Estelas funerárias de Abrunhosa do Mato inserido em “«MANGUALDE, O NOSSO PATRIMÓNIO!»
A campanha «Mangualde, o nosso património!», que voltou a ser quinzenal, destaca nesta primeira quinzena de maio as Estelas Funerárias de Abrunhosa do Mato. Promovida pela autarquia, esta campanha tem como objetivo aproximar a população do património mangualdense do mais belo que existe no concelho.
Inseridas num muro que delimita um caminho de uma propriedade agrícola, podemos admirar duas cabeceiras de sepultura, no Portinho, em Abrunhosa do Mato. As suas características não nos permitem colocá-las no universo das cabeceiras discóides da Idade Média. Pela decoração insculpida que exibem, serão cristãs e, muito provavelmente, da Época Moderna, algures entre os séculos XVI e XVIII. Não sabemos se estão no lugar original, nem tão pouco fizemos sondagens nas imediações que nos pudessem ajudar a contextualizá-las cronologicamente. A configuração de ambas é antropomórfica: representação estilizada dos defuntos. Interpretam uma intenção comemorativa e indicativa de inumação, perpetuando a vontade de alguém se manter na memória dos que ficavam e na de quem viria. Estas estelas funerárias de Abrunhosa do Mato têm dimensões distintas, permitindo avançar com a hipótese de que a maior se destinou a perpetuar a memória de um adulto, enquanto que a menor cumpriu esse papel para um jovem ou criança. Nada mais possuem que retire o anonimato aos inumados… Não se perdeu, ainda, a lenda, de que seria uma moça que, tendo ido ao moleiro moer o cereal, naquele local, terá sido atacada por lobos. A mãe, estranhando a demora da filha, ter-se-á posto a caminho, acabando, no mesmo local, por ter igual destino. Tais pedras serão, então, evocativas da memória de tão trágico acontecimento e, em última intenção, uma homenagem sentidamente feita às duas personagens…
Coordenadas geográficas: Latitude: 40º 33. 103’; Longitude: 7º 44. 819’
António Tavares, Gabinete de Gestão e Programação do Património Cultural da CMM
Foram já vários os bens patrimoniais destacados por esta campanha nos últimos anos. A título de exemplo, Já foram destacados os Refrigerantes Condestável de Abrunhosa do Mato, os Bordados de Tibaldinho, a Casa dos Condes de Mangualde, a Fonte de Ricardina, vestígios arqueológicos ao tempo do Império Romano em Pinheiro de Tavares, a Capela de São Domingos de Ançada, a Carvalha, a Capela de Santo António em Mesquitela, a Fundação de Nossa Senhora da Saúde de Cunha Alta, os símbolos maçónicos e o Solar de Santa Eufémia. Mais recentemente, estiveram em destaque o Santuário de Santa Luzia, em Freixiosa; a Casa de Darei, na aldeia de Darei, freguesia de Mangualde, a Igreja Matriz de Várzea de Tavares, a Calçada Romana de Mourilhe; a Igreja de São Pedro de Cunha Alta; e a Capela de São Sebastião, em Santiago de Cassurrães, a Alminha de Tabosa, a Capela de São Domingos de Vila Mendo, o Pontão da Amieira, em Quintela de Azurara, o Depósito da Cruz da Mata, a “Senhora da Graça, ou do Alqueve – Fortaleza de Deus?” e o Portal Quinhentista de Pinheiro de Tavares.






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