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Construção de Centro Intermunicipal de Recolha Oficial de Animais vai ser uma realidade

Foi assinado , nesta quinta-feira, dia 9 de julho, no Solar do Queijo Serra da Estrela, o protocolo para a construção do Centro Intermunicipal de Recolha Oficial de Animais, pelas Câmaras Municipais de Celorico da Beira e de Gouveia.

Marcaram presença, o presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, o presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Luís Tadeu e o Secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho, como também elementos do executivo municipal de ambas as autarquias.

Será um investimento de cerca de 200 mil euros na criação do Centro de Recolha Oficial e Parque de Bem-estar Animal São Francisco de Assis, pelas duas autarquias,  será comum aos dois concelhos e irá permitir colmatar a problemática dos animais abandonados, vadios e errantes da região. Para a execução desta obra, as duas autarquias apresentaram uma candidatura intermunicipal a um programa de financiamento.

O equipamento, que terá cerca de 2.000 metros quadrados de área de construção e uma capacidade de acolhimento para 100 cães, contempla a criação de 25 “boxes” de canil, gatil e uma “box” para animais de outras espécies, receção, sala de esterilização com recobro, consultório, sala de tosquia e banho, anfiteatro para ações de sensibilização de visitantes e hotel canino com recinto exterior vedado, entre outros espaços, destinados a arrumos, armazenamento e convívio.

Este equipamento vai ser construído num espaço desativado de uma antiga estação de tratamento de águas residuais de Celorico da Beira, assegurará a possibilidade de prestar um serviço público de qualidade nesta área da saúde pública e meio ambiente.

Para além da recolha e acolhimento dos animais, o Centro de Recolha a construir brevemente procurará, também, encontrar novos donos para os animais abandonados (vertente educacional) e, simultaneamente, garantir os cuidados necessários à manutenção da saúde e conforto animal.

De salientar que este protocolo constitui uma ambição antiga de ambas as autarquias, uma vez que, após a entrada em vigor da lei que proíbe o abate como forma de controlo da população de animais errantes, o número de animais tem vindo a crescer, tendo-se tornado imprescindível a criação de uma estrutura digna e com condições para o acolhimento dos mesmos.

Na impossibilidade de uma resposta municipal individual para esta necessidade, nomeadamente no que diz respeito às instalações físicas, o município de Gouveia e de Celorico da Beira entendem que a estruturação deste serviço num quadro intermunicipal, com a partilha de recursos físicos financeiros e humanos, é a melhor solução para servir o interesse público.

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