo a sua visão estratégica de ser reconhecida como “uma força de segurança humana, próxima e de confiança”.

Nesse sentido, e reconhecendo que a GNR possui capacidade nacional para beneficiar com informação os cidadãos mais isolados e vulneráveis, a GNR e o ISS pretendem com este Protocolo organizar ações conjuntas de formação destinadas a divulgar informação relativa às regras de apoio e de acesso dos cidadãos, seus diretos e benefícios previstos para o Estatuto do Cuidador Informal.

As ações e iniciativas que as entidades podem desenvolver conjuntamente no âmbito do Protocolo assinado, terão maior incidência no âmbito da Operação Censos Sénior, que decorrerá durante o próximo mês de outubro, na qual serão divulgadas as informações relativas aos cuidadores dos Idosos, em ações de proximidade e/ou nas redes sociais, bem através de várias ações de sensibilização em grupo de pessoas idosas mais vulneráveis.

União das Misericórdias Portuguesas distinguida por Parlamento Europeu

 A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) foi distinguida com o Prémio “Cidadão Europeu” atribuído pelo Parlamento Europeu a pessoas e instituições que se destaquem pelos feitos excecionais.

Uma distinção na área da proteção dos Direitos Humanos consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, o Prémio “Cidadão Europeu” atribuído à UMP reconhece o trabalho desenvolvido pelas Misericórdias em todo o país e o apoio prestado à comunidade nas áreas de apoio social e cuidados de saúde, para assegurar respostas adequadas e abrangentes a toda a população, especialmente a mais vulnerável.

Em todo o país, as Misericórdias Portuguesas têm também desenvolvido inúmeras iniciativas de inovação social e contribuído para a valorização da cultura local e coesão territorial.

Para Manuel de Lemos, Presidente da UMP, “a distinção do Parlamento Europeu com o Prémio “Cidadão Europeu” reconhece o trabalho desenvolvido nas 387 Misericórdias que atualmente temos ativas e que apoiam diariamente cerca de 165 mil utentes através do trabalho incansável de mais de 45 mil colaboradores, que têm sido verdadeiros heróis, especialmente no contexto da pandemia em que vivemos há mais de um ano”.

A candidatura da UMP ao Prémio “Cidadão Europeu” resulta de uma proposta apresentada pelo eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes.

Mêda-Caminhada“Dou Mais Tempo à Vida- Juntos Venceremos o Cancro”

A cidade de Mêda vai acolher a iniciativa solidária “Dou Mais Tempo à Vida- Juntos Venceremos o Cancro” (DMTV) , já no próximo dia 25 de julho (domingo). A iniciativa visa a promoção de estilos de vida saudáveis, sobretudo da prática de exercício físico.

 A ação solidária “Dou Mais Tempo à Vida- Juntos Venceremos o Cancro” (DMTV), promovida pelo Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC.NRC), está a decorrer em toda a Região Centro do país, até setembro, e vem substituir as habituais caminhadas solidárias na comunidade, pela prática de exercício físico de forma individual ou em pequenos grupos.

A atividade visa a promoção de estilos de vida saudáveis, sobretudo da prática de exercício físico. Nesse sentido, pode ser realizada em horário e percursos livres, de forma individual ou em pequenos grupos.

As inscrições, com o valor de 5 euros, poderão ser feitas junto dos Voluntários Comunitários de Mêda. O valor angariado no âmbito desta iniciativa irá reverter a favor da LPCC.NRC, para o apoio ao doente oncológico e sua família.

Os participantes podem produzir e partilhar pequenos vídeos ou fotografias, exibindo a t-shirt “Dou Mais Tempo à Vida” e a atividade física realizada.  Os registos deverão ser enviados para o email voluntariado.nrc@ligacontracancro.pt, para posterior partilha online.

O projeto visa, ainda, a promoção da educação para a saúde, assim como a divulgação das iniciativas e dos serviços da LPCC de apoio ao doente oncológico e à família.

A participação nesta iniciativa implica o cumprimento de todas as orientações das Autoridades de Saúde, nomeadamente as relativas à desinfeção das mãos, utilização de máscara e de distanciamento físico