Evolução da sinistralidade rodoviária nos primeiros seis meses do ano
No âmbito da reunião desta manhã – entre o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, Tenente-General Rui Veloso, o Diretor Nacional Adjunto da Unidade Orgânica de Operações e Segurança da Polícia de Segurança Pública, Superintendente-Chefe Pedro Neto Gouveia, e o Presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Pedro Clemente – divulgamos os dados provisórios da evolução da sinistralidade rodoviária, referente ao
primeiro semestre deste ano, consolidados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária:
Sinistralidade 24h – janeiro a junho de 2026
• Registados 17.941 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 225 vítimas mortais,
1.371 feridos graves e 20.724 feridos leves;
• Face ao período homólogo de 2025, registaram-se mais 23 vítimas mortais (+11,4%)
e mais 89 feridos graves (+6,9%). Já na frequência de acidentes com vítimas e feridos
leves, o saldo fixou-se em reduções de 0,7% e 2,1%, respetivamente;
• As zonas urbanas são as que concentram a maioria dos acidentes: 63,9%. Estes
concentraram 32,9% das vítimas mortais e 47,1% dos feridos graves;
• Nos atropelamentos, observou-se um agravamento da mortalidade, com um
aumento de 121,4% nas vítimas mortais (passando de 14 para 31) e um aumento de
2,8% nos feridos graves, apesar da redução nos acidentes (-3,0%) e nos feridos leves
(-2,8%);
• Nas estradas nacionais ocorreram 18,4% dos acidentes, com 28% das vítimas
mortais. Nas autoestradas, registaram-se 6,3% dos acidentes, com 11,1% das
vítimas mortais.
Para inverter a subida da mortalidade e do número de feridos graves nas estradas
portuguesas, o Ministério da Administração Interna, em conjunto com a GNR, a PSP e a ANSR,
está e vai continuar a implementar de um conjunto de medidas com objetivos quantificados
e cujos resultados serão acompanhados em permanência.
Entre as principais ações está o reforço da fiscalização já planeada em função dos locais e
horários em que se observa maior concentração de comportamentos de risco. A
intensificação desta fiscalização traduzir-se-á num maior controlo de infrações críticas —
como o excesso de velocidade, o consumo de álcool e o uso do telemóvel ao volante —, e no
reforço das operações conjuntas entre a GNR e a PSP, a par de intervenções diretas nos
pontos negros e troços de maior concentração de acidentes.
Para responder ao agravamento do número de atropelamentos, será colocado em prática
um plano extraordinário de fiscalização em zonas urbanas. Esta estratégia dedicada, em
que autarquias locais, pelo conhecimento aprofundado que possuem, desempenham um
papel fundamental, prevê:
• A identificação e intervenção urgente nos locais com maior incidência deste tipo de
acidentes;
• O reforço da iluminação, sinalização e visibilidade das passadeiras;
• O lançamento de uma campanha de consciencialização dirigida tanto a condutores
como a peões.
A segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada, exige um esforço e um
compromisso de todos. Do Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de
cada cidadão.
A resposta a este flagelo tem de ser conjunta. Por isso, estas medidas serão essenciais para
cumprir com os objetivos estabelecidos a nível nacional e europeu e fazer frente à tragédia
que a sinistralidade rodoviária traz a tantas pessoas e famílias.





