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Côa Summer Fest chega à décima edição

O Côa Summer Fest é um festival com grande nomeada e em 2020 vai entrar na 10ªedição, face a isso, fomos conversar com  Rui Pedro Pimenta, organização do Côa Summer Fest.

Que balanço faz destes 10 anos de festival Côa Summer Fest?

De uma forma geral, é um balanço muito positivo. Sabíamos que criar um festival no Interior do país e sem uma grande marca por trás, que o pudesse catapultar só por si, seria um grande desafio, mas quisemos ir em frente, abraçar o projeto e fazê-lo crescer, passo a passo, ano após anos e, sem dúvida, conseguimos. É com grande orgulho que chegamos, no próximo ano, à décima edição. É reflexo da força dos jovens da região, sobretudo os jovens que fazem parte da Associação Juvenil Gustavo Filipe, que organiza o festival. Não desistimos mesmo quando as portas se fechavam, não desistimos quanto tivemos menos adesão do que esperávamos, simplesmente nunca desistimos porque sempre quisemos fazer mais e melhor e será sempre assim.

Todos os anos desdobramo-nos para conseguir conciliar os nossos trabalhos com a organização do Côa Summer Fest e oferecer aos festivaleiros o melhor festival possível. Tem sido assim e o público crescente é prova disso. Todos os anos esperam mais e nós fazemos tudo para que seja mesmo assim, cada edição melhor.

Conseguir mostrar às marcas que apostar no interior e nos pequenos eventos é vantajoso, porque acabam por conseguir um contacto mais próximo com o público do que num qualquer festival de grandes dimensões ou numa metrópole, tem sido o principal desafio, mas, felizmente, temos tido parceiros que entendem esta nossa vontade de promover a região, que entendem que o Côa Summer Fest é muito mais do que um festival de música e que se juntam a nós.

Hoje, felizmente, o nosso festival já é uma referência a nível nacional, já faz parte das listas de eventos anuais, já é reconhecido. E se já sentíamos isso, agora sentimos ainda mais, com o Côa Summer Fest a ser nomeado em quatro categorias nos Iberian Festival Awards, nomeadamente na de melhor foto, com uma imagem da Sara Franco, melhor performance, com o concerto de Murta da última edição, melhor festival de pequena dimensão e melhor programa cultural, já que o festival promove uma série de atividades para envolver a comunidade e dar a conhecer a sua riqueza a quem vem de fora. Estas nomeações, cuja votação está a decorrer online, expressão o valor do nosso trabalho e do festival e são, sem dúvida, um grande presente para os jovens envolvidos, para os nossos parceiros e até mesmo para os nossos festivaleiros.

O público alvo é sempre o mais jovem, mas a participação é de todas as idades?

O Côa Summer Fest nasceu para ser um festival de jovens para jovens, mas, de facto, as faixas etárias têm-se alargado, tanto quanto aos festivaleiros como na organização. A comunidade de Foz Côa envolve-se no festival e quer ajudar. Hoje, embora maioritariamente jovens, a equipa conta com pessoas dos 13 aos 60 anos.

Por outro lado, também os participantes se têm alargado. O festival continua a responder aos gostos musicais dos mais jovens, mas, a par dos concertos, fazemos questão de, no primeiro dia de evento, ter uma atividade – por norma desportiva – para toda a família, envolvendo as mais diversas idades. Na edição anterior, contámos também com uma ação de sensibilização para a poupança de água dirigida a crianças que não são, de todo, o nosso público, mas que serão os jovens do futuro, o nosso público do futuro, um público que nós desejamos cada vez mais educado e responsável para as questões ambientais, que sempre foram um foco do Côa Summer Fest. No fundo, não queremos ser apenas mais um festival de música, queremos deixar uma pegada positiva para todos na região.

 Abrindo um pouco o véu, como será a edição de 2020?

Ainda é cedo para avançar com muitos pormenores, mas já temos muitas coisas pensadas para este ano. Sendo a décima edição, só poderá ser especial. Queremos renovar e modernizar a imagem do festival, mostrando que, aos dez anos, continua vivo, vibrante, fresco e melhor do que nunca.

Em termos musicais, continuaremos a oferecer o que os jovens mais gostam e a apostar nos novos talentos, fazendo brilhar a prata nacional. Este é um papel que nós gostamos de ter e do qual nos orgulhamos, porque se hoje estamos prestes a celebrar uma década de festival também foi porque um dia alguém nos estendeu a mão e deu uma oportunidade. Acreditamos que os festivais também podem – e devem – ter este papel de dar espaço aos novos nomes, dando-lhes oportunidade de crescerem.

A par da música, continuaremos a ter atividades desportivas e culturais e, garantidamente, continuaremos a ser um festival gratuito, para termos a certeza que todos poderão juntar-se a nós. No início de agosto, voltamos a abrir as portas.


Esta é uma região onde o turismo está a crescer aos poucos e tem muito para visitar de futuro prevê se um crescimento de mais visitantes?

Ano após ano, o Côa Summer Fest tem crescido em número de participantes, quer em pessoas no recinto, como no campismo e nas piscinas municipais, que centram também algumas atividades. Temos algumas limitações no recinto, que começa a ser pequeno para tantos festivaleiros, mas temos ainda espaço para crescer no campismo e nas zonas limítrofes ao recinto, com as restantes atividades e acreditamos que os números continuarão a subir.

Que mensagem se pode deixar para 2020 para toda a comunidade em geral?

Antes de mais, gostaria de apelar a todos os que acreditam neste projeto para votarem em nós, online, no site do Talk Fest, que é o promotor dos Iberian Festival Awards. As votações decorrem até dia 7 de janeiro e, sem dúvida, o apoio de todos seria uma grande forma de arrancar o novo ano e acredito que seria também um grande orgulho para toda a região se ficássemos bem posicionados na competição, até porque somos o único festival do distrito a concurso.

Gostaria ainda de agradecer todo o apoio que a comunidade e os nossos parceiros nos têm dados nestes dez anos, pois só com esse apoio foi possível chegar a este patamar. Para 2020, espero que todos continuemos com esperança, com muita garra e que a comunidade seja cada vez mais unida, pela região, pelos seus. Que possa apoiar cada vez mais, que possa deixar os jovens sonharem alto e estar lá para os ver vencer, mas também para os amparar em caso de queda, sem julgar, porque sabemos que nenhum percurso se faz sem alguns percalços. São os jovens que podem levar a nossa região mais longe, mas sempre com o apoio e sabedoria dos mais velhos.

Foz Côa tem ainda muito para crescer, pelos nossos vinhos, pelas nossas paisagens, pela nossa gastronomia, mas cabe a nós, fozcoenses, mostrar ao mundo que somos muito mais do que as gravuras rupestres – que só por si têm já um valor incalculável.

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