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Distrital do PSD da Guarda volta a criticar o PS de politizar a ULS Guarda

Em comunicado, a Distrital do PSD anteriormente tinha  denunciado a incapacidade do Partido Socialista em nomear o Conselho de Administração da ULS, visto que a comissão de serviço desta instituição terminou há quase um ano (dezembro de 2019), o governo, a reboque, apreçou-se
agora a nomear uma nova administração para a ULS da Guarda.
O Partido Socialista, durante todo este tempo, para além de não cumprir a lei,
manteve moribundo o Conselho de Administração que, com o passar do tempo foi-se
arrastando, desmotivado, gerindo a prazo e sem confiança e, sobretudo, sem eficácia.
Situação injustificável e grave, dado o especial momento critico de pandemia porque
todos passámos e continuamos a passar. Os tempos de espera para obter consultas
em algumas especialidades foi-se avolumando drasticamente, grande parte das
cirurgias não urgentes foram adiadas e a falta de profissionais de saúde é uma
realidade alarmante.
Face a esta situação, valeu-nos a dedicação e o emprenho de todos os profissionais
que desempenham funções na área de abrangência da ULS da Guarda.
Consumada que está agora a nomeação “recauchutada” de todos os elementos para a
ULS da Guarda, a Distrital do PSD denuncia aquilo que mais descredibiliza e fragiliza a
democracia, que é a politização inadmissível das instituições publicas, neste caso na
área da saúde.
O PS com estas nomeações provou, uma vez mais, que primeiro está o partido e a
política partidária e, só depois, está a resolução dos reais problemas dos cidadãos.
Nomear o Presidente da Concelhia da Guarda, que também é líder do Grupo
Parlamentar do PS na Assembleia Municipal para a administração da ULS da Guarda
é, sem sombra de dúvida, um ato de politizar esta instituição. Mais grave se torna,
quando a formação profissional do dito nomeado é Engenharia Mecânica, sendo esta
área absolutamente desajustada para a função que vai desempenhar. Mais inusitado é

o facto deste Conselho de Administração contar com mais dois engenheiros na sua
atual composição. Garante-se que as ‘engenharias’ do hospital estarão bem entregues,
mas assiste à dúvida quanto às competências da gestão, que tão caras são nesta ULS.
Não é a pessoa que está em causa, mas sim a falta de formação académica, curricular e
de experiência evidenciado para o eficiente desempenho de tal cargo. No fundo, as
evidências que existem levam-nos a crer tratar-se de um “boy” (mais um!) que vai
fazer trabalho político numa instituição onde a prioridade tem necessariamente de
ser os cuidados de saúde dos cidadãos, a gestão desses mesmos cuidados e da
própria ULS, e não a sua partidarização.
O Partido Socialista da Guarda já nos habituou a esta prática. Basta ver o que se passou
na Secretaria de Estado da Ação Social, sediada na Guarda, onde foram nomeados
vários “boys” sem qualquer formação na área social, funcionando como uma agência
de empregos do PS, com o objetivo de fazer o trabalho político do partido no Distrito,
pagos com o dinheiro dos contribuintes portugueses.
Em matéria de partidarização do aparelho do Estado o PS é recordista, pois em 2020
está a alcançar números nunca antes atingidos, porque para além de ser o maior
governo da nossa democracia, também tem o maior número de membros dos
gabinetes e ao longo da sua governação tem feito um assalto ao poder nos órgãos
descentralizados do estado.
Resta-nos desejar que este renovado Conselho de Administração da ULS da Guarda
resolva rapidamente os problemas com que os cidadãos se têm deparado, tirando o
distrito do estado de agonia em que se encontra. A prioridade tem de ser garantir
cuidados de saúde aos doentes COVID e combater a pandemia, mas não podem ser
esquecidos os doentes não COVID, cuja ULS já tem graves problemas no que diz
respeito ao atraso nas cirurgias, nos dramáticos tempos de espera para se obterem
consultas e na falta de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar. A construção do
Pavilhão 5 e a segunda fase do hospital da Guarda, bem como a construção de novas
instalações para o Centro de Saúde de Seia têm de estar na prioridade desta
Administração.
Quanto a nomeações, a Distrital do PSD da Guarda antevê, ainda, que a escolha do
novo Diretor do Centro Distrital da Segurança Social da Guarda por parte do PS siga a
mesma prática censurável, sentando na cadeira maior da Segurança Social do Distrito
mais um elemento do aparelho partidário do PS.

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